quinta-feira, março 4, 2021

Gripen para o Brasil

Portugal considera abrir escola internacional de formação de pilotos militares

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

EMB-314 Super Tucano

A 20 de janeiro de 2021, o ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho, revelou a intenção de criar uma escola internacional de formação de pilotos militares.

Assim como a Itália e a Grécia, Portugal também começou a considerar o treinamento de pilotos de caça nacionais e internacionais localmente. Por isso, o Ministério da Defesa está estudando uma parceria com uma empresa privada para a contratação da compra dos sistemas de treinamento, com um acordo semelhante ao firmado entre Atenas e a Elbit Systems.

O plano de Portugal visa envolver no projeto as nações europeias que estão modernizando a sua frota de aviões de combate, mas carecem de recursos para treinar os seus pilotos em casa. A ideia é unir forças e evitar que os pilotos tenham que cruzar o Atlântico para treinar nos Estados Unidos ou Canadá.

Segundo Cravinho, o programa será estabelecido na base aérea de Beja, onde o céu é azul 300 dias por ano, um fator muito importante para a formação. Não foram fornecidos detalhes sobre o tipo de aeronave que será utilizada.

Rumores indicam que o EMBRAER Super Tucano e/ou o Leonardo M346 Master são candidatos. É até possível que os dois tipos sejam introduzidos para abranger mais fases do treinamento. As duas aeronaves foram recentemente incluídas no site da SkyTech, que é a empresa privada portuguesa com a qual o programa será provavelmente contratado.

M-346

Já em janeiro de 2019, Portugal considerou arrendar uma aeronave de treinamento avançado a um fornecedor externo para treinar pilotos da Força Aérea Portuguesa. A Força Aérea vinha lutando para treinar seus pilotos de caça desde a aposentadoria dos Alpha Jets no início de 2018, enviando algumas tripulações aos Estados Unidos como uma solução provisória.

O general português Manuel Teixeira Rolo, chefe da Força Aérea Portuguesa, disse em 2019 que a opção dos EUA não é viável a longo prazo e que estão cogitando um contrato “power by the hour” com um fornecedor local. Ele nomeou especificamente a SkyTech, uma empresa irmã da especialista em leasing Hi Fly, como a empresa para adquirir e operar as aeronaves. O envolvimento de outras nações europeias seria essencial para o sucesso do projeto, que não se concretizou até agora.

Em novembro de 2020, a Scramble Magazine noticiou que a Força Aérea Portuguesa estava interessada no EMB314 Super Tucano como um possível substituto para o Alpha Jet. O tipo foi demonstrado em Monte Real (Base Aerea 5) aos militares portugueses.

FONTE: Scramble Magazine

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João Bosco

Ideia interessante…….

Fernando EMB

O Super Tucano foi projetado para a transição para o F-16! Essa história de Lift a jato é muito mais uma questão de doutrina do que de necessidade real.

GFC_RJ

Vendo a live de terça do Base Militar com o JP Morales… O Chile encomendou os seus com aviônica bem similar aos F-16 deles, justamente para facilitar ainda mais essa transição. É um case de referência.

Karl Bonfim

Então, e aquela história da Leonardo querer vender para a FAB os M-345 e M-346?

Fernando

Então… um fabricante sempre quer vender. Não significa que o cliente deseja comprar.

Fernando Turatti

Acho que de todas as nossas manias como brasileiros, a pior é acharmos que só nossas mães fizeram filhos espertos.
Ninguém pagaria o preço de aquisição e manutenção de jatos transônicos se um Super Tucano fizesse o serviço sem qualquer prejuízo.

Fernando EMB

Não é mania de é fato. Não é necessário. A FAB faz isso a anos.
Mas é uma questão de doutrina, de preferência, de costume.
O problema é a mania de achar que os brasileiros nunca sabem de nada e que o pessoal da FAB é um bando de idiotas. Isso vindo dos renomados “especialistas de teclado”!

Fernando Turatti

Não foi o que eu disse. A mania de ler o que não foi escrito também continua a se espalhar.
Eu deixei claro que tem o fato “prejuízo”, não falei em nenhum momento numa “impossibilidade”. Que dá pra fazer, dá, tanto que fazemos… Se isso ocorre sem prejuízo ou risco, aí é uma questão que outras forças mundo afora discordam e por isso gastam mais em seus treinadores para sanar tal necessidade.

Fernando EMB

Mas conversei com muitos na FAB. Inicialmente temiam tal prejuízo. Hoje não tem esta visão (pelo menos grande parte).
Tal, prejuízo é plenamente compensado por poucas horas de voo num biplace e simuladores. Ou seja se faz a mesma coisa, muito mais barato.
Outra coisa que me disseram é que se a transição for para um Rafale, F15, Typhoon… Aí um Lift traria alguma vantagem. Mas para F16, Gripen, F5, a transição pode ser feita tranquilamente.

Flanker

A França faz transição para o Rafale com o turboélice PC-21.

Teropode

Tudo bem mas , acho que deveríamos colar em nações que possuem mais experiência , por exemplo ; Israel não abre mão dos lifts , acredito ser mais prudente colar neles . 8 treinadores seriam o suficiente .

Stelio Frati

Israel, Polonia, Cingapura, Portugal, Grécia. Espanha está avaliando o MAKO2 e M346.

Rinaldo Nery

Me explica o raciocínio dos 8…

Flanker

Mas, o Brasil não é o único. Tem vários outros países pelo mundo que fazem o mesmo.

MestreD'Avis

Caros editores do PA

Sabendo que vou ser fustigado por 90% do site, vou deixar algumas considerações

A fonte da Scramble Magazine diz que o MdD revelou em 20 Jan a intenção de abir uma escola de pilotos na Base Aérea de Beja:
https://www.scramble.nl/military-news/portugal-considers-opening-international-military-pilot-training-school

Após uma curta pesquisa por sites de noticias portugueses, não encontrei a fonte dessa noticia, até porque João Cravinho não pode ter revelado ontem o que já tinha sido anunciado várias vezes em Março de 2019 ou em Agosto de 2020

https://observador.pt/2019/03/06/governo-estuda-criacao-de-escola-de-pilotos-de-avioes-a-jato-na-base-de-beja/

http://www.planicie.pt/2020/08/05/escola-de-pilotos-de-avioes-a-jacto-em-beja/

Será a palavra “jacto” nessas noticias que as torna desinteressantes?

Hcosta

Isso não significa que não utilizarão o ST. Podem fazer parte da instrução no ST. E essa é a minha dúvida. Fases iniciais com o ST, fases mais avançadas com outro a jacto, F16B, etc.. Depende do dinheiro…
Mas para fazer somente instrução básica os outros países deverão ter outras alternativas melhores, ou seja, para ser uma oferta competitiva deverá ter instrução que usem aviões a jacto.

MestreD'Avis

Hcosta, se costuma visitar os blogues de defesa portugueses percebe porque digo isto. A opinião geral é que a FAP quer um jacto e se querem trazer a escola para Beja com parceiros internacionais,algo que infelizmente penso já ser demasiado tarde, terão que atrair com um treinador a jacto.
Mas o meu comentário te a ver com a origem da “noticia” que não é nova, tem 2 anos, o oportunismo de a publicar agora e os “rumores” serem sempre os mesmos

ChDegelo

Interessante observar a opinião da Força Aérea Chilena sobre esse assunto. Talvez a diferença óbvia de performance de voo entre os vetores atrapalhe analisar outros aspectos importantes dessa fase da formação do piloto.

Acessar: https://www.youtube.com/watch?v=2KnxRIy-bw4&feature=emb_logo a 1:19:30 aproximadamente

João Fernando

Grande Roberto, acho que poucos vão entender a referencia da asa de Navajo

smichtt

Caro Roberto,

Desculpe minha ignorância sobre o assunto, mas poderia apontar as semelhanças entre as asas do T-27 e as do Navajo?

Obrigado desde já.

Fernando

A asa do EMB-312 foi projetada tomando por base a asa do navajo. Uma alternativa inteligente para reduzir custos e acelerar o desenvolvimento, no cenário daquela época. O Super Tucano tem uma asa totalmente nova, mas ainda assim inspirada na do EMB-312 (que veio do Navajo). A principal crítica é que, com a evolução dos treinadores, hoje a asa do ST não é a melhor para um treinador. Mas é bom lembrar que o ST é bem mais que um treinador. Numa eventual evolução do ST, acredito que uma nova asa (100% nova) seria o ideal. Mas isso pode afetar… Read more »

smichtt

Fernando,

Muito obrigado pelas explicações.

Rinaldo Nery

A asa do A-29 é a asa do Tucano França (312F).

smichtt

Roberto,

Perfeito, tinha curiosidade a respeito do perfil, mas vejo que são perfis combinados. Muito obrigado..

smichtt

Uma pesquisa básica levou-me a este site:

http://airfoiltools.com/index

Já dá para que leigos (como eu) consigam se situar melhor.

Leandro Costa

Ainda assim os Navajo foram um sucesso. Quase 4 mil vendidos só nos EUA. Se formos considerar os PA-28 (que deram origem aos EMB-712 Tupi), temos também que levar em conta os mais de 30 mil vendidos…

Então não acho que o único avião bom da Piper seja o Cub. Dando uma checada rápida, mais de 90 mil aeronaves Piper estão voando pelo mundo hoje. Pode não ser uma Cessna, mas certamente não é sinal de que é ruim.

Leandro Costa

Você elevou o nível do debate para fãs de Ford vs fãs de GM…

Teropode

Gostei 👏👏👏👏

Rinaldo Nery

500 ft a 350 KT? No tráfego? Onde leu isso?

Rinaldo Nery

Viu e avaliou a velocidade ¨no olho¨? Sentiu até o G no pilofe?

Rinaldo Nery

Bem diferente do usual. Tráfegos abaixo de 1.000 ft só para porta aviões. No Brasil, aeronaves à reação devem realizar o tráfego visual a 1.500 ft, inclusive as militares. E, velocidades acima de 300 KT, no Brasil, aumentam exponencialmente o risco de colisão com pássaros. Principalmente urubus. Os britânicos devem ter seu motivo. E, reduzir de 370 KT para a velocidade de extensão do trem de pouso (em torno de 250 KT), devem aumentar bem o circuito…

Rinaldo Nery

No Brasil, os F-5, A-1, Mirage III e Mirage 2000 mantêm (e mantinham) 300 KT na inicial do pilofe.

Rinaldo Nery

Aeronaves convencionais a 1.000 ft. Máximo de 250 KT abaixo do FL 100 para terminais classe C, G e outras que não me recordo. Mas, isso é flexível.

Luciano

Pode ser uma forma de reduzir custos na formação de pilotos de Forças Aéreas mais modestas. Contudo, me ocorreu uma interrogação: no caso de pilotos de empresas privadas que fornecem unidades agressor, há algum meio de fiscalizar a atuação deles individualmente? Ou seja, eles uma são treinados indiretamente com dinheiro público (já que trabalham pra uma empresa que primariamente prestam serviços a um Ministério da Defesa qualquer) e podem ser contratados como mercenários e quem sabe lutar contra a força que ajudaram a formar?

Hcosta

Apoiava a ideia até saber que será a Hi Fly a empresa parceira. Será uma repetição dos drones?

Gabriel BR

Esse ano muito provável que fechemos mais contratos , acho que um acordo com a Ucrânia deve estar no forno…

Gabriel BR

Essa pintura ficou muito top

Fernando EMB

O grupo de design de pinturas da Embraer é muito bom.

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