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AEL entrega protótipos WAD e HUD ‘Modelo A’ como parte do programa brasileiro para o Gripen NG

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 Gripen NG WAD Protótipo

A AEL Sistemas (AEL) entregou ontem, dia 2, à Saab, com sucesso e dentro do cronograma, os primeiros protótipos “Modelo A” das unidades WAD e HUD para o Gripen NG brasileiro. Em fevereiro de 2015, a Saab anunciou a seleção da AEL como nova fornecedora no Brasil. Saab e AEL também assinaram um contrato para a transferência de tecnologia. A AEL foi selecionada para fornecer o Wide Area Display (WAD), o Head-Up Display (HUD) e o Helmet Mounted Display (HMD), que serão integrados ao Gripen NG para o Brasil como parte do contrato F-X2.

O programa de desenvolvimento do WAD e do HUD começou em janeiro de 2015. Já o do HMD teve início em maio deste ano. O novo programa de sistemas aviônicos para a aeronave será executado ao longo de quatro anos e inclui o desenvolvimento, a integração e o trabalho de produção, que serão realizados em Porto Alegre (RS). O trabalho de integração do sistema será feito pela Saab e pela Embraer.

O WAD para a aeronave brasileira Gripen NG é um sistema único e inteligente de exibição de tela grande (19 x 8 in), redundante e multiuso, em cores e de alta resolução, com apresentação contínua de imagem, capaz de receber entradas de teclas multifuncionais, touchscreen ou interfaces externas. É a principal fonte de todas as informações de voo e missão na cabine de piloto.

A AEL também vai desenvolver um novo HUD para a aeronave brasileira. O HUD fornece informações essenciais de voo e missão para o piloto ao olhar a frente através da cabine. Já o HMD Targo é a próxima geração do equipamento, que permite que o piloto veja dados e imagens de alvos reais e virtuais, adicionando funcionalidades que aumentam a consciência situacional e a capacidade de julgamento e decisão do piloto.

Os protótipos permitirão à Saab antecipar as atividades de engenharia de software e sistemas, reduzindo assim o risco de integração na aeronave. Uma extensa campanha de testes em voo será ainda realizada em estreita cooperação entre a AEL e a Saab, em Linköping, Suécia.

wad hud

“Estamos orgulhosos de entregar esses protótipos em tempo, dentro do cronograma, e com qualidade, permitindo que os engenheiros da Saab possam continuar o trabalho de integração para a aeronave. Acreditamos que este fato destaca e evidencia o compromisso da AEL com a Saab e a Força Aérea Brasileira (FAB) para fornecer a próxima geração de cockpit para a próxima geração de caças”, afirma Sérgio Horta, presidente da AEL.

“Este é um passo muito importante no desenvolvimento do Gripen NG para o Brasil. Demonstra uma cooperação muito eficaz entre a AEL e a Saab e é um passo de sucesso na cooperação industrial entre a indústria brasileira e a Saab no programa Gripen NG”, diz Mikael Franzén, Diretor do Programa para o Gripen no Brasil.

O processo brasileiro de aquisição para o 36 Gripen NG está em curso e o contrato está previsto para entrar em vigor durante este ano. A transferência de tecnologia do WAD, do HUD e do HMD para a AEL também está em curso. O escopo adicional focará no desenvolvimento da interface Homem-Máquina (HMI) para os caças avançados, juntamente com oficinas de manutenção de aviônicos. Atividades no âmbito do presente contrato terão início no segundo semestre de 2015, na Saab, em Linköping. Isto incluirá cursos teóricos e treinamento no ambiente de trabalho.

Sobre a AEL Sistemas

A AEL trabalha nos setores de defesa e espaço desde 1983. A AEL é brasileira – sucessora da Aeroeletrônica – e está localizada em Porto Alegre (RS). A companhia desenvolve programas de modernização de plataformas militares e atualmente é uma das principais parceiras das Forças Armadas do Brasil. Embraer, Helibras e INPE são alguns dos clientes da empresa.

DIVULGAÇÃO: AEL Sistemas/ FSB Comunicação

20 COMMENTS

  1. Pelo menos no Titanic eles nao sabiam que iam afundar, ja em banania?!

    Sobre o WAD, ele é uma ferramenta interessantissima para se melhorar a consciencia situacional e formar uma nova doutrina bvr. Mas acho que é uma ferramenta q trara mais dor de cabeça para o futuro da FAB q ganhos por conta da manuteçao, ms poderia ser pior.

  2. Muito bom,

    vejamos pelo lado positivo: O Gripem Br assim como o F-35 serão as únicas aeronaves de caça com home theater do planeta… 🙂

    Ps.: a AEL irá desenvolver o novo HUD. Ok, mas esse protótipo do HUD ai é bem menor em área e ângulo de visão/visada que o original atualmente usado nas versões C/D… isso não pode ser ruim?

    Nos trechos:

    “O trabalho de integração do sistema será feito pela Saab e pela Embraer.”

    “Uma extensa campanha de testes em voo será ainda realizada em estreita cooperação entre a AEL e a Saab, em Linköping, Suécia.”

    Traduzindo: a SAAB integra software e hardware a máquina, enquanto a EMB “integra” a tela a console do caça apertando os parafusos… 🙂

    …desculpem, não pude resistir 😀

    No mais, a matéria é uma divulgação/propaganda da própria AEL e no fim eu torço para que sejam bem sucedidos.

    Grande Abraço.

  3. Caro Groo,

    O HUD na realidade é mais um backup do HMD Targo e do próprio WAD. Por exemplo, no F-35 nem existe mais.

    A matéria em si é sim propaganda/divulgação, mas diante de tanta discórdia em torno do WAD (e que precificaram em US$900 milhões) ignorando outros itens da versão BR do Gripen E, é bom fazer isso. Afinal a LM faz isso o tempo todo com o F-35… 🙂

    []’s

  4. Eu acho que essa tela era completamente desnecessária. Poderíamos ter usado a mesma tela do NG sueco e daria operacionalmente quase na mesma.

    Mas dizer que foi ela que custou US$ 900 milhões é errado. Inúmeras outras customizações pedidas pela FAB foram a causa do sobrepreço, sem contar o reajuste na proposta original.

    Enfim, Inês é morta. O MPF já sinalizou que está tudo ok no contrato.

  5. Amigos,

    Não gostei dessa solução de tela plana + HUD.

    Para conseguir colocar a tela plana em uma altura razoável, o HUD ficou muito menor e parece que está posicionado ainda mais distante do piloto do que na versão original. Isso vai diminuir muito o campo de visada (field of view), o ângulo que pode ser visto, a partir dos olhos do piloto, até os limites do HUD.
    A configuração original, além de utilizar um HUD muito maior (mais útil), permite que as telas laterais sejam posicionadas mais altas.
    É evidente que uma tela plana permite mais flexibilidade de uso, tal como operação com “windows” ou aumento dessa janela para ocupar grande área.
    No entanto, não vejo grande utilidade prática para isso, pelo menos na nacele dianteira. O piloto tem que controlar a aeronave e, provavelmente, a distribuição das “janelas” será padronizada de modo muito semelhante ao que já era utilizado na configuração com três displays distintos. Há que se discutir novamente se vale a pena abandonar a tendência atual de HOTAS e “Head Up”, partindo para uma gestão de informações “head down” via “windows” e uso de “touch screen”. Essa segunda versão parece boa para o voo estabilizado em altitude, na preparação de uma missão, mas não para uma situação de ameaça ou combate.
    Para a nacele traseira do biposto, a tela plana pode ser uma grande vantagem operacional, pois aquele tripulante não terá que se preocupar com o voo em si, manches e manetes, podendo dedicar toda a tela para a gestão das informações vindas dos sensores. Atrás da cadeira do 1P, provavelmente há espaço mais que suficiente para colocar um repetidor do HUD, e não há grande problema se esse segundo piloto tiver cumprir grande parte da sua missão “head down”.
    É possível que essa configuração de tela plana seja mais adequada para uma aeronave do porte e da geração do F-35 do que para o nosso Gripen.
    Abraços,

    Justin

  6. Groo, bom dia.

    Não tenho dúvida de que esse argumento foi amplamente utilizado ao se propor o WAD com HUD pequeno, mas existe, sem dúvida, um problema instalativo (indisponibilidade do espaço na parte central alta do painel).
    Temos que lembrar que o HUD atualmente é o instrumento primário de voo. A quantidade e a facilidade de leitura das informações é proporcional ao seu tamanho.
    Se ele é usado como fonte principal para o controle da aeronave, mais espaço útil sobra para a apresentação de dados operacionais e de sensores nos outros displays.
    Além disso, não creio que o HMD venha a ser utilizado em todos os voos. Mesmo estando disponível e integrado o dispositivo, a utilização do HMD não é tão corriqueira nos aviões de quarta geração.
    Uma comparação importante que podemos fazer é a área total disponível para a apresentação de informações, comparando o Gripen BR com o Gripen E sueco. Considerando HUD e os displays do painel, haverá aumento na área total? Se houver, será esse aumento significativo para a compensar a degradação da utilidade operacional do HUD?
    Abraço,

    Justin

  7. Tá de sacanagem que o HUD escolhido foi esse?
    A própria ELBIT tem coisa melhor.
    Deveria ser de tecnologia mais moderna (como aquele que injeta a imagem no vidro, me fugiu o nome agora) ao invés desse trambolho de projetor para um combiner pequenininho. Vamos ter Gripen com limitação de F-5 imposta pela AEL.

  8. Pois é.

    Não há dúvida que existe incompatibilidade de espaço.
    A área mais nobre para instalar um display certamente é logo abaixo da transparência do HUD.
    No entanto, podemos verificar a configuração de qualquer aeronave de combate (Sukhoi, Gripen, F-16, F22, Typhoon, ou mesmo os nossos F-5M, AF1-B, A-1M, A-29) e confirmar que nenhum tem display naquela posição. O pequeno espaço à frente do equipamento óptico do HUD é aproveitado para instalar paineis de entrada de dados, que não mereceriam tal prioridade de visualisação.
    A única exceção é o Rafale, mas este teve que trazer seu HLD (Head Level Display) para um ponto bem mais próximo do piloto. Essa solução, é claro, não seria possível em um avião com manche tradicional em vez de joystick.
    Abraço,

    Justin

  9. Olá, Roberto.

    Bem legal essa demonstração das funcionalidades do painel do F-35.
    Mas quero ver se o piloto consegue colocar o mundo em freeze para brincar com as telas, como fez naquele simulador. Ou fazer tudo aquilo com luvas e manobrando com 4 G.
    Mas, atualmente, temos sim que planejar missões durante os voos. Tem sido comuns missões de duração superior a cinco horas, contado o deslocamento para a área. Certamente esse tempo é usado também para planejar detalhes finais da missão. Hoje é quase uma regra a atuação contra alvos de oportunidade, a partir de uma posição de espera. Alvos pré-planejados não em mais a mesma prioridade. Então, boa parte do planejamento é feita com dados recebidos em voo. Um segundo tripulante ajuda muito nessa hora.
    Abraço,

    Justin

  10. Caro Roberto,

    esse conjunto de “círculos” ou seguimentos de círculos servia como referência/assistência para o tiro em deflexão?

    Muito bom.

  11. Perfeito Roberto,

    não é complicado não, entendi direitinho… 🙂

    em teoria é muito parecido com tiro em movimento que praticamos aki nos EU…

    fiz os 3 módulos* de tiro a partir de veículo em movimento… e o tiro de visada lateral com o alvo “parado” as 9h ou 3h era sem dúvida o mais difícil.

    O instrutor usava traçante para podermos visualizar a deflexão e a queda do projétil, que nesse caso era mínima, mas perceptível.

    – Era por isso que os caças na 2ª GM tinham traçante no mix de munições, para a deflexão “ser visível”?

    Quanto ao distância, é mais ou menos do mesmo jeito… rsrsrs. Depois que zeramos a arma para uma determinada distância, calculamos as diferentes distancias justamente pelo tamanho que o alvo ocupa no retículo, no caso os mil dots.

    Mas de novo, em nosso caso é muuuito mais simples… rsrsrs é sempre uma silhueta humana, uma para-brisa, a janela de um carro… e todos já tem como referência a proporção humana.

    Vlw mesmo pela explicação e exemplos, inclusive os históricos. 🙂

    * Tem um outro curso aki para Tiro Aéreo em Movimento… mas é muuuuito caro e mesmo com a formação de uma boa turma (para baixar os cu$sto$) não dá para se aproveitar muito, pois cada um terá uma média de uns 10 minutos de tiro a partir de um helo. – E no fim, é bem difícil vc continuar treinando o que vc aprendeu. No fim, é pra quem pode ($$$$$).

    Grande Abraço.

  12. Caro Roberto,

    eu praticamente só moro, na prática passo uma média de 4 a 5 meses apenas lá. Por conta do trabalho eu tenho que viajar muito e 75% dos destinos são para o Brasil.

    Já atirei com praticamente tudo, menor que uma .50.

    A coisa do tiro veio por conta da minha família americana. Meu sogro e meu cunhado mais velho são veteranos, meu outro cunhado é Sheriff, minha esposa atira desde os 8 anos e meu melhor amigo é um armeiro de profissão… sem falar que somos da Luisiana e lá eles saem pra caçar e matar o churrasco do fim de semana.

    Pessoalmente eu tenho um P.O.F. P308 G4 (barrel de 14,5”), um HK416A2 em 5,56 (barrel de 11”), um AK-47, um M1 Garand e um FAL C1 Canadense, os 3 últimos originais. Minha única pistola é uma velha Beretta 92S tb original com mais de 10 anos.

    Eu tenho a licença e não o porte e tb nunca requeri o último, nunca vi necessidade. Quando vou para o campo, cursos ou as raras competições, basta eu colocar no porta malas que está dentro da Lei.

    E quando vamos caçar eu mais cozinho e como do que caço… quando caço, uso um dos muitos rifles .22 LR da família. É por ai. 🙂

    Ps.: nasci e fui criado no interior do Pará e eu pesquei, cacei e comi quase tudo que existe por lá tb… A Luisiana e minha família americana acabaram sendo um grande presente.

    Grande Abraço.

  13. Acho que o WAD é a nova tendência. O avião não possui UFCP abaixo do HUD porque está no WAD. No próximo pernoite em Porto Alegre vou tentar visitar a AEL e conhecer in loco o equipamento, visto que o Gerente de Negócios é da minha turma, ex piloto de provas. Postarei aqui o que observar.

  14. Amigos,

    É impressão minha ou o WAD na estação da AEL está instalado mais baixo do que no Gripen maquete 1:1?
    Acho que aquele Gripen não tem todo o HUD, mas apenas a parte superior dele (a transparência).
    Abraços,

    Justin

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