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Anac emite certificação para cargueiro de uso militar KC-390

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Por Luciano Nascimento

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou hoje (19) que emitiu a certificação do avião KC-390. A emissão do certificado, emitido pela ANAC, permite que a aeronave possa ser comercializada e operada em todo o território brasileiro.

O avião cargueiro de transporte tático militar é o maior já fabricado no país. A produção da aeronave está sendo feita em Gavião Peixoto (SP).

O KC-390 pode transportar até 23 toneladas e será usado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para substituir os veteranos Hércules C-130 no transporte de tropas e cargas.

No dia 9, a Embraer realizou o voo inaugural da aeronave de produção. Além do transporte de cargas e tropas, o KC-390 pode ser usado para transporte de paraquedistas, para o abastecimento de outras aeronaves no ar, missões de busca e salvamento com equipamentos especiais, combate a incêndios florestais e até voos para a Antártida.

Cada unidade da aeronave é avaliada em U$ 85 milhões. A expectativa é que a FAB comece a receber os primeiros cargueiros até junho de 2019, seis meses depois do que havia sido planejado originalmente. A encomenda total é de 28 aeronaves. A Embraer também está negociando a venda do cargueiro para Portugal, Chile, Argentina, Colômbia e República Tcheca.

A certificação é emitida pela agência quando o projeto de aeronave demonstra ter cumprido todos os requisitos operacionais e de segurança e de proteção ambiental obrigatórios para a operação. “O programa de certificação deste modelo teve duração de sete anos de trabalho, com a verificação de mais 2,5 mil requisitos, e envolveu a participação de cerca de 200 profissionais credenciados pela Anac, além de engenheiros e técnicos da Agência”, disse a agência.

FONTE: Agência Brasil

53 COMMENTS

  1. Com o primeiro avião de produção já voando e a disposição da Embraer nesse memento, e o que pese toda a especulação quanto a entrega para a FAB – porque de fato todo mundo só especulou -, quando efetivamente a FAB o receberá?
    Feito isso, quanto tempo a FAB irá utilizá-lo para criação de doutrinas?
    Tem mais:
    Testes em pistas não preparadas: quem irá realizar, a FAB ou a Embraer?
    Testes de operação na Antártida: quem e quando será realizado?

    • Na Antártida só a FAB possui experiência e qualificação. Não é possível mensurar o tempo necessário para estabelecer doutrina. No 2°/6° levamos mais de 4 anos.

      • Então o fabricante já não entrega testado para operar nessas condições antárticas?
        E se não conseguir? Não há a promessa de que atue nessas condições?

  2. VAI ser muito difícil (não impossível) substituir os velhos, confiáveis e atualizados C-130 pelo noss KC 390.
    Penso que, para conquistar uma boa fatia do mercado, a EMBRAER vai ter de apresentar uma sequência de atualizações, pouco mais do que anual, pois o KC-390 é visto como um possível substituto apenas para as versões mais antigas do Hércules.
    Nosso vetor custa quase o dobro de um Hércules que tem a capacidade de transportar algo em torno de 33 tons., contra as 23 referidas no artigo.
    Não sei os custos operacioniais, de um e do outro.
    Resta torcer pelo nosso sem desprestigiar o que ainda nos serve bem e bastante.

  3. Ontem foram publicadas notícias nada alentadoras sobre a EMBRAER, com o cancelamento de muitos pedidos com razoável diminuição da projeção de seu faturamento.

    • Antônio:
      De cancelamento mesmo somente os da JetBlue, que fecharam contrato com a Airbus.
      Os da SkyWest não tiveram pedido de cancelamento, porém, seguindo as boas práticas contábeis, foram retirados da carteira de pedidos, pois pairam dúvidas sobre a efetivação da venda devido as restrições impostas pelos sindicatos.

      • A reportagem do Valor Econômico falava do cancelamento de 134 aeronaves com a carteira de pedidos caindo de US$ 18,8 bi (set/2017) para US$ 13,6 bi (set/2018).
        Com relação à carteira de pedidos, segue transcrição literal da reportagem:

        “Carteira de pedidos.
        Em 30 de setembro, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 13,6 bilhões, considerando a retirada de 134 jatos por cancelamentos e adequações às mudanças das normas internacionais de contabilidade IFRS. No segundo trimestre, a carteira somava US$ 17,4 bilhões. De abril a setembro 2017, a carteira totalizava US$ 18,8 bilhões.”

    • Não sei porque o espanto Xings, a Embraer já havia alertado isso desde o ano passado. A entrada em produção do E2 vai fazer com que a receita caia um pouco mesmo. Mais uma bola fora sua!

  4. Estava pesquisando e vi algumas coisas:
    A pista da Base Comandante Ferraz tem 1200 metros;
    O KC 390 necessita de 1100 metros para decolagem tática.
    O C130 precisa de 1100 metros.
    Porém a Base da Antártida está ao nível do mar e normalmente as temperaturas são baixas, então tempos condições que ajudam na sustentação.
    Vi uma entrevista de um piloto da FAB dizendo que no caso da Antártida, a velocidade de aproximação que eles operam é bem menor.

      • Nonato, a Embraer possui helicópteros com sonda para testar? Veja que o teste de reabastecimento com caças foi feito com a FAB.

        Além do mais, só é possível a expansão do envelope operacional militar ocorrer sob o manto do operador, mas isso não impede a participação do fabricante. Este pode enviar engenheiros para participar dos ensaios e obter dados que comprovem a funcionalidade da aeronave ou a necessidade de modificações. A FAB possui pilotos de teste e inclusive os forma. Não me surpreenderia que os pilotos de ensaio da Embraer sejam todos formados pela FAB.

        É provável que os pilotos de helicóptero da FAB que irão participar dos ensaios de reabastecimento, já devem ter feito treinamento na AdL francesa, até porque eles já operam o Caracal nessa função.

  5. Pergunta
    O prejuízo da aeronave acidentada será da nação Brasileira tendo a Fab pagar por algo que não vai receber?
    Ou será da norte americana Embraer?
    Pois o Brasil contratou 28 será que receberá as 28 unidades operacional?

    • Pra isso que existe seguro, nao é so de carros ou casas que existe, claro que havera uma extensa investigaçao, mas o preju por enquanto esta nas maos da embraer, que ira recebr sem duvidas…um acidente envolvendo o 314 prototipo 002 tambem teve perca total, com o piloto se ejetando , e a embraer fez outro a toque de caixa rapidinho e tudo certo..

      • Na verdade, pelo que me lembro, a FAB ira adquirir os dois prototipos. A situacao do acidentado ainda nao esta clara, se ira ou nao ser recuperado. Portanto seriam 30 KCs a sere entregues a FAB e nao 28.

    • O prejuízo foi incorporado nas contas da Embraer.
      “O Resultado operacional (EBIT) e a Margem operacional no 2T18 foram de R$ (82,8) milhões e -1,8%, respectivamente, e teve queda em relação aos R$ 573,8 milhões e os 10,1% reportados no 2T17 em função do impacto negativo de um item especial, não recorrente de R$ 458,74 milhões, reconhecido no 2T18, referente à revisão da base de custos do contrato de desenvolvimento do KC-390, em decorrência do incidente com o protótipo 001 ocorrido em maio desse ano.”
      —-
      Não se preocupe, a Boeing não vai ficar no prejuízo.

  6. Com o A400 foi assim.😲
    Nonato: para saber se a Embraer vai entregar ou não a aeronave certificada de um jeito ou de outro só lendo o contrato entre as partes.

    • Você prefere fabricar 28 aqui (porque de fato o que temos é somente isso hoje) ou
      28 aqui e mais 100 lá?

      Talvez 28 aqui, mais 10 com financiamento do BNDES para algum país “amigo” (lembrando que o Tesouro paga 14% aa e o BNDES empresta a 6%, ou seja, você paga a diferença) ou
      28 aqui e mais 110 lá com financiamento por conta deles?

      Lembrando que o projeto do KC390 pertence a FAB e não a Embraer. Na hora que bem quiser a FAB pode, se quiser, transferir a produção para a AVIC. Seria o deleite da comunistada.

      • sempre a mesma conversa de que é só 28 e nada mais, não é bem assim não, todo o desenvolvimento dado de grátis aos americanos por conta de 28? e os outros interessados? chile , Portugal?
        se os americanos quiserem hipoteticamente 100 , então que os 100 saiam de fábricas do Brasil é não de lá,que se gere empregos aqui e não lá, quanto a isso estou pouco me lixando se americanos vão ter ou não emprego, porque esse complexo de vira-lata eu não tenho,aqui não é quintal deles não, pena que muitos não pensam assim, são submissos, uns pseudo patriota que arreganha a b#nd@ pra americanos.

  7. Tem umas coisas que vão enchendo. Uma dessas coisas é esse nhe-nhe-nhe com a Boeing.
    Quem não quiser, vai lá e compra todas as ações da empresa e coloca um ponto final nisso.

    • Boa!
      Nunca andei de graça em avião da Embraer, nunca abasteci de graça em posto da Petrobrás, nunca enviei carta de graça pelos Correios, sempre tive que pagar água e luz que no meu estado ainda são estatais.
      Inton-se….

      • sempre a mesma conversa de que é só 28 e nada mais, não é bem assim não, todo o desenvolvimento dado de grátis aos americanos por conta de 28? e os outros interessados? chile , Portugal?
        se os americanos quiserem hipoteticamente 100 , então que os 100 saiam de fábricas do Brasil é não de lá,que se gere empregos aqui e não lá, quanto a isso estou pouco me lixando se americanos vão ter ou não emprego, porque esse complexo de vira-lata eu não tenho,aqui não é quintal deles não, pena que muitos não pensam assim, são submissos, uns pseudo patriota que arreganha a b#nd@ pra americanos.

        • Claudio,
          Para seu aprendizado. Os EUA quando abrem concorrência para compra de material de defesa é comum que seja exigido que a fabricação ocorra em território americano. É isso ou não vender para eles.
          Quer um exemplo> A Embraer está participando de uma concorrência para vender até 300 aeronaves de ataque para os EUA… Se vencer serão produzidos lá. Porquê? por causa de complexo de vira-latas??? Claro que não, é porque isso constitui exigência para se participar da concorrência. Ou seja… tomara que possamos vencer e montar lá sim.

          • Normal exigir retorno…
            Assim se sucedeu com o FX-2, ganhou a proposta que prometia TOT e montagem aqui no Brasil.
            Quanto a conversa, Embreaer/FAB… Já tá cansativo mesmo, será que os canadenses foram tão chatos assim quando a Airbus fechou negócio para compra da Bombardier? Com certeza não!

  8. Aproveitando o ensejo: vejam os valores previstos para o projeto KC no projeto de lei orçamentária para 2019. São 50 milhões para desenvolvimento e 750 milhões para aquisição de 3 aeronaves.

    Desenvolvimento de Cargueiro Tático Militar de 10 a 20 Toneladas
    (Projeto KC-X) 05 151 50.000.000
    2058 123B 0001 Desenvolvimento de Cargueiro Tático Militar de 10 a 20 Toneladas (Projeto
    KC-X) – Nacional (Seq: 2480) 50.000.000
    Produto: Aeronave desenvolvida (% de execução física): 1
    F 4 – INV 3 90 0 100 50.000.000

    Aquisição de Cargueiro Tático Militar de 10 a 20 Toneladas – Projeto KC-
    390 05 151 750.000.000
    2058 14XJ 0001 Aquisição de Cargueiro Tático Militar de 10 a 20 Toneladas – Projeto KC-
    390 – Nacional (Seq: 2482) 750.000.000
    Produto: Aeronave adquirida (unidade): 3
    F 3 – ODC 3 90 0 100 35.000.000
    F 4 – INV 3 90 0 100 715.000.000

  9. Exato Fernando,
    Nada de complexo de vira lata é a regra de compra deles. Se quer vender para as Forças Armadas Americanas, tem que ser fabricado lá e pronto, não quer fabricar nos EUA beleza, só que os gringos não compram. Simples assim.

    Claudio, não existe isto de submissão, são regras claras. Quem não acha certo, que não faça negócios com eles. No mais, acho difícil a EMB engatar vendas la a curto prazo, com alguma sorte, em um horizonte de 5 anos comece algo.

  10. Pergunta:
    A certificação da ANAC diz respeito a aquisição e utilização do KC-390 por operadores civis ? Para uso estritamente militar tal certificação é necessária ?

    • Não. Para vender no mundo, necessita dessa certificação do órgão nacional, que é a ANAC. Chama-se “certificação green” (civil). Por similaridade, obtém-se a certificação FAA e EASA. O avião foi fabricado atendendo às normas MIL, e, por consequência, atende também às normas FAR/RBAC.

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