domingo, setembro 26, 2021

Gripen para o Brasil

Saab abre um centro no Reino Unido para o Future Combat Air

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Mockup do Tempest
Mockup do futuro caça Tempest

A Saab criará um novo centro FCAS no Reino Unido como um centro para nossa participação no programa FCAS (Future Combat Air Systems). A Saab está comprometida em construir um relacionamento de longo prazo com o Reino Unido relacionado ao FCAS, investindo inicialmente 50 MGBP. O Reino Unido e a Suécia assinaram um memorando de entendimento (https://saabgroup.com/media/news-press/news/2019-07/saab-comments-on-swedish-uk-future-combat-air-announcement/) para a cooperação no FCAS em julho de 2019. A Saab lidera a participação industrial do FCAS da Suécia em estreita cooperação com o Ministério da Defesa da Suécia.

A Saab planeja continuamente desenvolvimentos futuros em todos os domínios. O Combat Air é uma parte importante de nossa estratégia para o crescimento a longo prazo e a Saab está tomando as medidas necessárias para permanecer na vanguarda do desenvolvimento do Sistema de Sistemas e das tecnologias avançadas do Combat Air.

“A Combat Air é um componente essencial da política de defesa da Suécia e é definida como um interesse de segurança nacional. A estratégia FCAS da Saab garante que a tecnologia esteja em vigor para suportar uma capacidade aérea futura de longo prazo e também para atualizações contínuas do Gripen E nas próximas décadas”, diz Micael Johansson, Presidente e CEO da Saab.

“A Saab tomou a decisão de criar um novo centro FCAS para que possamos desenvolver ainda mais a estreita relação de trabalho com os outros parceiros industriais do FCAS e o Ministério da Defesa do Reino Unido. Isso enfatiza a importância do FCAS e do Reino Unido para o futuro da Saab”, diz Micael Johansson.

A localização do centro FCAS da Saab está sendo considerada atualmente. O centro faz parte dos planos de longo prazo da Saab para o mercado do Reino Unido para desenvolver capacidades autóctones, investir em pesquisa e desenvolvimento e aumentar a propriedade intelectual.

Concepção do caça Tempest

FONTE: Saab

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Barba

Eita….. que seria uma boa o Brasil participar do desenvolvimento deste caça, seria, maaasssss……..

Karl Bonfim

Maaasssss, esses nossos políticos, a eterna falta de verba, de prioridade e pior, a falta de visão estratégica, aí não tem jeito, estamos sempre ficando para traz…

João Rodrigues dos Santos

O “PROBLEMA”, não é a sair generalizando que “são os políticos” e que, “ALGUÉM” precisa fazer alguma coisa… O problema está no povo, que devido a má formação escolar e acadêmica baseado no lixo da filosofia mundial Paulo Freriana, não conseguem raciocinar onde está o problema ou ao menos, tem vontade de resolver os próprios problemas!! Generalizar e jogar palavras ao vendo em sentido abstrato de que, “são os nossos políticos” é fácil !! Mas quais políticos? Aquele que vc ajudou a eleger e nem se deu o trabalho de pesquisar sobre a vida pregressa do mesmo? Aquele político que… Read more »

Bueno

Alguém acredita que o Brasil vai participar?

Eu não.
Só um milagre , ai entra no campo espiritual… e sabemos que com os políticos que temo nem um milagre acontece.. não veremos um 6G aqui

Eduardo F.

iiiihhh. segunda-feira e o chefe chegou cedo no escritório….. trabaiáá negada trabaiáá..

Luiz Trindade

De acordo…

Cinturão de Orion

Corretíssimo, Galante.

Funcionário dos Correios

Uma boa oportunidade para a Embraer

Antoniokings

Mais uma iniciativa de criação de um novo caça que está descentralizando esse mercado.
Isso é excelente.

Carlos Gallani

A Rússia só possui caça 5G no panfleto de propaganda, a China parece mais avançada mas carece de provas, o único 5G sem questionamentos a venda é o F-35.

Antoniokings

Mais conhecido como mimim.

JuggerBR

À venda mais ou menos… Só pros parceiros mais próximos. Se China, Russia ou Coréia do Norte quiserem comprar, não levam…

Antoniokings

Eu vejo por um ponto de vista diferente.
Vai torpedear as tentivas da Lockheed e dos EUA ìnternacionalizarseu problemático caça.

João Rodrigues dos Santos

Boa garoto!! Na Mosca!!!

Antoniokings

Fato é que China e Rússia estão se armando até os dentes e os EUA não terão condições de seguir esse movimento conjunto das duas super-potencias.

Sergio Cintra

Está a frente com desenvolvimento”S” de armas a laser. Não esquecer dessa pequena LUZ.

João Rodrigues dos Santos

Então quer dizer que Vlad, teve um “Diálogo Cabuloso” com o comedor de cachorro com morcego?? rsrsrsrs kkkkkkkkkkkkkk…

Saldanha da Gama

Bom dia a todos, gastamos os tubos com o tot do Gripen, porque não usar este custo/conhecimento, nos juntando a eles? dependendo de quando este caça ficar pronto, poderíamos adquirir ou não um novo lote do Gripen. Já sei que faltam $$$, mas é uma oportunidade de ouro, já que teremos o melhor caça de 4a. geração e provavelmente um dos melhores da de 5a.

MMerlin

Simplesmente porque apenas neste mês vamos iniciar a produzir algumas partes do Gripen e os países que fazem parte do grupo mencionado no artigo possuem décadas de experiência na produçãode aeronaves deste segmento. Não temos condições de agregar nada, neste momento, ao projeto, inclusive recursos financeiros. O que precisamos realmente é manter o foco no projeto atual. Um passo de cada vez.

Last edited 1 ano atrás by MMerlin
Saldanha da Gama

Boa tarde meu caro, como não temos condições de agregar nada? A Embraer com conhecimento adquirido por anos, mais o tot do Gripen tem condições sim e muita!!! Poderíamos ingressar nesta join sim, realocando recursos, e termos o Gripen em fabricado aqui e em bom número,um dos melhores g4 e no futuro próximo com a join venture, um dos melhores g5. Recursos sempre serão escassos, se tivessem pensado nisso não teriam agregado o tot a compra e sim efetuado a aquisição de prateleira, nos sairia muito mais barato e ainda teríamos mais vetores. A aquisição do tot, com certeza foi… Read more »

MMerlin

A análise foi imparcial e sem viés ideológica ou patriótico. Primeiro, o projeto Tempest envolve empresas e seus países de origem. A parceria é ampla e envolve diversas questões tendo duas como principais: (muito) dinheiro em predisposição em gastos com pesquisa e desenvolvimento. Segundo, agregar nada não significa não conhecer nada. Participo deste espaço a algum tempo e sei bem onde a Embraer poderia entrar ali. Mas não existe espaço. Querer nem sempre é poder. Terceiro, não temos Gripen nenhum ainda muito menos 36 em território nacional. O correto então é “teremos”. O ToT investido ainda está longe de estar… Read more »

nonato

Sobre manter o foco concordo, até porque não sei até que ponto seria vantajoso para nós. Mas poderíamos entrar sim. Primeiro, o Reino Unido, depois do Brexit, precisa de parceiros, inclusive dinheiro. Acho que um bilhão de dólares em 10 anos ajudaria… E contribuiriamos da forma que pudéssemos. Construir caça de 5a. ou 6a. geração o Reino Unido não tem nenhuma empresa com experiência. Nem a Saab tem. A Embraer é muito boa no desenvolvimento de projetos. Iria colaborar. Talvez até agilizando os processos de trabalho, pois é muito boa nisso. Desenvolveu o KC 390, vários jatos executivos. Não é… Read more »

MMerlin

Um bilhões de dólares são 5.3 bilhões de reais. Este valor é compatível com os demais projetos, que incluem ToT (deles para nós) e produção local, onde fica claro onde está sendo investido e o retorno . Podemos entrar? Claro! Mas qual seria o destino deste valor? Seria ToT ou P&D? Se ToT não estaríamos agregando mas sim atrasando o projeto. Se P&D deve ser analisada em ql área e o retorno do investimento. Quais as obrigações dos países envolvidos? Vamos ter que comprar aeronaves? Quais os possíveis custos? Suportaremos manter dois equipamentos? São N perguntas mais. Este projeto não… Read more »

João Rodrigues dos Santos

“…Que envolve conhecimentos estruturais”…???? Como assim, a Embraer nunca esteve envolvida? Então, como conseguimos entrar no projeto do AMX e em seguida a Embraer já planejava desenvolver em 1989 um projeto de caça puramente nacional? Como se explica isso? E só não levou o projeto adiante, porque o governo(Sarney) da época, não quis!!! Como explica o projeto do KC-390 Millennium? Conhecimento, planejamento e mão de obra qualificada, temos sim e, aprender fazendo, so depende da necessidade da nossa defesa e vontade política… A END, mostra que precisamos nos preparar para um cenário de Guerra ou conflito na America Latina a… Read more »

MMerlin

Uma coisa é desenvolver uma avião subsônico, outra é desenvolver e um avião supersônico e querer entrar num projeto como o Tempest onde existe uma fortíssima negociação por participação e disputa por propriedades das tecnologias desenvolvidas.

Vale lembrar que projetar não é desenvolver.

Referente as duas classificações de velocidade, pesquise sobre as diferenças referentes a estrutura e fuselagem.

Mayuan

Rapaz! Queria ter tanta certeza das coisas que nem esse amigo, ainda que me baseando em informações tão pouco concretas/difíceis de obter sendo parte do público leigo civil!

Carlos Gallani

Infelizmente a realidade não colabora!

PACRF

Prezado Saldanha da Gama, a reportagem disse que há um memorando de entendimento entre o Reino Unido e a Suécia. O Brasil não foi convidado, ainda, ou talvez nem seja.

Andre B

Os ingleses têm costume de repetir nomes. As gerações futuras vão associar “Tempest” com esse caça aí, e não com o Hawker Tempest.
Aliás, a geração atual já associa Typhoon com o “Eurofighter” e não com o Hawker Typhoon.
Não acho isso legal. No meio acadêmico gera confusão e ofusca os veteranos.

Marcelo

não vejo problemas, e é uma forma de homenagear as aeronaves do passado e as gerações que as pilotaram.

Lala Croft

Os americanos também o fazem. A10-Thunderbolt (ao invés do P-47) e agora o F-35 Lighting (ao invés do P-38).

Rommelqe

Considero que o Brasil desde já deve participar sim deste programa! Não podemos continuar a simplesmente comprar ToT de produção de aeronaves ja concebidas e detalhadas. Muita gente entende que os programas relacionados a aviões tem que ser em série, como se fossem “Fisica I no primeiro ano e mais Fisica II no segundo ano”…Isso era antigamente , como nos tempos de D. Pedro, que o professor trazido da europa ensinava matematica em um ano e portugues no outro… Hoje começa que qualquer projeto tem que ser encarado como multidisciplinar, onde uma estrutura para ser detalhada precisa antes de mais… Read more »

PACRF

Por que o Brasil “deve participar”? Sequer foi convidado para assinar o memorando.

Luiz Trindade

Vejo a Saab uma grande empresa sabe enxergar oportunidades longe… Seria muito sábio a parte de defesa da Embraer continuar com a parceria para termos sempre alguma sobra…

MMerlin

sem dúvida alguma. As empresas tem produtos e serviços que se complementam.

Mauro

Galvão?

Allan Lemos

Pessoal aqui sonha muito,o Brasil já terá muitas dificuldades em manter os caças de 4.5° geração operacionais,imagina se alguém da FAB vai querer se preocupar em entrar em um programa desses.Vamos ser realistas,falta dinheiro e falta interesse político em transformar o Brasil em uma potência militar regional.

Last edited 1 ano atrás by Allan Lemos
nonato

Engenharia digital.
Quando falo disso aqui, sou criticado.
Projeto hoje em dia ê no computador.
Não é como antigamente que desenhava e colocava para voar e torcer para dar certo e muitos caíam…

Marcelo

também acho e torço que os 2 projetos vinguem. Dizer que 3 países europeus não tem recursos para desenvolver uma aeronave é forçar a barra. Com relação ao seu comentário, ao passo que os ingleses querem retomar a tradição aeronáutica de projetistas de aeronaves, pode ser que os suecos irão abrir mão dela, o que é lamentável. A não ser que desenvolvam uma versão monomotor, mas não creio porque iria roubar vendas da versão maior e os ingleses não iriam permitir isso.

Fabio Araujo

Pensando no futuro, tem que ser assim mal esta finalizando um grande projeto já tem que começar um outro.

Rommelqe

Concordo, não se pode parar, sob pena de perder a linha de desenvolvimento estratégico.

Clésio Luiz

Os britânicos, após a 2ª GM, tem essa vontade de ter brinquedos caros. Todo projeto novo tem que “ser líder mundial e melhor que os americanos”. Aí você olha para os projetos atuais, com constantes cortes de verbas e aposentadoria precoce de equipamento militar (como a venda do Atlântico para nós), visando liberar verba para os programas em andamento, e se pergunta porque eles não investem em algo mais modesto, que poderia ser adquirido em quantidades adequadas, e com maior potencial de exportação. Como fazem os vizinhos europeus. O Reino Unido não é mais o “Império Britânico”. Está na hora… Read more »

rui mendes

Mas mesmo assim, são a 5 maior economia do mundo.

Antoniokings

É a quinta maior economia se medida em sua valorizada moeda.
Se for pelo critério de paridade, está perto de ser a décima.
Inclusive, está muito perto de perder o posto de décima maior exportadora para a minúscula Bélgica.
É um caso clássico de decadência acelerada.

Antoniokings

E hoje foi noticiado que o endividamento do R.U. chegou a 99,6% do PIB,o mais alto desde 1961.
Um aumento de 18,9 p.p.em relação ao ano passado.
É grave a crise.

Mauro

Comentários nestes três sites, nos três, são sempre na mesma linha: 100% derrotistas.

A parte boa é que normalmente estão completamente errados. Só torcida contra e nada mais.

Mayuan

Com a quantidade de MAVs que pipocou por aqui de um tempo pra cá, não é de se admirar né?

João Ricardo

Pela Suécia creio que o Brasil até poderia participar do programa, mas o Reino Unido não deixará!

Sérgio Luís

Traduzindo
Se for produzido só na Suécia ninguém compra!
Se for produzido em conjunto com o UK terá mais chances vendas.
Óbvio

Lucianno

O Gripen foi o último caça da SAAB. A Suécia com seu pequeno orçamento militar não tem como bancar o desenvolvimento de um caça de 5 geração. No futuro a SAAB será apenas um fornecedor de peças da Bar Systems.

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