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ARA San Juan: FAB participa da operação de busca ao submarino argentino

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P-3AM

Aeronaves SC-105 Amazonas SAR e P-3AM Orion serão empregadas nas buscas

A Força Aérea Brasileira (FAB) está participando dos esforços da Marinha da Argentina para encontrar o Submarino ARA San Juan que está desaparecido desde a última quarta-feira (15/11), com 44 tripulantes. A aeronave SC-105 Amazonas SAR, equipada especialmente para busca e salvamento, e o P-3AM Orion, quadrimotor de patrulha marítima de longa distância, foram disponibilizados pelo Comando da Aeronáutica para operar nas buscas. O avião SC-105 Amazonas SAR decolou na tarde deste sábado (18/11) em direção a Argentina, com 18 militares a bordo. Já o P-3AM Orion deve partir do Brasil na manhã deste domingo (19/11), após ajustes e calibração dos equipamentos, com 19 tripulantes a bordo.

O Chefe do Estado-Maior Conjunto, Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich, esclareceu que assim que o Comando da Aeronáutica recebeu as primeiras informações sobre o desaparecimento do submarino, deixou os Esquadrões das aeronaves de sobreaviso. “O Comando de Operações Aeroespaciais estava atento e a postos para eventualmente auxiliar nas buscas”, afirmou.

O acionamento para a missão aconteceu na tarde deste sábado (18/11). “Como a região deve estar saturada com outros meios aéreos e navais, estávamos aguardando a coordenação para a participação do Brasil, o que aconteceu apenas na tarde de hoje”, complementou. A base de operações da FAB será no Aeroporto Comandante Espora, na Bahia Blanca.

O submarino ARA San Juan manteve contato com a base pela última vez na manhã de quarta-feira (15/11), quando estava no sul do mar argentino, a 432 quilômetros da costa patagônia do país. Desde então, não houve notícias da embarcação, de acordo com a Marinha do país. A hipótese principal até o momento é um problema de comunicação. De acordo com o protocolo, caso esteja apenas sem comunicação, o submarino deve sair a superfície para favorecer o contato visual, o que pode ocorrer pelas aeronaves empregadas pela FAB.

O FAB 6550, conhecido como SC-105 SAR, sigla do inglês Search and Rescue, é operado pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º Grupo de Aviação), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS). A aeronave, incorporada à FAB em agosto deste ano, foi acionada porque possui itens de última geração, que auxiliam na busca e resgate, como radar com abertura sintética, imageamento por infravermelho e integração de sistemas.

O radar da aeronave tem capacidade de monitorar em 360 graus e simultaneamente até 640 alvos em um raio de 200NM (370 km). Pode detectar alvos tão pequenos quanto um bote e acompanhá-los em movimento na superfície com até 75kts (139 km/h). Além disso, pode captar imagens com resolução de até um metro quadrado dentro de uma área de 2,5km x 2,5km.

SC-105

O sistema eletro-óptico infravermelho, que permite operação por 24 horas, tem a versão mais recente da câmera FLIR (Forward Looking Infra-Red). Além de registrar imagens coloridas, pode aproximá-la em 18 vezes e operar em ambiente de baixa luminosidade. O modo de operação em que o sensor de infravermelho é usado conta ainda com zoom de 71 vezes e funciona detectando o contraste termal, ou seja, por diferença de temperatura. Ele consegue gerar uma imagem independente da luz ambiente e o sistema pode gravar até seis horas de imagens.

A Aeronave P-3AM é operada pelo Esquadrão Orungan (1º/7º Grupo de Aviação), sediado na Ala 14, em Salvador (BA). O avião também utiliza de diversos recursos eletrônicos, como sistema radar e FLIR (Forward Looking Infra-Red), que proporciona visão noturna, sendo possível localizar o objeto por meio da temperatura emitida por ele.

Com quatro motores, a aeronave tem grande autonomia, podendo permanecer em voo durante 16 horas. Os sensores eletrônicos embarcados na aeronave são os mais modernos que existem. Tudo isso confere ao P-3AM a capacidade estratégica de vigilância marítima de longo alcance. Para a busca do submarino argentino, também será utilizado o detector de anomalias magnéticas (MAD), que permite detectar massas metálicas submersas.

FONTE: Força Aérea Brasileira

NOTA DO PODER AÉREO: Para saber mais sobre a operação de busca ao submarino argentino desaparecido, acesso o site Poder Naval clicando aqui.

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Leonardo M.
Leonardo M.
2 anos atrás

Nosso SC-105 saiu de POA e segue pra Argentina
O C130 da FAA já retornou da missão

Nonato
Nonato
2 anos atrás

Percebo muita demora em tudo.
O P3 ainda foi calibrar.
Emergência é a qualquer momento.
Já deveria estar tudo pronto. Sempre.
Qualquer meio militar deveria sempre estar pronto para emprego imediato.
Emergência não tem hora.
Se fosse eu, teria mandado uns dez aviões.
Mesmo sem pedido de ajuda.
Os meios ficariam lá.
No caso de navios nem precisaria de permissão…

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
2 anos atrás

Acho que o servidor do Poder Naval “sentou”! Não aguentou a pressão!!

Alexandre Galante
2 anos atrás

Já voltou

Felipe Morais
Felipe Morais
2 anos atrás

Galante, boa tarde.
A FAB enviar mais P3 seria de alguma valia? Vale a máxima “quanto mais melhor”? Ou gente de mais no local pode atrapalhar a coordenação da missão?

Casuar
2 anos atrás

As 48 horas ja se passaram , não encontrarão mais este Sub !

Marcos
Marcos
2 anos atrás

Desistiram das buscas? Não aparece nenhum sobrevoando a área no flightradar, pelo menos aqui nao aparece nada.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Nonato, pruma aeronave militar brasileira entrar em espaço aéreo argentino necessita de uma Autorização de Sobrevôo, com data/hora/local e rota. O inverso é verdadeiro. Não existe isso de “mando sem pedirem”. A Argentina não é a “casa da mãe Joana”. Os aviões foram quando a Argentina pediu. Os meios SEMPRE ESTÃO PRONTOS. Quando era S-3 do 2°/6° GAV recebemos a ordem, ao final do expediente, de enviar um E-99 pra Cruzeiro do Sul. Em vôo a missão foi modificada para Lima, no Peru. Tripulação sem passaporte, sem dólares e sem cartas aeronáuticas do Peru. Ao pousarem em Porto Velho as… Read more »

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

Caro Cel Reinaldo Nery

o R 99 possui MAD ?

É adequado para esse tipo de busca ?

Segundo o Senhor o SC 105 tem limitações para essa tarega do ARA, confere ?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

Adiantando a resposta: não.
MAD é equipamento para aeronave ASW, não de SAR ou CSAR.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Carlos, o R-99 pode contribuir sim, com imageamento e MAGE. O SC-105 é adequado sim, pois, exceto pelo MAD e sonobóias, tem quase a mesma capacidade do P-3. É um bom teste real pruma aeronave recém adquirida.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Rinaldo Nery
2 anos atrás

Rinaldo, só deixando claro: o meu “não” e o complemento da resposta foi restrito à primeira pergunta do Carlos, sobre o R-99 ter ou não MAD. Não me estendi às outras questões feitas, mesmo porque eram pra vc. Mas na real me confundi e achei que a primeira pergunta era sobre o SC-105 e não sobre o R-99, por isso falei de SAR E CSAR e não sobre ISR. Muito comentário pra ler ao mesmo tempo…

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Ok, Nunão. Já havia entendido.

leandro
leandro
2 anos atrás

Meu Deus o tal claudio quadros esta aqui perturbando tbm nao nao basta o quanto el enche o saco falando asneira la no PN , nao tem como bloquear os comentarios desse. Cidadao????

Felipe Morais
Felipe Morais
2 anos atrás

kkkkkkkkkkkk Deixa ele Leandro.
É tão sem noção, que a gente até se diverte.

leandro
leandro
2 anos atrás

Sim felipe entendo mais e que o momento nao e muito legal para essas bobagens afinal de contas sao irmaos pais filhos enfim seres humanos e devemos no minimo respeitalos e as suas familias

Audax
Audax
2 anos atrás

Tai um dinheiro que não me importo de pagar como contribuinte. Melhor ouvir isso que ser surdo. É um Troll de primeira.

F-5
F-5
2 anos atrás

Tem como bloquear esse cidadão Cláudio Santos????

Antonio Palhares.
Antonio Palhares.
2 anos atrás

Argentina ter de pagar. Da licença. Estas situações extremas contribuem para estreitar os laços e aprimorar os meios dos países participantes. Basta lembrar o comportamento da Colômbia no caso do avião com a delegação da Chapecoense.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Qual foi o comportamento da Colômbia? Não lembro.

Engenheiro Não Muito Gato
2 anos atrás

Apesar do asco e da repugnância de ter lido tal pergunta, farei um esforço pra responder… Cada País é responsável pelos custos das operações que se dão em seu território ou zona de influência econômica. No caso do avião da chapecoense, todas as custas de resgate foram pagas pelo governa da Colômbia, como é de praxe. Portanto não deverão haver despesas significativas ao Governo Brasileiro pela ajuda, e ainda que houvesse, que tivéssemos que pagar do bolso, penso que seria um dinheiro muito bem gasto, tentando salvar a vida de vários seres humanos. Portanto, custo de operação de resgate e… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Qual pergunta? A minha? Que o País onde ocorreu o sinistro assume os custos já sabia. São normas da ICAO para os países signatários. Ou alguém acha que a França pagou ao Brasil pelos custos?

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

No episódio do AF447.

luiz antonio
luiz antonio
2 anos atrás

FAB 6550 decolou de Espora. 6100 ft 161 kts

Eduardo
Eduardo
2 anos atrás

Tá ficando difícil de acreditar que ainda tenha alguém vivo dentro deste sub.
Não seria natural alguém dentro dele fazer muito barulho para chamar a atenção das socorristas? Nesta altura eles sabem que estão sendo procurados e sem outro meio de se comunicar o som seria a unica forma de chamar a atenção dos sonares de todos os navios envolvidos na busca.

luiz antonio
luiz antonio
2 anos atrás

Sr Rinaldo Nery:
Qual é a altitude apropriada para operações de varredura no mar do FAB 6550?
Agradeço desde ja

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Pelo que entendo MAD, sonoboias e radares SAR são pouco úteis para encontrar submarinos sinistrados. O MAD praticamente obriga que a aeronave passe sobre o submarino, que deve estar em profundidade não muito grande. Os radares SAR podem ser úteis para achar “escombros” mas submarino não é avião que partes de baixa densidade que flutuam. Se houve um colapso estrutural tudo foi pro fundo e o máximo que iria flutuar seria o óleo caso os depósitos tenham se rompido. Mas ocorrer um colapso estrutural de esmagamento é muito difícil tendo em vista que a medida que o submarino vai “descendo”… Read more »

João Argolo
João Argolo
2 anos atrás

Moro ao lado da cabeceira da pista em Salvador Ala 14. Sábado à noite deu pra ouvir por horas o zumbido do motor do P-3 na cabeceira. Parecia teste pré vôo longo. Pela manhã eu estava na praia e la para as 7h partiu rumo a Argentina.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Correção: “é pequena”.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Bos o, o radar SAR poderia identificar manchas de óleo na superfície, caso houvessem.
Luiz, depende do radar ELTA. Não sei qual é a altitude ideal para uso do mesmo sobre superfície marítima. Acredito que quanto mais alto maior o alcance. SC-105 e P-3 possuem o mesmo radar.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Lembrando que o teto operacional do SC-105 é o FL250. Que só atinge se estiver leve.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

Rinaldo,
Valeu!
O problema é que se houve vazamento aumentam as chances de ter havido um colapso, salvo se o leito do oceano é pedregoso e aí no pouso pode ter havido o rompimento dos tanques.
Mas agora, passados tantos dias, as chances de haver sobreviventes se reduz.
Uma pena!

luiz antonio
luiz antonio
2 anos atrás

Obrigado Sr Rinaldo e ao Sr Bosco pelas informações.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
2 anos atrás

Também acho. Infelizmente. Difícil, também, será recuperar os corpos.

pgusmao
pgusmao
2 anos atrás

Infelizmente, os argentinos enfrentam uma dura lição, que pode servir para nós, não brinquem de Forças Armadas, se não tem condições nem de sair ao mar, não saiam, pois o resultado pode ser terrível. Depois, não adianta os Argentinos minimizarem a realidade, diante do orgulho nacional, e creditarem, segundo o Clarin, que o Brasil só mandou um navio e 2 aviões, pois uma Fragata brasileira foi uma das primeiras a atender o pedido de socorro, é uma pena o estado de penúria do meios argentinos, mas parem de arriscar a vida de seus militares. Vocês já pagarem um alto preço… Read more »

André Gomide
André Gomide
2 anos atrás

RRR9000 Airbus KC2 Voyager (A330-243MRTT) ….partiu das Malvinas.

Seria para abastecer outros meios no ar? Se escrevi besteira, apenas desconsiderem.

helio
helio
2 anos atrás

Bosco 20 de novembro de 2017 at 11:50, concordo.
Já se vão alguns dias, as condições climáticas são muito adversas (e, pelo que entendi, piorando) e a maior parte da região do provável sinistro é de profundidade muito maior do que o limite estrutural de um TR1700….
Toda minha torcida e orações estão com eles, mas a esperança vai se apagando. Nas últimas horas única notícia boa foi que o navio estava com provisões para 15 dias

Antonio de Sampaio
Antonio de Sampaio
2 anos atrás

P34, Fort Lauderdale, partiu.

Rafael
Rafael
2 anos atrás

Boa tarde, senhores! O nosso P-3 Orion já se encontra na Argentina?

Júnior P.
Júnior P.
2 anos atrás

O Flight Radar está mostrando o SC-105 sobre a área de buscas nesse momento!
Att.

Leandro Geremias
Leandro Geremias
2 anos atrás

Tomara que o SC-105 os encontre. Estou acompanhando pelo Flight Radar.

Valeu Júnior P.

Guizmo
Guizmo
2 anos atrás

Meu FR24 nao mostra absolutamente nada sobre a regiao….

JT8D
JT8D
2 anos atrás

Guizmo 20 de novembro de 2017 at 19:50
Essa região tem cobertura radar deficiente, ainda mais para aviões a baixa altitude, que é o caso das buscas

Guizmo
Guizmo
2 anos atrás

Obrigado JT8D

GEN. Escobar
GEN. Escobar
2 anos atrás

C-130 decolando neste momento para as buscas…

Leandro Geremias
Leandro Geremias
2 anos atrás

SC-105 decolou agora a pouco. Vamos acompanhando…