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Reino Unido vai desenvolver aeronaves não tripuladas conceituais para a RAF

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Lightweight Affordable Novel Combat Aircraft - LANCA
O Lightweight Affordable Novel Combat Aircraft – LANCA para a Royal Air Force se parece muito com o conceito de “leal wingman” que está sendo investigado pela Força Aérea dos EUA, e os “remote carriers” que a Airbus e a Dassault imaginam para o projeto conjunto FCAS

Um novo projeto para desenvolver uma nova aeronave de combate não tripulada foi anunciado pelo RAF Rapid Capabilities Office (RCO) e pelo Defence Science and Technology Laboratory (Dstl).

O conceito Lightweight Affordable Novel Combat Aircraft (LANCA) procura oferecer capacidade adicional, juntamente com jatos de combate como o F-35 e o Typhoon – oferecendo maior proteção, capacidade de sobrevivência e informações para aeronaves tripuladas – e pode até fornecer uma frota de combate aéreo não tripulado’ no futuro.

Especificamente, em uma ruptura com as abordagens tradicionais para sistemas de combate aéreo no Reino Unido, o inovador conceito LANCA visa proporcionar reduções drásticas no cronograma tradicional de custo e desenvolvimento.

Sob o LANCA, um projeto demonstrador de tecnologia conhecido como “Mosquito” concedeu contratos para a Fase 1 do trabalho, que produzirá um projeto preliminar do sistema para um veículo aéreo não tripulado e avaliação das principais áreas de risco e trade-offs de capacidade/custo para um conceito operacional. O primeiro teste de vOo do veículo aéreo demonstrador poderia ocorrer em 2022.

A Fase 1 incluirá a exploração de novos projetos, desenvolvimento, prototipagem, fabricação e suporte, para permitir o rápido desenvolvimento e a evolução de baixo custo de um futuro sistema aéreo de combate não tripulado. O Dstl, que fornece ciência e tecnologia para a defesa e segurança do Reino Unido, está fornecendo a supervisão técnica, gerenciamento de projetos e parceria para o Projeto Mosquito.

Para a Fase 1, foram adjudicados contratos a três equipes lideradas pela Blue Bear Systems Research Ltd, pela Boeing Defence UK Ltd e pela Callen-Lenz (cuja equipe BLACKDAWN associou-se à Bombardier Belfast e à Northrop Grumman UK Ltd).

O conceito LANCA teve origem nos estudos de 2015 do Dstl para compreender tecnologias e conceitos inovadores de Combate Aéreo que possam oferecer reduções radicais de custo e tempo de desenvolvimento. Posteriormente, o LANCA foi incluído no RAF RCO como parte da Iniciativa de Tecnologia do Sistema de Combate Aéreo do Futuro (FCAS TI). O LANCA visa explorar a utilidade e a viabilidade de auxiliares de capacidade não-tripulados para aeronaves de caça existentes e futuras, especificamente aquelas que oferecem reduções substanciais nos prazos tradicionais de custo e desenvolvimento.

O Projeto Mosquito tem duas fases planejadas. Após a Fase 1 de 12 meses, a Fase 2 selecionará até duas das soluções da Fase 1 para amadurecer ainda mais os projetos, concluir a fabricação do demonstrador de tecnologia e concluir com um programa de teste de voo limitado.

O RAF RCO, em parceria com o Dstl, está adotando abordagens criativas para entregar este projeto desafiador. Por exemplo, ao conduzir uma competição para acessar “‘best of breed”, ele permitiu que fornecedores não tradicionais propusessem sua abordagem para atender aos ambiciosos objetivos do MOD. Além disso, os especialistas no assunto dentro do MOD são designados como parceiros técnicos para cada equipe, apoiando o setor com conselhos e decisões técnicas e operacionais. Isso aumentará a oportunidade desse conceito revolucionário em uma abordagem coerente para os futuros sistemas de combate aéreo.

FONTE: UK MoD Defence Science and Technology Laboratory

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ThiagoDenisObservadorRommelqenonato Recent comment authors
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TJLopes
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TJLopes

Imagina um drone desse, com 2 meteors carregados internamente, IRIS-T, RCS ínfimo, voando 50km a frente do avião tripulado e recebendo os dados de radar deste…

Observador
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Observador

Tirando a parte dos Meteors, eu havia pensado nisso com um outro projeto da Bae Systems, o vant Magma, no formato de asa voadora, ele é controlado sem flaps, só usando ar comprimido para vetorizar. Parece ser mais furtivo ainda. Segue alguns links para quem não conhece.
https://images.app.goo.gl/b8oeaZXae3Uvu9zYA

https://olhardigital.com.br/noticia/teste-do-prototipo-de-um-novo-tipo-de-aeronave-e-bem-sucedido/85493

Mateus Lobo
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Mateus Lobo

Está aí uma capacidade que poderia ser integrada no Gripen F aproveitando o barramento de alta taxa de transferência de dados e um excelente data-link.

nonato
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nonato

God save the Queen!!!
Bom ver o Reino Unidos voltando a se erguer.
Sem ficar refém da união europeia.
Seria um parceiro importante para o Brasil.
O Reino Unido se sente chutado.
Precisa de parceiros em todas as áreas.

Denis
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Denis

Sua penúltima frase contradiz a terceira.

Rommelqe
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Rommelqe

E exatamente utilizando esse conceito que o emprego do Gripen F podera ser amplamente otimizado. Ao contrario do senso comum, os bipostos terão sua maior utilidade não como meros meios para instrução avançada de pilotos, mas deverão sim serem mais focados na guerra eletronica e gestão aproximada de outras aeronaves, tripuladas e não tripuladas. Mesmo com os enormes avanços na capacidade de processamento de dados e de IA, com meios de comunicação dotados de velocidade extremamente rápida e massiva para troca de informações, o apoio às esquadrilhas não tripuladas deverá ser realizado por aeronaves que permitam a visada direta por… Read more »

Denis
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Denis

Hmmm… Acho que o Tempest vai pro saco.

Thiago
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Thiago

Eu pessoalmente curto muito esse conceito, parece promissor. Um exame de “mosquitos ” que aumentam de maneira exponencial a capacidade do vetor tripulado, tanto o leque de operações que pode cumprir ao mesmo tempo, tanto quanto “sua ” carga de armamentos e sensores disponíveis sem precisar transportar por si pods e equipamentos externos . Aguardando matérias mais completa a respeito.