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Infográfico: História dos aviões de combate a jato da URSS e Rússia

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A evolução dos aviões de combate russos na disputa pela liderança tecnológica com o Ocidente

No infográfico acima de autoria de u/numante, podemos relembrar a evolução dos aviões de combate russos que marcaram a História da Aviação Militar.

Após o desenvolvimento da propulsão a jato no final da Segunda Guerra Mundial por ingleses e alemães, o desenvolvimento dos caças a jato russos alcançou grandes números, para enfrentar os jatos produzidos pelas nações ocidentais.

Como grandes vencedores da Segunda Guerra Mundial, os EUA continuaram a desenvolver sua indústria aeronáutica e de defesa durante a Guerra Fria, disputando continuamente com a União Soviética a liderança tecnológica.

Em várias guerras localizadas, aviões de combate produzidos pelos EUA e pela URSS entraram em combate, como na Guerra da Coreia e na Guerra do Vietnã, além das Guerras Árabe-Israelenses.

O aprendizado absorvido nesses conflitos serviu para aperfeiçoar continuamente a tecnologia dos aviões de combate russos e americanos. A indústria aeronáutica russa também foi pioneira em muitos avanços tecnológicos, como a mira montada no capacete e mísseis ar-ar com capacidade “off-boresight” em 1982, enquanto os aviões de combate ocidentais só teriam acesso a essas tecnologias 20 anos depois.

O desenvolvimento dos caças da série ‘Teen” (F-14, F-15, F-16 e F-18) nos EUA no início dos anos 1970 influenciou o desenvolvimento russo dos caças Sukhoi Su-27 Flanker e Mikoyan MiG-29 Fulcrum.

Com o fim da Guerra Fria e a dissolução da URSS, os russos continuaram aperfeiçoando seus caças visando principalmente o mercado externo.

A recuperação da Rússia no início do século XXI e seu retorno como player na geopolítica internacional, levaram os russos a desenvolver novos aviões de combate, como Sukhoi Su-57 Frazor, criado a partir do Su-27 como resposta aos caças stealth americanos F-22 e F-35.

70 COMMENTS

    • De fato. Me surpreendeu o tamanho do Su-17. Imaginava ele análogo, em tamanho, ao Mig-23, mas era muito maior. Maior até mesmo que o Mig-29. Interessante.

  1. A então União Soviética conseguiu alcançar paridade contra os aviões a pistão da Alemanha e ocidentais já na Segunda Guerra.
    Já na era dos jatos, conseguiu certa superioridade, em suas respectivas épocas, com o Mig-15, o Mig -21 e agora com o Su-35.
    Os dois primeiros marcaram época e são ícones da aviação. O Su-35 é a verdadeira máquina mortífera. Inigualável.

    • Acho que você tem que pesquisar melhor porque mig-21 nunca foi superior ao F-4 que entrou em serviço quase na mesma época. Se o su-35 é inigualável eu não sei, mas é outro que já foi superado.

      Pela sua própria lógica, um caça que pode ser detectado a 800 km de distância é obsoleto.

    • É, comparar um caça leve de defesa de ponto como o MiG-21 com o F-4, é bem possível. Mas dizer que era melhor, aí é um tanto mais complicado. Por um lado o MiG-21 era extremamente eficiente como caça de defesa de ponto quando operava em conjunto com controle de terra e contra pilotos mal treinados de F-4, mas quando operava sozinho sem apoio, não tinha tanto sucesso assim. Já o F-4 nasceu como interceptador pesado, era extremamente flexível para ataque ao solo, se pilotado corretamente era eficiente em combate aéreo em curto alcance, foi um supressor de defesas inimigas eficiente, e era adaptável à praticamente qualquer função que se poderia imaginar. Cada caso é um caso, mas se eu fosse um comprador que pudesse optar entre ambos e tivesse um orçamento minimamente decente, eu optaria pelo F-4.

      • Penso o mesmo ! Mais vou um pouco além.

        O F-4 era melhor na doutrina ocidental na soviética o Mig, era melhor; Massss, as doutrinas não representavam a tecnologia disponível na época???

        Sim !

        As doutrinas eram moldadas e aperfeiçoadas em volta do que se tinha.

        E continua sendo assim.

    • A diferença é no sistema de nomenclatura dos russos.
      Os americanos usam o mesmo airframe e não mudam o número dele, mudam as letras. Ex: F-15 A – F-15C – F-15 E.

      Já os russos trocam algo e mudam o número do avião. É só ver quantas versões de Su-27 existem.

      • E reparando agora, isso é depois que acabou a URSS.
        O mig-21 foi um caça de trocentas versões, e não se trocou o número dele.

        Depois do fim da URSS que começaram a trocar os números dos aviões. Pra mim isso é marketing interno.

        • Bom, temos MiG-23BN/MiG27… Su-17/20/22, todos da era soviética. E a troca de número é meio ligada à troca de função. No caso do Flanker: -27 – Interceptador; -30 – Caça multifunção biposto; -33 – Caça embarcado; -35 – Caça multifunção monoposto. No caso do Fulcrum, o -35 é o primeiro biposto voltado para combate, pois os -29UB eram, apesar de capacidade de combate, voltados para treinamento. Tem algumas modificações no airframe também.

  2. Ter um Tupolev como caça beira a anomalia. 😉
    O MiG-21 está bem resumido em versões.
    Senti falta do Frogfoot. Podem dizer q ele é só ataque, mas é ímpar (Su-25). E se o Forger, que é par, está, QQ coisa tb pode ser chamada de caça. 😉
    Muito legal.

  3. Poderia vendes em poster lá no site de vcs.. Tem tanta imagem maneiro aqui no blog nao apenas as fotos infográficos e desenhos técnicos. Abraço

  4. Esse Tu-128 era para abater bombardeiros? Que geringonça, mas se tratando da Rússia, cujo território ocupa uma boa parte das terras emersas do globo, e sua economia é frágil, ou a máquina é eficiente no que se destina, ou terá sua defesa condenada.

    • Era sim, mas não me surpreende que fosse desse tamanho, até porque is requisitos operacionais pelos quais foi desenvolvido e a época em que foi desenvolvido, meio que condenavam a aeronave à ter esse tamanho. Por muito pouco o ocidente não produziu aeronaves bem parecidas. Houveram algumas, porém menores, que se assemelhavam um pouco e que tinham mais ou menos o mesmo papel, como o CF-100 Canuck que foi produzido em larga escala, e principalmente o XF-108 Rapier, que seria mais ou menos o equivalente americano, mas que não saiu da maquete em tamanho real.

  5. Sou particularmente fã assumido de 2 modelos em questão… o primeiro é o Mig-31 que sobe muito alto, voa muito rápido, detecta muito longe e carrega mísseis BVR de verdade ! ele dificultou a vida do pessoal do reconhecimento estratégico do Pentágono e praticamente aposentou o SR-71, tornando as missões que antes eram praticamente impunes em arriscadas demais…
    O segundo é o SU-34, para mim a melhor aeronave multi função do mundo pelas suas capacidade ímpares de alcance e capacidade multi missão sendo um exímio caçador mantendo sua capacidade nata de um legítimo stryker , além de ter as formas mais bonitas entre todos os caças um dia construídos

  6. Um feito tecnológico gigante para uma nação que existiu em isolamento.
    Uma das tantas provas de que a necessidade obriga o “cerumano” a se superar.
    Parece que o fim da URSS foi bom para os soviéticos. Para os fãs da aviação foi terrível rsrsrs

      • Desculpe se dei uma informação equivocada. Não sou historiador e não vivi o suficiente para verificar in loco isso que li em alguns livros. Até onde sabia a URSS era isolada da maioria dos países, salvo os da Europa Oriental. Mas fique a vontade para me corrigir, gosto de aprender.

  7. A primeira turbina na Russia, foi presente dos Ingleses.

    Fizeram engenharia reversa e deu no que deu.

    A tecnologia aeronáutica russa nunca esteve á frente da tecnologia ocidental.
    Com raras execpões em caso de mísseis.

    Não sei de onde o autor tirou essa pérola de que o Ocidente demorou 20 anos para se equiparar aos russos.

    Primeiro porque a eletrônica dêles sempre foi defasada perante os americanos, franceses e Ingleses. Especialmente nos anos 70, 80.

    Segundo, que a tecnologia de manufatura dêles era primitiva, e ainda no se iguala ao Ocidente

    Terceiro: capacidade computacional dêles (microprocessadores) não chega nem perto da superpotência do ramo: Intel.

    Os russos não conseguiram superar os obstáculos tecnológicos para produzirem aeronaves VTOL.

    Não conseguiram desenvolver aeronaves stealth.

    Não saberia dizer se operam aeronaves REVO.

    A palavra chave é qualidade. Que é inferior ao Ocidente.

    • Os russos não conseguiram superar os obstáculos tecnológicos para produzirem aeronaves VTOL.=> aeronaves VTOL por quê e para quê? se a filosofia da Rússia não é investir em porta-aviões. qual a vantagem de possuir VTOL?

      Não conseguiram desenvolver aeronaves stealth.=> E o SU-57? além disso, stealth não é tão relevante como a propaganda do Ocidente diz ser, F-117 na Iuguslávia que o diga.

      A palavra chave é qualidade. Que é inferior ao Ocidente.=> qual a justificativa para dizer que a qualidade deles é inferior? baseado em quê? fígado?

      • 100,
        A capacidade VTOL é residualmente aproveitada para uso em “porta-aviões” mas sua finalidade principal seria dispersar as aeronaves e deixá-las independentes de vulneráveis pistas de pouso no solo, que são os alvos prioritários nos primeiros dias de uma guerra.
        Nem todos os países que irão adquirir o F-35B têm porta-aviões. Eles serão utilizados a partir de bases em terra.
        Os russos podem não achar necessário tê-los, mas essa opção não tem nada a ver com porta-aviões.

    • Na verdade o primeiro motor a jato dos russos foi um BMW 003 a base de engenharia reversa, que equipou o Mig 9.
      Já o Yak 15 usava um Jumo 004 mesmo.

    • Essa questão dos 20 amos se refere apenas ao uso da mira montada no capacete e dos misseis que podem ser disparados de qualquer posição que seria a combinação HMD/R-73. Com a queda do muro de Berlim, o Ocidente teve acesso aos MG-29 da antiga Alemanha Oriental e verificou a desvantagem do sistema de misseis WVR ocidental. Se não me engano, somente com a introdução do Python 4 e sua mira montada em capacete é que o Ocidente se equiparou.

    • Não sei de onde o autor tirou essa pérola de que o Ocidente demorou 20 anos para se equiparar aos russos.

      “A indústria aeronáutica russa também foi pioneira em muitos avanços tecnológicos, como a mira montada no capacete e mísseis ar-ar com capacidade “off-boresight” em 1982, enquanto os aviões de combate ocidentais só teriam acesso a essas tecnologias 20 anos depois.”

      • Vale salientar que há dois equívocos no artigo, que são alusivos à sentença “A indústria aeronáutica russa também foi pioneira em muitos avanços tecnológicos, como a mira montada no capacete e mísseis ar-ar com capacidade “off-boresight””
        Os americanos já utilizavam mira montada em capacete desde a década de 70.
        Em relação ao termo “off-boresight”, ele significa “fora da linha de mira”. Mísseis ar-ar com capacidade “off-boresight” e até “high off boresight” já estavam em operação há muito tempo, tanto do lado americano quanto soviético. Esse termo na frase deveria ser substituído pelo termo “high off-boresight”. O que o R-73 combinado com o HMS possibilitava era um HOBS ampliado, chegando próximo aos 90º, e que no AIM-9L estava limitado a cerca de 45º.
        Hoje existem mísseis com capacidade de de atingir alvos no hemisfério traseiro, ou seja, de atirar por “sobre o ombro” e já são ditos terem capacidade “extreme off-boresight” ou EOBS.
        Basicamente fica assim:
        OBS: capacidade de trancar em alvos que estejam em até uns 20º da linha de mira (eixo longitudinal da aeronave)
        HOBS: capacidade de engajar alvos até 90º da linha de mira
        EOBS: capacidade de engajar alvos no hemisfério traseiro (fire over the shoulder)

    • Já ouviu falar de R 73 com mira no capacete cobrindo 90 graus à frente do caça contra 60 graus do AIM 9L , já ouvi falar do Mig 31 com seu radar de varredura eletrônica com link entre 4 caças , fora o arranjo das entradas de ar dos Su 27 e Mig 29, já ouviu falar do programa espacial soviético que mesmo com o fim desta ainda continuou a frente do ocidente.

      Fora outras pérolas como o Yak 141 cujo a tecnologia foi adaptada para o F 35B !
      Ops : acho que é exatamente o contrário do que vc disse !

      • Munhoz,
        Os soviéticos têm o merecido mérito de terem colocado primeiro um satélite artificial em órbita e de primeiro terem levado um homem ao espaço, mas além disso, o que você considera os soviéticos/russos a frente do Ocidente no quesito “programa espacial”? Realmente estou curioso.

        • Estação espacial Mir, os transportadores que o ocidente depende até hoje , quantos acidentes com transportadores russos e quantos com os ônibus espaciais dos EUA ?

          Aparentemente foi somente o homem na lua em que os EUA levaram vantagem , isso é se for verdade rsss

          Brincadeira 😁

          • Munhoz,
            Os russos nem chegam as pés do programa de sondas interplanetárias dos americanos.
            A quantidade de satélites (civis e militares) é imensamente favorável aos EUA.
            Os americanos além de terem ido 6 vezes na Lua ainda foram os únicos que desenvolveram um veículo reutilizável e que era capaz de levar até 10 astronautas de cada vez.
            O telescópio Hubble.
            Sem dúvida a MIR foi um programa fantástico dos russos, agora, o fato dos americanos terem abandonado seu programa tripulado e pegar carona com os russo para a ISS não tem nada a ver (a não ser emblematicamente) . O que houve foi uma mudança de foco e a única razão de manter um programa tripulado tinha a ver com transportar astronautas à ISS e essa função podia ser preenchida com as naves russas.
            Quanto aos acidentes, até onde eu sei foram dois pra cada lado. Claro, a quantidade de vítimas é maior do lado americano tendo em vista que os dois foram com o Space Shuttle.
            *Você esqueceu de citar que os americanos usam um motor foguete russo em um de seus lançadores.

          • Só complementando, os EUA ainda é o único a ter “lançadores orbitais” reutilizáveis, tanto no caso do primeiro estágio dos foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy da Space X quanto no caso do veículo orbital X-37.

          • Amigo Bosco!
            Na soma o programa espacial soviética conta com mais troféus que simples citação de Sputnik, Gagarin e estação Mir.
            So de cabeça vem algumas coisas a frente do seu concorrente : tartarugas de Lua, Lunohod , Venus-9 , programa fundamental e recorde absoluto de permanência dos astronautas no espaço , etc . E veiculo reutilizável para 10 tripulantes (Buran) foi feito , testado e pousado em modo automático(!). E .. abandonado em seguida com fim da USSR com varias carcas permanecentes ate hoje . Um deles no galpão de Baikonur bem surrado (https://youtu.be/ShGHgtuyD6I?t=12m29s).Mas tudo indica que o projeto economicamente ficou mais eficiente que o Shuttle ja que lançadores orbitais reutilizáveis foram exigidos desde o inicio de desenvolvimento.Pena que a Rússia não tem a mesma força para acompanhar a corrida.
            As vitimas.
            No total é contabilizado algo em torno de 170 astronautas falecidos.Oficialmente. Muitos morreram em testes , lançamentos parciais.Boa parte deles foram da URSS. E nenhum morreu no espaço: os russos morreram na descida , e os americanos – na subida.Oficialmente.Com um numero dobrado dos lançamentos da URSS/Rússia em comparação com EUA a quantidade das avarias foi proporcionalmente menor (algo tipo 50 : 40).
            Bom, resumindo : na época EUA se focou na exploração do espaço profundo , já o URSS – estações tripuladas e exploração de Vênus.Hoje – a situação um pouco diferente .
            Um grande abraço!

          • Sem nada a ver com a discussão, mas vale salientar que a tecnologia russa acaba de salvar 2 astronautas (um russo e um americano) que iam para a ISS. Salvo engano é a primeira vez que um sistema de salvamento é acionado permitindo o retorno dos astronautas antes da entrada em órbita.
            Parabéns à tecnologia russa!

        • Quando vc analisa tem que medir até os anos 90 depois disso o dinheiro da Rússia acabou, tem medir na linha de chegada do fim da guerra fria.

          Os mais renomados analistas reconhecem que o programa espacial russo foi mais econômico e pratico além de mais eficiente quando comparado ao dos EUA.

          Não tiro o mérito dos EUA mas sua indústria gosta de pegar uma grana do governo e isso todo mundo sabe .

          Seus programas geralmente são mais custosos , lógico que levaram vantagem em algumas áreas assim como os russos em outras .

          Mas quando se compara são doutrinas diferente s os russos por exemplo na guerra fria investiam em varias linhas de montagem e economizavam na qualidade dos materiais empregados pois algumas peças (caças etc) eram substituídas em poucos anos e com varias linhas de montagem eles podiam manter a produção mesmo depois de uma guerra nuclear .

          A indústria dos EUA naquela época tinha uma linha de montagem de um F 16 por exemplo enquanto a URSS tinha 7 de Mig 29 , no entanto os materiais empregados na fábricaçao dos F 16 eram de melhor qualidade e a intenção era manter estoques mesmo depois das baixas no entanto esta linhas e produção não tinha a mesma capacidade de sobrevivência quando comparado com as da URSS.

          Por isso que a Rússia até hoje tem algumas dificuldades com a manutenção de seus meios, no entanto eles estão mudando para o padrão ocidental.

    • Essa questão da equiparação está relacionada somente ao sistema de mira montada no capacete + o missil capaz de ser disparado de qualquer posição que os russos utilizavam. Quando o Muro de Berlim caiu e os Mig-29 da antiga Alemanha Oriental foram incorporados a Luftwaffe, foi possivel analisar o missel R-73 e o HMD russo e foi constatado que esse sistema era superior ao ocidental. Somente com a entrada em serviço do Python 4 e o HMD israelense que houve a equiparação.

      • Coutinho,
        O sistema soviético foi considerado superior ao ocidental nesse quesito em particular , mas vale salientar que os americanos já usavam o HMS desde da década de 70 em seus F-4 Phantons.
        O que causou “espanto” foi a superagilidade do míssil (com TVC) que combinado com o HMS (mira montada no capacete) permitia uma vantagem no combate de curto alcance.
        http://sistemasdearmas.com.br/ca/hmd3usa.html

      • E vale salientar que um moderno sistema HMD/S e um míssil de curto alcance de superagilidade levou 20 anos para ser desenvolvido porque a ênfase foi dada no combate BVR. Enquanto os 20 anos se passaram a tecnologia stealth foi desenvolvida, os radares AESA foram desenvolvidos, o supercruzeiro foi desenvolvido, a fusão de dados foi desenvolvida.
        Os europeus na década de 80 se incumbiram de desenvolver o míssil de curto alcance que deveria estar pronto em meados da década de 90, mas meteram os pés pelas mãos, o que resultou no ASRAAM, no IRIS-T e no AIM-9X.
        Vale salientar que durante o período que os americanos não tinham um míssil de 5ª G (o AIM-9X entrou em operação em 2003) eles não se “desesperaram”. O AIM-9L e M eram considerados adequados, principalmente levando em conta que os caças americanos eram considerados superiores de modo geral e os pilotos, mais bem treinados. Ou seja, os americanos julgavam que conseguiriam superar a pontual superioridade russa em combate aproximado com melhor treinamento, tática, doutrina, etc. Sem falar que a ênfase já naquela época era no combate BVR com a crescente introdução do AMRAAM.

    • Então me diga p q o Flanker venceu 90 por cento dos combates contra o Eagle?!A URSS/Rússia é uma potencia tecnológica e seus produtos bélicos e aero-espacias estão mais ou menos no mesmo nível do Ocidente,eu acho.Porém,o q o senhor disse é verdade,sobre o atraso em eletrônica,microprocessadores e motores.Mas,também esse site fala a verdade do pioneirismo russo em vários campos,por isso, disse q há paridade tecnológica.

  8. Parabéns a USSR. A única indústria aeronáutica que foi capaz em de preocupar a maior e única potência que já existiu. (décadas de 50, 60 e 70). Definitivamente, os Estados Unidos tiveram nos céus, adversários realmente competitivos.
    O que não se poder ser dito hoje. Atualmente a Rússia deixou o ocidente avançar ainda mais, não conseguindo acompanhar a tecnologia de vetores stealth. como os F-22 e F-35.
    Acredito que devido aos custos altíssimos e a falta de parceiros a Rússia esteja fadada de forma desesperada, a ficar mesmo nas propagandas via mídia paga, tentando demonstrar que seus vetores de gerações inferiores, são infinitamente superiores aos caças de 5º geração.

  9. “praticamente aposentou o SR-71”.

    Duvidas na afirmação
    Primeiro voo do SR71 – 22/12/1964
    Primeiro voo do MIG-31 – 16/09/1975 – teto 20Km – cruzeiro 2.500km – velocidade maxima “Mach 2.85”
    Retirada de serviço do SR-71 – (1990 – mês incerto). Velocidade de cruzeiro “Mach 3,17” – teto 26KM

    SR-71 continuou a voar regularmente por mais de 15 anos apos o primeiro voo do MIG-31.

    Nem levo em conta que de 1995 a 97 dois voltaram para “fazer bagunça por ai” para depois serem retirados da ativa.

    Acho que com a evolução de outra tecnologias, como satélites entre outras, fizeram com que essa aeronave tão dispendiosa fosse aposentada, acho que o MIG-31 não foi tão decisivo assim, pois se em 15 anos não conseguiu incomodá-lo não havia o porque dele não continuar voando.

  10. Caro Topol,

    Quanto a sua afirmação – “praticamente aposentou o SR-71” – acredito não ser uma realidade de fato.

    Segue alguns dados:
    Primeiro voo do SR71 – 22/12/1964
    Primeiro voo do MIG-31 – 16/09/1975 – teto 20Km – cruzeiro 2.500km – velocidade máxima “Mach 2.85”
    Retirada de serviço do SR-71 – (1990 – mês incerto). Velocidade de cruzeiro “Mach 3,17” (cruzeiro, não máxima) – teto 26KM

    SR-71 continuou a voar regularmente por mais de 15 anos apos o primeiro voo do MIG-31.

    Nem levo em conta que de 1995 a 97 dois voltaram para “fazer bagunça por ai” para depois serem retirados da ativa.

    Acho que com a evolução de outra tecnologias, como satélites entre outras, fizeram com que essa aeronave tão dispendiosa fosse aposentada, acho que o MIG-31 não foi tão decisivo assim, pois se em 15 anos não conseguiu incomodá-lo não havia o porque dele não continuar voando.

    O MIG-31 é um grande avião, acho que os Tomcat e os F-15 teriam um oponente muito duro para combater nos céus entre os anos de 70 e 90 (superioridade aérea) porem o SR71 era um avião (caríssimo e extremamente dispendioso) que não possuía um oponente para ser levado a sério, principalmente porque sua suite eletrônica com os seus sensores (avançados para a época) minimizavam o seu grau de exposição dentro dos territórios Russos e de outros inimigos (China, Iraque, Irã, etc, etc, etc).

  11. Não foi mencionado o Yakovlev Yak-130, O desenvolvimento do avião começou em 1991 e o vôo inaugural foi conduzido em 25 de abril de 1996. Em 2002, ganhou uma licitação do governo russo para treinamento de aeronaves e em 2009 a aeronave entrou em serviço com a Força Aérea Russa.

  12. Pena que a Rússia deu uma estagnada na aviação de caça (pra quem gosta de aviação claro), até os europeus já estão planejando suas próximas gerações, os americanos avançaram com o F-22 e no futuro o F-35, não sei se o Su-57 vai vingar ou ficar apenas nos protótipos produzidos, pelo visto o Su-27 e seus derivados vão durar muitos e muitos anos como a espinha dorsal da força aérea russa.

  13. O infográfico é sensacional! A antiga URSS conseguiu correr atrás e em alguns com alguma superioridade pontual até os anos 70. Com a intrudução do F-15 abriu-se um abismo de uma década e com o F-22 este abismo tem o tamanho de, no mínimo, 2 décadas. Acredito que o novo adversário das forças armadas dos EUA já é a China, por sua capacidade e vontade política.

  14. Ao longo de todos esses anos lendo e comentando aqui na trilogia, percebo que infelizmente o pessoal ainda coloca o ideologismo politico a frente da discussão técnica.
    Também sou totalmente contra o comunismo/socialismo pregado pelos governos do leste, mas nem por isso desqualifico seus aviões e equipamentos bélicos afins..
    Os comentários aqui (com exceções) se resumem a desqualificar automaticamente qualquer aparelho que não tenha o selo “made in USA”.
    Lamentável, pois torna muito raso o debate e prejudica uma discussão com boas opiniões, fatos curiosos, etc..
    Digo isso, pois tenho certo conhecimento em uma área especifica no mundo civil (comunicações) e posso afirmar com tranquilidade que muitos equipamentos russos de um nicho especifico nessa mesma área, são superiores aos seus equivalentes americanos e alemães que são seus maiores concorrente.
    Claro que é uma outra coisa que não tem haver com o tema do site, mas fica apenas como uma reflexão.

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