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LAAD 2019: FAB firma acordo com a Rockwell Collins para investimentos no Brasil

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A suíte aviônica do KC-390 Pro Line Fusion, da Rockwell Collins

Contrato offset prevê investimento em desenvolvimento de sistemas, capacitação de profissionais e fabricação de artefatos

A Força Aérea Brasileira (FAB) assinou nesta quarta-feira (03/04) um acordo de compensação ligado ao KC-390 para investimentos no setor aeroespacial do Brasil. Em contato feito durante a LAAD 2019 Defence & Security, a Rockwell Collins, empresa responsável por componentes da nova aeronave multimissão da FAB, se comprometeu a investir no desenvolvimento de sistemas, capacitação de profissionais e fabricação de artefatos – em sua maioria, ligados à manutenção do KC-390.

“A empresa trabalha com sistemas aviônicos da aeronave, e por isso eles estão capacitando empresas nacionais para fazer o apoio e a manutenção desses sistemas no futuro. O contrato offset visa a compensação de grandes investimentos feitos envolvendo empresas internacionais. O país busca um retorno para a economia do país, para que o contrato traga benefícios para o Brasil”, afirma o Chefe da Subdivisão de Acordos de Compensação da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Tenente-Coronel Intendente Rodrigo Antônio Silveira dos Santos.

Representando a FAB, o Presidente da COPAC, Brigadeiro do Ar Marcio Bruno Bonotto, firmou o contrato com a empresa. O acordo prevê também um investimento distribuídos entre diferentes regiões do Brasil: os beneficiários serão empresas situadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

O Tenente-Coronel Silveira explicou como são caracterizados os contratos offset. “Existem dois tipos: o direto, que visa uma compensação envolvendo especificamente o produto adquirido, ou o offset indireto, que visa a capacitação nacional para outros serviços não relacionados à compra específica. A compensação pode ser industrial [investimento na indústria nacional], comercial [outras transações] e tecnológica [fomento de institutos de tecnologia e transferência de conhecimento]”, explicou.

Embraer KC-390
Embraer KC-390

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Paulo costa
Paulo costa
1 ano atrás

Não sei qual seria esse valor de offset nem que tipo contrato a FAB assina por ai, mas se talvez teria sido mais útil utilizar se possível esses recursos na modernização dos nossos A1-AMX para dar uma extensão na vida útil dos mesmos.
Afinal, não tem como saber se vira ou nao um 2°lote de Gripens um dia.

Claudio Luiz
Claudio Luiz
Reply to  Paulo costa
1 ano atrás

O segundo lote virá em continuação ao primeiro.

Cássio Silva
Cássio Silva
1 ano atrás

Qualquer nível de transferência tecnológica e aprendizado nesses sistemas é válido para nosso país. Jovens do Brasil, estudem!

Leonardo
Leonardo
1 ano atrás

Fab tem que diversifica fornecedor de caça !

Fligth_Falcon
Fligth_Falcon
Reply to  Leonardo
1 ano atrás

Diversificar?
Foi difícil ter um fornecedor, ainda mais dois.
Imagine logística a ser implementada.
Sem chances nesse momento para fazer isso.
Só se pegarem o Dimensão 22 e jogar fora.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Leonardo
1 ano atrás

Brasil fez certo. Agora é nacionalizar o máximo q puder

Housemaq
Housemaq
1 ano atrás

“fabricação de artefatos”
Isso é um trabalho para Mulder e Scully!

Silvedte
Silvedte
1 ano atrás

Existem pessoas que pelo ideologismo macabro acha que a aproximação brasileira com USA traz submissão ao povo brasileiro e que com países como Cuba, Venezuela,Angola ,dentre outros da mesma linha,traz benefícios para o Brasil.

Denis
Denis
Reply to  Silvedte
1 ano atrás

Sou uma dessas pessoas, e apresento um motivo bem simples: USA nunca confiaram no nosso país. Exemplo 1: os embargos ao desenvolvimento do setor espacial brasileiro, mesmo sabendo que o Brasil está a mais de um século em paz com os seus vizinhos, é signatário de um acordo de não proliferação nuclear, e sempre quis fazer acordos com eles, USA. Exemplo 2: a espionagem que o governo dos USA fizeram em nosso país no início desta década. Exemplo 3: a implicância que eles têm a respeito da nossa soberania sobre a Amazônia. Pronto, os argumentos estão aqui, e são lógicos… Read more »

José Nivaldo
José Nivaldo
Reply to  Denis
1 ano atrás

Creio que haja desconfiança pra onde o Brasil vai pender. Ficar em cima do muro tem suas consequências. Creio que a partir de agora com a diminuição do anti americanismo e o anti ocidentalismo as coisas mudarão. Por outro lado os americanos levantaram a China e hoje estão com um baita problema. O Brasil poderia tomar parte do lugar da China no fornecimento pra os EUA.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Denis
1 ano atrás

Denis, também não é bem assim. Existem bons motivos para esse tipo de comportamento. Se olharmos friamente, e com o máximo de afastamento possível, podemos concluir que o Brasil simplesmente não é estável para um tipo de comprometimento de longo prazo. Não digo instável no sentido de que poderemos ‘perder nossa democracia’ ou coisa parecida, até porque mostramos que podemos botar quem quisermos no poder e não há nenhum perigo, a meu ver, de acontecer algum golpe militar no Brasil, mas não temos políticas de longo prazo. Não há continuidade alguma nas políticas internacionais do Brasil. Hoje, temos um governo… Read more »

Marcelo Mariano,
Marcelo Mariano,
Reply to  Leandro Costa
1 ano atrás

É isso mesmo Leandro. Nos acostumamos a, no máximo, elaborar e tentar implantar políticas de governo. Falta política de Estado.

Marcos10
Marcos10
1 ano atrás

KC390
#001 perdido em acidente
#002 protótipo em uso
#003 aeronave de série em substituição do 001

#007 aeronave de série na fase final de montagem
Pergunta: #004, #005 e #006 estão prontos e aguardando alguma certificação adicional?