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FOTO: 16 caças Mirage IIIE/DBR do 1º GDA alinhados para decolagem, em 1999

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Rara imagem de 16 caças Mirage IIIE/DBR do 1º GDA alinhados para decolagem, em foto datada de 1999.

Original do antigo Núcleo da Primeira Ala de Defesa Aérea (NUALADA), criado em 09 de fevereiro de 1972, que mais tarde passaria a se chamar 1ª Ala de Defesa Aérea (ALADA); a unidade teve como primeira aeronave o F-103 Mirage III, escolha que teve o objetivo de criar a primeira unidade de interceptação da América Latina.

A primeira aeronave, já ostentando as cores e as estrelas da FAB, realizou o seu primeiro voo em 06 de março de 1972. A pista de pouso do NUALADA foi inaugurada também em 1972, e no dia 1º de outubro, chegou a primeira aeronave Mirage III brasileira a bordo do C-130 Hércules 2456. Já o primeiro voo de F-103 Mirage no Brasil, foi realizado no dia 27 de março de 1973 pelo piloto de provas francês, Pierre Varraut. No dia 6 de abril, foi realizada a 1ª missão militar com seis aeronaves fazendo um voo comemorativo em Brasília, sob o comando do Coronel Antônio Henrique, primeiro piloto brasileiro a voar o Mirage III operacionalmente.

A essa altura era necessária a criação de um grupo e de uma Base Aérea em Anápolis, o que veio a acontecer no dia 11 de abril de 1979, através de uma portaria ministerial que desativou a Primeira Ala de Defesa Aérea, criando assim a Base Aérea de Anápolis e o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1° GDA).

Em dezembro de 2005, ocorreu o último voo operacional do Mirage III, e a partir de setembro de 2006 chegaram os primeiros Mirage 2000 ao 1º GDA, comprados usados da França.

Entre dezembro de 2005 e setembro de 2006, operaram em Anápolis o AT-26 Xavante, o T-27 Tucano, além de aeronaves F-5E Tiger, que cumpriram escalas de alerta.

Em 2008, chegaram as últimas aeronaves Mirage 2000, que fizeram seu último voo na FAB em 31 de dezembro de 2013.

71 COMMENTS

  1. Imagem datada de 1999… Fico me perguntando se em 2020 temos alguma base aérea brasileira com esta disponibilidade de 16 aviões de caça em plena operação?!

    Aliás, algum colega poderia me atualizar a respeito da distribuição e quantidade de aviões F-5M e AMX por base?

    Grato.

  2. Época em que tínhamos uma defesa aérea que era uma das mais poderosas do continente. Hoje caímos mas com a modernização dos F-5 a situação melhorou um pouco, mas por conta da falta de atualização dos outros, mas para voltar ao topo só com os Gripens!

    • Mesmos com os F-5, ainda temos uma Força aérea poderosa na América Latina, com os Gripens, teremos uma das melhores em toda a América!

        • Caro Luiz, porque menos? Tirando os americanos, nós com os Gripens não estaríamos com “uma das melhores em toda a América?” Mesmo que o Canada tenha uma força aérea melhor, ainda não estaríamos entre as melhores da américa? Quem seria melhor que nós como foça aérea dotada de todos os meios não apenas caças?

          • Faço das palavras do Luiz Antonii as minhas:

            “Luiz Antonii 16 de março de 2020 at 19:15

            Apenas com os Gripens (36 unidades) mal e porcamente chegaremos a supremacia aérea em nossa região e por várias razões, sendo a principal delas chamada Dinheiro. Ter 36 caças não significa operar 36 caças, ainda mais que demorarão pelo menos de 5 a 8 anos para atingirem a plena capacidade operacional e nem citei ainda o desenvolvimento de novas doutrinas. Os F5M e os A1M ainda deveriam operar por pelo menos mais dez anos nos volumes atuais. Dos 36 F39 quantos estarão na linha de vôo em cada esquadrão?”

        • Luiz
          Me diga, quantos países na América latina podem ter uma Força aérea superior? da pra contar nos dedos de uma mão!! então acho que tu é que tem que te informar melhor!!!!

          • Caro amigo, se como diz podemos contar em uma mão, o Brasil atingirá o que você quer, daqui a dez anos. Você é daqueles que acham que ter é o mesmo que operar? Vá estudar.

          • Sei muito bem que ter não é operar, entre as forças aéreas com maior capacidade que a FAB na América Latina, Vai me dizer que tu conta em mais de uma mão, se é que tenha uma mais capaz, já que nem todos os F-16 chilenos voam e muito menos os SU-30 venezuelanos! Vai contar historinha da branca de neve pro teus filhos caro amigo.

      • Caro colega. Já que você é o pika das galáxias na matéria, vamos aguardar a chegada dos F 39 e as operações com os ditos cujos e depois vou dedicar um pouco do meu tempo para os mal informados elocubrados como você ok?
        Conselho: aprenda a debater sem ofender seus colegas querendo vencer “no grito”. Faça isso na sua casa.

      • Se apenas números ganhassem guerras, Israel não tinha ganho a Guerra dos 6 dias. 36 Gripens, no contexto Sul-Americano são muito úteis, Doutrina é Fundamental, o Binômio Gripen + E99 deixa o a FAB sim como uma das mais poderosas da América.

    • menos ne ,na epoca os venezuelanos ja operavam o F16A e os peruanos o MIG29 e MIRAG2000C , alem do equador que operava o MIRAGE F1 e o JAGUAR

    • Fabio, os F-5EM , apesar da idade, são muito melhores hoje em aviônica e armamento BVR do que os Mirage III, os quais tinham radares pífios e misseis R-350 já totalmente obsoletos na década de 80! Tirando a velocidade, só nisto eram melhores.

      • Sim mas os F-16MLU chilenos e os SU-30 venezuelanos tem melhor capacidade e os F-5 chilenos estão no mesmo nível do nosso, estaríamos para trás dos peruanos, colombianos e equatorianos se os F-5 não tivessem sido modernizados.

        • Fábio, até onde tenho informações, os F-5 chilenos não estão no mesmo padrão que o nosso! Em verdade, estão abaixo das capacidades do F-5 EM/FM BR.

          Boa noite, forte abraço! 🙂

    • Estou tentando entender quando tivemos “uma defesa aérea das mais poderosas do continente” …

      Na década de 80 Venezuela já tinha f-16, Equador Mirage F-1, Peru Mirage 2000 e Cuba MIG-23 + MIG-29.
      Na década de 90 se somou os MIG-29 do Peru, os F-5 modernizados chilenos e os A-4AR argentinos. Vou nem comentar EUA e Canadá.

      • Se os Mirage III tivessem passado por modernizações como os chilenos por exemplo, ou tivessem adotado o mesmo pacote dos F-5BR, até fariam diferença, mas do jeito que estavam, era só para fazer barulho mesmo…

  3. Foto aérea muito bonita da base e o grupo alinhado de Mirages.
    O barulho dos 16 motores trovejando deve ter sido fantástico e inesquecível para quem lá estava.
    Caso os 16 tenham estado ligados juntos.

  4. Os mirage 2000 operados entre 2006 e 2013 foi :RASGAR DINHEIRO, 80 MILHÕES de doletas, fora o custo operacional, antes tivesse adquirido e mordenizado mais F5…..

    • Ou o mais racional, terem modernizado os Mirage III, não teríamos desfalcado outros esquadrões para cobrirem o GDA e teríamos ainda um avião mais capaz que o F-5 aguardando a chegada dos Gripens.

      • O custo para modernizar os Mirage III era muito alto. Mesmo caso de modernizar os M2000…..custo muito alto. Relação custo/benefício desfavorável.

  5. Apenas com os Gripens (36 unidades) mal e porcamente chegaremos a supremacia aérea em nossa região e por várias razões, sendo a principal delas chamada Dinheiro. Ter 36 caças não significa operar 36 caças, ainda mais que demorarão pelo menos de 5 a 8 anos para atingirem a plena capacidade operacional e nem citei ainda o desenvolvimento de novas doutrinas. Os F5M e os A1M ainda deveriam operar por pelo menos mais dez anos nos volumes atuais. Dos 36 F39 quantos estarão na linha de vôo em cada esquadrão?

      • Clésio, é obvio que ele não sabe a diferença….deixo uma pergunta para todos: porque o brasileiro critica mesmo sem ter o conhecimento do que ele está criticando? Será uma falta de vontade, preguiça em pesquisar? Complexo de vira latas?

    • Calma aí, aqui não existem ameaças e doutrina que justifique hangares tipo HAS que chegam a custar 10 milhões de USD a unidade ,não existe necessidade de termos bases aéreas com estrutura de sobrevivência reforçada,já que se o bicho pegar a força operária de maneira dispersada ,diferente dos aeródromos do oriente médio e Europa onde as bases teriam que operar e resistir o máximo de tempo possível até inclusive se tornar linha de frente e base de operações avançada.

      • Concordo que não existem ameaças que justifiquem uma doutrina atualmente, mas ai fica a pergunta, até quando? Será que vamos esperar precisar muito e com urgência para fazer algo? Na minha visão, no mínimo, a base de Anápolis deveria ter HAS para no mínimo dois esquadrões. Mas somos brasileiros, esperamos a m**** bater na nossa cara, para dai pensar em fazer algo, depois de prejuízos pesados……

        Infelizmente, o brasileiro não aprende mesmo… Ainda não aprendemos que a qualquer momento tudo pode mudar, e aquilo que nunca pensamos acontecer pode estar batendo a nossa porta (ou chutando)……

        • Desculpe, mas o que não falta por aí são munições projetadas para penetrar e destruir hangares reforçados. E não é de hoje, pois o Iraque possuía tais hangares 30 anos atrás e não no fim das contas não protegeram nada.

          Melhor treinar dispersão em bases menores do que apostar numa solução obsoleta a décadas.

          • concordo, o que mais se tem espalhado pelo país são aeroportos com estrutura suficiente para servir como base aérea em caso de necessidade…

        • Em Anápolis? No centro do país? Sinceramente, se uma ameaça aparecer sob Anápolis e não tiver sido detectada e interceptada com tempo de sobra para dispersar as aeronaves presentes, então não serão HAS que protegerão as aeronaves. Pode acreditar nisso.

  6. Legal demais! O Cel. Antônio Henrique, mencionado na matéria, na verdade tem um nome um pouco mais complicado: É Anthony Henry Blower, meu tio avô (Tommy).

  7. Com os F-39 novos e o contrato de manutenção que foi feito teremos maior disponibilidade e teremos uma Força Aerea muito melhor que a de 99.
    Até a modernização dos F-5, nossa força aérea era obseleta desde os anos 80.

  8. O custo para modernizar os Mirage III era muito alto. Mesmo caso de modernizar os M2000…..custo muito alto. Relação custo/benefício desfavorável.

  9. Conheço a base aérea de anápolis e há vários hangares e posições escondidas antes da pista e não na área de manobra como mostrada na foto. Além disto a base é gigante e há várias áreas de dispersão inclusive com nomes interessantes como av. Matra, por exemplo. Há paióis e áreas de abastecimento remotas e manutenção longe dos olhos do público, não sendo acessadas ou vistas nem quando há portões abertos. Quem já entrou na base pelo portão de serviço sabe do que estou falando.

  10. O cmt do 1° GDA, à época, era o Ten Cel Perez, que, em 2002, foi o cmt da BAAN. Em 1999, os Mirage III já estavam BEM obsoletos. O radar não enxergava nada (Steve Wonder). Fui transferido ao final de 1999 para a BAAN, a fim de fiscalizar as obras do 2°/6° GAV.
    Esclarecendo um post acima, sim, teremos, inicialmente, 36 F-39, e conseguiremos operá-los com disponibilidade acima de 70%. Compramos o que conseguiremos operar. E, com o METEOR, sim, seremos um desequilíbrio na América latina.

    • Sr. Rinaldo
      Com 70% de disponibilidade teríamos aproximadamente de 26 a 30 aeronaves. Dessas, baseada na sua experiência, quantos esquadrões teríamos para defesa aérea e ataque se for o caso? A hipótese é de conflito regional com um certo país do norte.

      • Pensando melhor Sr. Rinaldo, meu bestunto deu um aviso que seria uma informação classificada, caso o Senhor respondesse, considerando seu histórico militar. Minha pergunta, creio inapropriada. Me desculpe.

    • Mestre Rinaldo Nery,

      Os M-III apesar de eletronica totalmente obsoleta, tinham alguma reserva de voo ainda disponível? Caso tivessem, talvez um UP Grade ao estilo Kfir fosse viavel a época….

      Sempre gostei dos kfirs….

      • A FAB demorou MUITO a adotar a filosofia de modernização. Justin foi da COPAC e conhece bem a história (participou do projeto F-5BR). Quando resolveram instalar probe nos F-103 um imbecil do extinto COMDA afirmou que ¨avião de defesa aérea não precisava revoar¨. Assim como outro que foi cmt do COMGAR disse que ¨o A-29 era muito sofisticado para Tenente¨. Isso são fatos! Sim, acredito que houve uma época, talvez final dos anos 80, que deveríamos ter embarcado em algo assim, fazendo ¨alguma coisa¨ nos F-103. Mas, lembrem que o AMX, nesta época em início de projeto (no Brasil), levaria todos os recursos.

      • A FAB demorou MUITO a adotar a filosofia de modernização. Justin foi da COPAC e conhece bem a história (participou do projeto F-5BR). Quando resolveram instalar probe nos F-103 um imbecil do extinto COMDA afirmou que ¨avião de defesa aérea não precisava revoar¨. Assim como outro que foi cmt do COMGAR disse que ¨o A-29 era muito sofisticado para Tenente¨. Isso são fatos! Sim, acredito que houve uma época, talvez final dos anos 80, que deveríamos ter embarcado em algo assim, fazendo ¨alguma coisa¨ nos F-103. Justin respondeu com mais propriedade. Mas, lembrem que o AMX, nessa época em início de projeto (no Brasil), levaria todos os recursos.

  11. o JAS339E operando com o E99AEW junto com KC390 e o METEOR alem do LINKBR vão ser um multiplicador de força podendo cobrir uma distancia enorme operando em rede com apoio dos radares em solo do cindacta e do controle de defesa aerea ,ja pensou o gripen disparando a longa distancia com o Meteor recebendo dados do E99 que teria um quadro geral com os links do cindacta .

  12. Pessoal, achei um material muito interessante escrito pelo então Maj. Brig. Lauro Ney Menezes.

    Uma analise sobre aquisição do Kfir C-10 como tampão dos M-III ate a conclusão do FX.

    Olhando como tudo transcorreu, acho que seria de fato a melhor alternativa a época.

  13. Houve duas investidas do Kfir. Uma lá pelos 2000/01 (atrasou FX-1), outra lá pelos 2005 (atrasou início do FX-2), ambas tecnicamente, logisticamente e operacionalmente inadequadas. Outras ofertas de usados (como de Sukhoi) também atrapalharam.

  14. A principal razão para não modernizar F-103 foi o pequeno número de aeronaves no inventário. Os custos de desenvolvimento da solução trariam pouco aumento de capacidade operacional. Por outro lado, a nossa solução de modernização do F-5 foi aplicada em 46 + 3 aeronaves, com excelente resultado.

        • Entendi Mestre Justin,

          Então, seria algo como células israelenses de C-7 que seriam atualizadas para C-10, e não havia disponibilidade de celulas bipostas.

          Por favor, qual seria sua opinião sobre:

          Considerando que os IIIE-BR brasileiros possuiam ainda quase metade do tempo util de horas voo disponíveis, elas não poderiam ser reformadas no lugar destes C7? Existem muitas diferenças do kfir ara o M-III que inviabiliza isto?

          Apesar de algum eventual reves, a FAB adotou o M2000 com capacidade de tampão muito curto, e estamos até 2021 sem um substituto. O pacote Kfir nao representa acrescimo aos F-5M? Se nao em tecnologia, mas talvez performance e ainda a possibilidade de esticamento operacional via PAMA??

          • Apresentaram Kfir C2 modernizados na oferta de 2002.
            Qualquer projeto novo de modernização para menos de 20 aviões certamente não seria cost effective.

  15. mim lembro bem deste dia, meu pai morava em uma fazenda a 10km de anapolis sentido neropolis bem na rampa de aproximacao da BAAN e quando ouvi aquele som corri pra ver.foi lindo eles colocaram todos os M lllbr e llldbr da base pra voar , a primeira e unica ves que isso ocorreu.sinto saudades eram comum a gente ficar paralisados cm os boons da barrera do som sendo quebrada pelos velhos jaguares.

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