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Airbus e Dassault em parceria de dois anos de estudo de arquitetura do SCAF/FCAS

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FCAS da Dassault
Conceito do SCAF – Système de Combat Aérien Futur da Dassault

Por Giovanni de Briganti

PARIS — A França e a Alemanha concederam em 31 de janeiro um contrato de dois anos e 65 milhões de euros com a Airbus Defence and Space e a Dassault Aviation para definir a arquitetura geral e a organização industrial de sua aeronave de combate de próxima geração de acordo com altos funcionários franceses.

O contrato inicia o novo sistema de combate, conhecido na França como o Sistema de Combate Aéreo Futuro (SCAF – Système de Combat Aérien Futur) e em inglês como o Sistema Futuro de Combate Aéreo (FCAS – Future Combat Air System), e foi concedido pela agência francesa de defesa DGA, atuando em em nome de ambos os governos, à Airbus e à Dassault como co-contratadas. Seu custo de 65 milhões de euros é dividido entre os dois países em uma base 50-50.

O contrato será anunciado oficialmente na quarta-feira, 6 de fevereiro, em Gennevilliers, perto de Paris, quando a ministra das Forças Armadas da França, Florence Parly, e sua colega alemã, Ursula von der Leyen, visitarão uma fábrica de Safran e testemunharão uma Carta de Intenções entre Safran e MTU Aero Engines no programa SCAF. Os ministros também visitarão o centro de pesquisa da PFX, onde a Safran está desenvolvendo palhetas de alta tecnologia para turbinas avançadas.

Ninguém estava disponível para comentar no Ministério da Defesa alemão. A Dassault Aviation direcionou a consulta ao Ministério das Forças Armadas, enquanto um porta-voz da Airbus Defence and Space disse que “na reunião do ministro no final de novembro, ambos os países comunicaram que a Airbus e a Dassault são ‘indicadas'” e negaram qualquer alteração de compartilhamento de trabalho.

Na verdade, seu status de co-contratante é limitado ao estudo de arquitetura e não modifica os papéis de liderança: a França liderará o projeto New-Generation Fighter, bem como o Sistema de Arma de Próxima Geração do qual é um componente, com a Dassault como líder industrial e a Airbus como parceira júnior.

Conceito do FCAS - Airbus
Conceito do FCAS – Airbus

A Airbus será responsável pelo Future Combat Air System, que integrará o NGWS com outros ativos de aviação e espaço interconectados.

Em troca, a Alemanha conduzirá o projeto do drone MALE Europeu e os Sistemas de Patrulha Marítima 2030 (ambos com a Airbus como líder da indústria) e o Sistema Futuro de Combate Terrestre bilateral, com a Rheinmetall ou KNDS como líder industrial, que substituirá o MBT Leopard 2 da Alemanha e o MBT Leclerc da França.

O contrato de arquitetura de 31 de janeiro dá início oficialmente ao projeto bilateral, que foi acordado pelo presidente francês Emmanuel Macron e pela chanceler alemã Angela Merkel em julho de 2017 e posteriormente firmado por um MoU entre seus dois ministros da Defesa e outro entre a Airbus e a Dassault, ambos assinados no Berlin Air Show em abril de 2018.

Em novembro, os dois ministros se reuniram novamente em Paris para preparar o trabalho para o contrato de 31 de janeiro.

O próximo passo, marcado para o Paris Air Show em junho, será a concessão de contratos para a Dassault e a Safran para projetar e construir demonstradores de tecnologia para a NGF e seu motor.

Future Combat Air Systems (FCAS)
Future Combat Air Systems (FCAS). Clique na imagem para ampliar

Arquitetura geral do SCAF/FCAS

Desde que o programa foi confirmado em abril, a arquitetura geral não mudou muito: a Dassault, com a Airbus D&S como parceira júnior, liderará o programa Next Generation Weapon System e seu principal componente, o New-Generation Fighter (NGF). Também desenvolverá, juntamente com o seu ambiente de apoio imediato que inclui wingmen não tripulados, caças legados como o Rafale-X e Eurofighter, aviões-tanque e aeronaves AEW&C.

A França também liderará o desenvolvimento dos motores do New Generation Fighter, que serão liderados pela Safran Military Engines com a alemã MTU Aero Engines como parceira júnior.

A Airbus DS, por outro lado, assumirá a liderança para a rede de sensores e sistemas nos quais o NGWS será integrado – o Future Combat Air System – e que está previsto como uma rede integrada de ativos espaciais, aeronaves tripuladas e não tripuladas, mísseis e outros ativos ISR e EW gerenciam a guerra aeroespacial.

Ainda há muito a ser decidido em termos de quais ativos serão combinados no SCAF/FCAS; a definição de suas missões e, portanto, seus requisitos técnicos, bem como quem os projetará e produzirá. Esses sistemas variam de mísseis a satélites, a radares baseados em terra a outros sensores, a elaboração de ordens táticas e estratégicas de batalha e a sua fusão em um quadro operacional comum. Este aspecto do trabalho de desenvolvimento também será liderado pela Airbus.

Conceito do SCAF – Système de Combat Aérien Futur

FONTE: Defense-Aerospace.com

87 COMMENTS

    • Pois então quando há matéria sobre esse projetos sempre tem os gente de pouca fé, ao que parece França e Alemanha vão se estreitando nas articulações para não ficarem refém tecnológicos do EUA, na produção de caças de nova geração.

      • França e Alemanha tem em comum que hoje sao governados por globalistas que desejam a todo custo seu exercito europeu mas se o governo mudar em qualquer um dele esse projeto vai como se diz … ir pelos ares kkk

        • O fato, além da questão militar, é que as duas maiores potências europeias deram adeus a qualquer pretensão americana de vender o F-35 para elas.
          Desse modo, resta aos americanos vendas marginais pára países que queiram torrar seus orçamentos na aquisição e manutenção de um equipamento que apresenta resultados, no mínimo, duvidosos.

  1. A França passou 50 anos tendo como linha de frente aeronaves monomotoras simples e eficientes. Funcionou muito bem para eles, pois as vendas externas ajudaram muito a própria França na manutenção da sua frota e no desenvolvimento de novos substitutos.

    O alemães, assim como boa parte dos operadores de F-104, ficaram com um gosto amargo na boca e nunca mais quiseram saber de monomotores baratos.

    Os Ingleses se estreparam com o Lightning e depois cometeram o mesmo erro com o Tornado, que assim como seu antecessor tinha, a grosso modo, tamanho, peso e preço de caça pesado, mas capacidade de combate de caça monomotor leve (no caso, o formidável F-16).

    Depois do desastre financeiro que foram os Rafale e Typhoon, parece que os europeus estão prontos para pular na mesma tola corrida de construir um caça grande e sofisticado com os americanos, porem, sem o dinheiro para bancar a brincadeira.

    Existe uma máxima que diz que o custo dos caças sobe tanto de uma geração para outra, que chegará o dia que as forças só poderão custear uma única unidade, mas essa será tão poderosa que terá a capacidade de destruir sozinha, todas as aeronaves da força inimiga.

    Ficarei surpreso se franceses e alemães puderem, no final da produção, comprar mais de 100 unidades cada um desse projeto aí.

    • A segunda parte dessa máxima não tem a mínima plausibilidade. Uma única unidade, por mais poderosa que seja, sempre está sujeita a inúmeros riscos, não apenas do campo de batalha, mas de diversos outros campos, como erro humano, falha de sistemas (não existe confiabilidade 100%), de materiais, e, principalmente, colapsos financeiros.

      • O que – aparentemente – vai acontecer é a desistência das nações de projetos de caças stealth tripulados. Nem EUA, nem Rússia, nem os demais países europeus poderão segurar a peteca por muitas décadas. O custo é alto demais. O fato dos EUA investirem tanto em novos contingentes de Super Hornets e F-15 demonstram claramente, para mim, que o Tio Sam já começa a dar sinais de cansaço. A Rússia também, já que as encomendas do Su-57 são irrisórias. Acredito que ambos só continuam bancando seus projetos porque já investiram muito, e também não querem perder a pose, pois ficaria feio diante dos rivais. Talvez só a China consiga surfar por algum tempo a crista desta onda.

  2. Olha, é bastante coragem os dois sozinhos…. mas se der certo pode ser m bom caça, o problema vem depois, o custo de operação, ou fazem algo como os suecos pensando em baixo custo ou vai ser como a atual frota de Typhoon com disponibilidade as vezes de 1/3.

  3. Agora é só esperar as brigas começarem, motivadas pela empáfia francesa e o seu desejo de empurrar goela abaixo dos alemães os seus próprios requisitos e exigir dos teutônicos que preencham o talão de cheques. Tudo isso sem qualquer experiência com aeronaves furtivas.

    Vou ali pegar o refri, um X-Salada e batata frita para assistir o circo…

    • Tireless teu comentário é perfeito só erra na parte de não ter experiência em aeronaves furtivas, eles já tem o Neuron que é furtivo, inclusive o Neuron tem parte britânica, mas o desenho Dassault, os Franceses pularam fora do EF 2000 e vão deixar os alemães sozinhos de novo……. Alemanha não tem dinheiro para as FAs imagina bancar um caça no estado da arte sozinha, e a França que teve que entregar um poucos caças ao ano para linha do Rafale ficar aberta.

      • Não! afinal o F-35 não depende desses dois para vender muito como está vendendo. E ainda está sendo usado em combate pela Heyl Ha’Avir para desgosto dos prepostos do regime iraniano na Síria.

        O problema é que eu tenho o mau hábito de conhecer história, e essa é implacável em mostrar que foi exatamente isso que aconteceu pois os franceses quiseram empurrar goela abaixo de britânicos, alemães, italianos e espanhóis os seus próprios requisitos. O resultado: Rafale e Typhoon em campanhas de vendas fraticidas

          • Entubação foi o que a Dassault tentou sem sucesso fazer na Bélgica usando as mesmas palavrinhas surradas usadas no Brasil e na Índia tais como “parceria estratégica”, “cooperação de longo” prazo e por aí vai! E o Premier belga ficou tão incomodado que veio a público afirmar que os franceses sequer afirmaram qual seria o real custo unitário e de operação do avião.

          • Nem fanboys nem esquerdistas. Só acho que ta na hora de a Europa seguir seus próprios passos na busca de soluções pra sua defesa e acabar com a dependencia e intromissão norte-americana

          • Os europeus não conseguem se entender há pelo menos mil anos e você acha que vão conseguir ter suas próprias soluções no campo da defesa? Ademais depois de serem salvo duas vezes de serem aniquilados (e de se matarem mutualmente) pelos EUA eles têm mais é que aceitar a presença norte-americana no continente, ainda mais com o crápula que está ocupando o Kremlin hoje em dia.

          • A contribuição da força expedicionária francesa, embora importante, não foi o fator determinante para a vitória da revolução americana. Ademais os norte-americanos não salvaram os franceses apenas uma vez mas duas sem falar é claro de outros “pequenos” favores ao longo do tempo tal como na intervenção da Legião Estrangeira em Kolwezi, oportunidade em que foram transportados até o então Zaire pelos C-5 e C-141 da USAF e na operação dos Rafales da Aeronavale nos CVNs da US Navy quando o CdG está docado para reparos.

            Tem certeza que os gauleses estão quites com a América?

          • Sim, mais vale a luta pela liberdade de seu próprio país do que uma revoltazinha num buraco qualquer do terceiro mundo.

          • Pela sua “régua” os norte-americanos continuam em vantagem visto que devolveram a liberdade aos franceses não uma mas duas vezes. E por mais que turma sedizente “libertária” não tenha capacidade cognitiva para compreender a geopolítica o fato é que intervenções como a realizada em Kolwezi, localizada em uma província congolesa riquíssima em recursos minerais, não apenas se justificam como passam bem longe de serem “revoltazinhas” em países do terceiro mundo.

          • Você está olhando apenas para a parte militar, mas e a financeira? A França se endividou aos montes para oferecer empréstimo aos independentistas, ou tu acha que eles fizeram abracadabra alakazam e surgiram navios, canhões e mosquetes nas mãos dos americanos?

          • O grosso dos recursos foi bancado pelos próprios colonos, que ganhavam muito dinheiro com o comércio triangular. Aliás foi justamente a pujança da colônia que atraiu a cobiça da Coroa britânica, que começou a tributá-la pesado gerando descontentamento ( e a famosa “Boston tea party”) e por fim a declaração de independência

  4. Destaque para a ausência dos britânicos, graças ao Brexit. Os políticos ingleses não descansarão enquanto não destruírem totalmente sua indústria de defesa

    • Não há ligação simplesmente com o Brexit.

      Seria realmente difícil os britânicos concordarem, por exemplo, com a liderança da Dassault no projeto. Menos ainda com a Safran desenvolvendo os motores.

      A Alemanha concordou em ser “parceira júnior” neste projeto, para liderar o projeto do MBT e do drone MALE.

      Por outro lado, vale lembrar que algumas informações dão conta de que a indústria britânica detém 15% de participação na “produção” do F35, o qual, apesar dos problemas noticiados, já é uma realidade, ao contrário do conceito FCAS.

      • Exato! Os britânicos não apenas são responsáveis por 15% do projeto do F-35 (são o único parceiro level 1 do programa) como também fizeram uma série de protótipos de aeronaves furtivas como é o caso do BAe Replica e mais recentemente do BAe Taranis. Aliás o conceito BAe Tempest, destinado a produzir um substituto para o Typhoon, está bem à frente das maquetes franco-germânicas.

        • Esqueça o F-35. A L.M. está querendo fazer um roadshow para tentar desencalhar a mercadoria. A própria USAF está voltando ao velho F-15, agora na versão ‘X’ .
          O fato é que sem as vendas ao Governo dos EUA, a LM estaria em péssimos lençóis.
          E, agora, temos o tiro de misericórdia, com fato as duas maiores potências européias desenvolvendo seu próprio projeto.

          • Você está no perigoso terreno da auto-enganação, que leva as pessoas a ignorarem por completo a realidade e os fatos. E esses são impiedosos, inclementes e teimosos em mostrar que não apenas o F-35 é um sucesso comercial e já usado em combate (para azar os prepostos de Teerã na Síria) como também que franceses e alemães têm apenas uma ou mais maquetes.

            Enquanto isso GB, Noruega, Dinamarca, Itália, Holanda, Bélgica e outros adquiriram o F-35. E o emprego bem sucedido do avião pela Heyl Ha’Avir vai aumentar ainda mais esses números. Aceite.

    • Talvez você não tenha acompanhado como foi o processo no Reino Unido mas houve um plebiscito em que a população assim escolheu e os políticos estão seguindo a escolha do povo…

      • Talvez você não saiba, mas o plebiscito foi proposto por um político, não era nada obrigatório. Foi um lance demagógico que vai custar muito caro. Mas, como você mesmo disse, eles quiseram assim, então que arquem com as consequências

        • No final de tudo, o Reino Unido sairá mais forte, sempre foi assim e sempre será, os novos adversários agora são a China e a Russia, com todo o seu poderio bélico, saindo a UE, o Reino Unido vai se aliar mais ao EUA, Canada e Austrália, como sempre foi, portanto os Europeus que ficarem na UE é que podem perder essa corrida, o Mundo mudou, a UE foi eficaz para combater a URSS e como bloco economico unitário competitivo aos EUA + Japão, mas o mundo mudou, agora têm China + India na jogada, além de não conseguirem integrar a Turquia, ficou evidente que seria uma União condenada ao fracasso, se a Turquia entrasse , tenho a Certeza que o Reino Unido nunca sairia, o povo britâncio não é isolacionista como muitos dizem, é um povo que convive com várias nações, mas ficaram irritados pelo simples facto de toda a Imigração na Europa ter como destino final o Reino Unido (Romenos, Polacos, Ulcranianos, Russos) , quase todos os povos do leste Europeu tentaram emigrar para o Reino Unido, e lá encontrar novas oportunidades, mas isso deixou muitos dos nativos de lá sem empregos, o que gerou descontentamento na população, e politicos oportunistas e populistas aproveitaram isso para semear o caus com o Brexit, mas lembro a todos que as maiores revoluções acontessem quase sempre no Reino Unido ( revolução industrial, criação dos EUA) , os unicos grandes eventos que não foram lá foram a revolução francesa e a criação da URSS, o resto tem sempre dedinho inglês… O inglês é hoje o idioma mais procurado do mundo, eles têm que sair da UE para formar um bloco com o EUA e combater o crescimento da China.

          • O nome disso é democracia e, como já dizia o velho Leão Churchill, é o pior sistema fora todos os outros! Agora quem quiser fazer suas apostas em autocracias, regimes totalitários e fascistas vá em frente…..

          • Acordem a UE é pura e simplesmente para satisfazer os desejos gananciosos das multinacionais, inclusive americanas. O cidadão contribuinte, é só massa de manobra na visão dos gestores dessas empresas e fonte de dinheiro através do consumo.
            A UE nunca foi pelas pessoas, pelos cidadões, pelo fim das guerras, ou qualquer outra coisa que forem inventar que não seja menos despesas para as multinacionais com RH e mais lucros.
            Uma única fábrica em um único país distribui em todos da Europa. Os outros deixam de ter sua fábrica gerando postos de trabalho.

            E isso é a palhaçada de Mercosul também. Pura e simplesmente para satisfazer a vontade das multinacionais “patrocinadoras” das campanhas dos políticos que se “esforçaram” pelo Mercosul.
            Moro na Fronteira do RS e afirmo com conhecimento de causa que só quem se beneficia com essa palhaçada são as multinacionais que produzem no Brasil e mandam p/ os outros países sem impostos e trazem produtos dos outros integrantes do bloco sem nenhum imposto, se beneficiando sempre de leis e insumos que protegem este ou aquele produto.
            Essas empresas chegam a exportar um produto que chega a Buenos Aires e só troca de caminhão e volta para o Brasil com outra documentação como se fosse exportado novamente, qualquer caminhoneiro sabe disso.

          • Acredito que o componente econômico foi o catalizador da UE porém o fato concreto é que crise ( trabalho x emprego ) por lá é atenuadas com políticas públicas, ou seja para poder ter acumulo de crédito é preciso que os cidadão de olhos e pele clara tenham renda e a desigualdade fique dentro do limite do tolerável.

      • Isso ai não vai dar em nada, no final os americanos vão aparecer e oferecer parceria no próximo caça de sexta geração deles e o Tempest vai para o mesmo lugar que foi o Bae replica (suposto caça de quinta geração britânico), ou seja, vai parar na lata de lixo

        • O BAe Replica nunca teve qualquer pretensão de ser um avião a entrar em serviço mas sim foi um estudo para se determinar características furtivas. E tanto não foi “para a lata do lixo” que terminou por influenciar no desenho do F-35, especificamente da fuselagem traseira do avião.

    • Qual País em sã consciência deixaria de participar de um grupo econômico? Há motivos reais que acabam de certa forma dando razão aos Britânicos (menos a Irlanda romana ), afirmo sem medo de errar que os Ingleses tentam uma reação contra uma invasão disfarçada de imigração humanitária, eles não querem se submeter ao suicídio econômico e cultural que está passando boa parte da Europa continental e quem viver verá uma Bretanha fazendo acordos unilaterais sem depender das regrinhas da nova ordem mundial , verão certamente seus vizinhos entrarem em uma situação calamitosa seguida de uma guerra generalizada , portanto há coisas mais importantes do que acordos comerciais , a independência e sobrevivência da nação e antes que os idiotizados questionem eu vou lembra-los que a amada mãe Rússia nunca aceitou as ofertas europeias que pudessem representar ameaças para sua soberania , portanto não será uma perda de oportunidade que arruina-ra a GB . Petebas não entendem isto , deve ser o óculos de couro atrapalhando a visão periférica.

      • As nações da Europa oriental que estão se associando a CE colocaram restrições sérias a respeito da invasão e aculturação de seus povos , em 30 anos veremos gays socialistas sendo jogados de prédios ou enforcados , coisas corriqueiras na África e OM .Mas creio que os Britânicos acordaram tarde . Por ironia o socialismo promoveu a invasão no berço do socialismo e serão exterminados lá, no berço do socialismo . Vai ser interessante implantar a teoria de gênero para os muslins kkkkkkkk

  5. O grande desafio será controlar os custos. Não parece crível que França e Alemanha possam adquirir mais do que 100 unidades cada um, principalmente a Alemanha. Mas não tenho dúvidas de que será superior a qualquer outro caça atual. Resta saber se será um 5.5G ou um 6G de fato.

    • Esse é o desafio de todo grande projeto de defesa atualmente, e isso não se restringe a projetos europeus, talvez o que dificulte um pouco mais as coisas por lá seja o ego inflado deles em estar mais preocupados de conseguir a maior parcela do projeto para as suas próprias industrias do que dividir o projeto entre eles de forma realista para que o produto tenha um preço competitivo

    • Ricardo,

      Se o projeto efetivamente prosperar, se a França contratar uma centena de unidades, a Alemanha certamente comprará menos. Já está como parceira júnior….

    • Não há dúvidas que caso não ocorra problemas administrativos ou políticos , este projeto seja algo extraordinário, ninguém coloca em dúvidas as capacidades f4ancesas e alemãs, grana e conhecimento eles possuem de sobra .

  6. Achei o o conceito da Dassault bem mais ambicioso, e o da Airbus bem mais pé no chão. A vantagem da proposta da Dassault é que ela esta seguindo um conceito parecido com o dos americanos para caças de 6 geração, portanto deve ser um projeto bem mais caro e complexo de ser posto em pratica, já o projeto da Airbus parece um conceito muito mais de 5 do que 6 geração, mais simples e talvez mais barato de ser posto em pratica

  7. “Os Ingleses se estreparam com o Lightning e depois cometeram o mesmo erro com o Tornado, que assim como seu antecessor tinha, a grosso modo, tamanho, peso e preço de caça pesado, mas capacidade de combate de caça monomotor leve (no caso, o formidável F-16).”

    Não entendi…😵😵😵😵😵😵😵😵😵

    • Sérgio, o Lightning não requer muita explicação, mas eu sabia que o Tornado iria causar alguma polêmica 🙂

      No final dos anos 1960, a Holanda caiu fora do grupo que eventualmente projetaria e construiria o Tornado.

      Multi Role Combat Aircraft, MRCA, era o nome do projeto que no fim viu apenas Reino Unido, Alemanha e Itália construírem o que deveria ser uma aeronave multifuncional, mas que na prática acabou sendo um caro mini-F-111.

      Ai eu pergunto: operacionalmente falando, o que perdeu a Holanda ao não comprar o Tornado? Alcance, carga paga? Nunca vi um Tornado levando uma carga de combate (combate, não configurações para aparecer bonito em fotos de propaganda) que não fosse confortavelmente transportável pelo F-16.

      Veja que o Tornado sempre está com as asas ocupadas com 2 tanques, além de 2 estúpidos casulos de guerra eletrônica e lançadores de C&F. Coisa que o F-16 leva no pilone central, já os despistadores são orgânicos.

      Então o que resta? Os 3 pontos duros abaixo na fuselagem, que operacionalmente nunca levam nada extraordinário. Os pontos intermediários das asas do F-16 estão tensionados para ~1.500 kg cada um.

      Depois, qual a capacidade de defesa do Tornado se atacado por um MiG-29 ou Su-27? Nenhuma. Nem vantagem de velocidade ao nível do mar ele tem sobre os caças soviéticos.

      Para mim, a Holanda, junto com os outros 3 países, compraram um caça completo e à frente do seu tempo. Os britânicos, alemães e italianos ficaram sem nada para se opor aos novos caças soviéticos até a chegada do Typhoon em 2005.

  8. Queria eu participar da elaboração desse conceito inicial.
    O que se busca?
    Mais um avião de caça, só que stealth?
    O que vai diferencia-lo dos demais caças existentes?
    Será hipersônico?
    Sua furtividade será baseada em forma e tinta stealth?
    A tinta larga rápido?
    Poderia ser stealth para radares de baixa frequência?
    Teria um sistema propulsor revolucionário?
    Que não produz calor?
    Levitação magnética?
    Suas baias de armas seriam maiores do que as dos demais caças stealth?
    Como evitar os percalços do F 35?
    Seria ótimo abrirmos o debate aqui de alto nível.
    Nós mesmos fazermos esse desenvolvimento.
    Os governos pagam para as empresas fazerem esse rascunho inicial.

    • Nonato,
      Algumas perguntas eu posso responder.
      1- sua baia de armas será maior? Não! Não há necessidade. O F-35 leva 2,5 t de armas internas e já está de bom tamanho.
      2- Como evitar os percalços do F-35? Fazendo como os russos e chineses fazem: mentem e só divulgam o que lhes interessa.

      • Destaque positivo para o item número 2!!!
        Li em algum lugar que a tinta é responsável por aproximadamente 10% da capacidade stealth e que o formato e menos obviamente a precisão da junção entre as peças da fuselagem são os pontos chaves!

    • Nonato.
      Esse projeto europeu será para os europeus.
      Assim, espera-se que tenha um mercado mais ou menos cativo.
      Desta forma, os EUA terão um abacaxi de US$ 1 trilhão para descascar, haja vista que seu mercado potencial diminuirá visivelmente.
      Mesmo porque, não será vendendo meia dúzia para Singapura, Japão e Coreia que o projeto irá se pagar.
      Em tempo. Parece que a USAF vai redobrar suas apostas no F-15 o que é um duro golpe neste malfadado projeto do F-35.

  9. Depois da China quem mais rouba tecnologia de ponta dos EUA? a França, eu acho isso muito feio, mas por mim o Brasil seria o 1°, acredito que saia algo furtivo desse avião, até pq a Dassault fez o Neuron, que parece o RQ170 só que maior, e mais gordo, então base eles já tem, só que tem uma coisa, a França penou com o Rafale, vai penar com esse avião também, a arrogância vai fazer eles deixarem os Alemães na mão, ou a Alemanha vai pular fora, uma dessas coisas vai acontecer, Alemanha não tem dinheiro para manter uma prontidão boa, e vai se meter nesse projeto que promete ser superior ou igual ao F35, aja dinheiro, o único projeto multinacional de caça de última geração que percorre sem tantos problemas entre os parceiros é o F35, o PAK FA foi quase que abandonado pela India, o KF X, sofreu com falta de tecnologia da Coreia do Sul e falta de dinheiro da Indonésia, o Irã faz uma maquetes e diz que voa, China fez o J20 e mas não sabe ainda fazer motor decente para o avião tendo que usar Russo, parece já botaram um nacional, e vai saber que problemas aquele caça enfrentou ou enfrenta, e seus custos, pois a China não divulga nada! ( e não venha me dizer igual o xings que não teve erro, todo projeto de ponta da área militar enfrenta sim problemas) ou seja caça de 5° G é caro, trabalhoso, e pode ser um buraco negro, de recursos para seus financiadores.

  10. Este será o concorrente do “Deus Vivo” !
    A Ângela Merkel tem razão em não querer o F-35!
    Imagine! Toda missão realizada por todos F-35 vendidos pelo mundo afora enviam toda telemetria pós missão para o pentágono!
    Ou seja total falta de soberania!

    • Arrisca o seu celular enviar todos os seus dados para a empresa que o produziu: Apple, Samsumg, Asus, Motorola, Huawey… isso aí não é uma falha do F-35, é uma decorrência da fé cega na informática.

  11. Será que a humanidade chegou num ponto onde os avanços tecnológicos são tão caros que se tornam inviáveis? Que passaremos a ter pequenas evoluções apenas na tecnologia de ponta pois grandes evoluções/revoluções são caras demais?

  12. A Dassault tem total capacidade de projetar e produzir uma aeronave stealth, isso é um fato, discordar disso é uma questão ideológica, apenas isso, o único problema na minha opinião, será a questão financeira, projetar e construir um caça stealth de última geração não sai barato.
    Até a China com seu J-20 supostamente stealth já preocupa os americanos, obrigando-os a fazer um mockup em tamanho real para estudos, aí o pessoal vem me dizer que a Dassault não tem capacidade, tá bom…
    https://www.dassault-aviation.com/wp-content/blogs.dir/2/files/2017/11/DA00015270_S.jpg

    • A capacidade stealth per se não é problema. Até porque o Rafale já incorpora elementos que o tornam um caça com observabilidade baixa (LO). Há um salto para a capacidade de observabilidade muito baixa (VLO), mas não acho que eles teriam grandes problemas com isso.

      Mas este é um dos aspectos da geração 5 e é a soma destes aspectos que classifica efetivamente um caça nesta geração. De novo, não duvido que a indústria francesa tenha a capacidade de desenvolver um avião de geração 5 (ou quem sabe, 5+). A questão é saber quanto isso custaria e quanto tempo levaria para fazer. Acredito que eles acabarão tendo que enveredar pelo mesmo caminho do JSF e que o BAE Tempest tenta seguir, de buscar países parceiros que aceitem o papel dos franceses como líderes solo do projeto.

  13. E por aqui…ainda estamos discutindo se atualizamos 5 ou 6 A-4´s ou se teremos F-5´s suficientes quando chegarem os primeiros Gripens em 2021.

    A disparidade é monstruosa!

  14. Franceses são mestres em design e os alemães em engenharia.
    Se não se estranharem, vai sair um caça e tanto.
    .
    O Trump ao ficar atacando a OTAN e a UE tem parte de culpa na decisão franco-alemã. O peixe morre pela boca.
    .
    Brits vão ficar chupando o dedo.
    .
    Não duvido que os italianos queiram entrar. Participaram do Tornado, do Typhoon, e tb mandaram um phöddaçy pro F-35.
    .
    Pena que a Embraer vai pra Boeing. Não vai ter como participarmos.

  15. A frança e a Alemanha quer a todo custo o seu exército europeu, pra zuar, fico pensando… teve guerra contra napoleão pra que então? primeira guerra? segunda guerra? frança e alemanha se roendo… um querendo dominar sobre o outro, e de qualquer forma, com esse suposto “exército europeu” alguém vai ser a cabeça… quero ver qual dos dois países irá se submeter hahaha
    lembrando, comentário zueira

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