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Visiona apresenta primeiro Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites desenvolvido no Brasil

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Simulação do modo de resposta rápida do AOCS – Software de Controle de Órbita e Atitude
Simulação do modo de resposta rápida do AOCS – Software de Controle de Órbita e Atitude

São José dos Campos – SP, 2 de outubro de 2018 – A Visiona Tecnologia Espacial anuncia a conclusão do desenvolvimento do Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites, também conhecido pelas suas siglas em inglês AOCS (Attitude and Orbit Control System), responsável pelas funções de navegação, apontamento e controle do satélite. Esse sistema, inédito no país, é o elemento que permite a um satélite, por exemplo, apontar com precisão sua câmera para o local que se deseja coletar imagens ou ainda acionar o seu sistema de propulsão para realizar uma correção desejada de órbita.

“O desenvolvimento no Brasil de uma tecnologia sensível e frequentemente sujeita a embargos, como o Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites, é um passo extremamente significativo para o avanço e autonomia da indústria aeroespacial brasileira”, disse Himilcon Carvalho, Diretor de Tecnologia da Visiona. “Esse é o passo maior e mais complexo dentro do plano da Visiona de dominar todo software embarcado de satélites, que inclui também o sistema de controle e gestão de dados de bordo, tecnologias que julgamos fundamentais para uma integradora de sistemas espaciais.” O próximo passo da empresa é validar esses sistemas em um satélite operacional, o que será feito no início de 2020 com o lançamento do VCUB1.

O VCUB1, que conta com a participação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Santa Catarina (SENAI-SC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) no seu desenvolvimento, assim como com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), será o primeiro satélite projetado integralmente pela indústria nacional e deverá demonstrar a capacidade da Visiona em conceber sistemas espaciais de alto desempenho. Apesar de estar situado na classe dos nanosatélites e possuir apenas 10 quilos de massa, o VCUB1 possui arquitetura altamente sofisticada e características como precisão de apontamento, estabilidade e geração de energia típicas de satélites bem maiores.

Concepção artística do nanosatélite VCUB1
Concepção artística do nanosatélite VCUB1

O satélite estará equipado com uma câmera de alta resolução espacial capaz de coletar imagens com qualidades radiométrica e geométrica superiores às encontradas no mercado, fatores fundamentais para aplicações agrícolas e de proteção do meio ambiente. O VCUB1 contará também com um sistema de coleta de dados baseado na tecnologia de rádio definido por software voltado inicialmente a aplicações de coleta de dados hidro-meteorológicos, mas que pode ser atualizado mesmo após o lançamento para a inclusão de outras aplicações de Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things – IoT) de uma forma mais ampla.

“Os resultados do projeto são extremamente animadores, pois mostram que somos capazes de entregar com eficiência e eficácia mesmo os sistemas e missões mais complexos. Estamos diante de tecnologias que poderão efetivamente ser fundamentais para as futuras missões espaciais brasileiras”, disse João Paulo Campos, Presidente da Visiona. “O projeto também é um excelente exemplo de colaboração entre o setor privado e governamental, com empresa e institutos de pesquisa juntando forças e trabalhando conjuntamente para o atingimento de um objetivo comum, a exemplo do que se vê nos países tecnologicamente mais avançados.”

Sobre a Visiona Tecnologia Espacial

A Visiona é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras voltada para a integração de sistemas espaciais. Criada em 2012 para atender os objetivos do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE). A empresa foi a responsável pelo programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC, e é líder no mercado brasileiro de sensoriamento remoto orbital. Em 2018, a Visiona anunciou o programa do primeiro satélite desenvolvido por uma empresa privada, o VCUB, e concluiu com êxito o desenvolvimento do primeiro Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites desenvolvido no Brasil.

DIVULGAÇÃO: Embraer

27 COMMENTS

  1. Que triste, mais dinheiro nacional empregado em tecnologias críticas e que vão parar nas mãos de empresa internacional.
    Pois como todos sabem, a Visiona e da Embraer defesa e tecnologia e a mesma, mesmo que não admitam foi parar nas mãos da Boeing no saldão de queima de estoque da soberania tupiniquim.
    Nossa cada vez mais me decepciono com este país!

    • Triste demais foxtrot,

      Nao adianta, sempre fomos colônia. Nosso complexo e entreguismo nao nos permite pensar enquanto nação soberana.

    • A Embraer Defesa & Segurança não está no acordo com a Boeing.

      Além disso, sem a Embraer, tenho sérias dúvidas se esse projeto conseguiria avançar.

    • O pior é que o candidato 1° nas pesquisas nunca deu um “piu” sobre o assunto e pelo jeito não dará, apesar de ser ex-militar e se dizer “nacionalista”.

      • Tranquilo é um sujeito destinado a uma triste sorte. Sempre melhor estar alerta.
        Exatamente pelo fato deles possuírem esse conhecimento há uns 60 anos é mais um motivos para não estar tranquilo, pois na maioria dos casos procuraram impedir, dificultar o acesso e capacitação de outros atores e mante-los dependentes e submissos.

        • Se investíssemos na educação e se tivéssemos um Estado voltado ao empreendedorismo, meritocrático e voltado à valorização do conhecimento não estaríamos com medinho dos que detêm o conhecimento. Índia, China, Coreia do Sul, Japão, etc. saíram de condições deploráveis e com esforço e definição de prioridades atingiram os EUA, URSS, RU, etc.
          O que não dá é continuarmos fazendo as mesmas coisas que se mostraram equivocadas e ainda assim queremos um assento ao lado dos grandes e poderosos e quando não conseguimos culpar os outros de estar nos boicotando.
          Agora, se o Brasil tivesse feito a coisa certa há 100 anos, livre de corrupção, engajado num projeto de nação, com seu povo instruído e unido em busca do bem comum e ainda assim fôssemos uns zera a esquerda no conjunto de nações, aí eu me juntaria ao discurso de que somos preteridos e boicotados.
          Como ainda não fizermos o nosso dever, ainda não dá pra culpar ninguém.

      • É, Boscão, ninguém acha que os EUA está comprando a Embraer para ter acesso a tecnologias que eles não tem ou que não tem capacidade de desenvolver. A lógica é comprar pra nós não termos e ou não termos capacidade de desenvolver…

        E eles estão certos em tentar fazer isso. Nós é que estamos errados em cair nesse truque velho…

  2. Uma nova empresa de aviação está nascendo em São José dos Campos . São ex funcionários da Embraer. Seu nome é Desaer Desenvolvimento Aeronáutico e o primeiro avião será apresentado agora em Outubro o ATL-100

    http://www.desaer.com.br/

    Mais um ponto para o país e para a indústria de aviação brasileira. Parabéns..!

    • Acabei de dar uma olhada. Muito bom mesmo. Sempre acreditei que estava na hora de iniciar o desenvolvimento de um sucessor para o bem sucedido Bandeirante, assim como um para o Brasília. Como a EMBRAER já anunciou que não tem mais interesse na categoria de turboélices, acho bom que outra companhia assuma esta área.

      Aliás, alguém saberia dizer o que aconteceu com a NOVAER Aircraft e seu avião competidor do Super-Tucano? Não achei mais nada à respeito.

  3. O melhor que a notícia são os comentários ! Tem umas mentes brilhantes que acham que tudo tem que pertencer ao Estado, mesma ladainha de que a Petrobras e nossa. Quem a astece de graça o carro? Ninguem, a porra da gasolina não e nossa e nem teremos internet grátis! Fica um mimimi sem noção .Caiafa tem razão de ter uns pity.

  4. Parabéns, esse povo só sabem dizer que somos boicotados por fulano ou ciclanos, e esquecem que os maiores sabotadores da nação brasileira e o seu povo.

  5. Bosco o problema não é dominar e sim impedir que dominemos.
    Ainda tem gente aqui que realmente acredita que a EDS não está no “acordo” com a Boeing?
    Pergunto o porquê uma empresa que fabrica jatos gingantes se interessaria numa empresa que fabrica jatos de médio porte?
    Se não fosse para para negar o avanço tecnológico deste país ou para engolir sua divisão de defesa e abocanhar os inúmeros projetos na área de defesa e espacial desse país.
    Ou se esqueceram do PESE, Sisgaaz, Sisfron e outros que ainda nem sabemos.
    Grande inocência ou ledo engano de quem pensa que a Boeing quer apenas a divisão de jatos da Montaer.
    Li em outro site que o diretor da Embraer já correu para desmentir que a fabricação do KC-390 seria transferida para os E.U.A, isso devido as grandes repercussões geradas rsrsrsrs.
    Santa Inocência!!

    • Fox,
      “Pergunto o porquê uma empresa que fabrica jatos gingantes se interessaria numa empresa que fabrica jatos de médio porte?”
      Seria para abocanhar esse nicho do mercado por razões corporativas?
      Eu penso assim. Não vejo aí nenhuma ingerência indevida de um Estado no outro.
      O Brasil não quer competir no mercado mundial? Então que proteja suas empresas estratégicas jogando o jogo pelas regras certas, que é valorizando o trabalho científico e intelectual, dando condições de cérebros nacionais e estrangeiros viverem e progredirem no país, investindo em educação de base, reduzindo impostos, reduzindo a burocracia, reduzindo a corrupção, melhorando a gestão estatal, reduzindo o custo Brasil, etc.
      Enquanto aqui não for um “celeiro” de alta tecnologia, um país de meritocracia em vez do fisiologismo e clientelismo, continuares a viver só do agronegócio (graças a Deus) e de carnaval e futebol, e aí estaremos sempre sentados no fundo do ônibus da história e sendo coadjuvantes e reclamando que somos explorados.
      Outra opção , é voltarmos a viver em ocas e a a ser caçadores/coletores, e deixar o cruel mundo capitalista pra trás.

  6. Neste ponto concordo com você Bosco.
    Acredito ser cultural, pois realmente o brasileiro visa apenas o que é moralmente incorreto, só pensa em festas e futebol e desvalorizam o que é nacional.
    Em um país em que as pessoas são julgadas pelo o que tem em sua conta bancaria, cor da sua pela, opção sexual, gênero, etc.
    Realmente não deve ter voz ativa no mundo moderno e civilizado, deve ser capacho dos interesses de quem fez o dever de casa há mais ou menos tempo do que nós, que estamos na mesma há uns 500 anos.
    Um país onde um professor (a), bombeiro, médico, engenheiro etc ganha menos que um político corrupto, um juiz ocioso e partidário, só pode ser o que é mesmo.
    Digo que acredito ser herança cultural , porquê mesmo tendo uma economia melhor que a brasileira, os portugueses possuem uma economia inexpressiva na união europeia, uma economia muito similar a brasileira.
    Me digam um produto de exportação de alta tecnologia portuguesa?

  7. Pergunta de leigo: a partir do VCUB1 seria possível criarmos uma versão regional de sistema de posicionamento global formado por nanosatelites?
    Tipo um “short-gps” ou SPR-Br ?

  8. Não sei exatamente o que implementaram nesse “VCUB1”, mas a tecnologia “CUBESAT” é de domínio público, foi desenvolvida basicamente para “popularizar” a tecnologia espacial entre o publico universitário e amadores, e já foram produzidos e lançados algumas centenas deles por todo o mundo, incluindo universidades, escolas de nível médio nos EUA, clubes de radioamadorismo, empresas privadas, e países como Estônia, Lituânia, Colômbia, e Peru.
    Se não estou enganado, mesmo no Brasil já haviam algumas iniciativas nesse sentido.
    (É mais ou menos o mesmo conceito do “DIY Arduino”, aplicado a tecnologia espacial…)

    A menos que exista algo muito revolucionário e inovativo nesse micro satélite, desenvolvido localmente e com patentes nacionais, não vejo muito motivo para ufanismo…

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