segunda-feira, outubro 3, 2022

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Força Aérea Brasileira inicia Exercício Tápio em Campo Grande

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Redação Forças de Defesa
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Em sua 5ª edição, a atividade conta com cerca de 30 aeronaves e mais de 16 Unidades Aéreas participarão de atividades operacionais que simulam um cenário de guerra

Teve início, nessa terça-feira (16/08), um dos maiores treinamentos de guerra promovido pela Força Aérea Brasileira (FAB): o Exercício Conjunto (EXCON) Tápio 2022, que está sendo realizado na Base Aérea de Campo Grande (BACG), no Mato Grosso do Sul. Até o dia 03 setembro, cerca de 30 aeronaves e mais de 16 Unidades Aéreas, além de Unidades de Infantaria, participarão de atividades operacionais que simulam um cenário de guerra.

Durante o Exercício, serão treinadas Ações de Força Aérea em uma possível participação da FAB em missões de paz da ONU, com o objetivo de contribuir para a ordem e a paz mundial e compromissos internacionais, garantindo a soberania, a integridade territorial e a defesa patrimonial, além de promover ajuda humanitária.

Militares e vetores são dispostos em cenário de guerra não convencional, no qual o combate é contra forças insurgentes ou paramilitares e não entre dois estados constituídos. Dentre as atividades, estão missões de Ataque, Reconhecimento Aeroespacial, Infiltração Aérea, Busca e Salvamento em Combate, entre outras. Aeronaves das Aviações de Caça, Transporte, Reconhecimento e Asas Rotativas participam das duas fases do exercício. Entre elas, estão os caças A-1 AMX e A-29 Super Tucano; as aeronaves C-130 Hércules, C-105 Amazonas, E-99, R-99 e C-98 Caravan, e os helicópteros H-36 Caracal e H-60L Black Hawk.

Interoperabilidade

Este ano, a atividade, em sua quinta edição, passou a ser denominada EXCON, pois contará com a participação das outras Forças Armadas. O Diretor do Exercício e Comandante da BACG, Brigadeiro do Ar Clauco Fernando Vieira Rossetto, explica que a mudança visa demonstrar a importância da interoperabilidade para a defesa do País. “Com o EXCON Tápio, mostramos a capacidade de operar de maneira integrada, coordenada e harmônica e que essa característica é necessária para que, em uma situação de conflito, as Forças tenham o domínio dos seus ambientes de interesse e impeçam que o inimigo faça o mesmo”, ressalta.

O Diretor do Exercício acrescenta, ainda, que a realização do Exercício é fundamental para garantir a continuidade da capacitação operacional dos militares. “Também nos capacita para a pronta resposta no emprego em diversas missões que são executadas pela Força”, conclui o Brigadeiro Rossetto.

Participação de Forças amigas

Nesta edição, haverá a participação da Guarda Nacional Americana de Nova York e de Idaho (NYANG e IDANG) no período de 20 a 30 de agosto. Elas vão agregar ao EXCON trazendo capacidades de emprego de meios de Força Aérea em um ambiente de guerra irregular. Além disso, essa oportunidade de intercâmbio, permite que a FAB esteja evoluindo doutrinariamente com as TTP (Táticas, Técnicas e Procedimentos) de uma força armada que está em constante provação no cenário global contra esse tipo de ameaça.

Desde 2018, os norte-americanos têm visitado a BACG e, pelo segundo ano consecutivo, têm vindo com meios aéreos e pessoal especializado para participar do exercício. Nesta edição, haverá voos conjuntos (aeronaves americanas sendo escoltadas por aeronaves brasileiras), voos de intercâmbio (militares americanos nas aeronaves brasileiras e militares brasileiros nas aeronaves americanas) e participação dos americanos no manning do EXCON, ou seja, ajudando na construção dos cenários de treinamento.

Aproximadamente 100 militares de diversas especialidades participam do exercício. A mobilização e a desmobilização dos norte-americanos serão realizadas por aeronaves C-17. Como participantes do EXCON, haverá três HH-60G Pave Hawk e um HC-130J Combat King, ambas aeronaves concebidas para o Personal Recovery, que engloba diversas ações de recuperação de pessoal, dentre elas, o CSAR – Busca e Salvamento em Combate.

HH-60G Pave Hawk

Saiba mais

O Exercício Tápio surgiu em 2018, com o objetivo de adestrar os Esquadrões Aéreos da FAB e as Unidades de Infantaria do COMPREP no cumprimento de Ações de Força Aérea em cenário similar ao encontrado em missões de paz da ONU, envolvendo simulações de Busca e Salvamento em Combate, Apoio Aéreo Aproximado, Lançamento de Paraquedistas e Cargas, Reconhecimento Aéreo, Evacuação Aeromédica, entre outras. Na Tápio, diversos Esquadrões da FAB e Unidades de Infantaria se encontram em Campo Grande (MS), possibilitando maior interação entre as diferentes aviações e promovendo um exercício operacional com atividades menos fragmentadas.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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BK117

“HC-130J Combat King”
Rapaz, quantas variantes do Hércules existem? Todo dia descubro uma nova!
Agora, esse Pave Hawk aí? Belezinha ein?

Rinaldo Nery

Esse modelo que deveria ser adquirido pro 2°/10° GAV. Seis unidades.

BK117

Concordo! Pra CSAR não ia ser nada mal uns PaveHawk, quem sabe até uns Jolly Green II.
Quem sabe no futuro…
Mas sou suspeito pra falar, sou fã da família Black Hawk!

Rinaldo Nery

Barato e eficaz.

Veiga 104

Boa noite a todos. Me chama a atenção que cada vez mais as forças armadas estão fazendo operações de treinamento em conjunto. Quase todo treinamento do exército, marinha ou aeronáutica tem a participação das outras forças. Pergunto se isso é reflexo da guerra das Malvinas quando a marinha e força aérea Argentina tiveram algumas dificuldades em atuar em conjunto. Se não me engano até certas informações sobre alguns armamentos ( mísseis exocet por exemplo) eles não compartilhavam antes da guerra. Desde de já agradeço. Abraço.

Agnelo

Prezado É a doutrina atual. Desde a Segunda Guerra, tem se integrado cada vez mais as Forças, chegando, cada vez mais, aos níveis táticos mais baixos. Não é só por causa das Malvinas. Na época, já havia um exercício ou outro com alguma integração. Até vir a Aviação do Exército, já havia também, e por causa da Aviação de Patrulha da FAB, já havia alguma integração também nos níveis táticos. Cito o emprego de tropas do EB com aeronaves da FAB em exercícios da Bda Pqdt, de Selva e F Esp e na Guerrilha do Araguaia. Lembro também os S-2… Read more »

Rinaldo Nery

Aumentou mais depois de 2004, quando oficiais da FAB fizeram o curso de Operações Combinadas da OTAN, na Base Aérea de Taverny, em Paris. A CRUZEX foi o nosso início. Depois fomos agregando essa mentalidade junto às outras Forças, nos exercícios/operações do MD. Participei de alguns (Pampa, Laçador, Poraquê, Leão Marinho etc.). Houve, no início, uma certa resistência das demais Forças, principalmente contra a adoção do ¨ciclo de 48 horas¨. Presenciei alguns episódios na Pampa (eu era A-2 Deputy da Força Aérea Componente). Mas, hoje, tudo funciona muito bem. Concordando com os foristas, muitas coisas ainda podem ser padronizadas. Estamos… Read more »

Agnelo

Concordo, Cel. Temos de melhorar.

Conversando com um colega de um exército mais experiente em combate, até eles tem de melhorar.

Hj, vejo o constante emprego conjunto em diversos exercícios. Acredito q não tenha mais integração nos níveis mais táticos, pela falta de recursos pra se realizar exercícios de vulto, q possibilitem o emprego das 3 forças, aumentando essa prática.

Rommelqe

Esses HH-60G Pave Hawk podem ser reabastecidos em voo. Entendo que na eventual aquisição pelo Brasil os mesmos deveriam ser certificados para reabastecimento com o KC390. Seria válido, principalmente para missões em alto mar e/ou com necessidade de elevada permanencia em voo

Rinaldo Nery

Combate SAR sempre é realizado a grandes distâncias (mais de 200NM). REVO é essencial.

joseano

Dá para levantar o trajeto que os Hercules portando os pave hawk no bojo fizeram para chegar em Campo Grande? Com essa carga eles conseguem decolar de Porto Rico e demandar Campo Grande sem escalas ?

Rinaldo Nery

Acho que os C-17 transportaram os HH-60. Não os Hércules…

Bebianno

Na notícia não se falou sobre as aeronaves e participação da FAB com mais detalhes

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