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Sierra Nevada confirma compra de A-29 pela Força Aérea dos EUA

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Força Aérea Libanesa recebeu quatro novos aviões de ataque leve A-29 Super Tucano
Aviões de ataque leve A-29 Super Tucano da Força Aérea Libanesa

A Sierra Nevada Corporation (SNC) confirmou que a Força Aérea dos EUA decidiu comprar sua mais nova aeronave de ataque leve A-29.

A SNC recebeu uma ação de contratação indefinida da Força Aérea dos EUA para fornecer equipamentos de suporte de solo para aeronaves A-29, treinamento de pilotos (incluindo treinamento de atualização de pilotos de instrução), suporte logístico do contratante, peças de aeronaves e manutenção para a missão do Combat Air Advisor para Comando de Operações Especiais da Força Aérea.

“A SNC tem a honra de construir e entregar o A-29, comprovado em combate, para a Força Aérea dos EUA”, disse Mark Williams, vice-presidente de planos e programas estratégicos da aviação para a área de negócios IAS da SNC. “A Força Aérea dos EUA agora terá a oportunidade de implantar o A-29 em apoio às operações dos EUA e aliados. Essa aquisição fornece recursos há muito necessários ao combatente e melhor valor ao contribuinte dos EUA.”

O A-29 é uma aeronave turboélice versátil e poderosa e é conhecida por seu design robusto e durável, que permite executar operações de pistas não preparadas e em bases operacionais avançadas em ambientes austeros e terrenos acidentados.

O A-29 é o padrão-ouro de aeronaves de combate e reconhecimento de ataque leve. O trabalho começa imediatamente sob esse contrato em Jacksonville, Flórida, e Centennial, Colorado. As aeronaves são entregues em 2021 e as atividades de treinamento e suporte continuam até 2024.

O A-29 é a única aeronave de ataque leve do mundo com um certificado de tipo militar da Força Aérea dos EUA.

O A-29 já foi selecionado por 14 forças aéreas parceiras em todo o mundo para oferecer apoio aéreo aproximado e recursos de reconhecimento econômicos. Por mais de uma década, as Forças Especiais dos EUA procuraram adquirir o A-29 para operações de apoio aéreo e reconhecimento.

FONTE: Sierra Nevada Corporation (SNC)

115 COMMENTS

  1. Pela imagem os A-29 estão sem as metralhadoras das asas, alguém sabe se a USAF solicitou a retirada das mesmas e o motivo disso? Desde já agradeço.

    • Sem metralhadoras e três tanques externos, essa é a configuração de translado quando o A-29 é levado para a entrega no exterior a outras nações.

      Saudações!

      • Aeronaves estrangeiras precisam de permissão para sobrevoar o espaço aéreo dos outros. Obter a permissão e assim encurtar o caminho, é muito mais fácil de obter com uma aeronave desarmada, já que na pŕatica você não difere de uma aeronave comercial, por exemplo. Chegando no destino, é só montar de volta o equipamento desejado que veio por outros meios.

    • As aeronaves Dá foto sao8da força aérea do Líbano. A inscrição USAF é pq elas foram compradas via FMS. Qiando chegaram ao Líbano, receberam marcações e matriculas libanesas. E estavam sem as metralhadoras por conta dos voos de translado.

  2. O empecilio era que por não ser uma aeronave americana as divisas iriam para um país estrangeiro, com a compra da Embraer isso agora está solucionado

    • As cabeças do cachorro precisam entender que apenas a parte de aeronaves comerciais (menos a aviação executiva) da EMBRAER entrou no acordo com a Boeing. A parte militar, responsável pelo Super Tucano, continua sendo EMBRAER. E de qualquer forma, royalties são pagos à ela pela compra, mesmo via SNC, dos Super Tucanos e boa parte, senão quase tudo é fabricado aqui para ser montado lá, gerando empregos aqui. Essa parte, eu sei que é difícil de entender, mas tentem.

        • Não é o que eu falo, é o que a EMBRAER fala, é o que a Boeing fala, é o que já foi amplamente divulgado e é o que está acontecendo. Fique livre para apresentar qualquer FATO de verdade que contrarie o que está escrito que vou considerar mudar o discurso.

          • Relaxa Leandro. Uma pesquisa publicada em 2018 mostrou que 30% da população brasileira alfabetizada é analfabeta funcional, ou seja, não consegue interpretar e compreender textos.
            Querer explicar a negociação da Embraer com a Boeing para este pessoal é o mesmo que dar murro em pedra.

  3. É um orgulho ver o tucano ser reconhecido.
    Esta venda resultará em muitas outras.
    A Embraer pode investir mais no modelo e deixar ainda mais para trás os concorrentes.

  4. O nome da Embraer que quem foi a desenvvedora do avião nem aparece, com O a Sierra Nevada fosse a inventora e desenvolvedora da aeronave, definitivamente perdemos a EMBRAER.

    • Natair, so assim se consegue vender nos EUA. Por lá, tudo ou quase tudo o que é externo é denominado com novo nome, com a fabricante original a ter, por norma, de estabelecer ou uma linha de montagem local, ou, como foi o caso, firmado parcerias com fabricantes americanas. Não fosse isso e o Tucano, seja o melhor ou não, nunca teria ganho coisa nenhuma na América. Não basta ser bom, tem de ser ou parecer americano, mesmo quando não o é.

    • O mesmo aconteceu quando a USMC adquiriu os AV-8B e ninguém na Inglaterra chiou por isso. O que importa é a Embraer receber os royalties.

  5. Está na hora da Embraer brasileira projetar e produzir um drone de vigilância e ataque. Se tiver a mesma qualidade do tucano, será um ótimo produto.

      • Não temos, a Avibrás não teve competência e nem capacidade de conclui-lo.
        Apesar de ter sido extremamente paparicada pela FAB, em detrimento por exemplo da FT Sistemas ou do Santoslab.

      • A gente precisa parar de acreditar nas lorotas da Avibrás. Esta empresa é e sempre será uma fabricante de foquetes. Nunca produziu um único míssil, muito menos drone. Ou melhor, podemos dizer que uma fabricante de foquetes e maquetes (isto tem bastante!).

        • Veja bem Leonardo, nenhuma empresa ligada ao setor industrial cria um projeto, gera um protótipo e lança um produto sem apoio do governo e/ou interesse do setores envolvidos.
          É normal, principalmente lá fora, empresas lançarem projetos na mídia para levantar o grau de interesse. Um exemplo é o P600 AEW da própria Embraer, onde o mercado teve um grau leve de interesse (mas positivo) e o projeto avançou. Se o grau de interesse aumenta, surge um protótipo, não que seja um pré-requisito, mas aí é tudo uma questão de analise de risco efetuada pela empresa.
          Agora, dizer que a Avibrás solta lorotas devido a questões como essa, não tem fundamento. A mesma esta envolvida em boa parte dos projetos das FA.

    • Para que?Só para alguma empresa americana vir aqui e levar na mão grande como já aconteceu com o ST e como provavelmente vai acontecer com o KC-390?

      • Heheheheh deixa eu ver se entendi.

        Você quer que parem de desenvolver novos produtos com medo de ele ser um sucesso que até o maior poder militar do Mundo queira adquirí-lo? 😛

      • Cara acabou a era de portas fechadas do Brasil para o mundo, nossa indústria precisa alcançar cadeia global, o mesmo acontece com o Gripen que apesar de ser suéco terá sua fuzelagem fabricada aqui na fábrica da SAM em SBC, os Gripens terão Wide Display, HUD e HMD made in Brazil pela AEL, Gripen F desenvolvido aqui, montagem e certificação, os suécos ganham, nossa indústria ganha, FAB ganha, assim como o ST e KC390, o importante são as fábricas trabalharem full e participarmos dos fornecimentos gerando empregos de alta tecnologia aqui e ampliando nossa base de pesquisa … do que adianta o KC390 ser o provável substituto do Hércules e vender míseras 28 unidades para a FAB … exportar e receber conhecimento e adquirir confiança e fornecer para os grandes players do mercado mundial

        • A SAM não vai fabricar a fuselagem completa do Gripen aqui, mas o cone de cauda, os freios aerodinâmicos, o caixão das asas, a fuselagem dianteira (tanto da versão monoposto quanto da versão biposto) e a fuselagem traseira dos caças
          O Gripen biposto também não está sendo criado aqui, afinal a tecnologia já estava disponível e foi desenvolvida, no estrito significado da palavra, pela Saab lá na Suécia.
          Aliás qnto a esta história de “fabricar o Gripen aqui”, os suecos além do Brasil já ofereceram o mesmo para Suiça, Índia, Finlândia, Colômbia e Canadá; então não há nada de extraordinário ai.
          Estaremos somente fabricando sob licença, partes de uma aeronave, não o produto completo.
          Qnto a ampliação de nossa base de pesquisa, bem a própria FAB poderia ter dado o exemplo, mas preferiu com de costume bancar uma reserva de mercado para a Embraer, ao assinar aquele maldito MoU com a dita cuja para o desenvolvimento da aeronave híbrida elétrica.

        • Exato kaleu. Um amigo meu já trabalhou na logística do AMX a alguns anos. Ele era responsável pela parte de informática e banco de dados. Ele disse que ninguém tem noção da quantidade de peças que ele precisava cadastrar e catalogar no sistema! São centenas de milhares de peças, só de um único avião! Veja bem, milhares de peças precisam ser projetadas, desenvolvidas, fabricadas, certificadas, catalogadas! Enfim, são também centenas de empregos chegando com esse acordo que foi assinado. Pena que o nosso Con(regre)sso pode melar tudo.

          • Meu Apple II era um clone feito pela CCE na Zona Franca de Manaus hehehehe. Não sei se isso foi por causa do Sarney, mas acho que é anterior.

        • Lindas palavras, porem nao se esqueça que a AEL e Israelense assim como a Ares , o KC390 toda e qualquer aeronave que for vendida 49% sera da Boieng sem colocar um tostão na concepção e fabricação .OBS: eu nunca vi isso na vida uma empresa (Boieng) so por divulgar vendas do KC390 recebera 49% das vendas ?Fosse uns 20% nao diria nada mais 49% ? Hum “brasileira e muita esperta como diz eternamente os gringos ao norte “

      • Recentemente uma empresa de defesa turca comprou outra empresa do país para impedir que essa fosse vendida para uma empresa da Holanda. Tudo isso para proteger a tecnologia que eles desenvolveram.
        Países que valorizam o desenvolvimento tecnológico e as empresas estratégicas fazem isso. Aqui além de nos vendermos tudo que desenvolvemos, ainda temos aqueles que defendem tal pratica pq é o melhor para os acionistas.

        • PauloR exatemente eu nao canso de falar isso ,porem aqui nesse Brasilsao de Deus 90% dos cidadãos nao sao patriotas, eles amam e assinam tudo o que for bom para os EUA e que se dane o Brasil sil sil sil

    • Busque informações sobre o “Caçador” da Avionics Service” de Botucatu. Fabricado sob licença de Israel, mas produzido e modificado, em Botucatu, pela Avionics.

  6. A avaliação do A-29 governo americano está tão lenta que quando concluírem os estudos chegarão a conclusão que passou tanto tempo que a aeronave ficou obsoleta. Os cenários estão mudando. Como o Trump está fazendo um esforço para retirar as tropas dos cenários onde o ST seria a plataforma ideal, a necessidade de compra dele pelos americanos vai sumindo.

    • Só Gostaria de ver os Super Tucanos da F.
      A.B. com Mísseis Ar – Terra etc etc.
      Melhor Armados e com essas Blindagens Adicionais .

    • O ST não passou nem perto de combater na Líbia, aonde um MQ-9 dividiu com um M-2000, a morte do Muamar Kadafi.
      Também esteve ausente das operações contra o Estado Islâmico, aonde além do supracitado MQ-9, combate também o subestimado “avião agrícola” AT-802.
      O ST é uma ótima desculpa para, os EUA não venderem drones armados pra qualquer um.

        • Se não morreu em um ataque aéreo, foi um que possibilitou a sua captura:

          “At around 01:30 local time (03:30 UTC) on 20 October 2011, Gaddafi, his army chief Abu-Bakr Yunis Jabr, his security chief Mansour Dhao, and a group of loyalists attempted to escape in a convoy of 75 vehicles.[8][9] A Royal Air Force reconnaissance aircraft spotted the convoy moving at high speed, after NATO forces intercepted a satellite phone call made by Gaddafi.[10]”
          .
          “NATO aircraft then fired on 21 of the vehicles, destroying one. A U.S. Predator drone operated from a base near Las Vegas[9] fired the first missiles at the convoy, hitting its target about 3 kilometres (2 mi) west of Sirte. Moments later, French Air Force Rafale fighter jets continued the bombing.[11] The NATO bombing immobilized much of the convoy and killed dozens of loyalist fighters. Following the first strike, the convoy split into several groups, with a subsequent strike destroying another 11 vehicles.[12] Rebel units on the ground also struck the convoy.[13]”
          .
          (https://en.wikipedia.org/wiki/Death_of_Muammar_Gaddafi)

          Fui puxar pela memória e cometi alguns erros, troquei o MQ-1 pelo MQ-9 e o Le Jaca(argh) pelo M-2000.
          Deve ser a idade.

        • O cenário na Líbia era e ainda é, um ninho de vespas. O Tucano é excelente, mas não é um caça de ataque de alto desempenho amigos, útil em ataques de precisão concerteza, de forma a se manter a uma altitude minimamente segura, estaria no entanto inapto de realizar apoio aéreo aproximado, no alacance do “olho nu” portanto, em meio às diversas armas pesadas, integradas em “pick-ups”, que equipam os terroristas e diversas milícias ali presentes. O mesmo para helicópteros, que quando empenhados em teatros com as similaridades referidas, operam a distâncias minimamente seguras ou encobertos por obstáculos naturais.
          O ditador líbio não foi morto em ataques aéreos, foi sim capturado, agredido e assassinado em praça pública, não sem antes o arrastarem agarrado a uma “caixa-aberta”, ainda vivo, pelas ruas.

          • Peter nine nine mais meu amigo o ST e para depois de “limpa ” a aérea entrar contra os insurgentes etc , nao e nem foi nem nunca sera para “ataque de alto desempenho ” mais na função dele e o melhor do planeta terra onde tu vives e eu tambem e os demais amigos !

  7. Muito bom, todos sabem quem é o fabricante,nos EUA os Harrier passaram a ser McDonnell Douglas AV-8B Harrier II e todos ficaram felizes.

  8. https://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2018/05/For%C3%A7a-A%C3%A9rea-Libanesa-recebeu-quatro-novos-avi%C3%B5es-de-ataque-leve-A-29-Super-Tucano.jpg

    Gostaria de saber o que são essas placas na lateral do cock Pit do A-29 Norte Americano ?
    Ao que parece ser placas de blindagem adicionais.
    Caso afirmativo, não seria interessante a adição dessas placas na versão nacional?
    PS: que camuflagem linda deles.
    Ao menos nós A-29 da FAB eles acertaram na camuflagem, já que essas aeronaves ficam baseadas em Boa Vista (selva).

  9. Só tenho uma dúvida. Talvez o Fernando EMB possa ajudar:
    “Nas instalações da Embraer de Jacksonville, num hangar de 3,716 mil metros quadrados no aeroporto da cidade, serão realizadas as etapas de pré-equipagem, montagens mecânica e estrutural, instalação e teste de sistemas e testes em voo para as aeronaves A-29.” (Estadão).
    O que mais caberia à Sierra Nevada além de pregar a plaquinha “Made in USA”?

      • Fernando EMB
        Mesmo com esta informação do Estadão, muitos aqui ainda continuam falando em perda de soberania, entreguismo, sermos passados para trás e outras baboseiras.
        Ou são mal intencionados ou jovens aborrecentes (adolescentes) que têm preguiça de ler e se informar.

  10. EUA são muito espertos só compram equipamentos militares de empresas fisicamente instaladas em seu país, pra gerar empregos e movimentar a economia deles . Bobos são os outros que compram deles

    • Por favor, vire o rosto para o outro lado!
      O que olha quando lá em Gavião Peixoto, estiver montando / fabricando os Gripens?
      O sueco deverá dizer:
      O Brasil é muito esperto só compram equipam…..

      Vamos acordar! Onde está o dinheiro, lá estarei!

  11. Tentas vezes já foim explicado e ainda assim continua reclamando da mesma coisa.
    As vezes acho que os comentaristas da trilogia foram substituidos por um bando de retardados.

  12. Pelo que a mídia, embora a não especializada, tem divulgado, a parceria na área de defesa assinada pelos governos americano e brasileiro, abre espaço para o Brasil atuar diretamente como fornecedor de material de defesa para as forças armadas americanas. Se assim for, não será necessário que o KC-390 millennium seja produzido em território americano para ser adquirido pelo governo do tio sam. Se assim for, apenas havendo interesse logístico a produção do super tucano pela sierra nevada será mantida.

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