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Detalhes da aquisição do F-35 pela Polônia

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De acordo com a Carta de Oferta e Aceitação assinada em 31 de janeiro em Deblin, as entregas polonesas de F-35A começarão em 2024, com as seis primeiras das 32 aeronaves sendo entregues até 2025.

A Diretoria de Armamento da Polônia disse que as entregas continuarão a uma taxa anual de quatro a seis aeronaves, com a aeronave final a ser entregue em 2030.

“As seis primeiras aeronaves serão temporariamente desdobradas em uma das bases aéreas dos Estados Unidos da América, com o objetivo de treinar as tripulações e as equipes de terra da Força Aérea Polonesa”, disse um representante da Inspeção de Armamento. Eles estarão baseados na Base Aérea de Luke, no Arizona, onde o programa F-35 tem seu centro de treinamento internacional.

Espera-se que os primeiros F-35 cheguem à Polônia entre 2025 e 2026 e, de acordo com a Embaixada dos EUA na Polônia, a Força Aérea Polonesa declarará a Capacidade Operacional Inicial IOC) com o F-35A em 2028.

Configuração

“Os jatos F-35A serão entregues em configuração que seria padrão para todos os usuários que recebem os jatos fabricados em série e planejados para serem entregues entre 2024 e 2030. Eles serão equipados com o software Block 4 mais recente. O acordo também inclui um pacote de modernização que prevê que as atualizações introduzidas mais tarde sejam implementadas nas aeronaves entregues antes dessas atualizações. A Diretoria de Armamento também confirmou que os jatos poloneses serião equipados com paraquedas de frenagem.

Pacote extras

A Inspeção de Armamento disse que a Polônia receberá apenas um motor sobressalente, num total de 33 para 32 aeronaves.

O contrato também inclui:

  • equipamento de apoio no solo e equipamento para pilotos,
  • equipamento de treinamento em solo para bases aéreas, centro de treinamento integrado e 8 simuladores de missão completa,
  • Pacote completo de suporte logístico no âmbito da Global Support Solution, válido até 2030,
  • Sistema de TI de suporte operacional para o F-35A,
  • Treinamento para 24 pilotos até o nível de instrutor e para 90 membros do pessoal de suporte técnico, ambos nos EUA.
Piloto de F-35 treinando em simulador

Finanças

“O valor do contrato LOA que abrange a entrega de 32 jatos F-35A com motores Pratt & Whitney F-135 e um único motor sobressalente, juntamente com um pacote de logística e treinamento, é definido em US$ 4,6 bilhões.

“Considerando o imposto sobre o valor agregado relacionado ao valor do suprimento de equipamento militar na Polônia, o valor do negócio, na data de conclusão, é definido como 20,7 bilhões de PLN. O preço unitário de um único F-35A (motor incluído) é de US$ 87,3 milhões líquidos, de acordo com a Inspeção de Armamentos.

Também foi enfatizado que o Contrato possui um perfil complexo e inclui a aquisição de todo o equipamento necessário para garantir as operações da aeronave adquirida.

Todo o acordo será financiado pelo orçamento do Ministério da Defesa e os pagamentos deverão ser feitos aos EUA entre 2020 e 2030.

F-35A – armamentos em exposição – foto Lockheed Martin – Code One Magazine

FONTE: Defence24.com

51 COMMENTS

  1. O mais legal é que o negócio é com os EUA, lá eles não deixam de entregar seque um parafuso que esteja contratado… e pensar que em Anápolis ainda se aguarda algumas pecinhas dos F-103…

    • Caro Ricardo. Como discutido antes, essa contrato foi feito por meio do FMS que é uma negociação governo-governo. No caso, o DoD faz o contrato com a Lockheed e depois repassa as aeronaves para a Polônia em função dos pagamentos que eles fizerem ao governo dos EUA. O valor é bem alto, mas não contemplou offset (eles estão consumindo suas divisas com impacto na balança de serviços). Pelo que entendi, o contrato não contempla armas. Acho que não dá para comparar o fornecimento de peças de um caça de 40 anos com um novinho

  2. O valor de cada caça é de US$ 87,3 milhões, vezes 32 dá 2,793 bilhões de trumps. Como o valor total foi de 4,6 bilhões, isso dá 1,8 bilhão em um motor, treinamento e manutenção.

    Eita bicho barato de operar 🙂

    • Esse é o valor das aeronaves. Os outros US$ 2,5 bilhões são os treinadores, a motor adicional, a logistica, o treinamento dos pilotos e mecânicos….

      • Duas coisas interessantes nesse pacote, eles compraram 32 caças, mas compraram apenas um motor reserva, não precisa nem dizer que apenas um não será suficiente. Outro detalhe é que esse contrato não abarca os armamentos desses 32 caças, portanto os poloneses vão ter que gastar muito mais do que esses 4,6 bilhões, para mim vai passar de 5 bilhões fácil, isso sem contar o $$$$$$$ para operar esse caça, eles que estão acostumados com o F-16 talvez tomem um susto depois dos primeiros voos com o F-35

      • É bom atentarmos para a possibilidade de que os motores sejam comprados separadamente da aeronave. Então é possível que o valor das aeronaves seja divulgado sem motor, sendo que o valor dos motores podem ser incluídos no valor restante. Óbvio que é apenas uma possibilidade, e não sei exatamente qual a probabilidade disso.

        De qualquer maneira, como a Polônia já opera os F-16, os armamentos que servem nos Viper também servirão nos F-35, o que torna possível que mais armamentos e motores sobressalentes sejam adquiridos posteriormente.

        • Olá Leandro. Você tem razão. Provavelmente o arsenal de mísseis e bombas da Polônia esta dentro da validade e o pessoal da logística tem treinamento para opera-los. Talvez mais para frente, quando o atual arsenal precisar ser reciclado, pode ser que eles resolvam adquirir armas mais modernas e compatíveis com o F35

    • Mais os oito simuladores…..e qiando o texto fala em todo o equipamento de solo, é toooodo…..mesmo…..é muita coisa! Ferramental, máquinas, bancadas, etc….tu sabes bem….
      No pacote tb se incluem indenizações que surgirem durante o programa…..e a aeronave, realmente, não é barata de operar!…Isso nós sabemos!

  3. Imaginem o seguinte cenário:
    Um F-35 decola de um porta aviões para fazer uma interceptação. Durante a decolagem o piloto sente um tranco no assento que lhe reflete na espinha cervical.
    Paciência. A missão não pode ser abortada por causa de uma dorzinha. Ao atingir a velocidade de interceptação ele nota que o revestimento do caça começa a se “desmanchar” tornando o caça invisível em um alvo maior que um C-130 Hércules. Tudo bem. A missão não pode ser abortada por causa de uma “pinturinha”.
    Ao identificar o alvo no radar o piloto percebe que é um monomotor e resolve fazer contato visual. Ao se aproximar as 6:00 horas da aeronave suspeita o piloto a identifica como um Super Tucano municiado e pronto para largar o “pacote” em cima do alvo. Neste momento então o piloto do F-35 resolver assustar o pássaro verde e amarelo e dá uma rajada com seu canhão ao lado do perseguido. Então o piloto do Tucano simplesmente “caga” para o F-35 e manda uma chuva de Chaffs e Flares. O piloto do caça de mais de 110 milhões de dólares resolve então travar o alvo e “largar o dedo” no canhão GAU-22/A…e…erra. Mais tarde ele descobre que a arma não é confiável pois a sua força aérea comprou o caça sabendo disto. O piloto do Tucano então sabendo que o cara atrás dele o quer derrubar depois do espetáculo de “fogos de artifícios” diminui a velocidade até assustadoramente chegar próximo do stoll. Não vai ser uma velocidadezinha próximo ao stoll que vai fazer a missão ser abortada. Então o piloto do bólido que deveria ser invisível e que neste momento já chama a atenção do pessoal em terra também mede forças com aquele pássaro brasileiro e diminui a velocidade mais ainda “pendurando-se” na cauda do Tucano. Neste momento soam vários alarmes a bordo do F-35 indicando que o computador que comanda as superfícies de controle simplesmente “falhou”. Culpa do capacitor comprado na China. Mas não vai ser um componentezinho eletrônico que irá abortar a missão. Então o piloto percebe o quanto é difícil manter voando um vetor projeto para ter baixo arrasto e acelera a ave do Tio Sam para evitar a queda iminente. Ao fazer isto ele se posiciona na frente do Tucano que “caga” de novo para ele e entrega o pacote. Após entregar a encomenda (muito bem entregue) o Tucano acelera e passa pela “obra de arte” voadora que o trava de novo no radar para disparar seu mais recente e poderoso ar-ar AIM-120 projetado para este vetor. Ao olhar pelo display que aparece em seu capacete fabricado pela Rockwell Collins que custa “apenas” US$ 400 mil ele comanda o disparo e… percebe que comandou o disparo mas a arma não saiu da baia e pior. Deixou sua porta aberta aumentando sua assinatura de um C-130 Hercules para um Antonov 225(Com o BURAN no dorso). O piloto americano então “P..o” da vida aborta a missão e percebe que seu motor está falhando pelo aumento dramático de temperatura. No sufoco e tentando evadir-se de possíveis represá-lias de SAMs o piloto resolve voar rente as árvore quando de repente um pardal entra sem ser convidado em um de seus dutos danificando o motor. Na altura do campeonato e já todo cagado o piloto americano resolve ejetar-se e tentar a sobrevivência na selva(Melhor do que ficar nesta coisa)… e puxa o comando para a ejeção e…em vez de ouvir aquele estilhaçar do canop, aquele estouro ensurrecedor e aquela pressão para cima, ele apenas percebe que a alavanca da ejeção saiu na sua mão por causa de uma bosta de pino, que deveria ser de aço carbono e que foi feito em PVC, partir-se ao meio. Já desolado e chorando de raiva ele enfim resolve fazer um pouso na água e esperar o pessoal do resgate…..Boiando em algum lugar do oceano índico ele se sente aliviado de ter deixado “aquela jaca” e esta esperando o resgate conformado pela missão abortada. De repente ele sente alguma coisa debaixo de suas pernas. Um enorme tubarão tigre que não via carne a semanas. Sem problema. O repelente dará jeito neste “cara”. Finalmente ele percebe que não colocaram o repelente no seu equipamento de sobrevivência…..pqp……………..

    • O F-104 “Widowmaker” também vendeu igual água, vamos torcer pro F-35 não virar um, mas com o custo e as deficiências desse trambolho, juntamente com o contexto de corte nas verbas de Defesa dos países europeus, acredito que uma boa parte vai virar rainha de hangar, bom pra aprenderem a parar de engolir qualquer coisa que os americanos vendem só por ser dos “states”.
      Sem falar que quando (!) Inventarem um radar que detecte aeronaves stealth o F-35 perde seu único trunfo real…

      • Me desculpa, mas coisa que as aeronaves americanas não são é rainha de hangar. Pergunta aos venezuelanos se eles voam mais o F-16 ou o Su-30. Surpreendentemente os F-16 voam mais, mesmo com os embargos e restrições logísticas.

        • Na verdade me referi mais ao custo de operação do que às falhas nesse quesito, sem falar nos custos de correção das mais de 2000 falhas

        • Olá Doug (puxa, eu sou fã do desenho do Douglas Fanny). Acho difícil comparar um F16 antigo com um SU30 novo. O primeiro tem uma manutenção mais barata, tem mecânicos com uma longa experiência e um mercado secundário de peças… o outro é um avião complexo e com manutenção cara, com mercado de peças mais restrito e não sei dizer que os venezuelanos conseguiram absorver todo o conhecimento…. pense como fica difícil comparar um F15 com um F16…

  4. 500 anos antes de descobrirem o brazil a polonia ja estava em guerra com seus vizinhos, a primeira guerra da polonia foi contra os barbaros alemaes ,a polonia ja estava na idade media e os alemaes naum ,ainda viviam em casas de madeira atrasados no tempo a cavalaria polonesa ficou por 300 anos sem perder uma guerra e foram muitas temos o pacto pulaski de defesa mutua com os americanos eles podem reativar o esquadrao konsiuzko que lutou na guerra russo polonesa de 1920 e tambem na batalha da inglaterra na SGM com cacas f22s da NATO e tambem com os novos f35s daqui a alguns anos 500 anos antes de descobrirem o brazil a polonia estava lutando entre a vida e a morte contra a invasao mongol de gengis khan

    • Brasil é com “S” e letra maiúscula. Há coisas interessantes em seu texto. Tenho a impressão que você tem dificuldades com o português. Sem problema. Use frases curtas e simples. Se preferir use sua língua que a gente traduz na leitura.

      • Camargo, com mais de 100 palavras sem o uso de pontuação fica difícil encontrar uma coesão, independente de qual seja o idioma nativo.
        Talvez a tradução nos levasse ao mesmo caminho.

        • Olá MM. De fato, poucas pessoas sabem escrever coerentemente sem pontuação (quem fez isso em português ganhou um Nobel). Eu também não consegui entender o texto dele. Alguns trechos até sugerem algumas ideias que poderiam ser interessantes de discutir, mas eu seria imprudente se tentasse defender qualquer ponto de vista dele. O texto original poderá ou não ser confuso. Esse que ele colocou em português com certeza está confuso. Sei la. Acho que nem seria possível negativar o que não se compreende.

    • A Polônia investe pouco mais que 2% do PIB nas FA’s, o que representa US$ 13 bilhões anualmente. Este percentual é maior que a grande maioria dos países integrantes da Otan. E veja que o artigo fala que os primeiros devem chegar a 2025 e 2026 e os pagamentos feitos entre 2020 e 2030. A Polônia tem umas das economias mais emergentes da Europa. Acredite, ela consegue sim pagar pelos aviões.
      E outra, ninguém “doa” um F-35. A redução de valores está se dando devido ao estabilização da linha de produção, que tem um efeito gradual.

  5. Acho que acima de tudo a aquisição deste vetor pela Polônia demonstra um importante alinhamento com os EUA, Boa sorte ao poloneses que tenham exito na sua operação

  6. É um contrato e tanto… Aqui no Brasil fora os Gripens que estão chegando, se conseguíssemos uma frota de 25 aeronaves F-15X para o primeiro GDA seria o caviar da FAB. Como sonhar ainda não custa nada… Eu sonho. Pq se recebermos os Gripens para o GDA, tem tudo para ficar somente por ae…

  7. Alguém aí já pagou muito mais caro por um carro só por causa das rodas personalizadas, pintura, ou o som instalado? Um Corolla por exemplo custava a partir de 115.000,00 (agora já não sei) o básico da linha. Aí vem o concorrente e te diz que Mitsubishi Lancer (carro que ninguém tem ou conhece) Tem isso e aquilo, e você leva por 150.000 (preços hipotéticos) depois que você topa considerando todas as vantagens que supostamente terá, descobre que o carro só existe no papel! E o que te mostraram funcionando era só um modelo já fora de linha e o seu é ou será o modelo aperfeiçoado a ser fabricado. Mas tudo bem! Você então pensa nas vantagens de adquirir um veículo inédito e espera! Enquanto isso seus vizinhos, conhecidos e até os mais lascados que você resolveram comprar outros veículos já testados e aprovados em combate, uns de projeto mais antigo outros de projeto mais recente, e totalmente modernizados e aperfeiçoados e em uso pelas respectivas forças aéreas de seus países de origem, alguns mesmo até sendo usados em combate no cenário atual! Mas você persevera, se enche de paciência enquanto todos que você conhece estão recebendo seus novos veículos (o seu está sendo “desenvolvido”) mesmo tendo comprado depois de você! Até que um dia seu carro, um valente GM Astra Advanced 2.0 flex, começa a dar problemas seguidos. E até mesmo deixa de ser confiável, pois torna-se imprevisível – Quando está funcionando bem, você não quer nem saber de outro carro! Que conforto! Que desempenho! Enquanto isso as contas de manutenção cada vez mais altas! E você esperando seu novo carro ser fabricado, testado, e finalmente entregue para você! Até que um dia seu veterano guerreiro das estradas abri o bico de vez! O diagnóstico é fatal! Tem que retificar o motor! Tem que trocar a embreagem completa! Tem que trocar bomba d’água, radiador,módulo eletrônico, revisar freios com troca total de campanha, pastilhas e discos, homocinética, correia dentada, as máquinas de vidro elétrico traseira pifaram – tem que trocar! O trambulador do câmbio está com problemas, e ferrugem acentuada na caixa de areia. O Valor dos consertos para deixá-lo original é muito alto, sem contar que vai demorar! Então você resolve visitar a fábrica do seu novo carro para ver como estão as coisas! E lá você vê que estão usando uma carroceria de um modelo antigo para testar os “novos” aperfeiçoamentos do seu carro novo! E que a nova carroceria “ainda” está sendo fabricada depois de 3 anos que você fez o pedido! Mas tudo bem! Você comprou algo supermoderno! Volta pra casa e sem carro, resolve enfim tirar o pó daquele velho gol 1.0 turbo que nem seu filho mais novo quis de presente, e preferiu que você comprasse uma Moto Bizz 100 cc pra ele! Uma boa lavada, troca de óleo, breve revisão, troca de bateria, enfim o bicho funciona. Não anda que nem o Astra, mas é confiável se você não forçar muito caso contrário ele quebra também! Afinal colocar turbo num motor 1.0 é idéia de jerico mesmo! Quando você sai na rua com o seu agora “novo” carro o Gol 1.0 turbo 16 valvulas (existe?) Você nota aquele seu vizinho mais humilde passando velozmente com um Ford Fusion com dois anos de uso, totalmente revisado com garantia de concessionária! PQP! (É mais ou menos assim a história do Brasil com esse conto do vigário que foi a compra do Gripen – No fim tudo que você quer e precisa é um vetor confiável que faça o trabalho necessário para sua defesa! O resto é purpurina e conversa de doido)

    • Ok, depois do textão, você vê seu vizinho do Fusion tendo o carro apreendido na blitz, pois deve 3 anos de IPVA e licenciamento, o vizinho humilde do corola sem dinheiro para peças e o vizinho da frente com o 300C limpinho, parado na garagem, pois esta sem grana para o combustível. É então que você sai para trabalhar com seu Gripen E, que incluseive, tem peças que foram produzidas pela fábrica da sua família (WAD), estruturas e etc, e cumpre com suas missões, dentro do seu orçamento mensal. 😏

      😉

      • E por isso vemos vários antigos carros importados na rua: alguns cheios de amassados ou mesmo abandonados num canto porque os donos não conseguem sustentar a manutenção nem vender por um preço que compense o investimento, casaram com o carro.

    • Cara, já tá chato isso de você atacar a escolha do gripen pelo Brasil em todos as matérias do blog, mesmo quando o assunto não é gripen e Brasil, que foi, você perdeu dinheiro por acaso com a escolha do gripen? Você trabalha em alguma empresa que era sócia dos outros concorrentes? Perdeu patrocínio de alguma empresa derrotada no certame do FX-2 em site o blog que você tem? Porque para perder tempo fazendo um textão desse em uma matéria que nada tem que ver com a escolha pelo Brasil do gripen, só pode ser por um desses motivos. Na boa a escolha já esta feita, SUPERE isso

    • Hm. Então, você manja tudo e o pessoal da COPAC não manja nada.
      Nada contra alguém criticar um equipamento adquirido por uma das Forças de Defesa, mas agora criticar a qualidade técnica de uma aeronave utilizando como argumento automóveis? Tente dar uma pesquisada, busque dados técnicos, nem que seja do Wiki. Vamos enriquecer os comentários e não escrever uma redação falando de Gol, Biz e Astra.

    • Augusto, não é a primeira vez que você desdenha do Gripen (geralmente em função do F-35) portanto vou tentar, pela última vez, ser didático.

      Ao que parece, pela sua analogia, o Gripen seria o carro básico que foi personalizado e saiu caro, e o F-35 seria o veículo superior, que cumpre a função. O descabimento da comparação, se for essa, já começa aí.

      O Gripen, mesmo personalizado, é mais barato que o F-35 para adquirir. O F-35 polonês vai sair 144 milhões de dólares cada unidade, só com treinamento e logística. O nosso Gripen vai sair 150 milhões cada com treinamento, logística, formação de engenheiros, fabricação de peças aqui além da própria montagem de algumas unidades, ou seja, se o Gripen fosse adquirido apenas com treinamento e logística como o polonês, certamente custaria bem menos que o F-35. Considere ainda o custo de manutenção: de 4 a 7 mil dólares por hora de voo para o Gripen e de 20 a mais de 30 mil dólares para o F-35, a depender da forma de medição, ou seja, para cada F-35 é possível manter vários Gripens no ar.

      Você também parece tentar colocar o Gripen como o carro que dá problemas, quando na verdade, assumindo a comparação Gripen x F-35, a realidade seria absolutamente oposta. O Gripen E é o desenvolvimento de uma aeronave já testada (Gripen C), enquanto que o F-35 é um avião que está partindo do zero. Não por acaso, o F-35 está sofrendo com problemas com raios, canhão, rebites, capacete, falta de peças de reposição, dentre outros, enquanto não se houve, na mídia especializada, falar desses problemas no desenvolvimento do Gripen, tampouco nos modelos mais antigos já em operação. Também não é o Gripen que faz você ter que tirar o pó do carro antigo. Perceba que a US Navy iria substituir todos os F-18 pelo F-35, mas agora decidiu substituir apenas a metade deles enquanto moderniza e adquire mais F-18 SH Block 3 para serem substituídos por um novo caça lá na frente.

      Aliás, a diferença de capacidades entre o Gripen e o F-35 nem é tão absoluta assim, sendo que ambos tem vantagens e desvantagens um sobre o outro. A vantagem do F-35 é a furtividade e a grande capacidade de guerra eletrônica. A vantagem do Gripen é a maior agilidade, velocidade, IRST de maior alcance e a capacidade de interferência eletrônica que, embora menor do que a do F-35, cobre 360 graus enquanto que o caça americano está limitado ao ângulo de visada do próprio radar.

      Por fim, concordo plenamente quando diz o seguinte: “No fim tudo que você quer e precisa é um vetor confiável que faça o trabalho necessário para sua defesa! O resto é purpurina e conversa de doido”. Esse vetor é o Gripen.

  8. O fato é que o F-35 vai dar certo. De qualquer jeito, vai ter que dar certo. Mesmo que fosse um tijolão gigante, iriam fazer voar e dar certo. Nada que alguns bilhões de dólares a mais não corrijam os problemas existentes e os que ainda virão. Faz parte de inovar e criar o inédito.

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