domingo, dezembro 4, 2022

Gripen para o Brasil

VÍDEO EXCLUSIVO: a história do caça F-5 – Segundo lote, a compra dos ‘Aggressors’

Destaques

Guilherme Poggio
Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A HISTÓRIA DO CAÇA F-5 PARTE 26

NEGOCIAÇÃO

As negociações entre os Estados Unidos e o Brasil para a aquisição de caças F-5 usados tiveram início no segundo semestre de 1987, sendo concluídas no ano seguinte via FMS, programa de vendas militares ao exterior. O contrato contemplava a aquisição de 26 jatos, sendo quatro modelo F-5F, biposto. Em média, cada caça custou menos de 400 mil dólares. Esse ‘negócio da China’ feito com os Estados Unidos acabou por encerrar a possibilidade de o Brasil sonhar com o chinês F-7M Airguard.

O contrato era do tipo “porteira fechada”, ou seja, o lote todo foi arrematado na condição em que se encontrava e não dava direito a inspeções de recebimento ou voos de teste. Mesmo os documentos e relatórios que condenavam alguns dos aviões foram mantidos em segredo e não foram repassados às autoridades brasileiras.

Os aviões estavam em duas bases diferentes. Metade dos F-5E estava em Nellis e os demais estavam em Williams, junto com os F-5F. Os exemplares de Nellis, empregados como aeronaves agressoras, ostentavam diferentes padrões de pintura, imitando os empregados pelas forças aéreas do Pacto de Varsóvia. Já os jatos provenientes de Williams eram todos pintados de cinza claro brilhante.

PARA CANOAS

A Força Aérea Brasileira já sabia que o padrão dos F-5 da USAF era bem diferente quando comparado aos seus F-5 do primeiro lote. Itens como assentos ejetáveis, rádios e outros aviônicos não eram compatíveis com a frota que operava no Brasil. Por questões logísticas o Estado-Maior decidiu concentrar os caças comprados da USAF em Canoas, no Rio Grande do Sul. Por este motivo coube ao Esquadrão Pampa organizar o translado das aeronaves.

Em setembro de 1988 um grupo de militares do Pampa viajou para Nellis, no estado de Nevada. Para dar apoio à missão, a FAB deslocou um C-130H e um KC-137. O primeiro contato com as aeronaves foi desolador. Uma avaliação superficial mostrou que possuíam diversas panes. Não era possível voar com aqueles F-5 sem enfrentar graves riscos à segurança.

EPOPEIA

Em dois dias e meio o grupo trabalhou para sanar as panes e colocar os primeiros jatos em condições mínimas de voo. Na manhã de 29 de setembro de 1988 começou a epopeia. O primeiro grupo composto pelo KC-137 e seis F-5 decolou de Nellis rumo ao Brasil. A programação inicial previa nada menos do que seis dias de translado, com várias escalas, mas na prática foi muito além disso. Vale lembrar que o KC-137 foi utilizado apenas como avião de apoio ao deslocamento, não como reabastecedor, pois os caças F-5 ex-Agressor da USAF não possuíam sistema de reabastecimento em voo.

Logo na partida de Nellis o FAB 4878 sofreu uma pane que atrasou a decolagem. Na etapa seguinte problemas de vazamento no tanque de combustível externo, pane no acionamento dos motores do 4877 e a meteorologia desfavorável forçaram o pernoite em Holloman.

O problema de vazamento no tanque externo retornou e acabou retendo o grupo na localidade de Kelly por três dias. Outras panes ocorreram enquanto o grupo se deslocava pelos Estados Unidos rumo ao Caribe, incluindo problemas no rádio e nos motores.
Fora do território norte-americano os F-5 ficavam surdos e mudos, pois as aeronaves possuíam apenas rádios UHF. No Caribe e mesmo no Brasil toda a comunicação era feita pelo KC-137. Cada um dos F-5 possuía apenas um rádio VHF portátil.

No Caribe os problemas de vazamento de combustível persistiram. No exemplar 4876 a seção da cauda teve que ser retirada para reparo de motor. A esquadrilha chegou ao Brasil no dia 10 de outubro, pousando em Belém. Mesmo em território brasileiro as panes se sucediam. Com bateria fraca, os mecânicos foram obrigados a fazer a popular “chupeta” no 4878.

ADEUS AOS CAMUFLADOS

Após 15 dias de viagem o primeiro grupo de traslado chegou a Canoas. Para as viagens seguintes ocorreram muitas modificações. A começar pelo aeródromo de partida, que não seria mais Nellis e sim Homestead, na Flórida.

Ao longo de 1989 os demais vinte caças F-5 adquiridos junto à USAF foram transladados em esquadrilhas de quatro aeronaves. Panes de toda sorte aconteceram nestas viagens, o que demonstrava o péssimo estado dos aviões.

Como o plano era concentrar todos os F-5 desta nova aquisição em Canoas, as aeronaves do primeiro lote que estavam com o Esquadrão Pampa foram enviadas para a Base Aérea de Santa Cruz. A partir de janeiro de 1990 a unidade passou a operar apenas com os aviões usados do segundo lote.

QUASE IMPRESTÁVEIS

Todos os F-5 ex-USAF tinham algum tipo de discrepância em relação ao armamento ou à aviônica. O maior dos problemas estava no equipamento de comunicação, pois o rádio UHF do F-5 era incompatível com o sistema de comunicação operado pelo país. Somente as torres de Porto Alegre e da Base Aérea de Canoas tinham este equipamento. O problema só foi resolvido dois anos depois, quando a Aeronáutica finalmente instalou rádios VHF e equipamentos de navegação.

Em relação ao assento ejetável, o modelo utilizado nos F-5 ex-USAF não possuía paraquedas embutido. Além do problema de gerar mais uma linha logística, isso obrigava o piloto a carregar 18 quilos nas costas até chegar à linha de voo.

Quando ao radar, os modos ar-ar e ar-solo foram bloqueados. Os canhões dos caças não funcionavam porque os cabos da alimentação elétrica haviam sido cortados. Situação parecida foi encontrada nos cabides e nos trilhos das pontas das asas. Não havia cabeamento para lançar nenhum tipo de armamento. Se voar o F-5 do segundo lote já era difícil, combater com ele tornou-se algo impossível.

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Willber Rodrigues

Fico imaginando um universo paralelo em que a FAB comprou o caça chinês…sera que ele tambem seria nosso principal caça hoje em dia, igual os F-5?
No mais, além da questão do baixo custo, teve algum outro “bom motivo” pra FAB ter adquirido um lote de caças tão problemático quanto esses F-5 usados da USAF?

Maurício.

Eu acho que o F-7 ainda estaria operacional como os F-5, além de ser um caça superior perante o F-5, o que dirá esses F-5 que como o texto menciona, estavam quase imprestáveis. O F-7 é basicamente um Mig-21, que Israel consegue manter modernizado até hoje, igual os F-5.

Santamariense

Mig-21 e F-5 são caças bastante semelhantes e que possuem seus defeitos e qualidades. Se os F-7 ainda estariam operacionais, nunca saberemos.

Maurício.

Na minha opinião o F-5 é melhor no combate a baixa altura, é mais manobrável que o Mig-21, mas o Mig-21 é mais rápido, tem motor mais potente e tem um teto operacional maior, ambos são perna curta, e muito similares, mas no geral eu acho o Mig-21 superior. Quanto ao F-7 ainda estar operacional, é claro que não sabemos, já que não foi o escolhido, mas olhando o histórico da FAB com os F-5, e tendo empresas capazes de manter esses caças atualizados, eu apostaria que sim, ainda estariam operacionais, assim como os F-5.

Marcelo

Logico que estaria operacional,o caça chines foi fabricado ate 2013 !!!
Na China, o caça ganhou o nome Chengdu J-7 e cerca de 2.400 unidades foram produzidas entre 1966 e 2013 !!

Santamariense

Pode ser que sim, pode ser que não. Mas, não adianta discutirmos. Esse avião não foi adotado pela FAB.

Leandro Costa

Rapaz, essa é uma boa questão, Maurício. Ambos tem excelentes pontos fortes e alguns pontos fracos. Não sei se consigo dizer qual seria o melhor entre os dois. Acho que eu fico com o F-5, porque ele tem visibilidade melhor, o que o torna melhor em um dogfight, e tem um cone de nariz um pouquiiiiiinho maior do que o do F/J-7, o que o habilita à possivelmente operar um radar melhor, conseguindo integrar armamentos de maior alcance nele. O grande ‘X’ da questão em relação ao F-7 que precisa ser considerada é a questão da filosofia de manutenção do… Read more »

Camargoer.

Olá Wilber. O primeiro caça a jato da FAB foram os Gloster Meteor ingleses, comprados com algodão (por meio de uma triangulação realizada por um banco). Eles foram substituídos pelo F80 (starshooting) dos EUA, que já era um modelo ultrapassado. No fim da década de 60, a FAB queria um caça de primeira linha mas os EUA vetaram a venda de aviões para a FAB. Por isso, a FAB buscou o MIrage III francês (que vieram desmontados e foram montados em Anápolis). Foi quando os EUA autorizaram a venda do F5E e F5B biplace. Comparado ao Mirage III, o F5… Read more »

Willber Rodrigues

“(…) a FAB teve que mapear o envelope aerodinâmico do F5 porque os EUA vetaram a transferência desta informação para a FAB.”
E lembrando que essa foi apenas mais um capítulo da grande novela de vezes em que o “benevolente” EUA nos vetaram armamentos modernos e nos atrapalhando de alguma forma ( lembram quando o Tio Sam mexeu nos pauzinhos pra impedir a Alemanha de nos ajudar em nosso programa nuclear? ).

Maaaas, tem gente que insiste em dizer que eles são nossos muy aliados…

Camargoer.

Também tem o veto para a venda dos AMX para a Venezuela, que encerrou de vez a produção deste modelo.

Vitor

Acho que eles aprenderam com o Iran, Venezuela entre outros países que possuem equipamento ocidental e é justo querer evitar que armamento sofisticado possa cair nas mãos de potenciais opositores.
Aqui temos ainda políticos corruptos, com mentalidade ideológica da guerra fria ainda e muitos anti capitalistas e “anti-eua” e um povo que não sabe votar. E tudo isso não é a menor síndrome de vira lata.

Carlos Crispim

Além de tudo q vc mencionou, o Brasil era (ou ainda é) considerado pirata de tecnologia, já li muitos comentaristas aqui dizendo que o Brasil devia comprar um e fazer engenharia reversa, se essa mentalidade for majoritária no povo, que não sabe nem votar, então o que o EUA fizeram (fazem) tem toda justificativa do mundo.

Willber Rodrigues

“Além de tudo q vc mencionou, o Brasil era (ou ainda é) considerado pirata de tecnologia”
Ahhhh…quem dera fôsse-mos esse tipo de pirata…

André Macedo

Imagino os EUA falando: Vamos nortear nossas relações nos comentaristas do blog que defendem a engenharia reversa, mesmo que o Brasil nunca tenha realmente feito isso (não, nem com o míssil Britânico na época das Malvinas)

Nonato

E os Estados Unidos empurrando um presidente goela abaixo por meio de gente que vive lá.
Os comunistas caviar.
Defendem o comunismo mas vivem em nova Iorque.. .

Camargoer.

Não entendi. O que você quer dizer?

André Macedo

Aprenderam o que? Irã e Venezuela sofreram golpes ou tentativa de golpe dos EUA, o armamento ocidental pro Irã veio depois da Operação Ajax que derrubou o governo iraniano

Nonato

Ainda bem que Cuba se livrou dessa dependência…
E é um país soberano e livre…

Hellen

Sempre aquele papo de aliado extra otan kkk

Santamariense

O programa de modernização dos F-5 da FAB, Programa F-5M, não teve nada a ver com a resolução dos problemas estruturais dos F-5 do segundo lote. Quem resolveu esses problemas foi o PAMA/SP, ente os anos de 1990 e 1991, quando todas as 26 células passaram por revitalização estrutural completa, incluindo a substituição de todas as longarinas de todas as células. Estas peças e estruturas foram todas produzidas e usinadas no próprio PAMA/SP. O programa F-5M padronizou as células do primeiro lote com as células do segundo, tornando todas elas idênticas. Itens que eram diferentes entre os lotes, como assentos… Read more »

carvalho2008

Fosse o F-7 ainda estariam voando e com possibilidade de sobrevida maior.

O motor WP-13 ainda é fabricado até hojeAs asas tambem são aind a fabricadasFreios tambemA eletronica seria israelense igual, pois o pacote de modernização de ambos é quase igual…Por que?

Porque o JL-9G continua sendo fabricado….com mais de 70% das mesmas peças…
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Last edited 16 dias atrás by carvalho2008
Leandro Costa

Eu sabia que você iria falar dele hehehehehe

carvalho2008

Fosse o F-7 ainda estariam voando e com possibilidade de sobrevida maior.

  • O motor WP-13 ainda é fabricado até hoje
  • As asas tambem são aind a fabricadas
  • Freios tambem
  • A eletronica seria israelense igual, pois o pacote de modernização de ambos é quase igual…

Por que?
Porque o JL-9G continua sendo fabricado….com mais de 70% das mesmas peças…

Santamariense

O F-5 também não sofre de falta de sobressalentes. Tem centenas ainda em operação no mundo. A FAB vai desativá-los por final de vida útil, mesmo. Não por dificuldade de suprimentos. Mas, se fosse intenção e, economicamente viável, com uma relação custo/benefício positiva, a FAB poderia submeter todas as nossas células de F-5 à uma revitalização estrutural completa e à uma nova modernização de eletrônica, mantendo-os operacionais por mais 20 anos, tranquilamente. Mas, o futuro da FAB é o Gripen. Ponto.

Maurício.

Sobre o fato dos F-5 estarem em péssimo estado, quase imprestáveis, nessa excelente matéria tem algo que fala sobre o assento ejetável do F-5.

https://forcaaerea.com.br/ha-25-anos-a-fab-dava-adeus-ao-f-5f-4809/

Camargoer.

Oi Mauricio. Que história triste. O irônico foi que a morte do aviador pode ter salvo a vida de outros como resultado da investigação do problema do assento ejetor. Ainda assim, que história triste.

Marcelo

Nesse mundo militar não existe bonzinho,os americanos fizeram com nós o mesmo que os franceses fizeram com os argentinos com o super etendard !!!

Clésio Luiz

Esses F-5 voaram entre 10 e 15 anos, e nos foram vendidos nesse estado.

Agora imagine se tivéssemos mordido a isca e comprado uns F-15 e F-16 que nos foram oferecidos alguns anos atrás dos estoques deles, que passaram por 4 guerras e operaram por 30 anos…

Sucatas, mas não faltou aborrecente ostentador por aqui achando que iria ser o máximo comprarmos aquelas bombas.

Nonato

Kkkk.
F 16 com 40 anos de uso.

Santamariense

No texto é citado o F-5E 4878. Tanto este, como o F-5E 4879, foram duas matrículas aplicadas de forma equivocada em duas células, ainda nos EUA, pelos norte-americanos. Quando chegaram ao Brasil receberam as matrículas corretas. No livro do 14, que eu tenho em casa, tem a informação correta. Quando voltar de viagem eu vejo quais foram as matrículas corretas que eles receberam. O que eu sei e garanto, é que os F-5E deste segundo lote receberam as matrículas do 4856 ao 4877 e os F-5F do 4806 ao 4809.

Last edited 17 dias atrás by Santamariense
Carlos Crispim

São lindos. Os Mirages são lindos. Essa história miserável da nossa FAB, pra mim, só demonstra que nossas FA nunca quiseram ser fortes, nunca quiseram despontar para serem primeiros em nada, sempre escolheram o arroz com feijão barato de comprar e manter….E estamos assim até hoje! Outros países já nos ultrapassaram há décadas e estamos ainda vivendo a doutrina da guerra do Vietnan. Que lamentável.

Last edited 17 dias atrás by Carlos Crispim
Rinaldo Nery

Não estamos vivendo a doutrina da guerra do Vietnan desde 2004. Você está enganado. As CRUZEX e SALITRE não têm nada a ver com Vietnan. Nem os Exercícios que realizamos aqui (Tápio etc.). Se informe melhor.

Rinaldo Nery

O Penedo (turma acima da minha) faleceu num desses F-5 porque a tubulação do sistema de ejeção estava invertida. Veio invertida dos EUA. Estava retornando de Santa Maria pra Canoas, teve uma pane (não sei qual), não conseguiu ejetar e entrou voando no Guaíba.

Santamariense

Sim, Rinaldo. Ele estava voando de CO para SM. Inclusive, o Maurício colocou um link com a matéria mais acima. A pane foi hidráulica, segundo o livro do Casella e do Rudinei. O F-5F caiu, junto com o piloto, no rio Jacuí, pouco antes deste desaguar no Guaíba. Penedo era meu conterrâneo.

Last edited 17 dias atrás by Santamariense
Funcionário da Petrobras

Lamento.
Desde a chegada do 4809 em meados de 88/89 até a queda em 96 não foi realizada revisão nível parque a ponto de constatarem a inversão da tal inversão da tubulação do assento?
Fico imaginando o apuro do Penedo nos 39 segundos (mencionado na matéria) antes da queda.

Rinaldo Nery

Boa pergunta. Não sei o que houve.

Santamariense

Entre a chegada e a queda, passaram -se 6 anos. Inclua aí o tempo parado para revitalização estrutural. O intervalo para as grandes manutenções nivel parque é de 1200 horas ou ao redor de 6 anos. Sendo assim, o 4809 deveria estar prestes a passar por inspeção geral no PAMA/SP. Opinião minha, apenas. Mas, neste tempo todo não terem percebido o erro no assento é algo estranho, realmente.

Last edited 16 dias atrás by Santamariense
BLACKRIVER

Que belo negócio essa compra em, radar bloqueado, sem VHF, fiação para os pilon cortados propositalmente….
Um ninho de panes… muitas delas provocadas propositalmente e de má fé pelos militares americanos…

Resultado, a perca de uma vida preciosa!!!

Santamariense

Perca, não. PerDa.

BLACKRIVER

Obrigado pela correção.

Leandro Costa

Má fé? Ou porque sendo agressors a maior parte desses equipamentos (ou todos eles) eram absolutamente desnecessários para operação da aeronave na USAF?

Nonato

A saga de 60 anos do F 5 continuara rendendo muitos episódios por aqui.
Se eu fosse a FAB continuaria usando o F 5 por mais uns 10 a 20 anos.
Mandaria colocar um radar AESA, instalar uns meteor, tinta RAM, um pod de guerra eletrônica.
Dá um bom caldo ainda.
Troca o motor…

Santamariense

Só o dinheiro gasto para projetar, testar, certificar e comprar os motores novos, daria para comprar um punhado de F-39.

Last edited 17 dias atrás by Santamariense
Funcionário da Petrobras

Caro Nonato.
Creio que o custo para mais uma modernização não compensaria, haja vista da baixa das células que já estão no “osso”.
Até 2030 não teremos mais F-5 voando por aqui.

Marcos Silva

kkkkkkkkk….esqueceu o IRST!

Nonato

Daqui a 20 anos Poggio faz novos episódios.
Episódio 100.
Após a chegada dos100 F 35 NG, e da entrega do 3° lote dos gripen G, a FAB avalia a possibilidade de retirar de servico os F 5 mais desgastados ou modernizar as células.

jorge domingos

BARATOS E IMPRESTÁVEIS . BRINCADEIRA BURRA.

Funcionário da Petrobras

Como falei em outra matéria dias atrás, o pessoal da FAB e da EMBRAER (com a modernização) “sabem mais” do F-5 do que os próprios americanos.
Parabéns a todos os envolvidos por fazerem estes caças voarem até hoje.

Antonio Neto

Precisamos agora empreender um esforço semelhante com o Gripen. Pesquisar soluções, nacionalizar a produção de componentes, quando possível. É um esforço que nunca se encerra.

Alex Faulhaber

Meu Deus, que furada. Quem teve a brilhante ideia de comprar esses aviões no “escuro”?

Funcionário da Petrobras

Não acho que tenha sido furada.
Creio que mesmo com estes percalços a aquisição de USD 400K por caça tenha valido a pena.
Onde acharíamos um lote com este numero e valor?

Victor

A titulo de comparação, o valor estimado de cada F-7 era em torno de U$$ 5 milhões. Embora fossem “0 km”, com 1 motor sobressalente para cada unidade, peças sobressalentes, treinamento e transferência de algumas tecnologias incluídas no pacote, era muito mais caro que os F-5.

Mesmo assim, acho que nunca saberemos se foi furada ou não, uma vez que não sabemos quanto nós gastamos pra colocar “em dia” essas células, além de que na época, caso o Brasil optasse pelos chineses, especulava-se que eles também comprariam material nosso da Embraer.

Funcionário da Petrobras

Victor.
Além do mais a FAB já operava o F-5 e, devido a restrições econômicas, não fazia sentido adquirir um novo vetor.

Last edited 16 dias atrás by Funcionário da Petrobras
Camargoer.

Ola Alex. Teríamos que conversar com quem participou da decisão, mas tenho a impressão que não existiam opções. A FAB tinha dois tipo de caças (o F103 e o F5). O país passava por um período de restrição econômica em função da crise da dívida externa e da moratória. A FAB tinha duas opções. Adquirir mais Mirage III de segunda mão, mais caro de operar que o F5. A outra opção seria adquiri F5 adicionais de segunda mão. Então, a questão era saber quem tinha F5 ou MirageIII de segunda mão disponíveis e com um preço que fosse viável para… Read more »

Komander

Sou fa dos matuzas, gostaria que ficassem por ai mais uns 30 anos.

Rinaldo Nery

Matuzas? Essa é nova…

Cássio

Quando eu participava dos exercícios do antigo COMDABRA, por meio da Artilharia Antiaérea do EB nos anos 90 e conversando com os companheiros da FAB, triste foi saber que o F-5F FAB 4809 caiu e principalmente, um jovem piloto foi a óbito, por causa dessa compra carregada de armadilhas que causaram riscos a segurança de voo e a defesa nacional. A equipe de oficiais e praças que trouxeram essas aeronaves merecem todo o nosso respeito e apreço pela coragem e audácia em cumprir uma missão árdua como essa que ocorreu nos final dos anos 80.

Nunes-Neto

Pelo relato ,recebemos praticamente Lixo,parabéns aos mecânicoa da FAB!

olivete da silva

Brazillll…sendo Brazillll…pais das bananas….compraram sucata…só nosso pais mesmo..e gira o globo

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