domingo, maio 9, 2021

Gripen para o Brasil

Embraer corta 900 funcionários por causa da Covid-19 e do cancelamento da parceria com a Boeing

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Embraer

São José dos Campos, 3 de setembro de 2020 – A Embraer anunciou hoje um ajuste de 4,5% do seu efetivo total, o que corresponde a cerca de 900 colaboradores no Brasil. A medida decorre dos impactos causados pela Covid-19 na economia global e pelo cancelamento da parceria com a Boeing. O objetivo é assegurar a sustentabilidade da empresa e sua capacidade de engenharia.

A pandemia afetou particularmente a aviação comercial da Embraer, que no primeiro semestre de 2020 apresentou redução de 75% das entregas de aeronaves, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Além disso, a situação se agravou com a duplicação de estruturas para atender a separação da aviação comercial, em preparação à parceria não concretizada por iniciativa da Boeing, e pela falta de expectativa de recuperação do setor de transporte aéreo no curto e médio prazo.

Desde o início da pandemia, a Embraer adotou uma série de medidas para preservar empregos como férias coletivas, redução de jornada, lay-off, licença remunerada e três planos de demissão voluntária (PDV). Também reduziu o trabalho presencial nas plantas industriais com o objetivo de zelar pela saúde dos colaboradores e garantir a continuidade dos negócios. Os três PDVs registraram adesão voluntária de cerca de 1,6 mil colaboradores no Brasil.

A companhia reconhece e agradece o empenho sempre demonstrado pelos profissionais que deixam a organização neste momento. E conta com o engajamento de todos para atravessar a grave crise atual e manter a empresa competitiva no mercado global.

DIVULGAÇÃO: Embraer

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Glasquis7
Pablo Astorga

¿Esta foto ya muestra el “nuevo” F-16 “modernizado” o todavía están instalando los AESA? Gracias.

Gabriel

Não compreende o idioma português? (por não ter compreendido o tema na informação)

Ou está carente e quer atenção?

Andre

Não sei se você é novo no fórum mas temos diversos participantes de outros países e não há nenhum problema em eles utilizarem outras línguas.

Se você não se sente confortável em debater em espanhol, não seja chato e nem mal educado.

Helio

Né? E o Rustam que posta em russo?

Andre

Tem um outro cara da Índia que sempre que envole equipamentos de lá também posta.Quanto mais diversidade melhor. Me espanta nenhum editor ter comentado nada sobre.

Joao Moita Jr

Bravo!!!👍🏻👍🏻👍🏻

Ricardo da Silva

“Adesão voluntária” é o termo polido para “ou dá ou desce”!

Antoniokings

A EMBRAER está em uma situação complicada.
Parece que as encomendas de sua nova linha de aviões está bem aquém do pretendido/necessário.

Junior

Isso ai não é exclusividade da Embraer não, Boeing e Airbus também estão sofrendo bastante, a Boeing já esta indo para o seu terceiro PDV em menos de 1 ano

Antoniokings

Verdade.
Mas, o problema é que a EMBRAER não vinha tendo encomendas antes mesmo da pandemia.
A Airbus e a Boeing tinham carteiras respeitáveis que estão ‘congeladas’.
A Boeing, especificamente, está vendo seu backlog ruir por problemas no 737-MAX.

Kim Jong Un

Todas as fabricantes estão. Boeing, Airbus, etc. Se bobear até a Cessna .

Fernando Lacerda

Todos sabiam que se a parceria com a Boeing não acontecesse o resultado seria esse

Junior

Com a pandemia, isso iria acontecer de qualquer jeito, o mercado de aeronaves comerciais secou, a própria Boeing esta indo para o seu terceiro PDV e a Airbus vai cortar uma parte considerável dos seus quadros

Allan Lemos

Os funcionários conseguirão novos empregos eventualmente,mas a perda da Embraer para os EUA seria irreparável para o Brasil.

Helio

A Boieng vai para o buraco antes da Embraer, se a “parceira” tivesse acontecido, no mínimo a Boeing iria puxar a Embraer para o abismo.

Joao Moita Jr

Seria a ironia do século se acabasse nas mãos da China.
Aí veremos os que pulavam de alegria por ver a Embraer virar americana, ficarem indignados e injuriados…

Hank Voight

Certamente a entrega da Embraer a uma estatal chinesa, para ser pirateada e depois abandonada, seria motivo de alegria para você, que todos sabemos não ser recruta do US Army…..

Joao Moita Jr

Recruta? Realmente não sou, pois já levo vários anos de uniforme. É mesmo tão inacreditável um latino americano nas fileiras do US Army? Porquê?
Simplesmente me dá náusea ver como andam as coisas no país aonde nasci, de mal a pior. Aonde entreguismo total é nacionalismo, e esquerda identitarismo sem pauta trabalhista. Ou seja, tudo ao avesso.
Mas pra te dizer a verdade, estou pouco me lixando com que acredites, ou não. Isso é problema teu.
Mesmo assim te mando um abraço, e vou orar por você.

Abs

Flanker

Eu não pulava de alegria com a perspectiva dela tornar-se americana….e nem defendia que não fosse vendida. Apenas defendo a acomodação do mercado com o andar da carruagem. Mas, se um dia ela for parar nas mãos da china, quero ver s reação daqueles que defendiam com unhas e dentes que ela não fosse vendida para os americanos….vamos ver se vão manter o mesmo discurso nacionalista de não vendê-la a qualquer custo.

Last edited 8 meses atrás by Flanker
Joao Moita Jr

É simples assim, Flanker. Existem setores em um país que são estratégicos e de maneira nenhuma podem ser vendidos. O aeronáutico é um deles, assim como produção de aço, indústria automobilística, exploração e refinaria de petróleo.
Esse último por exemplo, é o mais estratégico de todos.
Como pode um país realmente ser independente, colocando a produção petrolífera e até mesmo as refinarias, em mãos de outros países? O que acontece se amanhã determinado país determina que não refinará e enviará gasolina mais para o Brasil?
Realmente não consigo entender porque essa pauta é tão difícil assim de entender.

Abs

Flamenguista

O prejuizo maior é a potencial perda de pessoal capacitado….Quanto a Boeing, a empresa deveria dizer com todas as palavras que, por temer custos gigantescos para projetar uma aeronave própria, desenvolveu um software capengoso e queimou a imagem da empresa, lotando o pátio de MAXes e, por isso, nao tem dinheiro para a joint venture com a Embraer…. simples assim.

JuggerBR

A Embraer não é ‘too big to fail’, precisa cuidar dos custos, sempre.
Por outro lado, sem a força de trabalho especializada e capacitada ela vai ter dificuldades no médio prazo.

Filipe Prestes

Li em outro portal que eram 2.500 trabalhadores demitidos. Procede?

Fernando EMB

Leia o artigo e faça uma continha…

Allan Lemos

Ainda continuam chamando aquela abominação de “parceria”?

Maurício.

Allan, mas era uma parceria, uma parceria caracu…

Gabriel

O excesso de alarmismo e pânico, causados intencionalmente (ou não) vai cobrar o preço.

Não foi e não será a unica empresa a demitir.

O lado bom, se fosse “estatal” estaria “contratando” 900 funcionários e alguém teria que pagar a conta.

Rogério Loureiro Dhierio

Aqui em SJC no condomínio onde moro, pelo menos duas pessoas ligadas a Embraer ficaram sem trabalhar hoje.

Andre

“Agora que venderam a Embraer para a Boeing vão acabar com os empregos no Brasil ”

Mais uma previsão errada de diversos colegas….

Fabio Araujo

Essa pandemia vai deixar sequelas no mundo inteiro!

Fernando EMB

Bem, não foi o primeiro tombo… Machuca, mas a empresa sempre se recuperou, e tenho certeza de que vai ser assim novamente. E sempre que supera uma crise se torna mais forte.
Então vamos em frente. Ainda não é o fim do mundo e da Embraer.

Helio

KKKKKKKKKK.

Helio

Só esperam que continuem sendo uma “empresa global” o não tentem apelar para o nacionalismo barato para salvarem uma empresa privada que tem sua maioria de investidores nos EUA.

Fernando EMB

Pode ficar tranquilo… Ainda seremos o principal fornecedor da FAB, e envolvidos nos principais programadas. E já se tornando fornecedor do EB e da MB.
E sempre com o apoio fundamental do BNDES, como tem de ser, para financiar alguns clientes.

Luiz Antonio

Hélio Não existe nenhuma empresa no mundo capitalista que seja ‘Nacional”, qualquer que seja ela. Exemplos não faltam, basta pesquisar na cadeia de acionistas globais e observará uma rede com uma Holding e varias empresas do grupo. O Grupo Volkswagen detem as montadoras Scania (Sueca) e MAN (Alemã). A GM detem ações da Saab (Sueca) Peugeot (Francesa), etc. A Volkswagem possui ações da GM e vice-versa. Portanto, a discussão “nacionalista” é pura perda de tempo pois é puro sonho (não existe e nunca existira no mundo capitalista). Resumindo: a EMBRAER como empresa privada e de interesse para o Brasil, deve… Read more »

Hélio

Então vá você e doe dinheiro para eles, não tente fazer o Estado salvar uma empresa privada de capital estrangeiro que não tem comprometimento algum com o país. Engraçado, quando é do interesse econômico do capital privado, os interesses do país não devem ser levados em conta, agora, quando esse mesmo capital privado vai para o buraco, as ratazanas clamam pelos interesses do Estado.

Luiz Antonio

Será que com um planejamento adequado e com um plano financeiro de médio e longo prazo, a FAB não poderia demandar um projeto de um turbo-hélice conceituando em família de uma aeronave para operar nos parâmetros do ATR-72? A aviação comercial até 50/60 assentos deve retomar demandas por conta do baixo custo, fator decisivo na retomada pós-pandemia. A FAB por sua vez já projetaria a substituição dos bandeirantes e quem sabe até dos C-105 por algum modelo da mesma família. São nas crises que se abrem oportunidades impensáveis em outros cenários. Daria uma razão para a manutenção da capacidade da… Read more »

Last edited 8 meses atrás by Luiz Antonio
Vitor Bruno Fonseca Rodrigues

A parceria com a Boeing fez “água” e a Embraer continua só nossa. Assim, se ela for para o “vinagre” a culpa será só nossa mesmo…

Fernando EMB

Esta passando por um período difícil, como todas, mas acredito que vá sair dessa. O grande motivo da crise foi o Covid-19, mas o mercado já vinha fraco desde antes da crise. Agora é se ajustar, redimensionar, se transformar e partir para briga.

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