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Israel: Boeing pode vetar oferta de avião-tanque da IAI

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A Boeing não permitirá que a Israel Aerospace Industries converta seus aviões em configurações de reabastecimento aéreo para a IAF

Enquanto a Israel Aerospace Industries (IAI) pretende ser a fornecedora de um dos maiores programas de aquisição de defesa israelense nos próximos anos, para aviões-tanque para a Força Aérea de Israel (IAF), a gigante aeroespacial americana Boeing pode colocar um sério obstáculo em seu caminho. Fontes informam ao Globes que a Boeing não concederá licenças à IAI para converter seus aviões para a configuração de reabastecedores. Tal restrição significa que a IAI pode ficar fora da corrida para fornecer os novos aviões-tanque da Força Aérea de Israel, pois sua proposta é baseada na compra de aeronaves Boeing 767 usadas no mercado aberto e na conversão para reabastecimento aéreo de aviões de combate.

A Boeing tem um claro interesse em retirar a IAI do programa de compras que vem tomando forma no Ministério da Defesa e na Força Aérea Israelense por um longo tempo, já que é considerado o principal candidato para ganhar a encomenda, estimada em centenas de milhões de dólares. A Boeing está oferecendo à Força Aérea de Israel seu novo KC-46, que também é baseado no 767. Um primeiro avião desse tipo será entregue em dois meses à Força Aérea dos EUA, que receberá quase 200 deles nos próximos anos.

A IAI, que já venceu negócios semelhantes no Brasil e na Colômbia e concorreu a outros contratos, está convencida de que sua proposta é mais atraente do que a da Boeing, já que pode vender essas aeronaves à Força Aérea de Israel pela metade do preço. O KC-46 custa de US$ 250 a US$ 300 milhões, enquanto a IAI está oferecendo sua aeronave convertida por US$ 150 milhões, sem redução significativa de capacidade e desempenho.

Empregos para 500 trabalhadores

Fontes de defesa afirmaram nos últimos dias que o trabalho no programa não está completo e que o assunto ainda não foi considerado nos mais altos níveis das IDF (Israel Defense Forces) e do Ministério da Defesa. No entanto, as empresas de defesa de Israel têm a impressão de que o Ministério da Defesa pretende comprar os aviões da Boeing, entre outras coisas, a fim de permitir que o acordo que está sendo formulado seja financiado por ajuda militar dos EUA. A essa consideração acrescenta-se a nova limitação que impedirá que Israel converta um quarto da ajuda em shekels, como fez no passado, a fim de usá-lo para aquisições em Israel.

Fontes da indústria de defesa alertam que a decisão de comprar aviões nos Estados Unidos representará um golpe para a IAI e comprometerá os empregos de pelo menos 500 funcionários. A questão está criando tensão na IAI, que precisa muito desse pedido do Ministério da Defesa, tanto quanto para preservar seu know-how e consolidar seu status em aviões-tanque, área na qual apenas Airbus, Boeing e IAI operam.

A restrição que a Boeing deve colocar à IAI no contexto da licitação para fornecer aviões-tanque à Força Aérea de Israel é bem conhecida do establishment de defesa israelense. “Esta é uma restrição séria, lamentavelmente, e há um arrependimento genuíno, a IAI está excluída do processo”, disse uma fonte de defesa envolvida no assunto ao Globes.

Segundo a fonte, qualquer aeronave da Boeing que a IAI converter de configuração de passageiros para configuração de carga ou tanque de combustível deve receber uma autorização especial da Boeing, como fabricante e dona da propriedade intelectual no projeto da aeronave. Uma fonte próxima à Boeing confirmou isso ao Globes e disse que, para receber as licenças necessárias, para cada aeronave da Boeing que a IAI converte para um uso diferente, paga à Boeing entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão. “Como faria sentido para a Boeing dar à IAI tal permissão quando está concorrendo contra ela na mesma disputa?” disse a fonte.

Os atuais aviões-tanque da Força Aérea de Israel são Boeing 707 convertidos pela IAI no início dos anos 80, e a IAF procura substituí-los.

FONTE: Globes – Israel Business Arena

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Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
2 anos atrás

O comercio de armas é algo realmente sujo, onde um parceiro hoje na conversão, que tira aeronaves da indisponibilidade e o coloca de novo como cliente da Boeing, de um dia para o outro vira inimigo por ameaçar a venda de novos.

Fabio Mayer
Fabio Mayer
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Não é negócio sujo, é negócio. E acontece em qualquer área, não apenas o da defesa. Ninguém desenvolve um produto e aceita passivamente que seja copiado ou adaptado, quando lhe rouba vendas, mesmo potenciais.

Rui Chapéu
Rui Chapéu
Reply to  Fabio Mayer
2 anos atrás

Bem isso.

Amigos, amigos, negócios à parte!

marcus cesar geudice mendes
marcus cesar geudice mendes
Reply to  Fabio Mayer
2 anos atrás

Tio Jacó pode vir à Embraer comprar KC-390.

Helio Eduardo
Helio Eduardo
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Walfrido, não penso assim! É aquela velha história: quer ser independente, investe tempo e dinheiro (muito, muito mesmo) e crie seus produtos sem depender de nada de ninguém. Do contrário, submeta-se às regras de quem o fez….

As grandes indústria s de defesa dos EUA não chegaram onde estão sendo “boas” ou “éticas”, a parada é duríssima.

No caso específico, onde é que erra a Boeing? Em não conceder licença de conversão dos aviões que projetou e construiu para que seu competidor direto ganhe a concorrência?

Alex Melo
Alex Melo
2 anos atrás

Uma opção é buscar A330-200 no mercado de usados, isso se a Airbus não querer fazer o mesmo que a Boeing….

Sérgio Luís
Sérgio Luís
2 anos atrás

Veremos!!

Delfim
Delfim
2 anos atrás

Messingelismo americano tem limites. Se bem que no final o KC-46 vai ter desconto e FMS. Aí vale a pena comprar mesmo.

João Adaime
João Adaime
2 anos atrás

Será que a Airbus autorizaria a IAI a fazer a adaptação nos seus A300?
O porte é equivalente ao 767.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  João Adaime
2 anos atrás

O A300 é muito antigo, em caso de crise poderiam converter A310, mas também é antigo, não sei se encontrariam alguns com horas disponíveis que valham a pena uma conversão.
A Alemanha e Canada usam o A310MRTT, mas a IAI não é autorizada da Airbus para conversão ainda.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Os 767 tbm são muito antigos. São no mínimo contemporâneos.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

A FAB é diretamente atingida com essa restrição, pois o KC-X2 é exatamente o 767 convertido pela IAI.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Será que a Boeing tem cacife político para encarar os intereses da IAF?

Quem é a Boeing para enfrentar o lobby judeu nos Estados Unidos.

ODST
ODST
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Tadeu Mendes

Não fale bobagens. Quando se trata de empresas estadunidenses envolvidas, o lobby judeu não serve para nada! Afinal, boa parte do dinheiro usado nessas compras já é do próprio contribuinte norte-americano, nada mais justo do que essa grana voltar para o país deles. Esses 500 empregos dos quais fala a matéria por exemplo nem existiriam sem a ajuda do EUA… aliás, Israel não existiria sem a ajuda de Washington, então estão reclamando de barriga muito cheia!

Humberto
Humberto
Reply to  ODST
2 anos atrás

ODST, Não é bobagem não, o Lobby Judeu é considerado o mais poderoso junto ao congresso americano, agora se vão usar este poder para bater de frente, para permitir que aviões usados possam ser convertidos, é uma outra história. Com certeza Israel vai usar esta proibição da Boeing para conseguir algo a mais, quem conhece um pouco dos Israeleses (não vou colocar Judeus pois pode soar depreciativo) sabe que eles são duros (no meu caso sempre foram justos comigo) para negociar. A encomenda dos F-15 pode ir para o saco, caso o problema saia da esfera entre empresas e suba… Read more »

Jr
Jr
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Tem e muito, não é por nada que o CEO da Boeing foi o único que continuou do lado do Trump depois que aquele conselho de CEO montado por ele se desmanchou, o Trump já visitou várias vezes a fabrica da Boeing nesses dois anos de governo e não custa lembrar que essas compras Israelenses são com dinheiro de ajuda americana, portanto seguindo a sua politica atual o Trump vai exigir que Israel aplique o buy américa e crie emprego nos EUAJ

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Jr
2 anos atrás

Não é bem assim…

Embora a Boeing esteja em uma posição privilegiada perante a administração Trump existem outros interesses de ordem geopolítica envolvidos. Por esse motivo vão acabar chegando a um meio termo, algo como a Boeing fornecer as células dos KC-46, que seria enviadas para Israel e convertidas nas instalações da IAI segundo os requisitos da Heyl Ha’Avir. Todo mundo ganha, os empregos permanecem onde estão e os países avançam na colaboração.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Jr
2 anos atrás

Não é bem assim! existem outros interesses geopolíticos envolvidos ai! Por esse motivo certamente os países chegarão a uma solução intermediária.

Delfim
Delfim
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

De uma forma ou outra, pois alguém vai bancar o prejuízo.

Marcos
Marcos
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Rinaldo Nery

Como anda o projeto KC-X2? Já atualizaram algum 767?

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Olá Cel. Tudo bem?
Creio que não seria o caso. A matéria não informa, mas, se a memória não me falha, já li que seriam cerca de 10 aviões, ou seja, uma quantidade razoável. Pelo que me lembro também, o plano era de aeronaves novas… desculpe o erro, se for o caso. Outros podem corrigir ,minha fala.
No nosso caso, é certa a aquisição de aeronaves usadas (usei no plural a palavrana esperança de ser mais de uma, mas é esperança minha só :-D).

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Carlos Eduardo
2 anos atrás

Confuso o seu comentário. Nossas aeronaves serão usadas, e a matéria diz, especificamente, que a IAI não pode modificá-las.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Rinaldo,

Me metendo na conversa de vcs:

Meu entendimento, ainda que o texto seja ambíguo, foi de que a autorização necessária da Boeing para conversão de aeronaves usadas não seria dada para este programa específico em andamento, em que ela também concorre com aeronaves novas. Ao menos foi o que entendi, mas o texto dá margem a mais de uma interpretação.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
2 anos atrás

Os EUA vão nos oferecer, certamente, quantos KC-135 usados, via FMS, que quisermos. Mas o custo operacional (4 motores) é bem superior ao 767.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Só pra esclarecer: Não fiz qualquer referência a KC-135.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
2 anos atrás

A essa altura o oferecimento dos Kc-135 não tem sentido algum até porque já desativamos os KC-137.

Quanto ao 767, existem muitas células dos modelos 200ER e 300ER estocadas nos EUA. Recentemente o New England Patriots comprou dois -300ER da AA pelo preço unitário de US$ 11 milhões.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

A Boeing não se opôs a conversão do 767 do Brasil ou Colômbia porque sabe que estes países não tem cacife pata comprar um avião tanque novo, esta restrição atual é só para Israel.

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Lamento a falta de clareza Cel. Tentei argumentar que já havia lido que seriam aeronaves novas e em número considerável, por isso talvez o veto. No nosso caso, seriam de aeronaves usadas, e uma (ou poucas), o que seria o caso de veto, pois a Boeing não modifica aeronaves usadas…. Sorry.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Carlos Eduardo
2 anos atrás

Obrigado, Carlos. Agora entendi. Tireless, a oferta de KC-135 faz sentido, sim. Nossos KC-137 eram ex Varig, convertidos, muito voados. Desativamos porque eram velhos. O custo de manutenção estava muito elevado. Não é o caso de alguns KC-135 da USAF.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Carlos Eduardo
2 anos atrás

Cel Rinaldo, não é mais barato comprar um 767 e converter em aeronave reabastecedora do que ir até o AMARG, selecionar alguns KC-135 e pegar pela conversão do mesmo no padrão -R, que implicará a troca dos motores TF-33 pelos CFM-56 e também a modernização da suíte de aviônicos?

Flanker
Flanker
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Eu entendo que essa restrição seja somente para o programa da IDF/AF. Conversões de uma ou duas unidades, como é o caso do Brasil, que inclusive não busca aeronaves novas (caso do KC-46), acho, apenas acho, que não seriam motivo de negativa por parte da Boeing à IAI.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
2 anos atrás

Vamos ver se a Boeing vai encarar o cancelanento da encomenda de 25 F-15IA feita pela IAF.

Quem está cutucando a onça com a vara curta aqui é a Boeing.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

duvido que isso aconteça, quem precisa dos EUA é Israel e não o contrário, não inverta os valores. Se isso fosse verdade estaríamos vendo centenas de IAI Lavi voando por aí, quem sabe até na FAB, mas não foi isso o que aconteceu. Acho divertido o endeusamento que alguns fazem de Israel…

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  Marcelo
2 anos atrás

Duvido que os EUA não ganhem nada com essa aliança com Israel. Se fosse o caso, já teriam abandonado os judeus há muito tempo . . . Mas isso faz parte do negócio e é por isso que eles continuam a ser uma superpotência.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Marcelo
2 anos atrás

Marcelo,

Eu vou qualificar o seu comentário ingênuo.

Você está muito longe e desconectado para entender a influencia de Israel/AIPAC dentro dos Estados Unidos.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

ingênuo…aham…me explica então por que os EUA barraram a venda de aviões radar da IAI Elta para a China, contrato de bilhões de dólares e com a 1a aeronave pronta para entrega. Parece que esse lobby não é tão forte assim? Como se os EUA iriam colocar os interesses de Israel acima dos seus próprios interesses geoestratégicos!

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Marcelo
2 anos atrás

Marcelo e Tadeu, muita calma nessa hora!

A entrega dos Phalcon para a China foi barrada porque o avião usa tecnologia norte-americana, todo país salvaguarda sua tecnologia. Contudo se a Boeing barrar pura e simplesmente a conversão dos aviões em tanques pode ser um tiro no pé. Nesse cenário as partes vão chegar a algum tipo de acordo.

FABIO MAX MARSCHNER MAYER
FABIO MAX MARSCHNER MAYER
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Israel vai preferir fechar a IAI do que deixar de receber os F15, a defesa aérea é a coisa mais importante para eles, é o que salvou o Estado de Israel em inúmeras oportunidades.

Helio Eduardo
Helio Eduardo
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Os F-15 serão encomendados. A IAF precisa deles. Simples assim.

Jr
Jr
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

hahahahahahahahaha….. viajou na maionese agora amigo, esses F-15 estão sendo pagos pelo contribuinte americano, Israel precisa deles e vai aceitar de bom grado quietinho. Como Trump é imprevisível quem não deve cutucar a onça com vara curta aqui é Israel, não vai querer comprar briga com os EUA por causa da IAI, acho mais fácil eles comprarem o avião direto da Boeing e pedirem, se possível, que a IAI se envolva de alguma forma no projeto. Israel precisa mais dos EUA do que o contrario, não inverta a realidade da situação

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

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COMENTÁRIO APAGADO.
MAIS DE UMA DÚZIA DE COMENTÁRIOS TOTALMENTE FORA DE TÓPICO E QUE LEVARAM A DISCUSSÃO PARA A BRIGA DE CUNHO IDEOLÓGICO, RACISTA E RELIGIOSO FORAM APAGADOS E SEUS AUTORES ESTÃO COM SUSPENSÃO DO BLOG EM ANÁLISE PELOS EDITORES, CONFORME AS REGRAS:

https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Delfim
Delfim
2 anos atrás

Será que a Boeing neste caso esbarrou na legislação anti-BDS ?
.
Não custa lembrar o caso do Lavi.

Marcelo
Marcelo
2 anos atrás

hauhauhau, deu ruim ! Mais ou menos o que aconteceu com o IAI Lavi vs F-16. De qualquer forma, deve ser mais vantajoso economicamente comprar KC-46 novos via FMS do que comprar conversões de 767 usados. Quem perde são os trabalhadores da IAI, mas fazer o que…resta saber se o veto sera só para esse negocio com a IDF AF ou se valera para outros contratos como o hipotético com a FAB. Para nos vai ser ruim, porque os KC-46 sao bem mais caros e o empréstimo via FMS não deve ser tao vantajoso como para Israel…

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
2 anos atrás

Vão chegar certamente a um meio termo que agrade a todos, algo como a Boeing fornecer KC-46 novos e parte do trabalho ser executado pela IAI.

Felipe Barbieri
Felipe Barbieri
2 anos atrás

O Boeing 767 é uma aeronave com centenas pra não dizer milhares de unidades em uso, vamos supor que um país como o Irã compre 2 ou 4 destes e tenha capacidade de converter em aviões de reabastecimento em voo, o que um veto como este implica na prática ? … Porque os sobressalentes não são difíceis de se achar no mercado .

Marcelo
Marcelo
Reply to  Felipe Barbieri
2 anos atrás

para o Irã nada, mas para Israel afeta, pois a aeronave deve operar em espaço aéreo estrangeiro e para isso precisa de um certificado de tipo válido que garanta a segurança e aeronavegabilidade e isso só a Boeing pode dar ou aprovar.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

Tadeu Mendes & HMS TIRELESS

É por ai, pura barganha.

Defensor da Liberdade
Defensor da Liberdade
2 anos atrás

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COMENTÁRIO APAGADO.
COMENTÁRIOS TOTALMENTE FORA DE TÓPICO E QUE LEVARAM A DISCUSSÃO PARA A BRIGA DE CUNHO IDEOLÓGICO E RELIGIOSO ESTÃO SENDO APAGADOS E SEUS AUTORES ESTÃO COM SUSPENSÃO DO BLOG EM ANÁLISE PELOS EDITORES, CONFORME AS REGRAS:

https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Defensor da Liberdade
Defensor da Liberdade
Reply to  Defensor da Liberdade
2 anos atrás

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COMENTÁRIO APAGADO.
COMENTÁRIOS TOTALMENTE FORA DE TÓPICO E QUE LEVARAM A DISCUSSÃO PARA A BRIGA DE CUNHO IDEOLÓGICO, RACISTA E RELIGIOSO, E COM ATAQUES PESSOAIS, FORAM APAGADOS E SEUS AUTORES ESTÃO COM SUSPENSÃO DO BLOG EM ANÁLISE PELOS EDITORES, CONFORME AS REGRAS:

https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Ricardo da Silva
Ricardo da Silva
2 anos atrás

Acharia muito engraçado se a IADF optar por um MRTT.

ALEX TIAGO
2 anos atrás

Bom dia pessoal na chamada da reportagem achei bem claro que a Boeing não vai permitir que a IAI participe com o B767 versão de conversão para a IAF e mais no final da matéria fala se que cada conversão tem que ter aprovação ou liberação da Boeing então acredito que cada caso é um caso separadamente a IAI vai continuar fazendo está conversão para outros clientes. Apenas nessa concorrência não poderá fazer essa conversão.

Rommelqe
Rommelqe
2 anos atrás

Tambem entendi que o veto da Boeing seria específicamente relacionado à licitação israelense. Em outras palavras, os dois KC 46, baseados nos 767, necessarios à FAB, provavelmente poderiam ser convertidos na IAI, seguindo a conclusão ja atingida na respectiva licitação. Essa aquisiçao pela FAB, como ja abordado anteriormrnte aqui no Aereo, seria uma importante complementaçao aos KC390!

Rommelqe
Rommelqe
2 anos atrás

Uma correção: a adaptaçao realizada na IAI nao tem a denominaçao KC46 pois essa refere-se à versao da propria Boeing.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Rommelqe
2 anos atrás

O B767 tanker da USAF é KC-46, o da Itália novo é KC-767 e o convertido em Israel é B767 MTTT(Multi-Mission Tanker Transport).

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Correção, é MMTT acima.
Uma observação, algumas fontes e jornalistam confundem e citam o B767 convertido pela IAI como MRTT, mas esta sigla “Multi Role Tanker Transport” é de uso do Airbus para os A310 e A330 tanker.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
2 anos atrás

Senhores,

Eu não sei qual seria o argumento legal que a Boeing usaria, para tentar impedir modificações feitas por terceiros (IAI), em aeronaves que não lhes pertence.

A Boeing projetou e montou as aeronaves, mas as mesmas não são propriedade da compania.

André Bueno
André Bueno
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Tadeu, o Roberto Santana mencionou que a Boeing seria detentora do refueling boom. Se isto é fato, estaria explicado seu veto.

Jr
Jr
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Creio que o texto deixa a entender que a Boeing não autorizaria a IAI a converter 767 usados para essa concorrência especifica da IAF.

Humberto
Humberto
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Tadeu,
Realmente o avião não lhe pertence MAS o projeto é dela e pode ser chamado, em caso de acidente, então, nada mais natural que de o OK (ela cobra para isto) para as modificações que foram executadas.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

O mesmo caso da China que usou os B737-300/400 para plataforma militar e por não ter autorização da Boeing foi ameaçada de perder o direito ao suprimento de todas as aeronaves B737 da China, suspenderam a utilização não autorizada dos B737 e passaram a usar o Y-8(An-12chinês) para aplicações militares como Elint/Sigint e AEW e Patrulha Marítima.
Vc quando compra uma aeronave comercil se compromete a utilizar para fins comerciais e qualquer mudança na atividade fim tem que ser autorizada pelo fabricante.
. https://2.bp.blogspot.com/-q88DjGUi3iQ/ULjCbd7MWhI/AAAAAAAADEc/ljWlrpDmtpk/s1600/B-737b.jpg

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

A Indonésia usa o Boeing 737-200 para Patrulha Marítima a muitos anos, ja sofreram três modernizações, mas a Boeing autorizou a Motorola instalar o radar e tudo ficou regularizado.
Este sistema foi indicado para ser instalado no C-130B deles, mas a Indonésia disse que os C-130 eram muito úteis no transporte e após análise disse que queria que o radar e seus consoles fosse instalado no B737 que era a melhor base para Patrulha, o que deixou os americanos perplexos, na época nem imaginavam que um dia usariam o P-8 que tem o B737 como base.
. https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR-ub6nv5di6bCJ_g9DYp6pJDT-D8cYrlGrKyN3jukuSJPm1esnlaSKw5pt-Q

Marcelo
Marcelo
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

A Boeing é detentora do Certificado de Tipo do B767 e responsável pela sua aeronavegabilidade continuada em todos os países em que essa aeronave foi certificada e/ou que possuam acordos com o FAA dos EUA.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

Aviões não são como carros, que são projetados, montados e depois “caem na vida”. O detentor do certificado de tipo é responsável por manter a aeronavegabilidade continuada, ou seja, sua operação segura, revisando suas publicações técnicas e emitindo boletins de serviço com modificações que mantenham a aeronave segura, corrigindo eventuais problemas que apareçam durante sua operação, até o último operador, ou até que a empresa decida que isso não é mais economicamente viável, nesse caso as aeronaves terão que deixar de voar operacionalmente.

Delfim
Delfim
Reply to  Tadeu Mendes
2 anos atrás

O mesmo argumento que os EUA utilizam para barrar a venda de helis turcos ao Paquistão : propriedade intelectual parcial ou total das aeronaves.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
2 anos atrás

Uma coisa interessante sobre Boeing militares, é que a Indonésia fez um estudo e chegou a conclusão que metade das missões dos seus 20 C-130/L-100 eram de transporte de pessoal. E um Boeing 737 da série 300/400/500 pode fazer estas missões com maior conforto, velocidade e custo menor. Como estes aviões usados com cerca de 20 anos são baratos e ainda tem muito a voar, entraram em contato com as empresas aéreas e conseguiram um acordo, as empresas doaram os aviões para a Força Aérea e em troca ganharam um contrato de suprimento e manutenção por cinco anos, a Garuda… Read more »

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Walfrido,
Que excelente exemplo de pragmatismo. Quem dera essa mentalidade prosperasse por aqui.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  EduardoSP
2 anos atrás

Uai! E a compra dos E145 ex Rio Sul foi o que? O leasing do 767?

Mk48
Mk48
2 anos atrás

Li vários comentários acima com o mesmo erro.

A título de esclarecimento : Quem nasce em Israel é israelense, mas nem todos os israelenses são judeus. O judaísmo é uma religião. Por isto existem judeus não israelenses.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

Tinhamos(FAB) a primeira unidade do 767-300ER sendo convertida na IAI.

Mais duas esperando a vez.

Cancelamos.

Pilotos da FAB receberam certificação para pilotar essa anv.

Tivemos que indenizar a IAI que já havia realizado parte da conversão.

Coisas do Brazil.

Reafirmo, chegasrão a bom termo, há muito em jogo.

Quanto aos KC 135 made in USA assisti uma reportagem va Tv a cabo (The History ou DC) de um total MRO nessa anv, motores novos, cockpit avançado, célula(charuto) totalmente refeito, ficou show.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

Talvez seja suficiente operarmos 767 nao convertidos na função única de transporte e deixar o reabastecimento em voo para os KC-390, que já estão contratados mesmo…óbvio que ter alguns KC-767 seria excelente mas é o que temos…

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

Cel Rinaldo Nery e demais colegas

o texto todo é ótimo, eis o MRO que foi feito nos KC’s 135

mencionam motores e muitas outras modernizações.

https://www.airforce-technology.com/projects/kc135/

Há opções, sempre.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

O Brasil já comprou 28 KC-390, mesmo que o B767 MMTT tenha desempenho superior, é dispensavel com este número de KC-390.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Esta minha resposta acima era para o Marcelo.

Delfim
Delfim
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Não é apenas o desempenho superior, mas o custo. Dá para usar um cargueiro para REVO, AEW&C ou até esclarecimento marítimo, mas uma aeronave civil faz isso mais barato.
Lógico, há custos logísticos a considerar, o tamanho das frotas, etc.

Augusto L
Augusto L
2 anos atrás

Bem que a Boeing podia criar mais uma joint venture com a Embraer para converter aeronaves usadas para KCs, para paises com baixo orçamento, mataria a IAI na Colômbia e no Brasil.
Supriria um mercado que a própria Boeing não concorrer e faria ela lucrar mais do que com simples royalties.

Delfim
Delfim
Reply to  Augusto L
2 anos atrás

Ótima idéia. Afinal esta joint-venture tem que render alguns frutos.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Augusto L
2 anos atrás

Para converter Boeing ou Airbus esta empresa teria que ter autorização da Boeing ou Airbus respectivamente, logo só aconteceria se fosse do interesse deles.
O sistema de reabatecimento com cesto teria que ser da Cobham inglesa e o de lança dos americanos, não da para querer ser muito independente nisto.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Seria só de aviões Boeing.
E provavelmente a Airbus iria atras da IAI, se essa fictícia joint venture, acontecesse.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Augusto L
2 anos atrás

Sim, claro. Mas mesmo esta parceria Embraer/Boeing só venderia para quem não tivesse condições de comprar um novo, pois não permitiriam que concorresse com o KC-46.
Daria o mesmo a Boeing fazer com a Embraer ou manter a IAI fazendo, sem dizer que a IAI já é um parceiro antigo convertendo modelos de passageiros da Boeing em cargueiros na divisão Bedek em Israel e nas suas autorizadas do Brasil(VEM/TAP-ME e México(Mexicana MRO Services).

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
2 anos atrás

Este é o cockpit dos 45 KC-135R block 45 que estão sendo modernizados, mas os EUA não vão os liberar para venda antes de receber todos o novos KC-46, quem quiser um agora vai ter que se contentar com um KC-135E que é um antigo KC-135A remotorizado a mais de 25 anos com os motores TF-33 usados retirados dos B707 aposentados, em 2010 o Chile recebeu três unidades.
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Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
2 anos atrás

Uma curiosidade, estes Boeing KC-135R block 45 estão usando o terceiro motor e terceiro cockpit em sua vida. Primeiro usaram como versão “A” o Pratt & Whitney J57, depois remotorizados com motores usados de B707 aposentados a versão “E” usou o Pratt & Whitney TF-33-PW-102 e depois receberam o CFM-56 na versão “R”. Obs: Nem todos os “R” passaram pela versão “E”, alguns foram direto de “A” para “R”, todas as versõea de KC-135 ja foram antigas versões “A”, tinham mais de 700 unidades na guerra fria. Quanto ao cockpit: KC-135A https://www.boeingimages.com/Docs/BOE/Media/TR3_WATERMARKED/6/3/6/d/BI24580.jpg . KC-135R . Atual KC-135R eu postei no… Read more »

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
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2 anos atrás
Paulo Neves
Paulo Neves
2 anos atrás

É tudo muito simples.
A Boeing descobriu que a IAI estava pronta para comer sozinha um baita banquete que a Força Aérea de Israel está preparando.
Então, mandou um recado, fácil de entender:
-Vai ter que dividir comigo.
Só isso. Ninguém quer gorar o negócio.
São comerciantes, então vão negociar.
Ficarão felizes no final.
A IAI, menos do que antes, mas de barriga vazia não vai ficar.

Marlon maia
Marlon maia
2 anos atrás

Isrrael pode comprar o kc 390 do Brasil.