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‘Amerikabomber’: o plano de Hitler para lançar uma bomba atômica em Nova York

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O mapa acima, de outubro de 1943, mostra o alcance de uma bomba atômica alemã lançada sobre a cidade de Nova York, nos EUA.

O plano Amerikabomber foi completado em 27 de abril de 1942 e submetido ao Reichsmarschall Hermann Göring, em 12 de maio de 1942.

O plano de 33 páginas foi descoberto em Potsdam pelo historiador alemão Olaf Groehler. Dez cópias do plano foram produzidas, com seis indo para diferentes escritórios da Luftwaffe e quatro mantidas em reserva. O plano menciona o uso de base nos Açores como aeródromo de trânsito para alcançar os EUA.

Caso o plano fosse colocado em ação, os bombardeiros He 277, Junkers Ju 290, e o Messerschmitt Me 264 poderiam atingir alvos nos EUA com cargas de bombas de 3, 5 e 6,5 toneladas respectivamente.

Se a bomba atômica alemã ficasse pronta a tempo, também poderia ser levada pelos bombardeiros, mas o Führer acabou cancelando o projeto pelo alto custo de desenvolvimento.

De acordo com o historiador James P. Duffy, Hitler viu nos Açores a possibilidade de efetuar ataques aéreos aos EUA, forçando os americanos a construir uma defesa antiaérea local.

A ideia era fazer com que os americanos reforçassem sua defesa em detrimento da defesa da Grã-Bretanha, permitindo à Luftwaffe atacar com menos resistência.

Messerschmitt Me 264
Messerschmitt Me 264

Concepção artística dos Messerschmitt Me 264 atacando os EUA

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André Sávio Craveiro Bueno
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André Sávio Craveiro Bueno

Se tivesse sucesso poderia ser um ponto de inflexão ou, ao menos, tornar a guerra mais demorada. Mas seria um esforço gigantesco por conta da distância.

Camargoer
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Camargoer

Caro André. É preciso lembrar que antes de Pearl Harbor, Hitler acreditava que os EUA não entrariam na guerra. Sua estratégia era forçar a Inglaterra a um acordo. Ele também acreditava que os EUA e a Inglaterra não apoiariam a URSS contra a Alemanha. Talvez houvesse um plano para invadir o continente americano após vencerem a URSS, sei lá. Nunca menospreze a capacidade de um fascista de criar problemas.

Delfim
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Delfim

Fascista não. Nazista.

Camargoer
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Camargoer

Todo nazista e um fascista, nem todo fascista e nazista. Os principais regimes fascistas ocorreram n Itália, Alemanha e Espanha. Existem outros regimes de inspiração fascista, alguns ainda no poder.

Thiago Telles
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Thiago Telles

Acredito q mesmo que os nazistas conseguissem uma bomba a tempo seriam muito poucas para ganharem a guerra. Seria uma tragédia a mais na propria tragédia q foi a ww2 estendendo ainda mais a guerra mas nao mudaria o curso em minha opinião. Alem do q bombas também teriam sido lançadas na Alemanha em qtd ate maior do q no japao.

Camargoeri
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Camargoeri

Caro Thiago. Talvez não. No caso dos EUA, uma vez que eles conseguiram detonar um dispositivo de plutônio, eles utilizaram a infraestrutura montada para construir novos dispositivos. Pelo que lembro, o Gen Groves enviou um memorando para o Pres. Truman informando-o que eles poderiam pruduzir um novo dispositivo de plutôno a cada duas semanas, o que possibilitaria bombardear várias cidades do Japão. Creio que foi na conferência de Yalta que Roosevelt comunicou à Churchil que eles usariam a bomba atômica sobre o Japão, já que a guerra contra a Alemanha parecia definida. Então caso a Alemanha conseguisse montar uma estrutura… Read more »

Luiz Trindade
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Luiz Trindade

Fora dizer que na própria Alemanha existia resistência ao modo de governar de Hitler fazendo acontecer várias tentativas frustradas de matar o mesmo. Se houvesse um plano tão elaborado desses e tivesse a real possibilidade de bombardear de modo nuclear os EUA, os americanos teriam descoberto o plano e teriam detonado a primeira bomba atômica na Alemanha, ocasionando um desastre humanitário maior que foi no Japão.

Thiago Telles
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Thiago Telles

Concordo. Suas colocações entendo corroboram com meu comentário. A Alemanha dificilmente teria os recursos q eua ja tinham para produzir várias bombas. Ou mesmo uma. A hipótese colocada é se a Alemanha conseguisse, de alguma forma, terminar uma bomba antes de 1945. Mesmo lançanda nos eua, isso nao iria afetar a capacidade de desenvolvimento norte americano. A nao ser q lançasse em los alamos oq sabemos isso seria altamente improvável.

Camargoeri
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Camargoeri

Olá Thiago Acho que é isso mesmo. Acho que não havia condições para a Alemanha produzir um dispositivo nuclear. Talvez se eles tivessem uma bomba, o alvo seria Moscou para interromper o avanço da frente soviética. Contudo, mesmo que eles sabiam coo fazer, os alemães nunca tiveram condições técnicas para produzir uma bomba de urânio (mais simples) e muito menos uma de plutônio (mais complexa)

Blind Mans Bluff
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Blind Mans Bluff

Eu discordo. Se em 1943 ou 1944, a alemanha tivesse a bomba, toda a balanca de poder penderia para alemanha. Seria a rendicao das forcas aliadas, pois, se atacaram NYC, ninguem saberia onde cairia a proxima, poderia ser em qualquer lugar do mundo e os aliados ainda estavam a pelo menos 1 ano de completar o desenvolvimento da sua.

Luiz Trindade
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Luiz Trindade

Isso é o que a história oficial diz né Blind… O presidente norte-americano ainda relutou bastante em lançar a bomba atômica no Japão e só o fez porque as baixas de soldados norte-americanos iam ser muitos grandes se enfrentasse os japoneses corpo a corpo. Fora dizer que estavam treinando mulheres e crianças com lanças de bambu. Imagina um soldado norte-americano mandando bala em mulheres e crianças japonesas? Ainda pensei que se os alemães tivessem a bomba a tempo, eles teriam lançado na Normandia quando visse que ela estava perdida assim como em Moscou. Ia ser uma m… sem tamanho no… Read more »

Camargoeri
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Camargoeri

Caro Luiz. Acho que existem outras coisas que precisam ser colocadas. Quando os EUA bombardearam Tóquio com armas incendiárias, o número de mortes foi até superior ao das bombas atômicas. Como os EUA tinham superioridade aérea, mesmo sem bombas atômicas, eles poderiam continuar bombardeando diariamente as cidades japonesas, causando baixas principalmente civis. Os generais dos EUA previam que a invasão do Japão alongaria a guerra por mais dois anos e a resistência dos militares (não da população civil) levaria a uma guerra de guerrilha com consequências imprevisíveis (foi o que aconteceu anos depois no Vietnã). Seria muito mais fácil para… Read more »

Thiago Telles
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Thiago Telles

Isso so iria fortalecer a vontade de luta e daí passar para vingança norte americana a qq custo na minha opinião. Teriam gasto umas 4 bombas facil em cima da Alemanha. Mexer com com os eua dentro de seu território nao faz bem a saúde de ninguém. Vide pearl harbor, 9/11… Nao ha perdao.

Delfim
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Delfim

O Me-264 chegou à fase de protótipos e se mostrou bastante promissor. Mas a perda de tempo devido a mudanças de diretrizes e o bombardeio dos protótipos encerrou o projeto.

http://www.luftwaffe39-45.historia.nom.br/aero/me264.htm

Renato B.
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Renato B.

Me parece algo na categoria do B-17, me parece um pouco pequeno para o B-29. Porém, sem a bomba atômica faria pouca diferença. No máximo ia atrasar um pouco por obrigar os aliados a invadirem os açores antes. O outro efeito é que iria instigar ainda mais a raiva americana para atacar os nazistas.

peter nine nine
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peter nine nine

Invadir os Açores? Mas você vive em que mundo? Quer dizer antes, reforçar os Açores, visto que Açores é Portugal, e Portugal era neutro alinhado ao ocidente. Nunca o regime português mostrou alinhamento com as ideias nazistas, Salazar e o regime da altura odiava aliás tudo o que fosse comuna, nazista e por aí fora, alinhava-se com o ocidente, o ocidente é que nem sempre se alinhava com ele por conta do esquema “imperial” que Portugal teimava em manter. Concluindo, os EUA iriam defender os Açores, não invadir, até porque face às circunstâncias, Portugal cederia as ilhas de boa vontade.… Read more »

Delfim
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Delfim

A idéia original era os AmerikaBombers decolarem do continente europeu e voltarem.
O FW200 Condor em versão comercial antes da guerra fez uma viagem de ida, outra de volta, quebrando recordes com pé nas costas.

Zeca
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Zeca

Tenha certeza que, num caso desses, os americanos não iriam pedir licença pra ninguém. A marinha francesa que o diga.

Renato B.
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Renato B.

Verdade, por muito menos, uma possibilidade, tivemos Mers-el-Kébir.

Renato B.
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Renato B.

Não atire no mensageiro, estou me baseando no texto.

Se um bombardeio nazista saísse dos Açores a neutralidade teria ido para o buraco e os aliados manteriam posse da ilha “por segurança” depois de explodir algum eventual guarnição alemã no local.

Delfim
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Delfim

O Me-262 tinha uma envergadura próxima dos 40m, perto da do B-29, mas não acredito que passasse dos 500km/h. Os motores BMW 801 tinham pouco mais da metade da potência dos P&W R-3350.

PauloSollo
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Há muitos anos atrás, li em uma pequena biografia de Goering que houve um alto oficial da Wehrmacht, não da Luftwaffe, do qual não lembro o nome, que insistia para com Goering e Hitler sobre a necessidade de um bombardeiro de longo alcance. O desinteresse deles se mostrou um erro quando durante a Operação Barbarossa, os soviéticos desmontaram varias de suas fábricas e as remontaram para além do alcance dos Heinkel-111, o que foi fundamental para a reação soviética com o desenvolvimento de equipamentos mais eficientes e em larga escala de produção.

Nilton L Junior
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Nilton L Junior

Existe um livro de ficção chamado KG-200 esquadrão fantasma que é ambientado com esse contexto.

Pampapoker
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Pampapoker

Existe uma reportagem revista asas que conta a história desse esquadrão, com foto e tudo, pena não estar em minha casa, senão diria o número é ano da publicação. Havia foto de b17, b24 e uma foto de um dispositivo com paraquedas para infiltrar espiões. Conta toda a operação desse esquadrão. Acho que só usaram o kg200 para escrever esse livro mencionado por vc.

Leitor Sincero
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É de ficção que deve viver alguém com foto da “URSAL”

Willber Rodrigues
Visitante
Willber Rodrigues

Se os EUA, instigados pelas baixas em batalhas como Okinawa e já imaginando o alto custo que seria a invasão ao Japão, já foi motivo pra eles bombardearem os japas com duas bombas atômicas, imagina o que o Tio Sam faria se Hitler jogasse uma bomba atômica em NY.
Provavelmente a Alemanha teria se tornado o maior campo de testes nucleares do planeta.

Hélio
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Hélio

Os EUA só lançaram bombas atômicas sobre o Japão porque esse não tinha como reagir da mesma maneira. Se NY fosse atacada, os EUA se renderiam, assim como qualquer outro país que sofresse um ataque do tipo.

PauloSollo
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Sua afirmação é ridícula e de um ponto de vista deveras estreito e reducionista pois não leva em consideração a gigantesca base industrial e o território de proporções continentais dos EUA que os nazis jamais poderiam alcançar nem em média escala. O Japão já estava arrasado e não se rendeu após a primeira bomba.
Se os EUA sofressem tal ataque não haveria rendição e sim uma reação avassaladora. Assim como os japoneses, eles não seriam covardes para se renderem após um ataque, ainda mais tendo base industrial, mão de obra, matéria prima, engenheiros, dezenas de aliados e dinheiro de sobra.

Edimur
Visitante
Edimur

Ele tá pensando que Americano é Brasileiro kkkk ele poderiam sumir do mapa mas jogariam tudo que tivesse controle os alemães

Rodrigo Marques
Visitante
Rodrigo Marques

Os norte-americanos não iriam se render, iriam contra-atacar para se vingar, pois tinham tudo para isso, meios e justificativa…

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

Negativo.
O projeto Manhattan estava em estágio muito avançado. E mesmo que os nazistas conseguissem jogar uma bomba atômica sobre NY, todo resto do território americano ( que é gigantesco ), suas indústrias e seus recursos naturais continuariam intactos.
Talvez a guerra chegassem num ponto de inflexão, mas com certeza os americanos bombardeariam a Alemanha com armas nucleares na primeira oportunidade.
Aliás, se a Alemanha tivesse essa capacidade ( que, felizmente, nunca teve ) acho que, pra Hitler, teria sido mais “útil” e “fácil” bombardear Londres ou Moscow com bombas atômicas.

Camargoeri
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Camargoeri

Caro Wilber. Concordo bastante com seu ponto de vista. O projeto Manhattan tenha ao seu lato os melhores cientistas do mundo e recursos suficientes, tanto materiais quanto humanos, para construir a bomba. Por um lado, um dispositivo baseado no U-235 era mais fácil de ser feito mas o enriquecimento de cerca de 60 kg de urânio acima de 85% foi uma tarefa muito difícil. Por outro lado, o plutônio podia ser obtido em grande quantidade e rapidamente mas sua detonação é muito complicada. Considerando a necessidade de recursos para a frente oriental, parece improvável que a Alemanha conseguisse desenvolver um… Read more »

Willber Rodrigues
Visitante
Willber Rodrigues

A “sorte” do mundo ( e azar dos cientistas ) era que as maiores mentes sobre energia atômica alemãs eram judeus. E, felizmente, Hitler estava mais interessado em “armas milagrosas” e inúteis, como o Gustav Dora e o projeto de tanque Maus, do que em armas que realmente poderiam mudar a guerra, como o STG-44 e mais U-Boats.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Wilber, muitos cientistas eram judeus, mas muitos outros não eram. Cito um Fermi, que era italiano, trabalhou na Alemanha e depois EUA. O problema da pesquisa nuclear alemã durante a guerra é que eles tinham poucos cientistas comparado ao número de cientistas envolvidos no Proj. Manhattan. Tirando uns poucos físicos alemães e japoneses, todos os outros estiveram do lado dos aliados, inclusive alguns brasileiros. Poucos.

Willber Rodrigues
Visitante
Willber Rodrigues

Mas mesmo assim, Hitler considerava a física nuclear como física judia´´ , por isso ele desprezava esse conhecimento.
E lembrando que, se hoje uma arma nuclear é uma coisa extremamente complexa, imagina essa tecnologia na época.
Nenhum outro país do mundo tinha a grana e a infra-estrutura necessária pra esse empreendimento.
Jamais a Alemanha, combatendo em 3 fronts ( com o front oriental sendo um moedor de carne ) e com seu território sendo bombardeado dia e noite, teria recursos e, principalmente, tempo, pra isso.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Wilber. Acho que o contexto da bomba alemã seria esse mesmo. Acho que o problema de Hitler era que ele não entendia o seria uma bomba atômica. A visão estratégica dele era baseada na experiência da primeira guerra. O próprio Roosevelt precisou ser convencido da importância na nova tecnologia. Por outro lado,esmo se Hitler entendesse o significado de uma bomba atômica, a Alemanha não tinha recursos e pessoal para fazer uma bomba em menos do que 10 ou 15 anos.

BRUNO VINICIUS CAMPESTRINI
Visitante
BRUNO VINICIUS CAMPESTRINI

Felizmente os alemães nunca dispuseram de matéria prima o bastante sequer para rodar um reator nuclear. Faltava-lhes não só o urânio, mas também a água pesada.

Sidy
Visitante
Sidy

A falta do desenvolvimento de uma aviação de bombardeio estratégico foi um dos erros crassos da Alemanha na WW2. Faltou visão e sobrou gente que não entendia do assunto dando as ordens. Vide o caso bizarro do Ju-88… O OKL – Oberkommando der Luftwaffe, em função do sucesso do Ju-87 Stuka na função de bombardeiro de mergulho durante a Guerra Civil Espanhola, decidiu que o Ju-88 também deveria ser capaz de desempenhar tal função. Isto determinou a instalação de freios de mergulho e o reforço das estruturas alares, causando um grande aumento do peso e comprometendo sua velocidade e manobrabilidade.… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Os britânicos tinham um plano bastante elaborado para assassinar Hitler, quando o alto comando tomou a decisão de cancelar os preparativos. Concluíram que era melhor para o esforço de guerra manter ele lá, brincando de general e atrapalhando os planos das 3 forças…

Delfim
Visitante
Delfim

Este assunto – a falta de bombardeiros estratégicos pelo Eixo – rende muito.
O único que teve um bombardeiro digno deste nível foi a Itália, cujo Piaggio P-108 se revelou melhor que os FW-200 e He-177, mas foi fabricado em pequeno número. Se os alemães o fabricassem sob licença ficariam bem (ainda bem que não).
O Nakajima G-8N parecia muito promissor, mas foi desenvolvido no final da guerra e não passou de 1 protótipo.

Glaison
Visitante
Glaison

Esse avião é tão bonito, tão elegante.

Quanto a atacar os EUA, parece estranha a ideia. Chegar com bombardeiros do outro lado do oceano, sem escolta e enfrentar uma onda gigantesca de defesa aérea americana. Não sobraria nenhum que conseguisse chegar a costa.

Walfrido Strobel
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Walfrido Strobel

Os. eUA não esperavam este ataque, tinham muita defesa contra um ataque naval, principalmente de submarinos, mas não imaginavam ser atacados pelo ar na costa leste,

Augusto L
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Augusto L

Porque não havia ameaça.
Ou voce acha que se houvesse realmente uma capacidade Alemã de atacar cidades com bombardeiros, os EUA iam ficar parados ? Acha que eles não saberiam de tal bombardeiro?

Delfim
Visitante
Delfim

Foi Hitler que suspendeu o Me-264, sob a justificativa de que só atrairia a ira dos americanos. Estava certo. A USAAC (ainda não era USAF) só bombardeava alvos estratégicos na Europa. Não havia uma desculpa de legítima retaliação contra a população civil como defendiam Arthur “Bomber” Harris para os alemães e Curtiss LeMay para os japoneses.

LucianoSR71
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LucianoSR71

Vou dar meus humildes pitacos: 1-A Luftwaffe foi moldada como uma força tática p/ trabalhar em estreita relação c/ o exército. 2-Quando se vê o gigantismo do que foi o projeto Manhattan envolvendo milhares de engenheiros, técnicos e professores em indústrias e universidades, construção de laboratórios e usinas p/ produção de urânio enriquecido e Plutônio, percebe-se que a Alemanha esteve longe de produzir uma bomba compacta p/ ser levada por um bombardeiro de longuíssimo alcance que seria necessário p/ atingir NY e em tempo de utilização durante o conflito. 3-Seria praticamente impossível um plano desse ser viabilizado sem que nada… Read more »

Rene Dos Reis
Visitante
Rene Dos Reis

Acho que já vi um mapa parecido porem soviético, e acho que nos dias de hoje ainda continua sendo alvo.

Munhoz
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Munhoz

Não precisava atacar os EUA, poderia atacar Londres! Quem tivesse essa arma antes teria vantagem! No entanto tem um ponto de reflexão neste caso, na II guerra havia armas químicas e biológicas e não foram usadas pelos alemães, talvez pela experiência do próprio Hitler na I guerra, que considerava uma arma de covardia! O uso de uma arma nuclear poderia mudar esse conceito tanto na Alemanha como no Japão por exemplo e talvez seja por isso que os EUA só usaram no final da guerra, ou seja eles poderiam até ter antes uma arma desse tipo antes e não usaram… Read more »

LucianoSR71
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LucianoSR71

Alguns fatos:
-A 1ª detonação atômica ocorreu em 16/07/45, que um dispositivo de plutônio , como o do ataque a Nagasaki. Em menos de 1 mês, 06/08/45, a 2ª bomba seria detonada sobre Hiroshima ( c/ urânio ). Não havia como usar antes, nem que quisessem.
-Os japoneses utilizaram armas químicas e biológicas nas populações coreana e chinesas, além de testar em prisioneiros de guerra. Eles tinham um departamento muito bem equipado p/ isso ( Unidade 731 ) instalada na Manchúria e haviam vários planos p/ atacar os americanos c/ pulgas infectadas, por exemplo.

Sérgio Luís
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Sérgio Luís

Eles nem começaram a fazer a bomba e os bombardeios não passaram do projeto!
Nem a água pesada eles conseguiram!
Nem perto passaram!

Billy
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Billy

O perigo era acoplar um bomba atômica a um foguete que pudesse alcançar a America. Cientistas pra isso os Alemães tinham mas o cabo boêmio detestava a ciência “judia”.

sub urbano
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sub urbano

Não conseguiram fazer porque precisaram destinar todos os recursos para conter a inundação vermelha no Leste. A URSS foi o que pendeu a balança para os aliados. Sem ela Hitler teria invadido a América.

Renato Carvalho
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Renato Carvalho

Me explique como Hitler invadiria a América se ele não conseguiu invadir a Inglaterra que fica bem mais próxima? ? É cada uma que se lê por aqui!!

Camargoer
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Camargoer

Caro Renato. Quando as tropas alemãs chegaram ao litoral do Canal da Manha, estavam cansadas e precisavam tempo para manutenção dos carros de combate. Goring assegurou a Hitler que conseguiria forçar a Inglaterra a negociar a paz bombardeando as cidades. Hitler não queria invadir a Inglaterra, ele queria invadir a URSS. Contudo, a “Batalha da Inglaterra” fracassou quando Hitler mudou a estratégia inciando a Batalha do Atlântico que tinha o objetivo de pressionar a Inglaterra afundando os navios de transporte vindos do Canada e EUA. Além disso, Hitler constrói várias estruturas de defesa ao longo do litoral para impedir a… Read more »

Camargoer
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Camargoer

Caro Renato. Pensando no sentido contrário, a invasão da França levou mais de um ano de planejamento. Os aliados desembarcaram cerca de 150 mil tropas no litoral francês em poucos dias contra uma 50 mil tropas alemãs. Após Dunquerque, a Inglaterra tinha mais de 350 mil tropas em posição defensiva. Tenho a impressão que se a Alemanha tivesse tentado desembarcar na Inglaterra, os custos materiais e humanos teriam sido tão altos que inviabilizariam a invasão da URSS.

Madmax
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Madmax

O Eixo perderia a guerra de qualquer forma.
A única forma de vencer era destruir a União Soviética. Para isso o Japão teria que enfrentar os Russos com tudo que tinham e a Alemanha teria que ser liderada por Guderiam e não por Hitler.

Camargoer
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Camargoer

Caro Madmax. Acho um pouco difícil imaginar cenários alternativos ao passado. Mas você tem razão que a partir de 43/44 a guerra já estava perdida para a Alemanha. No livro no Evans, ele menciona que a nos anos finais da guerra, a Inglaterra, a URSS e os EUA produziam individualmente mais carros de combate que a Alemanha, que a partir de 44 começa a sofrer a falta de matérias-prima, principalmente o aço. Talvez no início da guerra, em 39/40 as maiores chances de vitória estavam com a Alemanha, que tinha um exército organizado e treinado e tinha a vantagem da… Read more »

William Duarte
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William Duarte

Quem esteve maie perto de um ataque ao continente americano foi o Japão, que projetou e construiu o I-400 Sen Toku, um submarino “porta aviões” com capacidade de lançar e recolher 3 hidroaviões. O projeto todo contava com a construção de 18 submarinos, somente 3 foram construídos. Estrategistas japoneses pensaram em usar um desses para usar a discrição do submarino e leva-lo aos EUA e dele realizar um ataque Kamikazi com armas químicas em um grande centro urbano Norte Americano. Segundo diz a história foi considerado radical demais e que mobilizaria o mundo todo contra o Japão visto a irreversível… Read more »

Defensor da liberdade
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Defensor da liberdade

Lindões esses bombardeiros alemães, verdadeiras obras primas desta nação que parece que nasceram para a engenharia. Se um plano desses tivesse dado certo, a guerra teria durado uma década ou mais.

Luiz Floriano Alves
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A bomba alemã era um projeto a base de urânio enriquecido. Isso demandava enormes investimentos na concentração do metal. A bomba projetada era do tipo pilha, neutralizada por querosene. Cerca de 530 kg. de urânio concentrado, disposto em pratos, separados por querosene (moderador). Ao impacto estes pratos se uniam criando a massa crítica, junto com a explosão de carga de reforço. A bomba tosca, enfim. Se iria funcionar…não se sabe. Mas a julgar pelo gabarito dos cientistas, algo aconteceria. No mínimo a bomba suja.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Luiz. A vantagem da bomba de urânio é sua simplicidade, se comparada com a bomba de plutônio. O modelo dos EUA eram duas massas separadas, uma sendo o alvo e a outra o projétil. Quando o projétil de urânio era acelerado contra o alvo de urânio, no choque da duas partes era formada a massa crítica que detonava a explosão nuclear. A arma de urânio nem foi testada antes pela certeza que se tinha em seu projeto. O arranjo em pratos também e viavel. O problema era conseguir suficiente minério de urânio para ser enriquecido. Essa etapa e tão… Read more »

Thiago Telles
Visitante
Thiago Telles

E quantidade de energia elétrica necessária para separação do material enriquecido era ou é absurda. Salvo engano no projeto Manhattan usou se eletromagnetismo para o enriquecimento e nao centrífugas tal como hj em dia. Me corrijam aí os mais entendidos nos detalhes. Alemanha dificilmente conseguiria meios para isso.

Plinio Jr
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Plinio Jr

Os nazista de posse de algo similar a bombas atômicas , os alvos mais óbvios seriam a Inglaterra e a URSS.

Camargoeri
Visitante
Camargoeri

Caro Plínio. O alvo seria apenas a URSS. Os alemães esperavam que a Inglaterra apoiasse a guerra contra os soviéticos. A guerra contra a França e Inglaterra foi uma acidente na estratégia alemã. Por outro lado, o inimigo ideológico dos nazistas eram os bolcheviques. Caso a Alemanha tivesse desenvolvido uma arma nuclear, eles a teriam lançado sobre Moscou ou sobre Stalingrado ou Leningrado.

Plinio Jr
Visitante
Plinio Jr

Camargoeri , isto dependeria de uma serie de variáveis, é do conhecimento de todos que Hitler em seus devaneios queria lutar até o fim (e assim o foi), a probabilidade de negociar com as aliados era muito remota por parte dele, mesmo esta situação sendo defendida com unhas e dentes por todo o seu staff, enquanto ele estivesse no poder, tendo posse de tais armas, a Inglaterra correria sérios riscos e claro, os soviéticos já estavam credenciados a isto.

Paulo
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Paulo

Até hoje não entendi por quê investir no Bombardeio dos EUA via aviões (se não me engano existiu também um projeto de bombardeiro sub orbital, vulgo “pássaro de prata”) quando eles poderiam ter dado um graninha à mais por Wernher von Braun colocar uma V4 na cabeça do pessoal de Washington? Já dominavam todo o cálculo do que seria necessário para colocar em órbita um objeto e fazê-lo “cair” num determinado ponto da Terra! (vide o “Silbervogel” supra citado)