roll out Gripen E - 18-5-2016 - foto 8 Nunao - Poder Aereo

Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, afirmou a site de finanças sueco que parceria com a Saab será maior que o Gripen. Também disse, em Farnborough, que o caça ‘é o avião certo para todas as forças aéreas da América Latina’ e que há conversações com diversos países

Matéria publicada no site sueco de finanças SvD Näringsliv, cobrindo a feira aeronáutica de Farnborough na Inglaterra, divulgou trechos de entrevista com o executivo Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança (EDS), presente no evento.

Um dos pontos mais interessantes das declarações do executivo da EDS refere-se ao que o futuro reserva para a parceria da empresa com a sueca Saab, estabelecida como fruto do contrato de 36 caças Saab Gripen de nova geração (modelos E e F) encomendados pela Força Aérea Brasileira, no qual a Embraer passou a participar do desenvolvimento e produção. Para o site sueco, são as possibilidades de longo prazo que mais parecem atrair Schneider em relação à parceria da Embraer com a Saab, que no momento foca nos caças Gripen E/F: “A parceria com a Saab será maior que o Gripen. Seria um passo natural desenvolver em conjunto um novo produto, um sucessor do Gripen.” 

Seguem abaixo outros trechos de declarações do executivo ao site sueco, traduzidos pelo Poder Aéreo. Nos desculpamos desde já por qualquer eventual equívoco na tradução, porém procuramos fazer o melhor trabalho possível com o idioma (como é de praxe em inúmeras matérias que já publicamos a partir de informações de fontes na língua sueca).

Gripen C - apresentacao aerea no roll out do Gripen E - foto 14 Nunao - Poder Aereo

Sobre as instalações para desenvolvimento, montagem, integração e testes dos caças Gripen E/F a serem produzidos no Brasil em Gavião Peixoto (SP), com conteúdo brasileiro, o executivo afirmou ao site sueco: “Vamos inaugurar as instalações em agosto-setembro. Será nossa base de cooperação com a Saab, onde adaptaremos o Gripen para os requisitos da nossa Força Aérea, e onde desenvolveremos a versão de dois lugares.”

Segundo o SvD Näringsliv, após as primeiras entregas do Gripen E (monoposto) para as forças aéreas da Suécia e do Brasil, em 2019, o primeiro exemplar do Gripen E produzido no Brasil sairá das instalações de Gavião Peixoto em 2021. Dois anos depois, será a vez do primeiro biposto, Gripen F. Sobre a versão de dois lugares, em desenvolvimento com a participação de engenheiros brasileiros, Schneider afirmou: “Há mais países além do Brasil que podem querer a versão de dois lugares. Ele pode ser útil para missões mais avançadas de reconhecimento e de guerra eletrônica.”

roll out Gripen E - 18-5-2016 - foto 22 Nunao - Poder Aereo
Jackson Schneider presidente Embraer Def e Seg - foto Nunao - Poder AereoAinda segundo o site, Schneider vê um grande potencial para o Gripen, e destaca várias vantagens que também são promovidas por executivos da própria Saab: “O Gripen é realmente o avião certo para todas as forças aéreas na América Latina. Já começamos conversações com diversos países e alguns deles mostraram claro interesse no Gripen, e eu quero dizer que não é só a Colômbia. O avião é mais barato para comprar, tem o menor custo de manutenção e é o mais barato para operar. Pode haver competidores melhores tecnicamente em alguns quesitos, mas eles custam duas a três vezes mais, e são muito mais caros para manter.” 

O site destacou que a Saab tem expectativas de vender cerca de 450 exemplares do Gripen ao longo dos próximos 20 anos, e entre os países com potencial para comprar está a Índia, que planeja uma grande aquisição de cerca de 200 caças, o que é disputado por várias empresas. Os indianos pretendem comprar esses aviões por um programa de cooperação, transferência de conhecimento e produção local, tal qual o Brasil está fazendo.

Perguntado sobre o que a Embraer pensa sobre um contrato do tipo, que poderia fazer a Saab mudar seu foco para fora do Brasil, Schneider afirmou: “Se a Saab conseguir um acordo para vender o Gripen para a Índia, para nós está tudo bem. A Embraer também tem grande experiência com a Índia, tanto no mercado civil quanto militar. A Índia já falou conosco sobre o Gripen, nossas experiências com o avião e com a Saab. Estou muito animado com a cooperação com a Índia.”

roll out Gripen E - 18-5-2016 - foto 7 Nunao - Poder Aereo

FOTOS em caráter meramente ilustrativo

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shambr
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shambr

poderia rolar uma versao do gripado biposto e bimotor ele seria o caca maior e mais barato venderia feito mate na praia kkkkkk

Nonato
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Nonato

Sucessor? Como assim? Um super gripen? Ou um stealth? Junto com a Saab ou só a Embraer?

Marcelo Bardo
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Marcelo Bardo

Nonato,

Acredito que seria em parceria (Saab/Embraer).
Se seria stealth ou não, aí não sei…

FF
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FF

Acho que a Embraer deve partir para o desenvolvimento de um avião de quinta geração como o T50 para a FAB. Precisamos mais do que um caça leve.

Delfim Sobreira
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Delfim Sobreira

Enquanto pensamos no Gripen NG pros próximos 40 anos, os suecos já pensam no seu sucessor.
Nada como o bafo de urso no cangote pra não ficar parado.

aldqueiroz
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aldqueiroz

Pergunto-me até quando a capacidade ‘stealth’, como definida hoje (baixa assinatura radar) será relevante. A tecnologia evolui rapidamente; não ficaria surpreso se, brevemente, os vetores stealth da atualidade sejam plenamente detectáveis por radares que exploraram um espectro de frequências maior, e/ou detecção da assinatura de calor, ou sei lá o quê. Quanto à quantidade de motores do vetor, não concordo com a ‘implicância’ de muitos comentaristas no site com os vetores monoturbina. Se um motor (de projeto adequado) dá conta, pra quê dois?!… Além do mais, no projeto do Gripen e seus antecessores a facilidade de operação/manutenção sempre foi um… Read more »

bosco123
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Aldqueiroz, Se a furtividade não servir pra nada no futuro sempre se poderá pintar um avião furtivo de vermelho ou laranja, instalar uma luzes piscantes, colocar umas placas metálicas dependuradas ou dar um jeito de quando estiver em território inimigo ligar todos os sensores ativos e canais de comunicação e até de fazer uma chamas bem grandes na traseira utilizando pirotecnia, mas o contrário não tem jeito. Ou seja, se não for stealth e for preciso ser discreto e furtivo é muito difícil fazê-lo. Seja o que vier no futuro vai ser stealth. Vai ter compartimento interno. Vai ter RCS… Read more »

mbp77
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mbp77

Interessante. “Desenvolvimento conjunto com a SAAB para um substituto do Gripen”.
Quem mais está a desenvolver uma aeronave de 5ª Geração (ou com características inerentes a esta) com a SAAB?
Qual a empresa que firmou termo de parceria no KC-390?
Sei que é muito cedo para tais confabulações (ou apenas devaneios meus, rs), mas não deixa de ser deveras curioso como os interesses e portfólios das três empresas vão se confluindo e se complementando aos poucos, como que seguindo um grande roteiro.
Talvez num futuro, não tão distante assim, nós vejamos a formação de um novo conglomerado multinacional na área aerospacial?
Quem sabe?
Sds.

Junior Souza
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bosco123
Cara pelo amor de Deus onde eu assino ? Seu comentário foi perfeito . E aproveito para questionar o queiroz se ele considerou que a tecnologia da “furtividade” não parou de evoluir , assim como surgem novos radares e sensores surgem novos materiais que podem ser utilizados para este fim etc

Clésio Luiz
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Manda eles entrarem em contato comigo que eu tenho um projeto genial prontinho na minha cabeça. Por um precinho camarada.

Tamandaré
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Tamandaré

Mesmo que os radares evoluam e passem a detectar o que hoje é dito “stealth”, ainda assim este será mais discreto que um avião dito “não-stealth”. Os radares podem até passar a detectar um F-35, por exemplo, mas este será mais discreto que um modelo mais antigo e rústico, como o F-15/16.

JT8D
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JT8D

O Gripen não tem concorrentes na sua categoria. É um caça de ótimo desempenho pelo menor custo do mercado. A Saab vai vender muito Gripen, e espéro que a Embraer também possa se beneficiar disso

fonseca
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fonseca

Respeito os comentários de Bosco.
Mas estão fazendo gozação.
Isto é, todo mundo diz que caças stealth costumam ser mais caros, mais complexos e perdem em quesitos aerodinâmicos.
Claro que quanto mais discreto, mais difícil ser detectado.
Hoje, parece que um f35 já seria detectado a 30 km de distância.
Se um não stealth for detectado a 100 km de distância, mas, no futuro o f35 o for a 70 km?
Será que faria tanta diferença???
e o custo x benefício?
talvez sempre procurem reduzir a assinatura, mas talvez não necessariamente formas muito perfeitas com grande perdas aerodinâmicas.

Marcos Gilbert
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Marcos Gilbert

Só lembrando que como a Embraer tem fábrica em Portugal, o Governo Português muito provavelmente dará preferência a compra do Gripem made in “Embraer” quando resolver comprar novos caças.

Abraço

Nilo Rodarte
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Nilo Rodarte

Essa parceria com os suecos vai ser muito boa para o Brasil (se for bem aproveitada). Certamente temos muito mais a ganhar com os suecos do que eles conosco. É claro que muita coisa pode dar errado, mas essa parece ser iuma daquelas grandes oportunidades que a história reserva. A desgraça é que o Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade. Espero que isso não se confirme nesse caso.

Marcos
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Marcos

A Embraer já teve uma “parceria” com a Dassault, sendo que essa parceria acabou no dia em a Embraer começou a vender Legacy em cima do Falcon.

Nonato
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Nonato

Essas parcerias podem ser perigosas. Embraer, SAAB e Boeing. Podem ser úteis, mas, ao mesmo tempo, pode haver conflitos de interesses. A Boeing é uma empresa enorme. Não tem nada a perder. Se ajudar a Embraer com os KC 390 seria bom para esta. Mas é se os serviços de manutenção da Boeing forem caros e atrapalharem as vendas? As duas precisam ser beneficiadas. Existe até o risco de a Embraer ser engolida. Ficaria de mãos amarradas na hora de lançar um avião para 160 passageiros. A Dassault falaram em outro post que não gostou de a Embraer produzir aviões… Read more »

Tom Quete
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Tom Quete
mbp77
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mbp77

Marcos Gilbert 12 de julho de 2016 at 21:04 Se eu não me engano, mesmo se Portugal quisesse, não haveria como este preferir os Gripens fabricados pela Embraer. Pelo acordo firmado entre as duas empresas na parceria do Gripen NG, a SAAB fica com os mercados europeu, norte-americano (Canadá incluso), asiático e da Oceania. À Embraer ficariam reservados os mercados latino-americano e africano. Confesso que não sei a cargo de quem ficaria o OM (creio que com a SAAB). A única ressalva seriam compras do Gripen F (biposto). Pelas condições inerentes ao acordo, esta variante ficaria a cargo de ser… Read more »

Caerthal
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Caerthal

Saab e Embraer já foram concorrentes, no mercado de aviação regional (Brasília x S 340, ERJ x S 2000). Mas a SAAB deixou o mercado. Há forte complementariedade entra as linhas e produtos e muitos pontos similares na visão de negócio:
– Pragmáticas, sabem que travam guerras “morro acima”, buscam nichos e evitam reinventar a roda ..
– Possuem uma cultura forte de melhoria contínua (SAAB com jatos desde o final dos anos 40, Embraer na aviação regional)
– Cumprem o que prometem e não são presas a líderes carismáticos/personalistas

É uma parceria que promete. A linguagem delas é a ENGENHARIA.

Exo 7
Visitante

Os estudos conceituais de um avião de combate de 5° geração já se iniciaram pela Saab, chama se FS 2020, se este sera o futuro desenvolvimento conjunto só o tempo dirá.

Wilton Feitosa
Visitante
Wilton Feitosa

FF 12 de julho de 2016 at 18:25

Precisamos mais que o Gripen? Pode me dizer pra que, e por que?

Precisamos sim de mais Gripen, uma centena é algo ventilado vez ou outra pela FAB, e me parece bem adequado…

kLEDSON
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ÓTIMA NOTICIA

Rinaldo Nery
Visitante
Rinaldo Nery

Esqueçam. Alguns “doutores em offset” em outra matéria disseram que a EMBRAER não tem condições de absorver nem aprender nada.
Como diz o “exilado” Juarez, o tempo é o senhor da razão.

Wilton Feitosa
Visitante
Wilton Feitosa

pois é … fico imaginando o circo montado lá na Suécia … o caras “ensinando” a fazer um Gripen fake com tecnologias obsoletas, e lá atras do biombo, onde os brasileiros são proibidos de entrar então fazendo em paralelo a versão Gripen Suéco com o que há de mais modernos dentro da SAAB ..

Rinaldo Nery
Visitante
Rinaldo Nery

Wilton, não acredito nisso. Mas, tudo é possível.

Wilton Feitosa
Visitante
Wilton Feitosa

ops. … estava com a tecla “ironico” ligado, e ainda estou … falo isso diante de tantas teses de pos-doutorado sobre o tema offset dissertadas por aqui ….

Rommelqe
Visitante
Rommelqe

Presado mbp77, Ate onde me lembre, os “mercados resevados” são estes mesmos que vc citou. Agora, tambem é importante notar que, conforme algumas noticias divulgadas, nas tratativas anteriores entre SAAB e EMBRAER, varios sub-conjuntos seriam fabricados so na Suecia e outros so no Brasil. Esta divisão logicamente é ditada pela economia em escala de produção e, acredito, para lograr um ganho nos prazos de entrega; imagino que se a India confirmar uma grande encomenda da SAAB aparentemente a EMBRAER tambem seria beneficiada. Uma das duvidas é verificar quais componentes seriam produzidos na India e se seriam para complementar (ou mesmo… Read more »

Rommelqe
Visitante
Rommelqe

Caro Wilton, concordo apenas em parte. Os brasileiros não são tão ingenuos assim (pelo menos aqueles que estão por la) assim como determinadas tecnologias são mais “camuflaveis” do que outras. Logicamente a divulgação/transferencia do cerne das tecnologias mais sensiveis não estão, acertadamente, consideradas nos requisitos da FAB e muito menos cogitadas pelos demais participes brasileiros. A tão propalada “transferencia total, irrestrita e amigavel de tecnologia superestrelar” é uma arma marqueteira e nunca, ate onde pude depreeder, foi cultivada pela SAAB. Tambem me parece que a insistencia da India em querer obter “tudo” dos franceses é a principal causa dos sucessivos… Read more »

Walfrido Strobel
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Desde que o contribuinte brasileiro entupa mais dinheiro no bolso dos ricos acionistas da Embraer, ela estará disposta a desenvolver até avião da 6° geração.

Paulo Lopes
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Paulo Lopes

Walfrido Strobel 13 de julho de 2016 at 0:36
O Mauricio R pensa assim também, e o Roberto F Santana, e eu penso da mesma forma.

Lewandowski
Visitante
Lewandowski

Eu sinceramente duvido das ‘pretensões’ da Embraer. As duas empresas, principalmente a brasileira, na aérea de defesa, depende muito do governo, e sabemos, pela historia, que o mesmo nao costuma investir em uma area que exige volumosos recursos como uma aeronave de caça.
.
Nao é ter complexo de viralata, mas o Brasil nao vai desenvolver tao cedo, nem em parceria, uma aeronave 5g. O gripen sera o F-5 dos anos 2050. Tera a mesma lenga-lenga pra se substituido. Aos que duvidam, a historia das FFAA BR responde.
.
Sds.

zorannn
Visitante
zorannn

Olhem o tempo do verbo: . “Seria um passo natural desenvolver em conjunto um novo produto, um sucessor do Gripen.” . Seria….. . Isto precisa de uma parceria de longo prazo, com investimentos caros em pesquisa e por um grande período, coisas que não fazemos. Nem a Suécia e nem o Brasil cogitam ter uma aeronave de 5° geração tão cedo. Alías os suecos nem queriam o Gripen E para já, só firmaram a encomenda porque havia um cliente externo. Estamos falando de algo para daqui a 20 anos. Estamos aprendendo a fazer Gripen enquanto os suecos, juntamente com seus… Read more »

Moacar Moraes Neto
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Moacar Moraes Neto

Walfrido Strobel, o correto seria o que então ? Comprar já uma aeronave pronta da Russia ou Estados Unidos ? Você não consegue ver o valor de uma Empresa que paga seus impostos no Brasil, com três unidades no país, que emprega milhares de brasileiros e desenvolve tecnologia nessa país que está “quebrado” educacionalmente e tecnologicamente ??? O governo federal transferir dinheiro publico no projeto a fim de ter uma aeronave como o Gripen e o KC-390 eu só vejo vantagens em ser a Embraer, Você tem idéia de quantos engenheiros brasileiros trabalham na empresa ? O governo está gerando… Read more »

Renato de Mello Machado
Visitante
Renato de Mello Machado

Sim eu penso quê seria o correto, para a compra de qualquer caça, inclusive o Gripen. Eu quero 50 caças armados dessa forma,mostra para a população ó tá aqui a conta é “X” e acabou.Pensamento simplista, de quem nunca comprou avião.Beleza agora no modo Brasil,tenho de botar a Embraer no meio,ToT obscura,tenho de agradar o prefeito e o governador tal,tenho de pensar quê alguém vai roubar, vão meter mais a mão então tem de ser um caça mais barato, será quê rola um apezinho aí para mim? e o enterro passa…..

Moacar Moraes Neto
Visitante
Moacar Moraes Neto

Renato

Além de você ter a Aeronave planejada, você está desenvolvendo a mão de obra, tecnologia e gerando empregos no seu país… Quer coisa melhor que isso para um país ??
Sobre fraude, corrupção, essa noticia para mim mostra que a Embraer está no caminho certo (unica empresa brasileira aprovada com a politica anticorrupção)
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36760865

Claudio Lober
Visitante
Claudio Lober

Moacar concordo inteiramente contigo.
Ele e vários outros aqui no blog são contrários e/ou torcem contra o desenvolvimento aeroespacial brasileiro, seja por meio de parcerias (Gripen) ou mediante o desenvolvimento de um projeto nacional próprio (KC-390).
Sustentam também o “MIMIMI” de que diversos componentes utilizados nos aviões da Embraer são estrangeiros, como se existisse alguma indústria aeroespacial no mundo que tenha verticalizado integralmente a sua produção (não entenderam ainda que a economia mundial é globalizada).

Moacar Moraes Neto
Visitante
Moacar Moraes Neto

Claudio

Acredito que o plano de desenvolvimento da nossa industria aeronáutica coloca o Brasil no seleto grupo de 5 países que detem o conhecimento e pode ter aeronaves produzidas no seu território, com inteligente e tecnologia do seu país.

Apenas importar uma aeronave já pronta, não geraria empregos, não desenvolveria o conhecimento tecnológico e etc..

Mais empregos, mais renda, com mais renda o poder de compra da população aumenta, maior poder de compra a roda da economia gira..
Todo mundo sai ganhando

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Walfrido Strobel, pelo visto você tem saudades da época em que a EMBRAER era uma estatal (falida)

Claudio Lober
Visitante
Claudio Lober

Moacar,
Exato e mais claro do que isto só desenhando… rsrsrsrs…

André Bueno
Visitante

Lembrando que já existe o nEUROn, aeronave demonstradora de tecnologia desenvolvida por países europeus, entre eles França e Suécia. O que surgirá a partir dele ainda é uma incógnita mas dá pistas do futuro. A questão é se depois de cumprida a missão, os países ainda terão interesse em continuar juntos para o desenvolvimento dos passos seguintes.

André Bueno
Visitante

Lewandowski 13 de julho de 2016 at 1:58

Concordo, o Gripen E poderá ser o F-5 do século XXI. Mas terão os suecos “bala” para catapultar suas vendas? O F-5 era empurrado pela máquina americana e em plena Guerra Fria.

gengisduEduardo Pereira
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Pessoal a Saab já possui o projeto do Saab FS-2020 , entrarmos neste desenvolvimento é questão de interesse e $$ investimento por parte de nosso governo pois nada adiantaria a Embraer embarcar e custear uma empreitada desta sabendo que o país onde está não vai adquirir a aeronave em questão por $$ motivos afins e desta forma fica mais difícil vender pra fora (AL).

André Bueno
Visitante

gengisduEduardo Pereira 13 de julho de 2016 at 9:54

Bem lembrado, tanto em relação ao projeto quanto em relação a necessidade de financiamento. E esta deverá ser uma aeronave mais cara [se realmente vier a existir], tanto para aquisição quanto para manter e voar. Mas é algo para quando… 2030?

Walfrido Strobel
Visitante

Claro que iria gostar mais de uma Embraer estatal recebendo recursos públicos.
Já que é privada que seus acionistas corram atrás de dinheiro privado.
Mas o bom é ser privada e seus acionistas engordarem seus bolsos a custa de dinheiro público.
Ah, tinha esquecido de novo, ela gera empregos e outros países ricos bancam sua industria militar. Isso é desculpa para tudo…
Quanto a corrupção, melhor deixa para lá…….

Moacar Moraes Neto
Visitante
Moacar Moraes Neto

É isso ai… Vamos dar mais dinheiro para os países ricos e não ter nada em troca !!!!
Viva a republica das bananas !!

Sem comentários

Me diz em que país aceitaria a FAB ganhar royalties da futuras vendas de um avião ?? Boeing ? Lockheed ? Airbus ???
Faz me rir !! tem que ser muito inocente para acreditar nesse cenário

Jr
Visitante
Jr

Bacana é quando o governo entope de dinheiro a OAS, a Andrade Gutierrez, a Odebrecht, a UTC, enfim todas as empreiteiras corruptas desse país. Até parece que alguns aqui não conhecem como funciona a indústria aeronáutica mundial. Quem tem não quer perder, quem não tem quer criar, sem se importar quanto vai ter que gastar para ter uma, vide os investimentos pesados de dinheiro público que Coreia do Sul, Turquia e Japão fazem em suas indústrias.

Paulo Lopes
Visitante
Paulo Lopes

Walfrido Strobel 13 de julho de 2016 at 10:19
Para amenizar o nosso problema com a Embraer, ou seja, o problema meu, do Mauricio R., Roberto F Santana e eu, que temos pensamentos muito parecidos, o ideal seria a gente comprar ações e nos tornarmos acionistas da Embraer, dessa forma a gente se dá bem também.

Farroupilha
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Farroupilha

Toda parceria tecnológica sempre é bem vinda. – Quanto ao sucessor do Gripen NG, seja de 5º, 6º ou 7º geração, carregará inúmeras características furtivas. Mas creio que a principal característica oriunda de uma parceria de SAAB e EMBRAER será ter baixo custo de aquisição e operação. – Pequena viagem na maionese sobre sua aparência: Terá estabilizadores verticais bem pequenos, podendo até serem mais de dois, ou com a inexistência deles. Dois ou ate mais motores, porém de diâmetros bem reduzidos, conferindo um perfil horizontal o mais fino possível ao caça. Todos os bordos de ataque anti radar 100%. Detecção… Read more »

Walfrido Strobel
Visitante

O UK resolveu cancelar o Ninrod MRA4 e comprar Boeing P-8, ao invés de torrar milhoes do contribuinte buscando uma solução caseira.
A Alemanha deixou a Dornier falir, mesmo com o protótipo de um avião equivalente ao E-jet pronto para voar, pois o governo disse que não colocaria dinheiro do contribuinte em empresa deficitária.
Mas aqui vale tudo para bancar uma empresa privada, compraram 28 aviôes sem o protótipo estar voando em uma operação de risco.
Ok, se o Americano banca suas empresas, nos devemos fazer o mesmo, custe o que custar. Afinal, gera empregos….