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Golpe para a Embraer: Aerolineas Argentinas anuncia a desativação da sua frota de E-Jets

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E190 da Austral Líneas Aéreas, do Grupo Aerolíneas

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Aéreo

O presidente da companhia Aerolineas Argentinas, Mario Dell`Acqua, anunciou, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (29.12), em Buenos Aires, que, mês que vem, terá início o processo de substituição das aeronaves Embraer 190, de 90 lugares, que integram a frota da Austral Líneas Aéreas, por outros jatos de maior porte.

Executivo da área de mineração e infraestrutura, Dell’Acqua, de 63 anos, assumiu o comando da aérea argentina a 21 de dezembro de 2016, em substituição à brasileira de ascendência argentina Isela Angélica Costantini, pontuando que nada entendia de Aviação Civil e que precisaria de ajuda para se desempenhar na nova função (para a qual foi indicado pelo presidente Mauricio Macri).

“Está comprovado que é mais econômico voar as rotas que temos hoje com aviões de 170 assentos do que com aviões de 90”, afirmou o executivo em sua entrevista, “mais ainda se levamos em conta o crescimento que está tendo o setor aéreo comercial do nosso país”.

Dell’Acqua deu essas declarações no 5º andar do Ministério da Fazenda argentino, ao lado do gerente geral de sua companhia, Abbott Reynal, e do ministro dos Transportes da Administração Macri, Guillermo Dietrich – a quem Costantini atribui a sua destituição do grupo Aerolineas.

“Além daquilo que significou a operação dos Embraer para Aerolineas e dos sobrepreços que foram pagos”, lembrou o executivo argentino, “coisa que deverá investigar a Justiça, o real é que os custos são sensivelmente menores quando voamos com um 737-800 do que quando o fazemos com os Embraer”.

Segundo o presidente da Aerolineas, “voar com um avião 737 tem um custo 25% maior que o de um Embraer, mas a capacidade da aeronave é 60% maior, pelo que, se enchemos esse avião, os números [da operação financeira] fecham bem mais acima, com o quê nós vamos concretizar a substituição gradualmente, ainda que num primeiro passo já esteja previsto que mudemos 12 aeronaves”.

A Austral opera 26 jatos E-190, modelo largamente utilizado por outras empresas de renome, como a American Airlines, a Air Canada e a JetBlue.

Opções – Dell’Acqua lembrou que, em 2017, a Aerolineas incorporou oito novos aviões, entre eles um Boeing 737-800 Max, e revelou: além dos jatos da Embraer, também dois Airbus 340 – “de alto custo operacional e sem [peças de] reposição” – serão desprogramados em 2018.

Outra meta da Aerolineas é definir, no curso do próximo ano, qual o modelo de avião que será adotado para os voos internacionais da companhia.

As opções, segundo Dell’Acqua, são o Boeing 777, o Boeing 787 e o Airbus 350.

“Hoje temos o Airbus 330, que é um avião que, no futuro, não resultará competitivo porque já faz dois anos que não é mais fabricado e, ainda que funcione bem, não responde ao que estamos planejando”.

Consoante com essas observações, a Aerolineas cancelou, temporariamente, os seus voos para Barcelona, realizados com o A-330, e decidiu usar as aeronaves Boeing 737-800 Max em suas rotas para o Caribe.

91 COMMENTS

  1. O que eu sei é que o custo operacional do 737 é maior que o do A320. Por isso a Azul adquiriu os A320Neo ao invés do 737Max ( que está atrasado). Mas, como a Aerolíneas já opera o 737, talvez a motivação tenha sido as cadeias logística e de treinamento já implantadas. Não vejo impacto para a EMBRAER, pois esses E190 certamente voarão nas cores de outra companhia. Parados não vão ficar.

  2. A Austral possuo 26 E-190, sendo 4 deles de empresas de leasing. Esses 4 retornarão aos lessores e a Aerolíneas vai ter que decidir o futuro dos outros 22: Achar um novo comprador ou desmantelá-los.

    A média de idade da frota dos E-190 da Austral é de 6.5 anos. Tirando os 4 de leasing, o mais velho possui 7.5 anos e o mais novo 4.3 anos.

  3. Esses aviões provavelmente serão revendidos para outra companhia aérea e o fornecimento do pós venda vai continuar….é exagero dizer que foi uma perda tão grande assim para a Embraer

  4. Não seria uma boa oportunidade para a FAB? Quem sabe para equipar uma unidade de transporte no norte do país, com um possível rearranjo interno a fim de dar espaço para soldados completamente equipados e mais carga. Ou até mesmo para sua utilização como patrulha marítima após a instalação de um módulo capaz de desempenhar tal função.

  5. Não existem “módulos” para transformar aeronaves. Transformar uma plataforma E190 civil em P-190 significa projetar, instalar radar e sensores, ensaiar e certificar. Leva tempo e custa dinheiro. Não é a mesma coisa que “tunar” um Fusca 73.

  6. “Dell’Acqua (…) assumiu o comando da aérea argentina a 21 de dezembro de 2016 (…) pontuando que nada entendia de Aviação Civil.”

    O custo é menor ou não? A resposta é: depende.
    Vão conseguir lotar as aeronaves com 170 lugares?
    Vão conseguir um banco financiador?
    As rotas que irão operar são curtas ou longas?
    É preferível manter dois voos diários de 90 lugares ou um de 170?
    A venda e aquisição de novos é vantajosa?

  7. Há que se verificar o RPK, número de passageiros transportados por quilômetro voado. Esse número, dentre outros, vai dizer se a linha/avião é rentável ou não.

  8. Essa venda é mais política do que técnica, ou essa empresa deve ser a única no mundo que acha E-190 anti econômico.
    Esse avião tem capacidade para 114 passageiros, e eles usam uma configuração para 94, ou seja, eles mesmo já contribuem para a falta de rendimento, e não é pouca diferença, é uma diferença grande de assentos, nunca vi um avião pequeno e para viagens curtas ser configurado em duas classes.
    Pouco importa, o motivo é político, parece que buscam um afastamento proposital do Brasil – o que estimo ser bom para o Brasil – e talvez no fundo, ainda que de forma contida, não aceitam que viajam em um avião fabricado no Brasil, talvez no íntimo sintam-se inferiorizados…
    Para completar, ainda teve o caso do possível sobre preço… também, olha quem estava no poder lá e aqui…
    Não ligo mínima, e tenho certeza que vão perder dinheiro, muito dinheiro na venda e depois mais dinheiro no uso do avião, ou sua falta de uso, já que vão vender, pois nem sempre um 737 vai viajar com lotação máxima, e esse avião faz a linha Buenos Aires São Paulo todos os dias…. vejo sempre no fligtradar….. estão cometendo um enorme erro..
    Motivo é mais político..
    A Embraer não perde nada com essa venda, desde que paguem o financiamento, nem o Brasil perde…
    Temos que rever a patacoada do KC-390 com eles metidos também, chega de ser bonzinho… indeniza e dá um tchau pra eles…

  9. “Além daquilo que significou a operação dos Embraer para Aerolineas e dos sobrepreços que foram pagos”.

    Pelo que sei a venda dos aviões para a Argentina não entrou no rol dos acordos feitos entre Embraer e a Justiça Americana. Das duas, uma: ou a Embraer marcou bobeira nos acordos com a Justiça americana, e ai vai tomar mais multas, ou o outro lá na Argentina tá jogando confete para o eleitorado de Macri.

  10. Não sabia desse calote da Aerolineas Argentinas.O certo é o BNDS, pedir a retomada das aeronaves na justiça Argentina.
    Vão vender, e ganhar dinheiro com um produto que não foi pago?

  11. Outra coisa: me parece que o pessoal da Austral não tem muita afinidade com o pessoal da Aerolineas Argentinas. Parece que tem alguma birra entre eles.

  12. “Marcos 30 de dezembro de 2017 at 16:39
    “Dell’Acqua (…) assumiu o comando da aérea argentina a 21 de dezembro de 2016 (…) pontuando que nada entendia de Aviação Civil.”

    O custo é menor ou não? A resposta é: depende.
    Vão conseguir lotar as aeronaves com 170 lugares?
    Vão conseguir um banco financiador?
    As rotas que irão operar são curtas ou longas?
    É preferível manter dois voos diários de 90 lugares ou um de 170?
    A venda e aquisição de novos é vantajosa?”

    A Venda e aquisição de novos e vantajosa?

    Resposta, para alguém com certeza será…
    Comprando-se novos aviões, Boeing 737 ou mesmo Airbus, alguém vai receber uma “Comissão” …
    Vendendo os Embraer 190, novamente, alguém, vai receber uma comissão….
    Não importa o motivo declarado, Certo ou errado ALGUÉM VAI RECEBER UMA COMISSÃO….

  13. Xeroque Holmes 30 de dezembro de 2017 at 15:55

    Reza a lenda, que um tal de KC-390 foi encomendado pela FAB e projetado para desempenhar várias funções, inclusive para fazer o transporte de soldados esquipados como o C-130 já o faz… mas poxa, por que uma força aérea gastaria bilhões num cargueiro nato, se poderia comprar aviões comerciais e com apenas alguns desapertares e apertares de parafusos e quem sabe gritar “Shazan”… fazer um avião comercial regional se transformar numa aeronave militar cargueira? É cada comentário…

  14. Marcos 30 de dezembro de 2017 at 16:52
    Eles fazem umas contas de amadores, se uma empresa pagou um preço pelo E-190, eles acham que todas as empresas devem pagar aquele mesmo preço… não levam em conta que os aviões têm configurações diferentes, este que eles compraram tem a tela multimídia na cadeira, e tem duas classes, só um exemplo, além do que, se uma empresa já opera com o E-190, é claro que seu preço de compra de outros aviões será menor, já que o treinamento e a logística já está implantadas e já foram pagas.
    Eles fazem essa comparação, uma empresa mexicana comprou apenas um E-190, mas já operava o avião, como esse único E-190 custou menos que os deles, então eles acham que compraram com sobrepreço preço.
    ____________
    Que eu saiba, eles não estão devendo o BNDES.

  15. Eduardo Holanda 30 de dezembro de 2017 at 15:10
    ”Golpe para a Embraer” aonde? Se a compra já foi realizada, a empresa não tem o que perder se os aviões saírem de serviço.

    Esses aviões irão ser vendidos, tomando lugar dos… Embraer.
    Em contra partida a Bombardier converteu em pedido firme 12 C.Series 300.
    O pessoal do contra a união Embraer/Boeing fica jogando confete que acabaremos voltando a produzir só avião agrícola.

  16. É complicado dizer simplesmente que o custo do 738 é só 25% maior sem dizer em que tipo de cenário. A Azul descobriu que gasta o mesmo com um E195 de REC pra VCP e com o A320NEO. Mas existem rotas mais curtas, tipo mil km, que o Embraer é extremamente competitivo.
    Cada macaco no seu galho e o Embraer nunca quis ter os custos operacionais do 738 ou A320 no nicho de mercado deles.
    Quanto ao A330CEO, ele continua sendo fabricado, eles mesmos receberam faz menos de dois anos, mas é uma escolha excelente pra quem quer uma aeronave moderna, econômica, mas não faz questão de que seja a mais top do universo e quer uma aeronave com menor investimento inicial e operação já consolidada. Lembrando que o tipo de rota que eles fazem com o A332 é o tipo em que o A350 apresentaria um desempenho muito superior ao A330NEO (se vendesse bem as passagens). A rota Buenos Aires-Roma, por exemplo, é a maior rota operada por um A330 no mundo.

  17. Porque estão usando aeronaves de 80 lugares???
    A Embraer fabrica jatos de 120 lugares.
    O novo lançamento da Embraer (ERJ 190 E)
    Levará 132 passageiros com custo 25% menor que o ERJ 190.
    As entregas do novo modelo começam em 2018 e esta vendendo muito.
    Ora, se companhias do mundo todo estão comprando esse novo modelo, ele deve ter suas vantagens.
    Então esse negocio argentino esta mau explicar o.
    É politica.
    A própria Boeing esta querendo comprar a Embraer inteira…
    Evidentemente o governo não vai deixar que a empresa saia do Brasil.

  18. As configurações na Azul são 106 pax no E190 e 118 no E195. Também achei estranha a declaração sobre o A330. É um dos aviões ETOPS mais operados no mundo. Declaração de quem não conhece do ofício.

  19. Desculpem: compra não; leasing. O leasing gira em torno de 1,5 milhão de dólares /mês. A Azul desistiu da aquisição, mas acabou optando pelos A330-900.

  20. A notícia tem um tom de histeria, como outros colegas colocaram em seus comentários, esses aviões foram comprados/alugados e já derem à empresa seu lucro inicial, certamente o cliente é perdido, mas não é um golpe. É um cliente a menos o que no decorrer do ano fiscal pode vir a ser substitutído por outro

  21. Rinaldo, esse custo de Leasing é de qual aeronave?
    Você poderia me dizer o quanto mais barato o A320NEO é de operar que o 737MAX? Ele é um pouco mais barato de adquirir e ainda é de operar? Quanto e em quais cenários? Tipo: distâncias maiores tendem a beneficiar um e prejudicar outro, operação no limite de carga impacta menos no custo operacional de um que de outro, com restrições de pista ou condições de altitude elevada…
    Manda tudo que tiver…

  22. Antonio de Sampaio 30 de dezembro de 2017 at 16:49 Se os argentinos no íntimo se sentem inferiorizados por voar aeronaves Embraer, eles têm motivo para isso. A única aeronave argentina que eu voei foi um Aero-Boero, que voa cabrado mesmo com pitch down “full”.

  23. Delmo, é o leasing do A350. Não possuo os valores, até porque valores são a informação mais confidencial pra qualquer companhia aérea. Mas, estou no ground school do A320Neo e vou ver se descubro alguma coisa com o pessoal da Airbus.

  24. A incorporação do A350 na LATAM foi a maior roubada. Para quem já tinha no portifolio o 787 e o A330, simplesmente não justifica o abacaxi logístico em que se meteram.
    Podem até dizer que os A350 já estavam encomendados antes da fusão… mas não explicam o porque não o substituíram pelo A330 mais novo.

    Sds.

  25. Nas 3 vezes que tomei voô na Aeroparque para o Sul da Patagônia que fui com a Austral o que eu vi é que em nenhuma delas os assentos foram todos ocupados, inlusive numa delas tinha pouco mais de 50% de ocupação.
    Pra mim a realidade é outra.
    Tomara que o BNDS recupere esse dinheiro!

  26. Empresa estatal tem destas coisas.
    Muda o governo, muda a diretoria, mudam as ideias.
    O sucessor sempre se esforçando ao máximo para ser diferente do antecessor.
    Péssimo para os negócios.

  27. Exato, essa empresa é estatal, então é um saco sem fundo, não estão muito preocupados com a eficiência, é como eu disse, como pode o E-190 ser eficiente em todas as companhias do mundo onde opera, menos nesta argentina???
    Outra teoria que existe e que é bem provável, é que os sindicatos e pilotos fazem pressão para que esses aviões sejam vendidos e trocados por aviões maiores, para que esses pilotos possam se habilitar em aviões de maior porte, e assim terem a oportunidade de serem contratados por outras companhias, principalmente do Oriente Médio, que pagam muito mais.
    Não seria falta de eficiência, querem aviões maiores para terem mais oportunidade de trabalho em outras companhias.
    É claro, o ranço e o recalque anti Brasil está sempre presente.

  28. Cara! Sério isso?? O sujeito vai comprar aviões que custam mais, mais caros de operar e na “possibilidade” de “encher o avião” para torná-lo rentável?? É claro que é uma atitude política. Só argentino, correção, político argentino é capaz de acreditar que algo na Argentina vai se tornar rentável nos próximos 10 anos. Isso se não declararem mais alguma moratória. O Brasil pode absorver alguns golpes com alguma dificuldade, mas a Argentina está tão fragilizada e mal organizada que nem tão cedo a rede aérea vai consumir a disponibilidade atual, quem dirá expandir. Tsc, tsc, tsc… Só argentino mesmo.

  29. Simplesmente Política, a Boeing tem interesse na Embraer, amigos eles têm em todo Mundo para ajudá-los, a colocar mais tensão nesse negócio.
    É forçar uma compra da empresa brasileira, com muitos aqui falaram Zero risco para Embraer com a decisão da Argentina em desativar.

  30. Simply Politics, Boeing has an interest in Embraer, friends they have around the world to help them put more strain on this business.
    Is to force a purchase of the Brazilian company, with many here spoke Zero risk to Embraer with the decision of Argentina to deactivate.

  31. Rinaldo Nery
    Assino em conjunto.

    +++++

    Quando os Argies estam muito, mas muito quebrados e com uma frota sucateada o GF e a EMBRAER foram os únicos que abriram as portas, o Colombelli tem razão.

    Outras Cias. agradecem.

    Off
    A EMBRAER está negociando uma grande venda de E-Jet’s, fechamento em 2018, vai impactar o mercado. Serão atendidas 3(três) empresas aéreas. Surpresa !

  32. Sr Roberto Lopes, é uma pena noticiários a futura transição Aerolíneas desta maneira. Aproveitadores da Embraer na mídia em função das conversações com Boeing p divulgar uma notícia pífia. A função de muitos aviões da Embraer infelizmente é está: abrir novas rotas e “chamar” clientes p as empresas aéreas. Por ter um singelo conhecimento do assunto posso ver q os aviões da Embraer permitiram consolidar passageiros em determinadas rotas q, na análise apresentada, abriu caminho para os Boeing 737-800. Poderia ter ressaltado o histórico da Embraer com o 145, fortemente usado nos USA na década passada com ligação entre hubs e agora dominado pelo 175 com cerca de 82% do mercado americano. Um grande exemplo do q esta empresa nacional fez e, se Deus quiser, continuará fazendo pelo nosso país.

  33. Delmo Almeida 30 de dezembro de 2017 at 17:18
    “A Azul descobriu que gasta o mesmo com um E195 de REC pra VCP e com o A320NEO”.

    Delmo:
    Se colocarmos um 195E2, a vantagem dos NEO se vai.

  34. Rinaldo, eu não consigo entender o motivo de a LATAM pegar o A350, considerando seu perfil, e colocar pra voar pro MIA.
    Marcos, diminui muito, mas pra esse perfil de viagem continua sendo casa do A320NEO.

  35. É gente mas isso serve como um alerta para a EMBRAER. Tem que pensar rápido e começar a projetar aviões de maior capacidade pois a demanda de crescimento de passageiros é evidente isto pensando apenas no Brasil
    Imaginem então no planeta.

  36. Eu não entendo muito do assunto mas… Me parece que tudo que começa a crescer e incomodar no mercado internacional, tentam azedar de qualquer forma o crescimento das empresas e isso quando não sabotam projetos. A Boieng tomou uma facada no seu próprio mercado interno recentemente com a Delta, aí surge logo depois uma possível fusão. Cheirinho de calça arriada no ar.

  37. Adriano A.R. 30 de dezembro de 2017 at 17:00
    Declaração tremendamente infeliz. Ele deve entender de mineração.

    Não precisa ser entendido em aviação para dirigir uma empresa aérea, basta ser um bom gestor. Varios CEOs de aéreas vieram de outros ramos. O da GOL veio da Audi, o primeiro presidente de Azul não entendia nada de aviação e fez um bom trabalho, só se afastando por causa de um acidente. Nos EUA é o que mais ocorre, CEOs vindo de outros ramos. Ele está sendo até modesto dizendo que precisa de ajuda. Com lógica e conhecimento de gerenciamento de custos já é muito. Sds.

  38. Essa empresa é estranha, coloca E190 na EZE/AEP x USH, as vezes coloca A340 na mesma rota, na GRU – EZE/AEP voa E190, voa 737-800.

    Me parece que usam os aviões errados nas rotas erradas.

    O que? falaram A350? Eles vão começar voar para Nova Zelandia, Austrália, Los Angeles? Estão sonhando, vão acabar é com alguns frames de 767, não creio que tenham dinheiro para 787/A350.

  39. Porque insistimos em confiar em Argentinos.? Porque continuamos a considerar por exemplo, Bolívia como um país. Porque não podemos mostrar seriedade e não efetuar mais comércio com este povo que sempre arruma maneiras e jeitos de nós dar calote. Eles reclamam de nossos produtos, mas encomendam e não pagam. É revoltante. Sempre foi assim.

  40. Otima opção de compra no mercado de usados , ate mesmo pra alguma empresa brasileira … e tb seria uma bela opção pra Embraer comprar e oferecer no mercado como Leasing (alguma empresa ctz o fara ) … quanto a opção da Argentina…. azar o deles …. por mim q comprem ate o A-380 pra por no lugar do E-190…

  41. Marcos e Roldan, a Argentina optou pelo T-6C que é um avião de instrução com opção de uso armado como um AT-27, não comprou o AT-6 mais potente e capaz que o T-6C.
    Apesar do Brasil ter separado T-27 na AFA e AT-27 para uso armado, vários países optatam por comprar o AT-27 para as duas funções como o Peru e Colômbia, apesar de não usarem a designação AT-27.

  42. Silva 30 de dezembro de 2017 at 17:01
    Em relação ao que o Xeroque Holmes publicou em 30 de dezembro de 2017 at 15:55 é tudo uma questão de necessidade, no Brasil hoje não existe esta nevessidade estrema.
    Conforme ja postei aqui a Indonésia recebeu em doação de uma empresa aérea 4 B737-400/500 em troca do contrato de manutenção para reforçar sua capacidade de transporte, complementando os C-130B/H, muitas missões onde seriam usados C-130 para transportar passageiros, agora são usados os B737 mais confortável e com menor custo.
    Minha primeira viágem de C-130 foi na admissão para a AFA onde um C-130 fez Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Pirassununga para trazer os novos Cadetes, esta é uma missão que poderia ser feita com um B737 ou E-190 com menor custo, poupando horas de C-130.
    . https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS7Q3b12U0mbUvR2sVWIFL9PYrFHQZPhxdAQ8cACN0F9TthU15Jway9ElL4xg

  43. Complementando, a Argentina na crise sem aviões de patrulha converteu Lockheed L-188 Electra de passageiros em aviões de patrulha com radar APS-705 e Elint/Sigint com Elta EL/L-8300.
    Em situações de necessidade pode ser feito, é claro que não é nosso caso hoje, mas precisando é só contratar uma empresa como a IAI que eles fazem.
    . https://ugc.kn3.net/i/420x/http://1.bp.blogspot.com/-ZUsyylGDFOE/TV0yKjB9IWI/AAAAAAAAIs8/TSCVSTVnii4/s1600/6-P-101.JPG

  44. Fico na dúvida se um avião vendido originalmente como avião civil para transporte de passageiros, possa ser convertido para uso militar, sem que seu fabricante ou fornecedores de componentes necessitem aprovar tal mudança.
    ________________
    Quanto aos T-6, me parece que foi outra vez uma escolha política, praticamente uma imposição de Barack Obama ao novo presidente argentino, decisão que não passou pela mãos dos militares.

  45. Rinaldo Nery 30 de dezembro de 2017 at 17:34

    Os A 350-1000 da Qatar “deu pobrema”, vai atrasar as entregas.

    O tamanho do bicho:

    Configuração normal 366 Pax

    Alta densidade 444 Pax (Adeus 380 ?)

    Deverá ter intermediária ?

    Realmente para rotas longas.

  46. Complementando, a Argentina precisava de novos aviões para repor os T-27 na instrução e colocar um esq. no norte onde existe tráfico feito por pequenos aviões utilitários, aproveitou o crédito oferecido pelos EUA e compraram os Beech, foi uma necessidade da FAA, não foi imposição política.
    O T-6C da conta das duas situações, nós usamos o AT-27 para isso antes de receber os A-29, o Peru e Colômbia tambem usam.

  47. “Minha primeira viágem de C-130 foi na admissão para a AFA onde um C-130 fez Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Pirassununga para trazer os novos Cadetes, esta é uma missão que poderia ser feita com um B737 ou E-190 com menor custo, poupando horas de C-130”

    Walfrido, só pra informar, numa das várias vezes em que estive na AFA presenciei e fotografei a chegada de um E-190 do GTE transportando de volta à academia uma turma de cadetes, numa viagem agendada entre as outras atribuições da aeronave. Então não é incomum hoje se aproveitar a disponibilidade e cumprir necessidades de transporte de pessoal sem um C-130 ou similar.

  48. Se usavam jatos regionais de poucos assentos em rotas que tem necessidade de um grande número de assentos, o único erro que vejo, é justamente da estrategia da Aerolineas. Igual querer voar a ponte Rio – SP com jatos de 70 assentos sendo que a demanda é de voos com mais de 150 lugares.

  49. Ao contrário dos “pachecos” de plantão, enxergo claro motivos comerciais para a troca desses aviões, nada a ver com bordas nacionalistas. Procurem se informar sobre o grande crescimento da Aerolíneas Argentinas nos últimos anos, a brutal diminuição da subvenção estatal (a empresa caminha para a autossuficiência já em 2019, algo impensável durante o reinado da Rainha Cristina), para entender esse plano de expansão. Sem falar na racionalização e diminuição de custos operacionais, pois atualmente mantém uma frota de três fabricantes diferentes (Boeing, Airbus e Embraer). A eliminação de um deles geraria apreciável economia em diversos aspectos. Em tempo: melhor um executivo competente e honesto que nunca trabalhou em aviação, ao invés de sindicalistas vagabundos e corruptos que mamavam na empresa (alguns estão presos, inclusive).

  50. Coisa de argentino… Inteligente é a Gol, que opera cerca de 130 aeronaves 737 — cerca de 80 do modelo 800 e o restante 700 –, tendo custos reduzidos por já saber tudo o que há pra saber sobre a máquina, economizando dinheiro com treinamento e peças. Até em caso de erro na escala da tripulação é fácil arrumar outra, afinal, todos são homologados pra operar o modelo. Utilizar apenas um modelo de aeronave é genial!

  51. Walfrido Strobel
    O Sr. está certo.
    Os “muy amigos hermanos” vão vender os E-190 para comprar os B-737. E dar calote aqui.
    Vão vender o almoço para comprar o jantar sem nem ter pago o almoço.
    Cabe ao Brasil abrir o berro para todo o mundo ver o calote cucaracha. E não vender nem um Caravan de segunda mão para os argies.

  52. Marcos, a beiçola ladra havia reestatizado a Aerolineas Argentinas e a Austral e as empresas viraram cabide de emprego da quadrilha La Campora, chefiada pelo filho dela.

  53. Não concordo que utilizar um único modelo de aeronaves seja genial, pois limita o modelo de negócios. Há aeródromos que o 737 nem opera, e, se operar, a quantidade de clientes não justifica a linha. Por isso a Azul consegue ter uma malha (103 destinos) que é quase o dobro das demais.

  54. Rinaldo Nery 31 de dezembro de 2017 at 18:57
    O C-99, substituto dos Avro, foi adquirido para essa missão.
    .
    Rinaldo Nery, natural, pois os Avro ja eram utilizados assim, no meu curso de PQD fomos ao RJ de Avro e voltamos de Buffalo. Voei umas 3 vezes de Avro quando Cadete, todas em viagens ao RJ, 1° vez PQD, 2° vez Sobrevivencia no Mar e 3° vez visita a unidades de Intendência do RJ.

  55. não achei que foi um golpe, é sim uma posição administrativa de uma empresa,se ele falasse mal do avião ou um defeito técnico assim seria um pequeno golpe.Mercados crescem e outros diminui e tenho certeza que vão vende-los para rotas que precisem de menos passageiros para determinado ponto.è bom saber que tem alguma coisa ou setor na argentina crescendo.

  56. Rinaldo, concordo, é bem bacana o nicho explorado pela Azul, operando em cidades pequenas no Norte e Nordeste. Isso cria fidelização e domínio local, já que as outras não exploram. Mas o lance da Gol é operar os maiores aeroportos e com uma quantidade massiva de voos. Os caras tem às vezes 2 “pontes” em uma hora, e muito cheias. São 130 voos diários saindo de CGH e 110 de GRU. 54 do SDU e 85 do GIG. 64 de BSB, se não me engano. Sei disso porque meu irmão é funcionário da empresa e cuida da programação dos voos. Dominar os maiores centros da aviação nacional é o foco deles, por isso a padronização da frota não os limita tanto.

  57. Quem disse que os argentinos deram calote? Não vi essa informação em nenhum lugar. Só li que ainda estão amortizando a dívida, o que é completamente normal em operações deste porte.

  58. Eis porque a EMBRAER vai participar:

    144 Pax – Classe única

    118 Pax – 2 classes

    Destaco:

    E195-E2 tem alcance de 4.537 km

    E195-E2 tem um consumo por assento 24% inferior.

    “Comparado ao E195 atual, em operação há 10 anos, o modelo da série E2 ganhou mais 3 metros de comprimento: passou de 38,6 m para 41,5 m. O aparelho, no entanto, não é o mais pesado. O cargueiro militar KC-390 é mais curto (tem 35,2 m), mas ganha em peso: 81.000 kg contra 60.700 kg do E195-E2. O novo jato comercial da Embraer, por outro lado, também é o avião mais largo produzido no Brasil, com envergadura de 35,1 m.

    Segundo dados da Embraer, o E195-E2 tem alcance de 4.537 km e poderá alcançar a velocidade máxima de 870 km/h. Como sugere a fabricante, a aeronave pode transportar 146 passageiros, em uma classe, ou 118 ocupantes, separados em duas classes.

    O E195-E2 chega ao mercado prometendo menores custos operacionais, em grande parte por conta dos novos motores Pratt & Whitney PW1900G. Em relação a geração atual, o novo motor do E195-E2 tem um consumo por assento 24% inferior.”

    Outros motivos:

    “De acordo com o Luís Carlos Affonso, vice-presidente de operações da empresa, a família E-Jet recebeu várias tecnologias desejadas pelos clientes. “Um exemplo é a quarta geração de fly-by-wire que permitiu a redução de 20% da área de empenagem, minimizando arrasto e peso”, explicou. Ou seja, todos os controles da aeronave são eletrônicos, e não por meio de sistemas manuais, como cabos ou atuadores hidráulicos. Essa é a mais avançada tecnologia fly-by-wire desenvolvida pela Embraer: a primeira surgiu nos E-Jets, a segunda nos jatos executivos Legacy e a terceira no cargueiro militar KC-390 – a primeira geração dos E-Jets combinam comandos manuais e eletrônicos.

    De acordo fabricante, o primeiro voo do E195-E2 está programado para acontecer ainda neste semestre e a estreia comercial é prevista para 2019. A companhia Azul, um dos operadores confirmados da aeronave, já comprou 30 unidades do maior modelo da família E2.”

  59. housemaq 31 de dezembro de 2017 at 20:35
    Como diziam meus ancestrais, tataravós, bisavós, avós e pais:
    – Nunca confiem em um argentino…

    — housemaq, tirando as idiossincrasias inerentes à cultura dos ‘hermanos’ (e qual povo não as têm?…), não acho legal ficarmos perpetuando esses estereótipos e atiçar inimizades! Gente boa e gente b*b*ca e/ou ‘hijos de p*ta’ tem em qualquer lugar! A questão é: com qual tipo nós mesmos vamos procurar conviver! De resto, se a opção pela venda dos Embraer faz sentido (?) econômico para a nova administração da AA, é problema lá deles! E só!
    Abraços!

  60. O sujeito pelo menos tem a sinceridade de dizer que não entende nada do assunto para o qual foi indicado pelo Macri, numa tipica indicação politica “à brasileira”.

    Estes aviões foram comprados para a Austral pela Kirchner há menos de cinco anos.

  61. Sempre foi assim. As empresas começam operando voos regionais, após começam a comprar aviões maiores. Começam a abandonar as rotas regionais e partem para a internacional. Aí..Kaput.

  62. Discordo totalmente que seja um revés para a Embraer. Trata-se de um movimento da empresa, que se enxerga demanda de passageiros superior a capacidade dos E-Jets, substitui por um equipamento mais adequado, isso não significa em hipótese alguma que os E-Jets não são aviões adequados, mas sim, não adequados para aquela situação específica. Enfim, segue o jogo natural do capitalismo, onde se busca a máxima eficiência.

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