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União Europeia terá 16 bilhões de euros para o programa espacial

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Sentinel-3, conhecido como Copernicus
Sentinel-3, conhecido como Copernicus

A União Europeia propõe investir 16 bilhões de euros no período 2021-2027 para reforçar ainda mais a liderança da Europa no espaço. Este novo programa espacial, com um orçamento 50% superior ao do período anterior de 7 anos, reforçará a UE como um ator do espaço mundial competindo com sucesso com outros atores espaciais estatais e do sector privado.

Vivemos em uma nova era espacial com uma explosão de serviços baseados no espaço oferecidos por várias novas empresas e empresas mais maduras. Estes beneficiam a gestão da terra, planejamento urbano, otimização do tráfego portuário, observação da terra, telecomunicações, navegação e posicionamento, para citar alguns.

Em um contexto geopolítico mais imprevisível, as atividades espaciais são cada vez mais um divisor de águas estratégico. O espaço é uma questão de ciência, exploração e cooperação internacional (que sustenta a Estação Espacial Internacional) e desempenha um papel muito prático em termos de impulsionar a inovação, o crescimento econômico e a segurança do outro.

Menores custos de lançamento e expansão infinita da internet estão tornando o espaço mais congestionado, contestado e competitivo.

A UE já é líder global no espaço. O setor espacial europeu emprega mais de 231.000 profissionais, com um valor estimado de € 53-62 bilhões em 2017. A Europa fabrica um terço de todos os satélites do mundo. Em 2016, de acordo com a Eurospace, a indústria de fabricação de espaço registrou vendas no valor de € 8,2 bilhões.

Os benefícios para a UE de investir no espaço são, portanto, claros.

Tendo isto em mente, o novo programa espacial da UE basear-se-á na experiência de duas décadas dos programas Copernicus e Galileo, procurando simultaneamente impulsionar a inovação e manter a autonomia estratégica da UE no espaço.

Melhorará o acesso das start-ups espaciais ao financiamento de risco, criando parcerias de inovação para desenvolver e comprar produtos de ponta e, desse modo, fomentar uma indústria espacial europeia forte e inovadora.

O novo programa também dará prioridade à manutenção do acesso autônomo, fiável e rentável da UE ao espaço, particularmente importante no que diz respeito às infraestruturas críticas, à tecnologia e à segurança.

Contexto

Eis alguns exemplos de como os programas espaciais da UE estão transformando as nossas vidas:

– Respondendo a desastres naturais:
Em 2017, os mapas do Copernicus mostrando a extensão e magnitude dos danos ajudaram as equipes de resgate a lidar com incêndios florestais (Itália, Espanha, Grécia, Portugal), terremotos (México), furacões (países atingidos pelos furacões Harvey, Irma e Maria) e inundações (Irlanda, Alemanha), entre outros.

– Salvando vidas no mar:
O programa Copernicus apoia o trabalho da Agência Europeia da Guarda Costeira e Fronteira no Mediterrâneo. Os dados de satélite ajudam a agência a detectar embarcações inseguras e resgatar pessoas vulneráveis. O Galileo pode ser usado em todos os navios mercantes em todo o mundo, trazendo maior precisão e posicionamento mais resiliente para uma navegação mais segura.

– Busca e resgate:
Um novo serviço Galileo reduz o tempo necessário para detectar uma pessoa equipada com um sinal de socorro a menos de 10 minutos em uma variedade de locais, inclusive no mar, nas montanhas ou desertos, e em áreas urbanas. Ele confirma para a pessoa que ajuda está a caminho.

– Monitoramento de derramamentos de óleo:
A Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA) utiliza dados Copernicus para o derrame de hidrocarbonetos e monitoração de embarcações.

– Aterragem de aviões:
Atualmente, 350 aeroportos em quase todos os países da UE utilizam o EGNOS, tornando mais seguro o pouso em condições climáticas adversas, evitando assim atrasos e reencaminhamentos.

– Segurança na estrada:
A partir de abril de 2018, o Galileo está integrado em todos os modelos de automóveis vendidos na Europa, apoiando o sistema de resposta a emergências eCall. A partir de 2019, será integrado nos tacógrafos digitais dos caminhões para garantir o respeito pelas regras do tempo de condução e melhorar a segurança rodoviária.

– Agricultura:
80% dos agricultores que utilizam navegação por satélite para agricultura de precisão são usuários do EGNOS. Os dados Copernicus também são usados ​​para monitoramento de safra e previsão de produção.

FONTE: European Union External Action

3 COMMENTS

  1. É muita grana! Dá para fazer muita coisa. Os Europeus tem feito boas coisas no espaço. Eu particularmente gostei muito da sonda Cassini-Huygens, que pousou em Titã ( uma das luas de Jupiter) em 2005 e da sonda espacial Rosetta, com o pouso do robô Philae no cometa Churyumov-Gerasimenko, em novembro de 2014. Não me lembro de outras grandes façanhas da ESA, sinceramente. Se alguém puder me ajudar alembrar de grandes façanhas espaciais de Europeus, a ponto de eles se autodenominarem “lideres”, eu agradeço. Liderança mede-se apenas pelo que se gasta? Eu não sei como medir ao certo a liderança. Mas é fato que tanto EUA como Europa, a Russia e agora a China se dizem “lideres” no espaço. Quem é o líder?

    • Pra mim foi a Rosetta. Eu não acredito que eu vi a humanidade pousar o primeiro objeto feito pelo homem em um cometa.

      Eu acompanhei tudo.

      É claro que não da pra deixar a NASA de lado com a sonda Dawn para Ceres. Aquilo foi incrível
      E a New Horizons pra Plutão.

      Foi uma década espetacular para a astronomia/astrofísica

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