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Força Aérea Brasileira em 1979, poster da revista Flap Internacional

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Reprodução do poster “Força Aérea Brasileira em 1979″, da revista Flap Internacional, enviado gentilmente pelo leitor e colaborador Roberto Santana.

Para os leitores mais antigos, que já eram entusiastas nessa época, é uma oportunidade para matar a saudade. Para os leitores mais novos, permite conhecer como era a FAB daquele período histórico e comparar com o atual, pois alguns tipos de aeronaves ainda estão em operação.

A Aviação de Caça da FAB de 1979 com os Mirage III, F-5E/B e AT-26 Xavante tinha aviões mais novos do que os de hoje, mas já não era mais o estado da arte.

A Aviação de Treinamento empregava o Neiva T-25 Universal e o jato Cessna T-37C, este último sendo substituído pelo turboélice T-27 Tucano no início dos anos 1980.

A Aviação de Transporte tinha ainda o venerável Douglas C-47, o anfíbio Catalina que operava nos rios da Amazônia, o C-115 Buffalo e o Avro 748 (C-91).

A Aviação de Patrulha operava o EMB-111 Badeirulha e os P-16 Tracker, estes últimos a bordo do porta-aviões Minas Gerais.

Abaixo segue a tabela publicada no livro “Air Forces of the World” de 1979, com os números, tipos de aeronaves e suas bases. Apesar de conter algumas incorreções, ela dá uma boa ideia de como era a FAB e a Aviação Naval da MB.

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70 COMMENTS

  1. Nossa, meu avô voou muito o Albatroz, C-130, C-47, bandeirantes e foi um dos primeiros a pilotar helicóptero aqui no Brasil com o Bell 47G

  2. Quando eu era moleque, costumava ir ao Campo de Marte para ficar vendo um Albatroz que tinha por lá. Ficava parado no lado de fora do hangar, apodrecendo. Mas era lindo, meu sonho era comprá-lo

  3. Este poster ficou pendurado na casa do meu Pai por muito tempo. Era um assíduo leitor da FLAP, a primeira edição que comprei foi a de junho de 77, histórica capa com um B727-200 até então o maior avião da VASP em operação.

    Tenho uma boa coleção dessa revista. No idioma português não existia nada de melhor no Brasil.

  4. Eu tinha esse poster na parede do meu quarto, aos dezoito anos…(dentro da porta do guarda-roupas tinha a Bruna Lombardi e a Sonia Braga, kkk). Parece que foi ontem, já se vão 39 anos!

    • Um avião excelente, ainda no contexto atual. Para um País que necessita assistência em pontos que não tem pista, era uma ótima opção.

  5. Nacionalidade dos aviões:

    Brasil: 10 aeronaves
    Estados Unidos: 14 aeronaves (incluindo Piper PA-34 Seneca, montado e/ou fabricado no Brasil)
    Inglaterra: 3 aeronaves
    França: 2 aeronaves
    Canadá: 1 aeronave
    Itália: 1 aeronave (Aermacchi MB-326, montado no Brasil como Xavante)
    Checoslováquia: 1 aeronave

  6. Que beleza! Eu tinha também um poster dos helicópteros da Marinha do Brasil, neste estilo. Alguém se recorda de qual revista era? Será que o Roberto Santana não tem esse também?

    Quanto aos planadores, é muito legal começar a instrução de vôo por eles. Se aprende o básico do “pé e mão” com custo mais baixo. Porém, acho que no caso da AFA é só para o Clube mesmo, não tenho certeza se são usados como parte do treinamento regular.

    O Blanik é um planador de dois lugares, para instrução, fabricado na República Tcheca. Ele é todo de alumínio, e possui uma curiosidade interessante: possui flaps, o que nem todo o planador tem. Tinha até uma manha de dar um dentezinho de flap pra girar na térmica. O avião é muito bom, e o uso dos planadores na instrução deveria ser mais difundido. Espero ter ajudado. Ab

    • Em 2015 a AFA tinha 13 planadores:
      3 TZ-23 Super Blanick
      3 TZ-17 Duo Fiscus
      1 Z-33 Blanick Solo
      4 Z-17 Discus
      1 Z-15 Libelle para competições
      1 –20 ASW para competições
      Atualmente está trocando os TZ-23 Super Blanick tchecos de alumínio por DG-1001 alemães mais modernos.

        • Já os trocou. Temos 10 DG-1001(TZ-20). O grande desafio é introduzir o voo dos planadores como obrigatório para a formação dos Cadetes. Mais de 95% dos Pilotos de Caça da FAB foram ou são Volovelistas formados no CVV-AFA, inclusive este que vos fala. Com 19 de idade realizei meu primeiro voo solo no Super Blanik, uma versão melhorada do L-13 Blanik, que no final das contas de melhorada não teve nada.

  7. Em 1983 estudava em um colégio que era próximo da BAFZ e vi a passagem de dois Douglas C-47. Depois fiquei sabendo que era relativo a desativação do tipo na FAB, pois saiu uma matéria no Jornal O Povo. O Vickers Viscount tive a sorte de vê-lo em voo no final de sua carreira na FAB.

  8. Alexandre Galante.
    Só para ficar mais interessante, se você quiser, você pode acrescentar um cópia das unidades da FAB na época (e da Marinha) no post. Do livro “Air Forces of the World” de 1979.
    A página dá todas as unidades, aviões, bases aéreas, etc. É coisa para inglês ver, alguns vários erros, algumas imprecisões, etc. Mas dá para se divertir.
    Caso queira eu posso enviar.

  9. Tenho esse poster até hoje. A primeira Flap que comprei foi uma edição de 1978 que tinha como destaque o primeiro vôo do IA-58 Pucará.

  10. Buffalo em Campo Grande.
    Canoas está sem o F-5.
    Base em Porto Alegre.
    Marinha com 13 lançadores de Seacat (?).

    Tem mais alguma coisa de errado?

  11. Muito legal esse poster. Eu me lembro no começo dos anos 80 eu vi uma vez , vários voos rasantes de caças F5 em Dourados. Era exatamente essa pintura.

  12. vemos nessa imagem mais 1 motivo pra não compartilhar a EMBRAER e fazer com que empresários daqui coloquem capital nacional na empresa, temos que manter ela o mais próximo possível com segurança das informações no BR, ela é muito importante pra FAB.

    • A pergunta sobre hidroaviões de modo geral é interessante.
      Por que o Japão usa modernos ShinMaywa US-2 e a Guarda Costeira Americana abandonou as aeronaves anfíbias?
      Será que foi o helicóptero SAR que praticamente acabou que esse tipo de avião?

  13. Uma curiosidade sobre o Ipanema como rebocador no CVV-AFA, se a memória não me trai, é que ele seria capaz de rebocar dois planadores ao mesmo tempo. Alguém confirma isso?

  14. E pensar que deste poster só não conheço (não vi de perto) só 1 avião, alguns até participei da construção!

  15. Uma estória sobre um Sêneca da FAB.
    Morei durante um bom tempo em São Carlos – SP e era vizinho de um rapaz cujo irmão era oficial aviador. Na época,salvo engano meu, servia em Canoas em esquadrão de transporte. Um certo dia, cumprindo missão nas proximidades, pousou e pernoitou em São Carlos, no “Aeroclube”, uma pista de terra de uns 900 m, com grande declive em uma das cabeceiras [limitada pela rodovia Washington Luiz]. A outra cabeceira tinha como limite um cemitério…
    Pois bem, pernoitou e seguiria viagem no dia seguinte. A aeronave decola; familiares observando; ganha altura mas fica circulando o aeródromo. O pessoal fica em dúvida do motivo disso. Mais alguns momentos e volta a pousar. Vem a explicação, o trem de pouso não recolhia. Muito tempo depois, certamente por conta de solicitação, chega um Tucano vindo da AFA com um mecânico. Passa algum tempo, trabalho feito e o Sêneca volta a ganhar o céu. Porém o pé continuava duro! E assim retornou para o sul, com trem baixo, limite de velocidade e, consequentemente um tempo muito maior de voo! Isso foi por volta de 1990 ou um pouco mais adiante.

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