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VÍDEO: Chegada do Gripen NG 39-7 à Finlândia

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Gripen NG 39-7 com IRST

A Saab lançou oficialmente a fase de avaliação de voo do caça Gripen E/F e da aeronave GlobalEye de alerta e controle aéreo (AEW&C) para o programa HX Challenge 2020 da Finlândia.

A aeronave de teste Gripen E 39-10 chegou à Base Aérea de Tampere-Pirkkala, ao norte de Helsinque, no dia anterior ao dia da mídia da Saab para marcar o início do seu HX Challenge em 30 de janeiro, embora, devido às más condições climáticas, tenha sido decidido não voar até o seguinte dia.

O monoposto 39-10 (o primeiro padrão de produção Gripen E) foi acompanhado pelo demonstrador Gripen NG 39-7 biposto (plataforma de teste de sensores) em 31 de janeiro.

Um GlobalEye voou das instalações da Saab em Linköping, Suécia, em 30 de janeiro com uma delegação da Força Aérea Finlandesa a bordo. Esta aeronave continuará a voar desde Linköping durante a avaliação, pois é aí que o briefing personalizado da empresa e outros equipamentos especializados relacionados estão localizados.

O Gripen E 39-10, o Gripen NG 39-7 e o GlobalEye serão avaliados até 6 de fevereiro.

Saab Gripen E e GlobalEye

A chegada da Saab na Finlândia para sua avaliação do HX Challenge seguiu passagens anteriores do Eurofighter Typhoon de 9 a 17 de janeiro e do Dassault Rafale de 20 a 28 de janeiro. Após a Saab e seu Gripen E/GlobalEye, a Lockheed Martin exibirá seu F-35A Lightning II Joint Strike Fighter de 7 a 17 de fevereiro, com a Boeing concluindo os procedimentos com suas aeronaves F/A-18E/F Super Hornet e EA-18G Growler de 18 a 26 de fevereiro.

Falando no dia da abertura da avaliação da Saab, o chefe do programa HX da empresa, Magnus Skogberg, apresentou os detalhes da oferta da empresa para a Finlândia e explicou por que ele achava que a combinação do Gripen E e do GlobalEye deu ao fabricante sueco o vantagem na competição.

FONTE: Jane’s

33 COMMENTS

  1. Uma coisa que vejo como vantagem para a Saab é que a mesma não ofereceu apenas o Gripen mas sim um conjunto de soluções também na forma do GlobalEye, ambas aeronaves foram feitas para o trabalho em conjunto e aqui mesmo já discutimos várias vezes as vantagens e tudo mais.

    Para a Finlândia seria algo complementar para as suas forças armadas já que a dupla Gripen/GlobalEye podem atuar com outros meios sejam eles aéreos, navais ou terrestres trazendo ai possibilidades únicas. Não que os concorrentes não possam fazer isso e sim podem mas como a iniciativa da Saab acabou se tornando diferenciada perante os demais.

    Ainda é apenas uma das fases do HX e muitas coisas vão aparecer ao longo dos próximos meses, mas que esta interessante sim muito!

  2. Uma curiosidade interessante sobre esse programa/competição na Finlândia:
    segundo os finlandeses, o Gripen NÃO era o caça com menor custo de aquisição, NEM o mais barato para manter ao longo de um período de 30 anos:
    https://img.ilcdn.fi/Ce1HqOAQeAsDa6u1F-1rbpVBLyw=/full-fit-in/612x/img-s3.ilcdn.fi/04532d92a68409de0c63c6f7e9207bb9ba9ddf38a79b2ad1922ab7bfb19c2f3b.jpg

    https://img.ilcdn.fi/Uka9fEvewHAVsU-jQw-dsiAsS5Q=/full-fit-in/612x/img-s3.ilcdn.fi/6b3bd285ffc0b84328f5265cbe0767b648967a8dc1f05fae60b09cf39edfbb65.jpg

    • É bom se perguntar o por que disso. O Gripen eventualmente entrou em serviço na Força Aérea Sueca em 1996, sendo que seu primeiro vôo havia sido apenas em 1987, ou seja, ainda nem havia entrado em serviço, não tinha amadurecido em seu desenvolvimento, não haviam clientes externos nem quantidade de peças de reposição suficientes, etc. Isso tudo demandaria um custo muito alto ainda, o qual a Finlândia não estava à fim de bancar, sendo que precisavam de uma aeronave com um pouco mais de urgência, e receberam os primeiros F-18 em 1995, ainda antes do Gripen entrar em serviço.

      Hoje a situação é outra, muito embora o Gripen E/F ainda esteja em desenvolvimento, mas ainda assim é um processo muito mais maduro e com muito mais certezas do que as incertezas do programa Gripen A naquela época. A estimativa de custo de desenvolvimento das duas versões já não entraria na conta, porque isso já foi bancado por Suécia e Brasil, faltando apenas algo como ‘um ajuste fino’ para a versão ‘E’ por exemplo.

      Não estou dizendo que o F-35 é uma aeronave ruim. Na verdade considero todos os competidores como excelentes aeronaves, mas é bem óbvio que o F-35 é aeronave de maior custo de manutenção, sendo seguida de perto pelo Typhoon e Rafale, vindo posteriormente F/A-18E/F e Gripen E/F bem juntos. Digo juntos porque em matéria de consumo, o Super Hornet pode até consumir mais combustível e hora/homem para manutenção devido ao tamanho, mas a quantidade de peças sobressalentes é mais do que abundante.

      Acredito que todos tenham chance, mas também acredito que o Gripen é a alternativa que mais faz sentido para um país que historicamente tenta permanecer neutro entre Rússia/OTAN, faz sentido no quesito eficiência e custo, ou seja, na minha opinião faz sentido estratégico para eles, já que tanto Finlandeses quanto Suecos adotam mais ou menos a mesma doutrina operacional para suas aviações. O F-35, mesmo sendo uma aeronave de potencial incrível, ainda teria demandas de infra-estrutura que não se encaixam nessa doutrina. Seria melhor fazer uso dos talentos do F-35 via coalizão mesmo.

      Pelo menos é a minha opinião.

  3. Esse Gripen NG não merece esse nome, visto que é um D com alguns sensores do E/F. A fuselagem é a mesma do D (tamanho), posição do trem de pouso traseiro é a mesma do C/D e tipo do trem de pouso dianteiro é o mesmo do C/D também. O motor é o antigo (do C/D) e não possui por exemplo os elementos da fuselagem como o RWR do bordo de ataque do canard. O cockpit não possui a tela única da Aeroeletrônica, escolhida para os E/F do Brasil e Suécia. É um tiro no pé levar esse D para tentar vender o E/F.

  4. Acredito que a disputa ficará entre F-18 SH, Rafale e Gripen, com Gripen e o Super Hornet levando a vantagem sobre o Rafale.
    O Gripen principalmente na questão do custo e do pacote vantajoso com a inclusão do globaleye e o Super Hornet pela Finlândia já operar o hornet e ter uma grande familiaridade com o caça, uma vez que quase 60% das peças são comuns aos dois caças, procedimentos também.
    Dificilmente irão de F-35, visto os grandes problemas do caça, a necessidade de ter um interceptador para atuar junto ao F-35 e etc. Coisa que os demais caças não precisam.
    A própria usaf já fala nisso.
    https://www.aereo.jor.br/2020/01/16/f-15ex-e-componente-vital-para-superioridade-aerea/
    https://www.aereo.jor.br/2019/08/10/f-15-versus-f-35-a-perspectiva-de-um-piloto-de-caca/

    • O F35 precisa de um interceptador???? Se ele precisa, todos precisam. O F35 pode ainda ter problemas para resolver, que vão ser resolvidos, mas uma coisa é certa, o f35 é o avião de guerra mais moderno e capaz de todos os até agora feitos, depois de resolver os problemas, que serão resolvidos. Se o J20 e o SU57 fossem escrutinados como o F35 está sendo, também iriam se saber de centenas de problemas, antes de ficarem totalmente operacionais.

      • Sim, ele precisa de um interceptador porque ele é lento demais para fazer essa função. A USAF não tem problema, pois tem F-22, F-15 e F-16, excelentes interceptadores. Israel tem F-15 e F-16 também. Já a Finlandia precisa de um caça multifunção de verdade, e não um avião de ataque furtivo com capacidade de superioridade aérea limitada

  5. Qual a autonomia do Gripen em um cenário de combate? Vejo muito pessoas reclamando que é baixa em vista de outros. E qual a média de autonomia no mesmo cenário de seus adversários, contando os caças que fazem linha de frente atualmente. Alguém sabe essa informação?

  6. “Um GlobalEye voou das instalações da Saab em Linköping, Suécia, em 30 de janeiro com uma delegação da Força Aérea Finlandesa a bordo. Esta aeronave continuará a voar desde Linköping durante a avaliação, pois é aí que o briefing personalizado da empresa e outros equipamentos especializados relacionados estão localizados.
    O Gripen E 39-10, o Gripen NG 39-7 e o GlobalEye serão avaliados até 6 de fevereiro”.

    O pessoal da Saab não foi para brincar, Levaram dois caças e uma aeronave AEW&C para mostra suas capacidades e como elas podem trabalhar juntas.

    Será uma importante venda para a Saab,ainda mais sendo para um país vizinho

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