quarta-feira, outubro 27, 2021

Gripen para o Brasil

45 anos do F-5 na FAB: Imagens de Valter Andrade

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Valter Andrade, jornalista e fotógrafo colaborador do Poder Aéreo, enviou as imagens deste post para comemorar os 45 anos de serviço do caça Northrop F-5E Tiger II na Força Aérea Brasileira.

Em outubro de 1974, durante o governo Geisel, a FAB recebeu o sinal verde do Governo Americano e encomendou à Northrop 42 caças Northrop F-5 (36 do modelo E, Tiger II e 6 do modelo B), ao preço na época de 72 milhões de dólares.

A aquisição dos F-5 permitiu à FAB equipar três dos seus Esquadrões de Caça na época.

Em 28.2.1975 teve início, em Palmdale, a “Operação Tigre”, o traslado dos primeiros F-5 da FAB para o Brasil.

Em 12.3.75 chegaram os 3 primeiros F-5 ao Brasil, do modelo B, biplace de treinamento, na Base Aérea do Galeão.

Em 3.10.1975 chegaram à Base Aérea de Santa Cruz os 6 primeiros F-5E, que já estavam no Brasil, mas em Anápolis, aguardando o término das obras na pista da BASC.

Devido à atrição, com a perda de aeronaves em acidentes, em 1989 a FAB teve que buscar mais F-5E usados na USAF, adquirindo quatro caças F-5F (por US$ 5,9 milhões) e 22 F-5E (por US$ 7,1 milhões). Os jatos americanos pertenciam a esquadrões Aggressors da USAF e chegaram ao Brasil com seu esquema de cores característico.

Em 2008 a FAB comprou também 11 caças F-5 adicionais (sendo 3 F-5F) da Jordânia, com o objetivo principal aumentar o número de aeronaves biplaces do tipo na FAB.

Modernização

Um programa de modernização dos aviões F-5 Tiger II da FAB estava sendo pensado desde o final da década de 1980, visando dotar os aviões com aviônica no estado-da-arte e recuperar seu poder de combate do início de carreira.

O Programa de modernização só recebeu autorização para ser implementada no ano 2000, durante o Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, num contrato de US$ 285 milhões para 46 aviões.

Os trabalhos de modernização foram realizados pela Embraer em sua unidade de Gavião Peixoto, interior do estado de São Paulo. Além da Embraer e da israelence Elbit, o programa F-5BR contou com a participação das empresas Honeywell americana (plataforma de navegação inercial), da italiana Galileu (radar multimodo) e da Elisra, também de Israel (RWR).

O Programa F-5BR tornou o F-5E/F compatível com os A-29 Super Tucano e, futuramente, com o os A-1M. Com a padronização, os custos de manutenção estão sendo reduzidos.

Com a modernização os F-5 da FAB ganharam uma sobrevida de 15 a 20 anos, prazo necessário para o recebimento da futura aeronave de combate (Programa F-X2) da Força Aérea.

Empregando tecnologia de 4ª geração e equipado com telas digitais, o cockpit do novo F-5M proporciona baixa carga de trabalho para o piloto. A configuração permite o controle total dos sistemas através de comandos instalados no manche e na manete de potência (HOTAS).

Dois computadores de alto desempenho e um sistema integrado de navegação INS/GPS também foram incluídos. Três telas multifuncionais em cores e um visor tipo HUD (que projeta informações à frente do piloto) levam ao F-5M o que de melhor existe em interface homem-máquina. Todos os sistemas de visualização e iluminação do F-5M foram projetados para o uso com óculos de visão noturna.

O F-5M também incorpora sistema de visor de mira no capacete, tipo DASH, enlace de dados, sistema de planejamento de missão e capacidade para treinamento virtual em vôo.

A aeronave está qualificada com o armamento padrão já existente na FAB, como os mísseis ar-ar de curto alcance MAA-1 Piranha, bem como bombas e casulos externos.

Também estão disponíveis os sistemas de armamento (convencional e inteligente) usados nos caças de nova geração, como o míssil Python IV e o Derby israelenses, o último com capacidade BVR (Além do Alcance Visual) e bombas guiadas a laser.

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Leonel Testa

Lindas fotos o Bicudo e um lindo caça

Maurício Vaz

Amo esse felino 8)

Bueno

Quantos F5 dos ex Jordânia foram modernizados?

Nilo Rodarte

Lindas imagens. Obrigado por compartilhar. Mas olha só como é interessante e curioso a evolução de tudo, inclusive na economia. O preço de 42 caças novos naquela época não paga um hoje. Mas além da inflação no período, não tem nem comparação a tecnologia embarcada em um caça hoje e num F-5 naquela época. Imagina outros 45 anos no futuro.

Sou fã do F-5. Acho ele lindo. Missão (muito bem) cumprida. Que venha o Gripen.

Marcelo Mendonça

Apenas os 3 biplaces

Bueno

Obrigado!
em 2011 tinha contratado 11 radares
Em 2012- 2013 o poder aero fez uma visita no PAMA-SP e divulgaram imagem de 4 célula monoposto e os 3 bipostos que estavam aparentemente com suas células completamente revisadas e revitalizadas.
Pesei que pelo menos 4 monoposto teriam sido colocado modernizados.
http://www.aereo.jor.br/2013/12/13/avancam-os-trabalhos-nos-quatro-ultimos-f-5e-ex-jordania-que-estao-no-pama-sp/

Marcelo Mendonça

O plano original previa mais células mas faltou recurso para toda a frota então se concentraram apenas na modernização dos biplaces

tom

Mig-28.

Pablo

baah, difícil escolher uma de protetor de tela rsrss, talvez a penúltima rsrsrs

Elden

A FAB teve em seus esquadrões um total de 79 caças F-5, sendo 6 F-5B, 7 F-5F e 66 F-5E. Gostaria de saber quantos Mirage III a FAB teve. Alguém sabe?

Agnelo

Acho q foram 36, não?

Marcelo

A compra inicial foi de apenas 16 novos, sendo 4 bipostos. Mas depois foram comprados avioes usados dos estoques franceses para repor as perdas. Nao sei quantos de 2a mao foram adquiridos.

Flanker

Foram 32 unidades do Mirage III, sendo 10 da versão D, biplace – 4900 a 4909 e 22 da versão E, monoplace – 4910 a 4931.

Clésio Luiz

Quando o F-5 está no solo, pode-se ver a tomada de ar auxiliar (também chamada de porta de alívio de pressão) logo atrás das asas, na lateral da fuselagem, em forma de grelha. A função dela é basicamente fornecer mais ar para a turbina quando a aeronave está parada e à baixa velocidade. A partir de determinada velocidade, elas se fecham porque o que vem da tomada de ar frontal é suficiente. É um recurso antigo que data dos primeiros caças supersônicos Mach 2 nos anos 1950. A General Dynamics não quis usar isso no F-16 e deu no que… Read more »

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