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MBDA: contrato para integração do míssil Meteor ao F-35

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F-35 lançando Meteor

O Reino Unido (MOD) concedeu à MBDA no dia 21 de abril um contrato para preparar o caminho para a integração do míssil ar-ar Meteor (Beyond Visual Range Air-to-Air Missile — BVRAAM) em seus novos caças furtivos F-35.

O contrato ajuda a diminuir o risco do esforço de integração e inclui a mistura de ativos de teste, produtividade e trabalho de engenharia necessários para suportar a compatibilidade e uso do Meteor no F-35. Esta é uma excelente notícia para a força britânica de F-35 Lightning II, que está planejado para ser armado com o míssil Meteor em 2020.

Os ativos de teste que estão sendo contratados abrangem o conjunto usual de mísseis de teste necessários para um programa de integração de aeronaves. O escopo do contrato também inclui os kits de mudança de missão para o estoque comum de Meteor do Reino Unido para o Typhoon e o Lightning.

F-35 lançando míssil ar-superfície SPEAR

O contrato veio logo depois dos ensaios de lançamento bem-sucedidos do míssil ar-ar avançado de curto alcance da MBDA (ASRAAM) do F-35 no início deste ano. O ASRAAM está sendo integrado ao F-35 como parte do programa Block 3 SDD da aeronave.

Também está previsto para futura integração com o F-35, o míssil de ataque de superfície SPEAR da MBDA. O Meteor e o SPEAR são armas avançadas que complementam o F-35 da 5ª geração, trazendo capacidade de rede com “stand-off” — ambas as armas são elementos-chave da capacidade de ataque do porta-aviões do Reino Unido no futuro.

F-35 armado com Meteor e SPEAR

FONTE: MBDA

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Clésio Luiz
Clésio Luiz
3 anos atrás

O motivo da aparência das asas e empenagem do F-4 é mais ou menos assim: como os caças navais americanos precisam obedecer uma altura máxima de ~ 4,80m, você tem três opções. . A primeira é um conjunto leme deriva rebatível, opção pouco escolhida (só me vem a cabeça agora o A-5 Vigilante). . A segunda, é fazer a fuselagem traseira ficar mais baixa artificialmente, por meio do formato do trem de pouso, levantando o nariz e abaixando a cauda, opção popular e bem evidente em modelos como o F-8 Crusader. A desvantagem é o comprometimento do espaço para cargas… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
3 anos atrás

Ah, vale lembrar também que o projeto original do F-4 era para uma aeronave de ataque. Mas ao apresentar o projeto para a USN, esta disse que a próxima aquisição seria de um interceptador armados com mísseis. A McDonnel então modificou o projeto, arranjando 4 concavidades no ventre para os Sparrow e trocou um afilado nariz por um grotescamente largo para fazer caber o radar de interceptação pretendido. Eis uma imagem do primeiro protótipo ainda com o nariz antigo:
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Rommelqe
Rommelqe
3 anos atrás

Caro Clesio, obrigado pelo seu post. Muito legal. Caro Santana, concordando contigo, diria que esse posicionamento dos misseis de autoproteção nas extremidades das asas é mais do que uma simplificação, ta mais para capitulação mesmo. Não tiveram outra alternativa. E se a portinhola do canhão ja ajudava a desestabilizar o voo desse passaro aerodinamicamente meio desengonçado – a ponto de prejudicar a propria eficiencia e precisão dos tiros – acredito que os AIM nas asas so nao sera mais prejudiciais ainda por que são misseis na versao 9X e podem corrigir sua trajetoria sem depender muito de um avião mais… Read more »

Rommelqe
Rommelqe
3 anos atrás

Caro Galante, off record: nao consigo postar seja no naval seja no forte. Pf da uma olhada. E cade o Nunão? Perdi alguma parte da historia? Abs

Bosco
Bosco
3 anos atrás

Desde o início do desenvolvimento havia previsão de cargas subalares, ficando os pilones externos próximos às pontas das asas reservados exclusivamente para mísseis de ar-ar de curto alcance. Então, sobre isso, nada de novo! Vale salientar que essas imagens são simplesmente ilustrativas e não refletem necessariamente uma configuração operacional. Também é digno de nota que a versão “B” não tem canhão e é a única que será adquirida pelo RU tanto pela RAF quanto pela RN. A provável utilização de mísseis WVR (no caso, o ASRAAM) pelo F-35, inclusive nas estações subalares, se justifica numa série de cenários, por exemplo:… Read more »

Ivan
Ivan
3 anos atrás

Acredito que o F-35A será O caça-bombardeiro da USAF, da OTAN e demais aliados ocidentais; Coreia do Sul, Israel e Japão inclusos. . Acredito que o F-35B será O caça / ataque / caça-bombardeiro STOVL do ocidente, até porque será o único do mundo. . Acredito que o F-35C será O caça-bombardeiro – ou bombardeiro leve no estilo A6 Intruder – da US Navy. . Como caça-bombardeiro – ou bombardeiro leve na versão C – será fantástico, porém pouco ‘affordable’… ao menos não tanto como se pretendia (e prometia). . Como aeronave de superioridade aérea deixará a desejar, principalmente quando… Read more »

Ivan
Ivan
3 anos atrás

Equivoco ao escrever:
Mesmo na Otan, principalmente nos países membros da Europa mais setentrional.
A intenção era fazer referencia aos países meridionais, mais ao sul da Europa.

Bosco
Bosco
3 anos atrás

Um avanço que pode precarizar a tecnologia stealth não é relativo à imagem térmica mas sim em relação ao radar AESA. Os radares AESA baseados no nitreto de gálio (GaN) estão chegando e deverá ter desempenho pelo menos 3 x maior que os atuais dotados de RTM de arseneto de gálio (GaAs).
Mas mesmo quando aeronaves convencionais (não stealths) portarem radares AESA de GaN ainda deverá haver alguma vantagem em ter RCS mínimo.

Bosco
Bosco
3 anos atrás

RTM = TRM