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VÍDEO: Campanha aérea da Guerra do Golfo de 1991

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Caças F-16 Fighting Falcons, F-15C e F-15E Eagles voam sobre os campos de petróleo em chamas durante a Operação Desert Storm no Iraque, em 1991
Caças F-16 Fighting Falcons, F-15C e F-15E Eagles voam sobre os campos de petróleo em chamas durante a Operação Desert Storm no Iraque, em 1991

A campanha aérea da Guerra do Golfo, também conhecida como bombardeio do Iraque de 1991, foi uma extensa campanha de bombardeio aéreo de 17 de janeiro de 1991 a 23 de fevereiro de 1991. A Coalizão da Guerra do Golfo realizou mais de 100.000 surtidas, lançando 88.500 toneladas de bombas, destruindo amplamente a infraestrutura militar e civil.

A campanha aérea foi comandada pelo Tenente General da USAF Chuck Horner, que serviu brevemente como Comandante-em-Chefe-Avançado do Comando Central dos EUA enquanto o General Schwarzkopf ainda estava nos Estados Unidos. Os comandantes aéreos britânicos foram o Air Vice-Marshal Andrew Wilson (a 17 de novembro de 1990) e o Air Vice-Marshal Bill Wratten (a partir de 17 de novembro). A campanha aérea estava praticamente concluída em 23 de fevereiro de 1991, quando ocorreu a invasão do Kuwait pela coalizão.

Os ataques iniciais foram realizados por mísseis de cruzeiro Tomahawk lançados de navios de guerra situados no Golfo Pérsico, por bombardeiros stealth F-117A Nighthawk com um armamento de bombas inteligentes guiadas a laser e por aeronaves F-4G Wild Weasel armados com mísseis anti-radar HARM (High Speed Anti-Radiation).

Esses primeiros ataques permitiram aos caças-bombardeiros F-14, F-15, F-16 e F/A-18 ganhar superioridade aérea sobre o Iraque e depois continuar a lançar bombas guiadas por TGM e laser.

Armados com um canhão rotativo GAU-8 e mísseis Maverick buscadores de calor ou opticamente guiados, os Thunderbolts A-10 bombardearam e destruíram as forças blindadas iraquianas, apoiando o avanço das tropas terrestres americanas.

Os AV-8B Harriers de apoio aéreo aproximado dos Fuzileiros Navais empregaram seus canhões rotativos de 25 mm, Mavericks, munições cluster e Napalm contra as forças iraquianas entrincheiradas para preparar o caminho para os fuzileiros navais que atravessavam as defesas de Saddam.

Os helicópteros de ataque AH-64 Apache e AH-1 Cobra dispararam mísseis Hellfire guiados a laser e mísseis TOW que foram guiados aos tanques por observadores terrestres ou por helicópteros de reconhecimento, como o OH-58D Kiowa. A frota aérea da Coalizão também fez uso dos Sistemas de Alerta e Controle Aerotransportado E-3A e de uma frota de bombardeiros B-52.

A força de ataque aéreo da Coalizão foi composta por mais de 2.250 aeronaves de combate (incluindo 1.800 aeronaves dos EUA) e lutou contra uma força iraquiana de 934 aeronaves com capacidade de combate (incluindo treinadores), das quais 550 estavam operacionais: Caças de fabricação soviética MiG-29, MiG-25, MiG-23, MiG-21, Su-22, Su-24, Su-25 e Mirage F1 de fabricação francesa.

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Alfa BR
Alfa BR
1 mês atrás

Ultima guerra de alta intensidade.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Alfa BR
1 mês atrás

Foi uma guerra de resultado previsivel. Guardadas as proporções, foi como as operações de ocupação das favelas do Rio de Janeiro em que 1000 ou 2000 homens com blindados e helicopteros invadiram comunidades com 200 vagabundos

Ersn
Ersn
1 mês atrás

O mau desempenho dos Mirage F1EQ-5 foi bem surpreendente já que era um caça moderno na época ,apesar de ser de terceira geração tinha avionicos e armas da recente quarta geração e com bons mísseis:Magic 2 e Super 530 F ,além de terem pilotos treinados e selecionados segundo a doutrina e critério da OTAN,já que foram treinados por instrutores da Força Aérea Francesa.

Last edited 1 mês atrás by Ersn
Marcelo Mendonça
Marcelo Mendonça
Reply to  Ersn
1 mês atrás

O problema, na minha opinião, não era mau desempenho dos Mirage F1EQ-5 em si, mas o sistema de comando e controle iraquiano que entrou em colapso. Seus caças decolavam e enfrentavam uma força oponente maior, mais organizada e de melhor tecnologia, de caçador passavam a presa.

Ersn
Ersn
Reply to  Marcelo Mendonça
1 mês atrás

Dezenas de interceptadores no ar inclusive MIG29B e MIG25PD além dos próprios MirageF1 e apenas um abate feito por um MIG25 contra um F/A18C.acho que a Força Aérea Iraquiana subestimou demais a coalizão .

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

Essa guerra mudou as forças armadas chinesas, eles não participaram da guerra, mas analisaram profundamente a guerra e a forma de como os americanos arrasaram um dos maiores exércitos árabes usando a tecnologia e acordaram para a realidade de que não estavam preparados para esse tipo de guerra e começaram a correr atrás do prejuízo e hoje eles também tem forças armadas altamente tecnológicas e até com o seu próprio sistema de geo-posicionamento por satélite.

Last edited 1 mês atrás by Fabio Araujo
Matheus S
Matheus S
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

Toda a evolução dos militares americanos durante a chamada “Revolução em Assuntos Militares” ou RMA, essa denominação foi criado pelo Ocidente, foram acompanhadas pelos principais países daquela época, pelos soviéticos foram chamados de Revolução Tecnológica Militar ou Military Technological Revolution – MTR. Quem criou esse termo pelos soviéticos foi Nikolai Orgakov, chefe do Estado-Maior da URSS, publicou essa ideia em 1982, onde foi estudado detalhadamente pelos americanos e chamou bastante atenção da Rand Corporation, onde esse think thank passou a escrever sobre essa revolução de se fazer a guerra e os americanos começaram a adotar, onde o principal expoente financiador… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Matheus S
1 mês atrás

RMA não é uma doutrina. É uma teoria, uma hipótese que é, ainda nos dias de hoje, bastante debatida. Tem gente que rejeita, tem gente que aceita como fato, tem gente que aceita como fato e acha que é prejudicial, ineficaz na maioria dos cenários atuais, outros que dizem que ela se adapta aos cenários, mas ainda faz uso de doutrinas antigas mas com grau mais elevado de tecnologia e que por isso nega que a RMA exista porque o campo de batalha está em constante evolução ao invés de revolução, etc. Diz-se que a Guerra do Golfo de ’91… Read more »

Matheus S
Matheus S
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Tem razão. É uma teoria ou hipótese. Mas é uma teoria ou hipótese que foram incorporadas para se criar uma doutrina, como o próprio EUA. O conceito combina tecnologias com conceitos
operacionais, organizacionais e doutrinários.

Mas dizem que a aplicação do RMA pode ser enquadrada em períodos anteriores à Guerra do Golfo, como o exemplo da própria Blitzkrieg.

Last edited 1 mês atrás by Matheus S
Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Matheus S
1 mês atrás

Matheus, muita gente pode ter se inspirado pela RMA, mas tem gente que, ao longo da história, identificou pra lá de 5 RMA’s em épocas distintas. O que estou dizendo é que não é exatamente uma doutrina, nem nunca foi adotada como doutrina, mas no máximo inspirou a integração e desenvolvimento de novas tecnologias no campo militar de acordo com a percepção de que o conceito de guerra teria uma mudança fundamental à partir daquele ponto. No máximo. O fato é que a evolução no campo de batalha ocorre inexoravelmente conforme novas tecnologias vão se fazendo presentes. Isso ocorre desde… Read more »

Matheus S
Matheus S
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Pelo contrário, eu até concordo com você. Principalmente nesse trecho: “O que estou dizendo é que não é exatamente uma doutrina, nem nunca foi adotada como doutrina, mas no máximo inspirou a integração e desenvolvimento de novas tecnologias no campo militar de acordo com a percepção de que o conceito de guerra teria uma mudança fundamental à partir daquele ponto. No máximo.” Eu só posso discordar de você que isso seria essencialmente uma evolução, haja visto que mudar o conceito da guerra é algo em minha opinião, totalmente revolucionário. A própria Blitzkrieg que em sua forma idealizada por Guderian foi… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Matheus S
1 mês atrás

E por minha vez eu concordo com você de grande maneira, principalmente em seu último parágrafo, de que o conceito se aplicaria à Guerra do Golfo em que o campo de batalha foi alterado de tal forma que pode ser considerada por muitos uma RMA.

No entanto, ainda vamos continuar discordando em relação ao fato de que ainda vou preferir enxergar isso como uma evolução gradual, ainda que bem mais célere, do que uma revolução. Tal qual a evolução que tivemos nas comunicações com o advento do microchip e redes.

Matheus S
Matheus S
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Isso é o de menos, certamente. Até mesmo porque deve existir uma linha tênue entre evolução e revolução. Por exemplo, em algumas situações reais no mundo militar, eu não saberia distinguir uma evolução constante de uma revolução, o que necessariamente causaria confusão no conceito de RMA. Talvez, esse seja o maior problema desse conceito.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Matheus S
1 mês atrás

Sim, exatamente. Na minha cabeça uma revolução é uma quebra radical de paradigma, ao passo que evolução seria um processo gradual. Eventualmente o que se tem é um cenário completamente novo de qualquer maneira.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
1 mês atrás

Sugiro a leitura do livro Every Man a Tiger, do LtGen Charles Horner, sobre os preparativos e sobre a condução da campanha. Não é tão fácil como pensam, nem pra eles, maior Força Aérea do mundo.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Rinaldo Nery
1 mês atrás

Escrito pelo Tom Clancy, é esse?

Marcelo Mendonça
Marcelo Mendonça
Reply to  GFC_RJ
1 mês atrás

isso

gordo
gordo
1 mês atrás

Dizem que foi essa guerra que mostrou para a China o valor de uma força aérea no estado da arte. A China tinha provavelmente nessa época a maior força aérea do Mundo composta principalmente por versões do Mig 19 e 21.

Jacinto
Jacinto
1 mês atrás

O governo dos EUA (departamento de defesa + USAF) publicou um relatório sobre a campanha aérea na guerra do Golfo chamado “Gulf War Air Power Survey”. São 5 volumes, que podem ser comprados na Amazon por mais ou menos US$ 3,5 cada (no formato digital – kindle). É uma leitura muito interessante – e barata.

JuggerBR
JuggerBR
1 mês atrás

Esse foi mais um desafio logístico do que um desafio de combate, era muita diferença de quantidade e qualidade entre os lados, avassalaram os iraquianos sem tirar o Sadam, o que obrigou a fazer uma nova operação, anos depois.

Matheus S
Matheus S
Reply to  JuggerBR
1 mês atrás

Tem um livro que conta como suportaram a logística nessa guerra, desde a chegada das tropas até a ida novamente para casa. O livro é “Moving Mountains -Lessons in Leadership and Logistics From The Gulf War”, escrito pelo diretor de logística da Guerra, do general William Pagonis. Se você quer saber sobre logística na Guerra do Golfo, obrigatoriamente deve ler sobre Pagonis.

Kemen
Kemen
1 mês atrás

Na guerra do Golfo não houve muitos combates aéreos, comparadas com as 100.00 surtidas, 105 aeronaves inimigas foram destruidas no solo, o objetivo era evitar confrontos aéreos que pudessem resultar perdas desnecessarias. Os F-15 foram o maior destaque nos confrontos aéreos.

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Gulf_War_pilots_by_victories

Pablo Maroka
Pablo Maroka
1 mês atrás

Quando os EUA resolvem dar uma pequena demonstração de força, não sobra adversários.

Fica o aviso para certos países vermelhos.

Tomcat4,2
Tomcat4,2
Reply to  Pablo Maroka
1 mês atrás

Poisé, impressionante a quantidade de aviões e versões cada uma fazendo um tipo coordenado de missão enquanto mísseis vindo tbm de navios, helicópteros fazendo ataques e escoltando forças especiais.

nonato
nonato
1 mês atrás

Alguém poderia resumir a estratégia de guerra empregada? Sei que foi algo diferenciado. O shock and awe. Mas no que isso consiste? Quantidade de aviões empregados? Tecnologia? Poderia ser comparada a tática alemã no início da segunda guerra de atacar com força total? Uma das características que vejo foi evitar a entrada de tropas enquanto náo fosse destruída a força de guerra do Iraque. Para evitar um novo vietnam. Mas só isso não explica. Muitos caças poderiam ter sido perdidos. Até porque as defesas antiaéreas iraquianas não eram das piores. Alguém poderia resumir ou detalhar o que tornou a estratégia… Read more »

Matheus S
Matheus S
Reply to  nonato
1 mês atrás

Vou tentar resumir ao máximo – o que é bem difícil quando se trata de aspectos revolucionários – para tentar clarear um pouco para você. Fator primordial nessa estratégia: Tecnologia. O desenvolvimento de conceitos tecnológicos como aeronaves stealth, os sistemas de precisão, sistemas de navegação por satélite e o papel fundamental dos sistemas dos meios de comunicações para a realização das operações militares. A integração desses conceitos tecnológicos tinha como objetivo assegurar a superioridade qualitativa frente a União Soviética e sua superioridade quantitativa convencional, permitindo assim uma maior flexibilidade tática, operacional e estratégica. Esses conceitos tecnológicos comprovaram o caráter decisivo… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  nonato
1 mês atrás

Nonato, eu lembro que na época muitos veículos de comunicação alardeavam a ideia de que o Iraque poderia se tornar um novo Vietnã, mas a comparação feita pela mídia é totalmente descabida, mas sei que ‘colou’ na época.

Paulo S F
Paulo S F
1 mês atrás

Muito mais bem planejado, complexo e formidável do que eu supunha…

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
1 mês atrás

Em resumo geral: Foi uma campanha militar que contou com superioridade númerica e tecnológica de baixa duração. Lembrar que o grosso das forças Iraquianas não foi destruido pois estava em território Iraquiano e grande parte do que estava fora, retornou.
Tanto é que o Iraque só foi invadido após uma operação similar ser feuta após 10 anos de embargos de armas ao Iraque.

Wagner
Wagner
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
1 mês atrás

Podemos resumir assim também: os Eua queriam petróleo, foram lá e o tomaram usando todos os meios disponíveis.

Fulcrum89
Fulcrum89
1 mês atrás

Acho que o único caça das forças iraquianas que ainda escapava era o MiG-29, imagino que os demais caças da Mikoyan-Gurevich e Sukhoi não davam nem para brincar com os modernos caças da USAF e USN.
Fico curioso como seria o conflito com igual quantidade de Fulcrums e Flankers, incluindo as variantes.