terça-feira, maio 18, 2021

Gripen para o Brasil

PAMA-SP conclui inspeção e entrega última aeronave F-5FM modernizada

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A Aeronave foi entregue ao Esquadrão Pampa, localizado na Ala 3, em Canoas (RS)

A aeronave F-5FM 4810 recém-modernizada pela Embraer foi liberada para operar no Esquadrão Pampa (1º/14º GAV), localizado na Ala 3, em Canoas (RS), após completar o processo de recebimento em Gavião Peixoto (SP). A aeronave F-5 na versão biposto, de matrícula 4810, completou o programa de modernização, sendo esta a última aeronave do projeto F-5FM entregue para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Durante o processo de recebimento, militares da Subdivisão de Controle do PAMA SP cumpriram inspeções visuais e ensaios de solo, cuja finalidade foi a verificação do correto funcionamento dos sistemas embarcados no ensaio de pista. Posteriormente, a aeronave foi liberada para o voo que foi realizado por um piloto de teste e dois engenheiros do Instituto de Pesquisas e Ensaio em Voo (IPEV).

Por ocasião dos ensaios de voo, o piloto de teste Major Aviador Thiago Scavacin e os engenheiros Major Alan Fonseca Uehara e o Tenente Matheus Pacheco Guanabara Santiago foram os responsáveis pelo cumprimento de cinco voos de experiência. A atividade demandou o acompanhamento dos inspetores do PAMA-SP para execução dos testes previstos em manual que validam a segurança e aeronavegabilidade da aeronave.

Com a finalização dos ensaios previstos, foi possível concluir o processo de recebimento da aeronave e entrega ao Esquadrão Pampa. O translado terrestre foi realizado sob a responsabilidade do PAMA-SP até a Base Aérea de São Paulo (BASP). Já no dia 21 de novembro, a aeronave decolou rumo a ALA 3, em Canoas (RS), sede do Esquadrão.

“Com a entrega da última aeronave modernizada, toda a frota de F-5 do Brasil passou a contar com aviônicos e armamentos de última geração. Essa tecnologia avançada, associada a uma plataforma aérea confiável e de alta performance, possibilitará uma maior eficiência na missão de defesa do espaço aéreo brasileiro, garantindo a soberania nos céus do Brasil”, destacou o Tenente-Coronel Reis.

O F-5 é um caça supersônico ágil, altamente manobrável e confiável, combinando design aerodinâmico avançado e ótima relação empuxo/peso fornecida pelos dois motores J85 fabricados pela General Electric.

O Chefe da Divisão Técnica do PAMA-SP, Tenente-Coronel Aviador José Rodrigo Zanin, destacou o grande desafio para o Parque de Material Aeronáutico durante todo esse processo em fornecer o suporte adequado e oportuno de pessoal técnico e material à linha de modernização na Embraer. “A parceria foi muito importante para estreitar o relacionamento entre Embraer e FAB, assim como no fortalecimento das relações entre a empresa e os militares do PAMA SP”, disse.

O Diretor do PAMA-SP, Coronel Aviador Marcos Dias Marschall, ressaltou a atuação do Parque no processo de modernização. “A entrega do último F-5 modernizado representa mais um passo no ciclo de vida da aeronave. A padronização dos sistemas embarcados eleva a capacidade operacional da Força Aérea e reduz os custos de manutenção”, finalizou. No total foram modernizadas 49 aeronaves que hoje integram os diversos Esquadrões da FAB.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Almeida

“…a frota de F-5 do Brasil passou a contar com aviônicos e armamentos de última geração.”

Isso poderia ser verdade no lançamento do programa, mas hoje, é puro marketing (para não dizer fake news).

Opera radar AESA? Opera IRST? Opera EW de estado sólido? Não. Então não é de última geração. Esse adjetivo cabe ao Gripen.

Fernando Turatti

Então Su-35 não é última geração por não ter AESA?

Wagner

Se não tem AESA falta radar de ultima geração… é assim tão difícil de perceber?

Matheus

Então se não tiver os nomezinhos legais que voce vê na Wikipedia não é moderno? Entendi.

Wagner

O colega Almeida apenas citou o óbvio: faltam aviônicos e armas de ultima geraçao no F5. É realmente tão difícil perceber isso?

Kemen

Bem Wagner correto, o radar padrão não é AESA, mas andei tendo uma informação de que os comprados pela China teriam aviônicos chineses, fica a minha dúvida ai nesses da China, entretanto mudar um projeto original novo eu acho muito dificil e anti econômico….

Wagner

Desculpe, nao entendi.

SoldierofFEB

Se fossem só “nomezinhos legais” estava bom, a questão é que eles indiscutivelmente representam um lapso tecnológico entre as aeronaves que não operam e as que operam essas tecnologias.

Carlos Crispim

O Brasil hoje está muito bem preparado para a 2ª guerra mundial.

João Fernando

Será???

Mauricio Pacheco

E os vira latas estão com tudo!

Guacamole

Se você achar que palavras como AESA, IRST ou EW são apenas bonitinhas, então não faz ideia do que são e não deveria estar comentando em sites de defesa.

Rodrigo M

Esses especialistas de teclado soltam cada pérola…

Wagner

Sem dúvida.

Funcionário da Petrobras

Pensei o mesmo Almeida.

Paulo Sollo

De fato radar o Grifo F com míssil BVR perna curta Derby de 50 km de alcance é tecnologia ultrapassada, principalmente para um caça que opera na linha de frente da defesa do país.
E como já foi demonstrado nas simulações feitas pelo Galante, com esta configuração de combate eles seriam massacrados pelos SU-30 venezuelanos.
Então digo aos entusiastas do Mike, também gosto dele mas sejamos sinceros, para o contexto atual o F-5M é bonitinho mas ordinário…

Rafael costa

Jovem, o míssil BVR Derby-ER que a FAB comprou tem um alcance de 100 km e não de 50 km !!

Paulo Sollo

Obrigado pelo “Jovem”, caro jovem. Apesar de ter eu recentemente completado 50, todos se assustam quando sabem porque me dão no máximo uns 35. Mas fica a dica de evitar coisa prepotente de pré julgamento de quem não se conhece. Mas jovem, os documentos que foram divulgados até hoje comprovam apenas compra pela FAB do Derby de 50 km. Se houve compra posterior da versão ER, nunca vi isso. Inclusive o radar Grifo F tem alcance de apenas 60 km, então seria absurdo usar mísseis de 100 km com este radar. Mas se você tem alguma fonte, compartilhe aí o… Read more »

JSilva

Até onde eu sei a FAB não tem misseis Derby-ER, tem somente a primeira versão.

Carlos Crispim

Exato, e tb nada adiantaria haja vista o alcance pífio do Grifo.

Mayuan

Vocês lembram que nosso país opera aeronaves AEW né? Sabem que o radar dela vai além do radar do F5 né?

Flanker

O radar Erieye dos E-99 “conversa” com os Derby??

Mayuan

Consta que o Derby tem capacidade LOAL e datalink. Só não tenho certeza da comunicação mas creio que sim. De qualquer forma, o F5 pode se beneficiar do E99 mantendo radar desligado e se aproximar até estar dentro da NEZ do míssil.

Não faz do F5 um matador mas lhe dá dentes interessantes.

gordo

Quando o projeto foi elaborado era considerado moderno, o que dava para se usar já que existe as limitações do F-5 (entre elas o espaço do nariz). Não tiro sua razão em partes, o problema ai foi o tempo que demorou para se fazer essa modernização, foi muito lento.

Grozelha Vitaminada Milani

Seria uma surpresa se os mimizentos azedos de plantão não fossem destilar o seu veneno. Parem de reclamar … graças a Deus que temos os F-5M, tem MUITA Força Aérea que nem isso tem pra voar. Temos muitos problemas e nos últimos 30 anos as Forças Armadas nunca foram prioridades (foram desvios de dinheiro e a venda da Amazônia). Vamos cair na real, quando saiu o programa de modernização era o que dava pra fazer. E acredito que fizeram até mais. Parem de reclamar. E quando tivermos todos os F-39 operacionais os mesmos vão reclamar que estão desatualizados, que faltou… Read more »

Last edited 5 meses atrás by Grozelha Vitaminada Milani
Carlos Crispim

Vc não deixa de ter razão, pra mim toda opinião é válida, mas acontece que a gente só cresce se tiver os pés no chão, não adianta se iludir, nossas forças armadas são miseráveis, somente isso, são enooooormes em quantitativo, mas qualitativamente são deficientes, pra dizer o mínimo, e as mudanças estruturais não são feitas, há resistências internas, temos que esperar os generais barrigudos morrerem e uma nossa geração tomar conta com poder de mando pra mudar tudo isso.

Wagner

Bom, grozelha, discordo. Todo o dinheiro que banca essa brincadeira vem dos impostos que eu, você e todo mundo aqui paga. É o mesmo que você ir na concessionaria de alguma fabricante de veiculos, eles te cobrarem uma SUV 2021 completaça e entregarem uma kombi 82 e dizerem: “olha, graças a Deus que você recebeu essa kombi, tem gente em outros paises que nem isso tem.”
Eu, como pagador de impostos, exigo que o dinheiro seja gasto com o que ha de melhor. E creio que todos os contribuintes deveriam pensar assim.

Carlos Crispim

No Brasil tudo é “O melhor do mundo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”, “O mais avançado do mundo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”, “Estado de Arte!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”… Imagina se 1% de tudo que falam fosse realmente verdade, estaríamos muito bem.

Groselha Vitaminada Milani

O programa F-5BR ou F-5M foi iniciado em 2000.

O que se esperar depois de 20 anos? Pra época das diretrizes tomadas em 2000 atualizou um F-5 de 3a.geração para quase bem próxima 4a. geração.

Querem que o programa seja mutante e atualizado a todo momento ….

Só tem noia mimizento xororo caduco dos teclados … e mimados!!!

Wagner

Nao, tambem tem trouxa “jenio dos tecrados” que paga a maior carga tributaria do universo e dá “graças a Deus” por ter um punhado de aviões lentos, míopes e de perna curta fazendo a defesa do território brasileiro. A turma aqui é diversificada!

Last edited 5 meses atrás by Wagner
Rogério Loureiro Dhierio

PAMA será a futura “oficina” de reparos dos Gripens?

Leandro Costa

Algum PAMA será, acredito eu.

Funcionário da Petrobras

Já fiz essa mesma pergunta dia atrás aqui no site e ninguém soube responder.
Espero que sim, e que seja o de SP.

Fernando

Não sei não…. a ideia era, a médio prazo, ir reduzindo a estrutura dos PAMAs. É uma estrutura cara, pesada e pouco eficiente. A redução dos modelos em operação também colobara com a redução dos PAMAs. A FAB tem fechado contratos de manutenção e grandes revisões com os próprios fabricantes e com empresas civis. Fica com a FAB a manutenção de nível base. A de nível parque não deveria ficar com a FAB. Na minha opinião um único PAMA é o suficiente. E existia um projeto de concentração dos PAMAs em Anápolis…. mas não sei se vai para frente. Cel… Read more »

Rogério Loureiro Dhierio

Fernando eu compactuo com a ideia de um único PAMA dado o número de aeronaves na força. Se a curto e médio prazos, ficarmos com apenas o primeiro lote de 36, mais alguns bicudos e ainda alguns AMX, não vejo a necessidade de mais uma estrutura cara como um PAMA. Seria o ideal talvez investir em sua estrutura para acomodar todas as aeronaves e modelos a fim de atender a demanda.

Rinaldo Nery

Algum PAMA deverá ser o Parque Central do Projeto, realizando algum tipo de manutenção ou não. E, no caso do F-39, será o PAMASP, por conta da expertise com o F-103, com o F-5, e a proximidade geográfica com a EMBRAER e com a AKAER. Pra quem não sabe, só o Parque conversa diretamente com o fabricante. Não é só ¨mão na massa¨, mas, gerenciamento de recursos e de contrato de manutenção, além da gerência dos Boletins Técnicos.

Rinaldo Nery

A idéia de um PAMA em Anápolis era do TB Paes de Barros (ex cmt do 1° GDA e da BAAN), e não foi pra frente.

bille

Caso o PAMASP passasse pra SJ não seria uma má idéia.

Levaria parte do PAMAGL e do falecido PAMAAF;

Teria o CTA e a Embraer do lado;

e ficaria perto de Itajubá e do aeroporto de GRU.

O PAMASP ficaria bem de MUSAL.

Rinaldo Nery

Essa idéia já foi ventilada há anos atrás. Do outro lado da pista. Mas também não foi pra frente. Contemporânea do PAMA em Anápolis…

bille

Embora acredito que isso faz tanto sentido quanto enxugar as unidades do RJ. Passa a Unifa e afins pra BH e vende o terreno pro Huck, fecha aquele monte de unidade espalhada pela cidade e mantém só as unidades do Galeão (talvez o DECEA – a discutir), coloca a base aérea de Santaca em outro lugar (fora do tubulão); Eu acho que as dificuldades são tantas (e vontades também) que não acho que aconteceria. Até porque, no fim, se vender os terrenos, o superávit vai pro Tesouro Nacional e não pro caixa da FAB (a não ser que o Congresso… Read more »

Rinaldo Nery

Bille, você não tem noção da dor de cabeça e da burocracia em permutar patrimônio. E do tempo que demora. Pergunta lá na 4a Subchefia do EMAER. Já foi tentado com a área do SDU, na gestão do TB Baptista.

Bille

Justamente por isso as dificuldades na execução são tantas que não se consegue implementar. Teria que ser via congresso, com projeto de lei, etc, para que de fato isso acontecesse. A otimização pra virar dinheiro e voltar pra FAB não será resolvida da noite pro dia, e requer um estudo jurídico bem complexo, mas possibilitaria uma ampla modernização da força.
Só não acontece em 4 anos.
Caminho difícil.

Rodrigo M

Belíssima essa última foto. E falando em foto, depois de décadas.. Só hoje fui perceber que os F-5F tem Wing Fence nas asas.. ahaha

Flanker

Os LERX dos -F são diferentes dos -E. Os -F tb tem um lastro abaixo dos bocais de saída dos motores, para contrabalançar o nariz mais longo.

Rodrigo M

Ok Flanker disso eu sabia, mas obrigado por acrescentar essas informações. Todavia o que me chamou a atenção foram as(os)? “Wing Fence” acima das asas.

Grozelha Vitaminada Milani

Qual é a quantidade hoje operacional de F-5 na FAB? E quantos são.monoposto e quantos são bi-postos?

PARABÉNS a quem recebeu os limões e conseguiram fazer mais do que uma limonada, uma boa e suave caipirinha.

Quem sempre crítica, fiquem com a cara de quem chupou um belo azedo. Nunca estão felizes, sempre criticando e destilando o mimimi venenoso.

PARABÉNS a todos os envolvidos.

Flanker

43 EM e 4 FM (talvez 5, pois não sei o que decidiram sobre o 4806 após ele “pousar” sozinho em um campo próximo à BASC).

Rinaldo Nery

Parece que voltará avoar.

Groselha Vitaminada Milani

Bravo! Que volte aos céus logo!

Achei que eram 50 ou 49 unidades ao todo. 42+8 ou 42+7.

Flanker

Não….é 43+4 ou 43+5.

Flanker

Pois é! Um comentarista de outro local postou o extrato de licitação para recuperação estrutural do 4806. Foi vencida pela Líder Táxi Aéreo. Pelas datas, o prazo de execução encerra -se nesse mês de novembro. Provavelmente veremos o mesmo voando novamente daqui algum tempo. Ótima notícia!

Zorann

Se o último está sendo entregue agora, da quase para afirmar com certeza, que ainda teremos F5 voando aqui por uns 10 a 15 anos. Possivelmente estarão voando após a retirada dos A1 de serviço.

Matheus

Pelo menos até os primeiros 36 Gripens chegarem sim.

Leonel Testa

Serao conteporaneos pelo menos ate 2030 facil . Eu acredito que os F5 serao concentrados em uma unica base talves com uns 12 a 15 caças como o A1m tambem com mais ou menos essa quantidade

Groselha Vitaminada Milani

Qtos tivermos umas 6 unidades do F-39, podemos fazer simulação de combate com os F-5Ms …. sendo os F-5Ms agressores.

Ainda acho que os F-5Ms ainda vão voar muito nos céus brasileiros …

bille

Vai ser a ultima missão: formar o pessoal do Gripen e ensina-los a combater, afinal com bastante experiência no F-5, até que o nível esteja elevado, serão adversários complicaddos.

JuggerBR

É como modernizar um SP2, é rapido, é bonito, mas não é tão confiavel quanto um veículo moderno, não tem os acessórios que tornam a vida do motorista muito mais tranquila. Por um tempo, até chegar a frota nova, serve. Depois é ir pro museu viver a aposentadoria, pois estes foram guerreiros de muito valor ao longo de todo o seu tempo de serviço.

Grozelha Vitaminada Milani

Um SP2 modernizado continua a ser um SP2.

E milagres tem limites.

Mas até quando o SP2 tiver vigor, deve continuar rodando.

Carlos Alberto Soares

Eram 55 se não estou errado, o que aconteceu ?

Flanker

Você está enganado. 55 é o número total de A-1 que a FAB recebeu, visto que 1 dos 56 encomendados foi perdido em acidente quando ainda estava com a Embraer e não foi reposto. Foram modernizados inicialmente 43 F-5EM e 3 FM…após, foram modernizados 3 FM, que vieram da Jordânia.

JuggerBR

Money $$

Mauricio Pacheco

Posteriormente, a aeronave foi liberada para o voo que foi realizado por um piloto de teste e dois engenheiros do Instituto de Pesquisas e Ensaio em Voo (IPEV).
Eu sei que não vão os três juntos, mas que ficou estranho ficou!

Luiz Floriano Alves

Se um avião decolar para combate, sem dispor de radar AESA e o oponwente tiver esse equipamento a missão é suicida.

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