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43 anos do Lockheed KC-130H Hercules na FAB

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KC-130H
Lockheed KC-130H Hercules da FAB

Por Roberto F. Santana

No dia 30 de outubro de 1975 pousava na Base Aérea dos Afonsos o primeiro Lockheed KC-130H Hercules (FAB 2461), versão do cargueiro americano para reabastecimento em voo de aeronaves.

A segunda aeronave (FAB 2462), veio em seguida, chegando em 18 de dezembro de 1975, compondo então, parte do 2º/1º Grupo de Transporte de Tropa, na tarefa de prestar o reabastecimento aéreo para os Northrop F-5E da FAB.

A revista Aero Vol. 2 no.4 dá como data de chegada da primeira aeronave o dia 3 de outubro de 1975.

A foto do Arquivo Nacional informa como data de chegada o dia 30 de outubro de 1975.

O site “História da Força Aérea Brasileira” de Rudnei Cunha, informa como data de recebimento de ambas as aeronaves (2461 e 2462) o dia 19 de janeiro de 1976. Esta data, muito provavelmente, seja a data de entrada no serviço operacional no esquadrão.

29 COMMENTS

    • Dois, os quais são os mesmos dois até hoje, modernizados para KC-130M. Mas fazem parte agora do 1. GTT, que foi para Anápolis-GO e será o primeira esquadrão a receber o KC-390.

    • Bom comentário.
      Eu considero o KC-130H junto com Douglas A-26 Invader, talvez a melhor aquisição que a Força Aérea Brasileira já fez, levando em consideração a eficácia da aeronave, a época e a nossa região. Nos anos setenta, O KC-130H, junto com o A-4M Shyhawk II e o Sikorsky CH-53 dariam uma excelente capacidade tática e até mesmo estratégica.
      Sem dúvida, foi um salto operacional importante para uma época em que muitas forças aéreas ainda operavam o Douglas C-47. Os argentinos só viriam a receber ‘tanqueros’ KC-130H em 1979.

    • O que os EUA têm a ver? Se a Lockheed tem interesses contrários, a Boeing tem interesses a favor do KC-390, e os americanos não irão impedir nada. Por que tamanho medo dos americanos? Chega a parecer esquizofrenia.

  1. Prezado Roberto F. Santana,
    O senhor poderia, por favor, falar um pouco sobre os A-26 Invader, na FAB? Por que o senhor considera-os uma das melhores aquisições já feitas pela FAB?
    Até 1976 eu morei em Recife-PE, minha cidade natal, e sempre via esses aviões passando por sobre a minha casa que ficava num bairro bem na direção da pista do aeroporto dos Guararapes, após a perna do vento. Lembro com muita saudade dos A-26 e de outros aviões da época como os C-47, C-45, Bufalos, Tracker, os próprios Hercules, One-Eleven, C-118, C-119 e tantos outros.
    Obrigado.

    • Guppy.
      O Douglas Invader chegou na fase final da Segunda Guerra Mundial, ainda assim, atuou na Europa e no Pacífico.
      Era avançado, possuía uma asa de perfil laminar, era rápido, possuía bom alcance e ótima carga de armas. Suas torres de metralhadores, bem avançadas, as mesmas da B-29, possuíam controle e mira remotas.
      Na Guerra da Coreia aeronave alcançou grande notoriedade, era capaz de combinações de armamento de alta capacidade de destruição, como, por exemplo, ter mais de uma dúzia de metralhadores .50 de tiro frontal. Assim, uma só esquadrilha de Invaders era capaz de devastar selvas, comboios, bases, acampamentos e até mesmo vilas inteiras usando somente a bateria de metralhadoras.
      Entretanto, e é nesse caso que o Brasil se identifica melhor, foi o emprego do A-26 no Vietnam e seu uso pelos franceses na Indochina e algum uso África que deu ao avião todo um merecimento, na minha opinião, de ser a mais importante aeronave ou uma das mais importantes, no arsenal da Força Aérea Brasileira.
      O cenário tropical rudimentar e o período histórico ( com uma latente ameaça de conflito interno) dos anos sessenta e setenta eram perfeitos para esse tipo de avião. No combate à insurgência comunista, que geralmente se ocultava sob matas e selvas, o Invader era supremo, bom alcance (e autonomia), carga bélica variada e devastadora, era capaz de voo relativamente lento, tinha ótimo espaço e campo de visão para observadores, era capaz de voo noturno. Notando que, pelo menos, até o estúpido aumento do preço do petróleo no início dos anos setenta, a aeronave apesar de alto consumo de gasolina, era barata na operação. E aqui vale lembrar que ainda em 1980 era possível encontrar peças disponíveis no mercado para o Pratt & Whitney R-2800. Aliás (!), nunca faltou, qualquer grande catálogo dos grandes fornecedores de peças aeronáuticas nos Estados Unidos, até hoje, é possível achar peças para esse tipo de motor. Portanto, o Invader conservou por, pelo menos, quatro décadas, uma eficácia, que poucas aeronaves possuíam, talvez superada pelo Douglas A-1 Skyraider ou o Douglas A-4 Skyhawk.
      Fazendo uma análise fria, levando em consideração somente a eficácia do armamento e momento histórico, o Douglas A-26 Invader superou até mesmo o Dassault Mirage III, que teve, sem dúvida, sua importância, mas uma importância simbólica, inspirativa, auspiciosa. Infelizmente, a FAB só teve quatorze dessas aeronaves (B-26, como era conhecido), entre 1957 e 1975, todavia, se houvesse, entre esses anos, algum conflito, mesmo que internacional, fronteiriço e até mesmo marítimo, a aeronave que tomaria a frente e seria a mais exigida, seria o Invader, e, claro, com melhor resultados.
      Vale lembra ainda, algo que me ocorreu nesse momento, uma meia lembrança de algo que li no livro de Daniel Hagedorn, Central American and Caribbean Air Forces. A certa altura, o autor, sugere que até mesmo a Revolução Cubana não tivesse êxito se Batista tivesse feito melhor uso de seus Hawker Sea Furies no combate à guerrilha. Sendo que, anos após, na Invasão da Baia dos Porcos, Fidel, ironicamente ainda dispunha de uma dúzia de A-26!
      Por fim, Lockheed KC-130 é sem dúvida, também outra aeronave de uma eficiência notável, prova que ela é ainda desejada e usada pela força mais combativa que existe, capaz de derrotar qualquer inimigo e em qualquer lugar do globo, o U.S. Marines.

  2. Infelizmente esta aversão de que tudo que é americano seja ser paranoico. O que tem de conspiratório ou que alguns comentam que somos subservientes aos que de certa forma são os que mais nos auxiliam em armamentos e tudo que possuímos. faço uma pergunta: alguém por acaso não usa jeans, ou produtos que utilizamos que surgiram nos EUA. qual é o problema afinal. esta aversão xenofóbica de que tudo que vem dos EUa para invadir nosso país, buscar nossas riquezas etc… por favor, leiam, ilustrem-se. procurem conhecer um país. Há vários programas que relatam sobre os estados Unidos, suas florestas, Continente europeu, a própria Rússia, China, ou seja o mundo. não precisa viajar(seria muito bom). Leia sobre….Parem com ideologias tacanhas e atrasadas. Somos subdesenvolvidos por nossa visão protecionista( somos e muito). Por nossa política de se manter apenas para o óbvio. De não procurar lutar para melhorar enquanto indivíduos e sociedade . Sempre dependendo das benécias do grande Irmão chamado Estado. Metade de população produz para que outra possa não fazer nada, apenas criticar. Chega de comparações esdrúxulas e busquem melhorar enquanto pessoas. cansei de ouvir só críticas destrutivas ou ironias idiotas sobre um ou outro país . Países são desenvolvidos ou potencias por ter seu povo lutado para melhorar e não viver na bagunça de carnaval, futebol e cerveja de graça. saneamento básico terrível, transporte péssimos, estradas com asfalto duvidoso e superfaturado, saúde precária, educação de péssima qualidade, Segurança a beira do abismo tudo fruto de corrupção, ganância generalizadas e populismo de porta de bar. Abraços a todos. não aguento ler só críticas pejorativas e que não possuem qualquer embasamento. tudo fora do assunto proposto. Saudações.

  3. Concordo com os Srs. Roberto F Santana, Daglian e Marcelo Andrade. falta de leitura, de se ilustrar , de buscar conhecimento sobre o país. Não precisar viajar, basta a pessoa obter conhecimento sobre o país. geografia, um pouco de história. Recomendo além dos livros, Natinal Geografic, Discoveri, History Chanel. Canis que divulgam o que quiserem sobre países em questão. Criticar por mera ironia sem argumento seja a ser ridículo.

  4. Errata:…canais que divulgam…Geografia , um pouco de História. Livros que possam dar uma boa leitura e conhecimento. Os americanos são nossos parceiros econômicos e militares. Temos uma boa relação se soubermos ter o que podemos chamar de diplomacia. a China é uma parceira econômica, porém seus métodos de negócios são bem mais duros de lidar do que os americanos. Se quisermos ter interesses maiores temos de ser duros e largarmos nosso protecionismo e avançarmos. Toda nossa produção têxtil, siderúrgica, alimentícia foi nos fornecido pelos americanos. Chega a ser cultural nosso intercâmbio. Com a maioria dos países europeus idem. Abraços. criticar por ter ou por achismos conspiratórios certamente é uma ignorância. Reitero os abraços. Sobre o C 130 Hércules. excelente aeronave, sempre presente. O KC 390 é a novidade e dará certo

  5. Vi algumas vezes a mais Hércules na região esse ano, mas o 1 gtt já foi de fato transferido? Achei que eram apenas operações da FAB e EB.

    • O 1° GTT foi transferido do Galeão para Anápolis, mas sem as aeronaves. Será reequipado com o KC-390. Todos os C-130 ainda operacionais ficaram no Galeão, equipando o 1° GT.

  6. Pergunta : não seria necessário a FAB dispor de um esquadrão “Super Super” dotado de aeronaves de grande porte como G-5 Galaxy ou IL-76/78 … Penso em 6 aeronaves que seriam o superlativo na questão dos transportes ! Posso estar falando bobagens, mas para mim seria internas ver o IL-76/78 nas cores da FAB .

    • Fellipe, são aviões caros de manter e suas missões seriam muito poucas para manter uma aeronave dessa.

      Sou mais revivermos o Projeto KC-X com os B. 767 ou KC-30, para voos mais longos , complementando os KC-390. Até o A400M, mas acho que , apesar de adorar este avião, ele tem uma operação cara e ainda não se livrou dos problemas que apareceram.

  7. Prezado Roberto F. Santana,
    Muito obrigado pelo seu rico relato sobre os Invader A-26 da FAB, em resposta ã minha solicitação. O senhor esclareceu uma dúvida que eu tinha que era se B-26 ou A-26, porque eu só lembro da designação B-26 mas no seu primeiro comment o senhor usou A-26. Agora, na sua resposta ao meu pedido o senhor esclarece.
    Lembro que alguns possuíam uma área envidraçada na parte frontal e outros, não. Em um livro que o prestigiado comentarista Dalton, do Poder Naval, indicou-me sobre a batalha de Midway, Shattered Sword, os americanos usaram Marauder B-26 para atacar os porta-aviões do Almirante Nagumo. Isso em meados de 1942. Seria o Marauder alguma versão mais antiga do Invader?
    Obrigado.

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