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A-Darter: evento marca encerramento do ciclo de desenvolvimento

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Sistema atende aos requisitos técnicos, operacionais, logísticos, industriais e de segurança

Foi realizada, nesta quinta-feira (26), em Brasília (DF), a cerimônia de entrega do Certificado de Tipo e Data Package do Projeto A-Darter, que teve por objetivo o desenvolvimento de um sistema de míssil de curto alcance ar-ar infravermelho de 5ª geração com transferência de tecnologia, certificação e industrialização no Brasil.

O Certificado é o reconhecimento oficial de que o sistema atende aos requisitos técnicos, operacionais, logísticos, industriais e de segurança emitidos tanto pela Força Aérea Brasileira quanto pela Força Aérea Sul-Africana, e simboliza o encerramento do ciclo de desenvolvimento do projeto.

O Data Package é a materialização do conhecimento produzido ao longo do ciclo de desenvolvimento do projeto A-Darter. Ele é composto por todos os documentos técnicos e gerenciais elaborados ao longo do desenvolvimento, programas computacionais e dados de ensaios em laboratório e em voo.

O Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, que recebeu o Data Package da empresa Armaments Corporation of South Africa (ARMSCOR), falou sobre a importância do projeto. “Esta parceria com a África do Sul no Projeto A-Darter alcançou todos os objetivos. O míssil será um item importante incorporado ao Gripen brasileiro e permitirá a absorção de tecnologia desse artefato pelo Brasil”, disse.

O Oficial-General também destacou o trabalho da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) e do governo sul-africano. “Agradeço pela maneira profissional como o processo foi conduzido pela COPAC e, em nome da Força Aérea Brasileira, agradeço ao Ministério da Defesa da África do Sul por trabalhar conosco de maneira totalmente comprometida e irrestrita”, declarou.

Durante a cerimônia, o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), unidade da FAB subordinada ao DCTA, e o Directorate of System Integrity entregaram o Certificado de Tipo à empresa Denel Dynamics, demonstrando o êxito da cooperação tecnológica para o desenvolvimento do projeto.

Projeto

O projeto A-Darter teve início, oficialmente, em 16 de outubro de 2006, por meio da assinatura do contrato firmado entre a Força Aérea Brasileira e a Armaments Corporation of South Africa, tendo como executora a empresa Denel Dynamics.

Com o desenvolvimento desse sistema de armas, tanto a Força Aérea Brasileira quanto a Força Aérea Sul-Africana terão um aumento significativo em suas capacidades operacionais, ampliando o seu poder dissuasório e de combate.

O sistema A-Darter ar-ar possui as capacidades de identificar, de forma autônoma, um alvo após o lançamento (LOAL, do inglês Lock On After Launch); de contra-contramedidas eletrônicas (capaz de identificar e negar flares); e de identificação de alvo e lançamento com sucesso até uma posição relativa de 90 graus.

FONTE: Força Aérea Brasileira

134 COMMENTS

  1. Esse conhecimento será absorvido por quem? Sei que a FAB quer o melhor para o Brasil e pauta todos os seus programas por uma visão estratégica. Mas temo que todo esse esforço será em vão, pois não existe comprometimento do estado com o desenvolvimento de uma indústria de defesa nacional

      • Bem, não há necessariamente uma relação direta entre produzir e comprar. Se eu fosse um empresário aqui no Brasil, e descobrisse que há uma grande demanda do produto lá fora, mesmo não havendo demanda interna, eu produziria para exportação, sem pestanejar. Um bom exemplo disso foi o F-5, o qual não foi produzido para a USAF.

        • Leia sobre o T-38 e depois venha falar que f-5 foi criado do nada ….
          Não é assim que funciona as coisas.

          Essas idéias são a mesma da criação do Osório.

          Coitado morreu sem pai nem mãe.

          • “Leia sobre o T-38 e depois venha falar que f-5 foi criado do nada ….”

            Quem disse que o F-5 foi criado do nada foi você. O que eu disse é que ele não foi criado para a atender a uma demanda interna, e isto é fato bem documentado, pois a USAF desenvolveu o F-15 e o F-16, e a USN desenvolveu o F-14, todos para consumo interno (embora não se tenham desprezado as exportações destas aeronaves).

            Não conheço bem a história do Osório, mas já li algumas coisas a respeito do assunto aqui na trilogia, e vejo que você está simplificando demais as análises. Primeiro, não citei “ideias”, no plural, mas uma ideia única, a de aproveitar uma demanda externa para desenvolver um produto. E se o Osório deu errado, foi por causa das outras ideias que haviam por trás, como você mesmo citou. O motivo do fracasso, com certeza, não foi pelo motivo que eu citei.

            Quanto ao T-38, vou seguir sua sugestão e pesquisar sobre o assunto.

            Sds.

        • Não… o F-5 é um PÉSSIMO exemplo !
          Os EUA, a época do desenvolvimento e produção do F-5, tinha dezenas de países em sua órbita. O mercado consumidor para os seus produtos de defesa era garantido !
          .
          Outra coisa… isso ai que vc está falando já existiu. Uma empresa brasileira, ignorando a demanda interna (nula, no caso), e gastando dinheiro para desenvolver algo…. se garantindo em uma demanda externa. Essa empresa se chama, ou se chamou, Engesa !

    • A mais envolvida é a Avibras, mas não está disponível a abrangência da parceria e transferência de tecnologia.
      Não sei também o grau de comprometimento da FAB neste projeto em fomentar sua produção.
      Lembrando que a mesma adquiriu o IRIS-T para o Gripen. A compra foi acertada. O projeto do A-Darter vem enfrentando vários problemas.

        • Só dois produtos por falta de interesse das FAAs caro Maurício.
          Sabia que a Avibras ofereceu as FAAs míssil stand of, foguetes guiados semelhantes ao LCPK, artilharia anti aérea, EDT Fila evoluído, VANT Falcão etc.
          Isso é o que veio a público, sem falar nos projetos sigilosos que só militares e os proprietários da empresa sabem.
          Sem investimento não há evolução e diversificação.
          Nos Estados unidos basta você ir no departamento de defesa, apresentar uma proposta crível e pronto, recebe verbas e auxílio para P&D.
          Isso para não falar na relação íntima entre Pentágono (Departamento de defesa) com as faculdades.
          Aqui os militares tratam coisa corriqueira como ultra secreto, e nosso MD é inespressivo e apático.
          Nem vou perder tempo de comentar sobre a classe política.

          • O que dá dinheiro para os lobistas é a compra de equipamentos usados e obsoletos. É por isso que defendem tanto a compra de sucatas como o FOX/NAE São Paulo.
            Investir em tecnologia enviaria dinheiro para as faculdades e centros de pesquisas, o que não é de interesse das multinacionais concorrentes.

      • Infelizmente essa é a realidade de muitas empresas de ponta nacionais caro Matheus.
        O pior é que quando há verbas vão buscar no exterior o que tem aqui dentro.
        Sinceramente não sei como os empresários locais ainda insistem nessa área aqui no Brasil.
        As que conseguem vender alguma coisa ao MD/ FAAs ou são as multi internacionais ou são ex empresas nacionais que foram adquiridas pelas estrangeiras.
        Complicado.

        • Isto ocorre por conta do Lobby. No Brasil o Lobby é considerado crime e pode ser enquadrado como “tráfico de influência”, “advocacia administrativa” e/ou “corrupção”.
          O Lobby das multinacionais aliado ao complexo de vira-latas inviabiliza a industria bélica nacional.

      • Ainda mais as forças tem o orçamento comprometido com despesas obrigatórias, ai fica difícil investir em P&D e custeio. Quando surgir comandantes capazes de sanar este problemas teremos umas das 10 melhores forças armadas do mundo, já que nosso orçamento já está muito próximo de países como o Canadá e Turkia.

    • A “FAB” quer o melhor para o Brasil é?! Rsrsrsrs

      Quer tanto o “melhor para o Brasil” que foi lá, em 2014, comprou o concorrente direto do A-Darter. Hoje, em 2019, o GRIPEN E está operacional, mas a FAB/COPAC, “temendo” que o A-Darter não estivesse pronto, foi lá e comprou o Iris-T.

      Tá certo, a FAB “quer o melhor para o Brasil”.

      • A FAB apenas não colocou todos os ovos na mesma cesta, eles compraram algo que já estava pronto e isso não impede que no futuro possam comprar o A-Darter, fruto de uma produção nativa brasileira.

      • Lá atrás a FAB justificou devido aos atrasos no projeto. Não quiseram correr o risco de ter a aeronave sem o projeto concluído.
        E, depois de tantas idas e vindas, ainda tenho desconfianças deste projeto.
        A ideia é colocar um novo produto no mercado, e o a-darter sempre teve seu desenvolvimento muito discreto.
        Propaganda é a alma do negócio. Nisso ele já saiu perdendo, inclusive dentro de casa (FAB).

          • Wellington. Não é questão de acreditar. É questão de gestão.
            O a-darter sofreu amplamente com atrasos de projeto, sua fabricante principal passando por problemas financeiros e acusada por vários escândalos de corrupção.
            O Gripen está seguindo o cronograma programado. Se existe probabilidade de já está chegando os primeiros aviões e o míssil não estar pronto, sem sombra nenhuma de dúvidas a FAB tomou a decisão correta.

      • Wellington. Sua afirmação “quer o melhor para o Brasil”, em modo “irônico” não deixa de ser correta, dependendo do grau aplicado.
        Veja bem, realmente a FAB não quer o melhor para o Brasil. E isto ocorre simplesmente porque isto conflita com os interesses pessoal da Força.
        O melhor existe gestão administração competente (não quer porque um controle de processo exibe a falta de organização e limita o desvio de verbas), gestão de contingente eficiente (não quer porque a FAB acredita que, quando maior a quantidade de soldados, maior quantidade de oficiais de alto escalão é necessária), descomprometimento com o eu interior, mais conhecidos como “Ego” e orçamento razoável. Destes, temos apenas o 4o.
        Mas acreditar que a FAB quer o “mal” para o Brasil é exagero.
        Digamos que a FAB quer o “bom” para o Brasil.

        • “(não quer porque a FAB acredita que, quando maior a quantidade de soldados, maior quantidade de oficiais de alto escalão é necessária)”

          A FAB quer aumentar a quantidade de soldados para ter mais oficiais mandando neles? Não creio que seja assim.

          Acho que você está confundindo com o Exército, onde o principal combatente é o soldado. Na FAB, a situação é inversa, o principal combatente é o oficial aviador.

          Soldados e sargentos, na FAB, são os militares que prestam as diversas atividades de apoio (soldados de infantaria para guardar as bases, servi-las e mantê-las, soldados especialistas incumbidos de itens de manutenção de equipamentos e aeronaves, assim como sargentos responsáveis por áreas técnicas etc). Há exceções nas asas rotativas, transporte e patrulha, onde mecânicos de voo (também com função de atiradores nos helicópteros) fazem parte da tripulação.

          Mas o principal combatente é o oficial aviador, então seu raciocínio não se sustenta muito.

          Você pode comparar a relação entre oficiais e graduados, cabos e soldados nas três forças, neste exemplo de 2013:

          https://www.defesa.gov.br/arquivos/acesso_informacao/tabela4.jpg

          • Nunão. Realmente, generalizei baseado no Exército. Mas isto não invalida o raciocínio dos 3 itens que especifiquei:
            * Gestão administração competente;
            * Gestão de contingente eficiente;
            * Ego.
            Os dois primeiros considero uma falha genérica bem comum nos meios públicos federais (leia-se, sustentados pela união).
            O último, não pela Instituição (FAB) mas sim, pelos oficiais mais graduados.
            Respeito todas as instituições das FA’s. Exatamente por isto, é importante tocar nos pontos que consideramos falhos, conhecidos como “feridas”.

  2. ótimo, o A-darter parece ser promissor;
    espero que o Brasil inicie algo semelhante para misseis BVR, pois apesar do Meteor parecer ser excelente, mas ao menos ficariamos um pouco menos dependentes de outros países.

    poderia ser aventado uma versão solo-ar para defesa de curto alcance com A-Darter?

  3. Instalação de uma barra de transistores de radar aesa na asa de uma versão evoluida do super tucano (A30 ) igual ao radar banda L do SU57 ou um DAS permitiria aproximação a baixissima altitude para lançar mísseis ar ar como efeito multiplicador 108 gripens mais uns 100 A30 super tucanos SONHO MEU.

      • Defesa de ponto avançada gripens saem para atacar a média e longa distância o A30 ajudaria a defender a base e pontos estratégicos , isso está longe de ser o ideal mas com o nosso tamanho e o nosso orçamento se o super tucano tivesse capacidade própria de engajar acho que poderia carregar até o aim120c .
        Sei que contra caças é quase suicídio mas contra helicópteros aviões de apoio já dentro do território .
        Teria de ter também capacidade de guerra centrada em redes.
        Ajudaria a mapear terreno e detectar e engajar alvos no solo além do que já o faz e muito bem.

          • Bardini:
            “Vou relevar” é ótimo hehehe
            Ademais me identifico com a paixão pelo Super Tucano.Mesmo que envolva idéias digamos assim,sonhadoras.(como a minha do Super Tucano a jato,estilo A-10.Pronto,falei).

        • Bom ….eu nao tenho vergonha de falar inclusive porque todos aqui sabem que me divirto viajando na maionese e compondo realidades alternativas de baixo custo mesmo…..

          Se entendi o Mestre Angelo, ele falou em Gripen sai para atacar e os A29 ficam em casa, mas decolam para fazer a defesa aerea da base…é isto???!!!

          Taí…..anos atras eu tinha imaginado uma hipotese de drones armados Manpads para atuar como um cinturão externo e movel de defesa sobre a base ou navio…

          Se pensar que cada bom Manpad tem 5 km de alcance quantos seriam necessarios para um escudo 180 graus em direção ao flanco de defesa da onda atacante???

    • Desconheço, mesmo porque, nesses anos finais de vida útil do F-5M, não acho que vale a pena investir na integração de qualquer armamento novo nele (ao menos no caso de armas que já tenham outras cumprindo a contento a missão, como o Python IV).

      • Sim concordo Nunão. Minha dúvida é quanto ao passado, visto que em 2006 não havia sequer sido definido o proprio F-X (depois evoluido para F-X2, certo?). Assim imaginava que eventualmente alguem la por volta dos 2010 pudesse ter pensado em fazer algum estudo para integração. Hoje se nada havia sido realizado e se essa integração deva ser realizada do zero, realmente não tem sentido nenhum.
        Por outro lado, haveria uma eventual e remota hipótese de integrar com os Gripen E ? Pergunto porque não sei se a Africa do Sul chegou a testar em seus Gripen C.

      • Sabe uma materia que seria excelente Mestre Nunão??

        Uma que pudesse correlacionar e fazer os comparativos entre a integração de um missil como este em caças de 3a. geração (sem FBW) e um de 4a geração em diante (com FBW).

        Eu não sei a diferença exata, o coeficiente de de custo, tempo e trabalho, mas uma integração as antigas é bem mais rapida e barata…

        Seria legal desenhar este paralelo.

        • Acho que já tem matéria aqui sobre isso, Carvalho. Sem tempo pra procurar agora…

          O que vale dizer, em relação ao assunto em pauta, é que os caças Gripen E/F prometem facilitar esse trabalho de integração, justamente por terem, desde a concepção, os códigos-fonte relacionados ao controle de voo separados dos que são relacionados aos sistemas de combate. Na teoria, integrar novas armas ao Gripen E/F será mais fácil, rápido e barato. Vamos ver como será na prática.

        • É bem possível, mas para o F-5M o tempo, o desgaste, os custos de mais uma rodada de revisões nível parque, tudo isso teve que ser contado anos atrás, para se fazer um planejamento de retirada gradual de serviço de parte da frota, enquanto se planejou também o recebimento dos novos caças. E tudo isso pode ter custos que terão que ser repensados hoje.

          É fácil, no presente, ser profeta do passado, como disse aqui outro colega dia desses, Wellington. É preciso colocar cada decisão no contexto de sua época, assim como os planos contingenciais. Só se sabe a ponta do iceberg dos mesmos. O resto ficará a cargo de historiadores, no futuro. Talvez eu mesmo chegue a pesquisar isso, como historiador, em alguma década deste século. O resto que se pode fazer, no presente, é opinião, especulação ou notícia, desde que seja baseadas em fatos.

          • Nunão, parabéns pela sua educação e pela sua infinita paciência. Como você consegue manter essas qualidades enquanto trabalha em seu doutorado é um mistério para mim

          • Olá JT&D. Eu lembro a pressão que era escrever uma tese… de vez em quando, eu ficava apenas ouvindo música, vendo vídeos do pica-pau… coisas desconectadas da tese. Lembrando que em média, um doutorado leva 4 anos.. não dá para ficar 100% focado 100% do tempo.

          • Também acho, o ponto a meu favor é que anos atrás eu já tratava disto, ou seja, de que projetos atrasam e de que por isto era crítico da opção pelo Gripen NG. Então essa de “é fácil ser profeta do passado”, não serve para mim e tu sabes muito bem disso.

    • Este deveria ter sido o caminho, lá atrás, quando a Denel ofertou a parceria, mas com 12 anos de comandos medíocres, fizeram de um tudo para solapar esta idéia. O resultado é o Aeroclube que transformaram a FAB.

  4. Se a gente fosse um país sério, a FAB encomendaria um lote de 100 deles e continuaria o desenvolvimento de uma versão superfície-ar para as três forças.

    Mas a gente comprou um pequeno lote de Iris-T e vai ficar nisso mesmo.

    • Almeida,

      Acredito que serão encomendados lotes de produção seriada do A-Darter. O objetivo final sempre foi esse.

      O pequeno lote de Iris-T é para ter o Gripen E, ao atingir a capacidade inicial de operação no Brasil, equipado com um míssil ar-ar dessa categoria já integrado e operando (o mesmo que a Suécia já usa no Gripen C e está integrando ao E), enquanto a integração do A-Darter com o Gripen E é finalizada.

      Uma coisa não anula a outra, a não ser que se cortem os recursos para aquisição do A-Darter, jogando fora a maior parte do dinheiro investido até agora (o que pode até acontecer, mas está longe do objetivo inicial…).

      • Não vai acontecer, inclusive o ministro da defesa foi lá ver o projeto faz pouco tempo atrás. Já estamos negociando o missel Meteor num bom número inclusive. Mas são compras a ser feitas a partir de 2021 com a melhoria da economia do país, na pior das hipóteses devemos crescer 2% ano que vem, e no seguinte 2,5% , perto dos últimos anos é um grande salto, e com essa perspectiva as três forças já estão vendo o que deve ser prioridade para a próxima década.

      • “Uma coisa não anula a outra, a não ser que se cortem os recursos para aquisição do A-Darter, jogando fora a maior parte do dinheiro investido até agora (o que pode até acontecer, mas está longe do objetivo inicial…).”

        O que não é lá muito difícil de acontecer.

    • Não. Saiba que a FAB está desenvolvendo o MICLA BR, missel de ataque ar-solo com alcance de 300km pelo menos, baseado no MTC da Avibras e consta como capacidade estratégica a ser adquirida até no máximo 2027 num documento oficial disponibilizado pela força. Então pare de falar besteira com base em ignorância e pessimismo.

        • Não…saiu mesmo e foi nesta ultima apresentação da FAb no congresso.

          Lembram de uma foto estranha divulgada meses atras de um teste aerodinamico de uma maquete vermelha no centerine do F-5??? Pois bem aventou-se pela midia que seria o Matador MTC-300 aereo.

          A FAB não somente silenciou-se pelas indagações da midia como soltou boletim as bases para atentar ao perimetro de segurança e observação das bases.

          Pouco tempo depois, o MKT da FAB soltou um video de suas realizações e lá esqueceram uma imagem do dito cujo novamente… e agora, o Ministerio revelou que o dito cujo realmente existe e é um programa em andamento….

      • Mfs, se você acompanhasse minimamente o assunto saberia que cortes e projetos cancelados são a norma e não a exceção nos programas militares brasileiros nas últimas décadas.

        O ignorante falando besteira aqui é você, o ufanista.

  5. Foi feita uma encomenda de 10 misseis A-Darter e 10 misseis IRIS-T , além de 50 kits para guiagem de bombas israelenses tempos atrás . Este é o pacote inicial para Gripen BR , indica que a FAB talvez use um misto de dois mísseis de curto alcance de quinta geração , alguém sabe se há diferenças que justifique o uso de dois mísseis diferentes de uma mesma categoria? Além disso parece estranho a FAB negociar 100 misseis Meteor de longo alcance e ter adquirido só 20 unidades de curto alcance, obviamente se espera um número bem maior num segundo lote de A-Darter. Creio que 100 misseis BVR e 100 mísseis WVR para os 36 Gripen NG dará uma capacidade única ao Brasil na região, soma-se a isso os 5 E99M , 28 KC390 , e o MICLA BR de 300km para ataque ar-solo. A meta da FAB é dispor de todos estes meios até no máximo 2027 segundo um documento oficial. Para ficar perfeito falta garantir um segundo lote do F-39 até 2022 para produção a partir de 2027, acredito que 40 aeronaves sendo 12 bipostos seria o ideal. Com 76 Gripen NG a FAB consegue desativar os F-5M e ainda manter os 36 iniciais no centro do país .

    • “alguém sabe se há diferenças que justifique o uso de dois mísseis diferentes de uma mesma categoria”

      Mfs, acabei de explicar isso ao Almeida, em outro comentário.
      Um míssil, o IRIS-T, já estará integrado ao Gripen E quando da operação inicial no Brasil, pois é o mesmo míssil dos caças Gripen da Suécia. Então a compra em pequena quantidade é justificada.
      O outro, A-Darter, ainda precisa ser integrado ao Gripen E, o que deverá levar mais tempo.

      • Agora que li seus esclarecimentos. De qualquer forma, Nunão, tenho la minhas duvidas se o A – Darter vai chegar a ser produzido em série aqui no Brasil. Espero que sim , seria o início …agora será que ele terá um, desempenho efetivo similar ao Iris -T, 13 anos após ter sido iniciado de forma relativamente autonoma Africa/Brasil? Se nós mesmos tivermos alguma dúvida quanto a isso, talvez ao invés de tentar dar continuidade a um programa incerto fosse melhor empregar os recursos parcos e finitos que temos comprando mais Iris-T ou mesmo colocar esse dinheiro no desenvolvimento de outros itens. Assim esse testes com 10 Iris + 10 A – Darter permitirão fazer uma comparação e ter uma melhor definição a respeito, inclusive quanto aos custos de cada programa…

  6. Chupa, EUA e Rússia. Kkk

    Falando sério, me agradam muito estas parcerias do Brasil com países relativamente neutros, no desenvolvimento de novas tecnologias. Há menores chances de sermos passados pra trás.

    • Parcerias de igual para igual, sempre tive essa sua mesma percepção. Adoraria ver o Brasil fazer um esforço diplomático e econômico maior com intuito de fortalecer as interações do IBAS( Índia-Brasil-África do Sul) . Teria mais chances de dar certo do que os Brics- o qual não necessariamente deveria ser abandonado, sempre melhor uma ferramenta a mais do que menos. Sao três países em desenvolvimento, três sistemas democráticos ( falhos) que buscam um maior protagonismo e autonomia, nenhum ainda completou seu caminho, nenhuma ainda é um potência capaz de prevaricação sobre os outros. Sinceramente não observo antagonismos ou atritos significativos entre os três, muito pelo contrário, parecem complementares em vários aspectos.

  7. Confio na aquisição do A-Darter e Meteor para os Gripen BR, e futuramente o MICLA , mas o triste é ver que o MAR-1 antiradar ficou no esquecimento. Deveriam retornar seu desenvolvimento pois é muito importante ter este tipo de missel para neutralizar defesas antiaéreas .

    • A empresa que desenvolvia esse míssil (Mectron) morreu e parece que ninguém está interessado em ressuscitar esse projeto. Houve boatos de que o míssil teria sido vendido ao Paquistão. Entretanto, não há notícia de tenha entrada em operação por lá. Pode ser que não tenha atendido às expectativas do paquistaneses. Enfim, se esse míssil tivesse um desempenho espetacular não teria caído no esquecimento

      • A Africa do Sul dependia de Israel para seus misseis AA e absorveu alguma tecnologia. Fomos comprar isso de segunda mão? Para quem já produziu genéricos do Sidewinder (Piranha/DFV) é preocupante comprar essa arma da Africa do Sul.

        • Os sul africanos operavam AIM-9B Sidewinder e R-550 Magic I.
          Seu melhor míssil o V-3, foi em parte baseado no míssil francês.
          Inicialmente frágil e de desempenho limitado, foi melhorado até incorporar características “all aspect” semelhantes as do míssil AIM-9L, sendo se não me engano um dos primeiros mísseis “off boresight” com mira no capacete do piloto.
          Talvez antes dos soviéticos te-lo no R-73, mas com certeza antes dos israelenses e demais forças aéreas ocidentais.
          Esse míssil foi contemporâneo do Piranha.
          Deu pra entender qual a capacidade dos sul africanos????
          Eles fizeram o míssil necessário a sua força aérea lutando uma guerra, funcionar.
          O Piranha até hoje não funciona.

    • E teria mercado no exterior. Um dos poucos nichos que ainda teriamos como apresentar um produto com pouca competição. Teria escala. Ninguem explica o motivo do cancelamento. So pode ter sido algo tecnico que impediu atingir um padrão de eficacia aceitavel.

      • Reforçando seu ponto de vista caro Colombelli, entendo que há alternativas ao A-Darter (por exemplo, o proprio Iris-T) mas não tao facilmente disponiveis quanto a soluções que pudessem substituir o MAR (desde que estivesse disponível e operando bem, claro). Me parece que os S300 venezulecos são um alvo mais prioritario do que os Sukhois.
        Então reforçando meu ponto de vista acima externado ao Nunão, se precisarmos de muitos recursos para viablizar a produção do A Darter, talvez fosse melhor partir para a compra dos Iris-T – no que tange a misseis WVR – e o restante desses recursos empregar no MAR…

          • Bardini,
            Até os israelenses adotam o HARM.
            Há lugar para os dois tipo de armamento. Esse Harop é fantástico mas ele não apoia um pacote de ataque da forma como faz um míssil antirradiação clássico (de grande velocidade).
            O Harop pode ser empregado de forma isolada em operações tipo DEAD com muita eficiência mas para isso há de se ter uma imensa consciência situacional o que nem sempre é possível no caso de um ataque aéreo.
            O MAR-1 teria sido uma excelente arma se nós o tivéssemos adquirido. Isso, claro, não pode ser obstáculo para termos outros tipos de armas como por exemplo, drones suicidas capazes de vadiagem por tempo prolongado e eficaz contra diversos tipos de alvos.

          • Carlos,
            Geralmente é dito que um míssil ar-ar dessa classe (peso e diâmetro) tem alcance cinético máximo de 20 a 30 km.
            Aí, tem alguns pontos a serem considerados, como por exemplo a “atitude” do alvo e do lançador (velocidade, altitude, direção, etc.) .
            Outro fator é se o míssil tem capacidade LOAL ou LOBL.
            Se for LOBL , ele precisa travar seu seeker no alvo estando ainda no trilho. Aí, depende da altitude do lançador e do alvo mas na média não passa de 7 a 8 km.
            Ou seja, se o míssil for do tipo LOBL ele até pode perseguir um alvo por 20 ou 30 km mas só pode ser lançado numa distância máxima de uns 7 ou 8 km do alvo.
            Como é dito que o A-Darter tem capacidade LOAL, significa que ele pode trancar no seu alvo depois que é lançado, e isso em tese o permite ser lançado contra um alvo a grande distância, muito maior que os 7 ou 8 km de um míssil LOBL.
            Também o modo LOAL permite que ele seja lançado “por sobre o ombro”, ou seja, adquira um alvo no hemisfério traseiro do caça. Claro que para isso ele teria que ser apontado pelo “capacete com mira” já que não tem jeito do seeker do míssil olhar para trás.
            Basicamente pode ser resumido do seguinte modo:
            1-mísseis com capacidade LOBL:
            alcance máximo: 20 a 30 km
            alcance de aquisição do alvo: 7 a 8 km
            2- mísseis com capacidade LOAL:
            alcance máximo: 20 a 30 km
            alcance de aquisição do alvo: idem.

          • OBRIGADO – Nunca timha visto uma Explicação Detalhada como essa !
            Parabéns pelo Conhecimento e pela Gentileza de Compartilhar.
            ABRAÇOS

          • Pois é, eles adotam o HARM, mas na Síria nós já vimos Harop fazendo o trabalho sujo contra sistemas Pantsir. Isso aliado a mísseis de cruzeiro.
            .
            Mas no final das contas, o grande sistema nessa jogada é a capacidade ISR e não as munições utilizadas…
            .
            Os israeli tem inimigos mais complicados para bater. No nosso TO não tem tanta coisa assim. Penso que seria factível alavancar a capacidade de monitorar a movimentação dos principais sistemas da região.
            .
            De resto, não digo que os dois sistemas não possam coexistir. É sempre bom ter as opções. Mas eu vejo muito mais futuro nos sistemas suicidas, por conta do custo e da dificuldade de engajar esses sistemas. Lembrando também que um sistema como o Harop poderia vir a ser empregado contra diversos tipos de alvos, como uma Refinaria venezuelana, a exemplo dos Sauditas.

          • Bardini,
            A distância favorece o uso de drones suicidas nas missões DEAD, mas com certeza os israelenses estão usando todos os seus recursos (mísseis iscas TALD, mísseis HARM, etc.), mas o único que registra o impacto é o Harop e o Delilah.

          • Bosco:
            Fiquei curioso,permita uma pergunta:vadiagem é um termo usado comumente no meio militar por ele poder voar por horas ou foi uma expressão bem humorada de tua parte?
            Desde já agradeço.

          • Dudu,
            É oficial!
            É a tradução de “loitering” que é o termo usual para definir um míssil ou um drone suicida que “orbita” uma área alvo por algo tempo (minutos ou horas).
            Valeu!

    • ” mas o triste é ver que o MAR-1 antiradar ficou no esquecimento”.
      Não acredite em tudo que lê caro MFS.
      Vide exemplo recente do Micla-BR.
      Não faz sentido abandonarem um míssil em fase final de desenvolvimento, com realização de diversos testes.
      E a FAB fala uma coisa e o MD diz outra, certa vez li em um PDF do MD datado de 2018 Que o MAR-01 se encontrava pronto e aguardando encomendas.
      Estou a Mudler do Arquivo- X ” Eu quero acreditar no PDF do MD” kkkkkk.

      • Fox…ops quer dizer,Foxtrot:
        Só pra esclarecer,acredito que quiseste dizer: o Molder.
        Quanto ao MAR-1,”a verdade está lá fora” (do nosso alcançe) hehe.

    • Pra mim o que vai fazer a diferença e o Meteor e o Gripen e um belo missil ar terra e ar mar RB15 ou esse novo que a FAB esta pretendendo ter baseado no matador da Avibras o resto e maquiagem.

  8. MAR-1 not in production ?

    It will interest you guys to know India started working of developing a homemade air to surface Anti radiation missile due to the acquisition of MAR-1 by Pakistan from Brazil. Initially there was lot of problems with program due to technological challenges.

    NGARM ( next generation Anti radiation missile ) uses a dual-pulse solid rocket motor that allows it to strike targets between 15 to 125 km away. The missile is capable of operating in both LOBL and LOAL modes. It’s uses a 2D passive homing head operating in 1-10/6-18 GHz. Seeker has a detection range of 100km. Also the PHH seeker is interchangeable with a MMW seeker ( under development ) for decoy/target discrimination capability and targeting of even moving emitters.

  9. Acho que a produção vai ficar a cargo da CIAT, se houver encomenda da FAB. Problema é a falta de interesse da própria FAB ela fez o mesmo com desenvolvimento do Piranha e MAR1 , eles investem $$$ e depois não se reflete em encomenda. Veja o A1 se quer teve seu projeto atingido todo seu potencial .

  10. Excelente!
    Que venha agora o A-Darter Solo/ Ar, Superfície/ar.
    Nacionalização do Sheeker do Mokapa para a versão Ar/Solo do MSS 1.2 que o EB está desenvolvendo e quem sabe cooperação com os Sul Africanos em diversas áreas que ainda não dominamos tais como canhões, bombas guiadas a laser, mísseis, helicópteros de ataque etc.

  11. Ainda bem que este é um projeto binacional, do contrário…. Se dependesse só dos últimos dois comandos FABianos……

    “Ah, mas tivemos que comprar o Iris-T, para garantir que o Gripen E não fique sem armamento” é né?! A-DARTER pronto para uso e nem Gripen E temos.

    Mas a culpa é do “Playboy” aqui. Rsrsrsrs

    • Pronto pra uso, Wellington?
      Ainda falta integrar, homologar, realizar disparos de certificação etc no Gripen E. Isso será muito facilitado pois o Gripen C sul-africano foi usado para isso até agora, mas ainda é preciso fazer e levará um bom tempo.
      Não se esqueça que a quantidade de IRIS-T adquirida, até onde se sabe, é apenas para a fase de operação inicial. Ao menos por enquanto.
      Acho que não é difícil entender a lógica. Se ela está 100% certa, é uma outra questão, mas na fase em que isso foi decidido, fez sentido. Ao menos na minha opinião.

      • Desde que devidamente integrado e homologado a um caça efetivamente desenvolvido e operacional, o A-DARTER pode ser utilizado, isto não quer dizer GRIPEN E/F. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra. Quem errou o passo, aliás costumeiramente, foi a FAB.

        Outra, não fazia e ainda não faz sentido, a não ser na cabeça de gente ingênua, ou com interesses próprios, colocar o carro na frente dos bois.

        Claro, não espero de ti qualquer opinião diferente disso.

        • “Claro, não espero de ti qualquer opinião diferente disso.”

          Já eu espero que as pessoas evoluam, assim como suas opiniões.
          Eu costumo evoluir, ou pelo menos me esforço.
          E tenho esperanças até que você evolua, mesmo quando vejo escrever algo tão ridículo e repleto de conceitos pré-estabelecidos, com pouquíssima base factual, sobre quem debate contigo, como foi o caso dessa sua lamentável frase.

          Seja feliz, Wellington.

  12. Infelizmente vivemos num país em que o “dogma” de nação pacífica serve perfeitamente como subterfúgio para a classe dirigente (políticos) subtrairem qualquer incentivo a indústria de defesa.
    Embora, na atualidade essa mentalidade de país omisso com sua defesa já não encontra tanta repercussão diante do quadro mundial da corrida armamentista.
    Se o Brasil não não souber se defender, os outros é que não o farão de graça.

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