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FC-1, o MiG-21 do Século XXI

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arvore do FC-1

Na imagem acima (clique na mesma para ampliá-la) é possível identificar todas as variantes do projeto MiG-21 produzidas na China, incluindo as variantes produzidas sob licença, modificadas ou derivadas do projeto original.

Como pode ser visto, o FC-1 é descendente direto de uma das primeiras variantes do MiG-21 (o MiG-21F-13). O MiG-21F-13 representou a primeira versão do famoso caça soviético produzido em larga escala a partir de 1960. Depois de mais de 40 anos voou o primeiro FC-1.

16 COMMENTS

  1. Apanhei um pouco para entender o quadro.
    Para não variar, a leitura é da esquerda para a direita.
    De resto, o Mig 21 é mais bonito.

  2. O que mais me impressiona é a enorme quantidade de variantes. Isso indica uma constante procura tecnologica e o foco em missões especificas. Seria esse fato uma indicação de que o conceito multirole não é o adequado?
    Na minha opinão sim, pois nem sempre dá para usar um martelo para fixar parafuso mas, usar uma chave de fenda para “pregar prego” é literalmente impossível.
    Moral da estória: tem todo o sentido pensar em Gripen NG contemporaneo com Gripen C/D e a “nossa versão” F (biposta) certamente sérá apropriada para o Brasil.

    • “Isso indica uma constante procura tecnologica e o foco em missões especificas. Seria esse fato uma indicação de que o conceito multirole não é o adequado?”

      Rommelqe,

      Na verdade, a maior parte das variantes mostradas na imagem é resultado de melhorias graduais, ou seja, versões mais modernas etc sendo desenvolvidas e tomando o lugar das anteriores na linha de montagem, do que o desenvolvimento de versões específicas para este ou aquele emprego. A família MiG-21 foi prolífica nesse sentido, em novas versões com melhorias seguindo-se rapidamente na produção, mas quase sempre voltadas à mesma função de sempre como caça tático (no máximo, variantes para reconhecimento ou biposto de conversão operacional etc).

      Conceitos multirole, swing role, omnirole e similares, como os entendemos hoje, são bem mais recentes do que a concepção e desenvolvimento da maioria das versões do MiG-21. A maior parte das variantes mostradas na imagem são do tempo em que os avanços em computadores de missão etc não permitia explorar totalmente esses conceitos (ainda assim, cumpriam missões ar-ar e ar-terra, disparando mísseis ar-ar simples e lançando bombas burras, como a maior parte dos caças táticos dos anos 60 aos 90).

  3. Se existe alguma coisa do MiG-21 no FC-1, deve estar muito bem enterrada na fuselagem, pois externamente, a única coisa que eles compartilham é a posição as asas, e ainda assim são completamente diferentes.

  4. Bom, eu sou fã do TIE fighter MiG-21, o Fusca dos caças.

    Se o FC-1 descende dele, então também sou fã do FC-1

    Minhas impressões:

    Trata-se de uma aeronave, com se diria, honesta – falo honesta no sentido de cumprir aquilo que promete, dentro de seus limites, no seu Teatro de Operações.

    Eu acredito que o conceito multirole seja adequado, mas deve vir acompanhado de modularidade de sistemas – que é o que me parece que o Gripen oferece.

  5. Interessante que todas as variantes e sub variantes chinesas descendem do Mig-21/Fishbed C, modelo de primeira geração, ao terem acesso a uma versão mais recente de terceira geração, mesmo que downgraded; os chineses não foram assim tão profícuos.
    Parece que o expertise reunido ao longo dos anos, não foi suficiente e/ou adequado.

  6. Eu não acredito que o FC-1 seja superior ao F-7NL (2008) nem ao Mig-21bis indiano (com aviônica e armamentos israelenses).

    Se a estrada de desenvolvimento também for longa, pode ser que um dia ele o seja (principalmente programar uma central de vôo em C, Fortran ou ADA e desinstalar o XP).

  7. Eu não consegui ver no grafico o JL-9/FTC-2000.

    Este sim é o descendente direto do MIG-21 com 70% de similaridade de peças e fuselagem….

    Por conta desta herança de peças e maquinario de produção, inclusive motor, consegue ser mais barato em quase 50% com um desempenho que se aproxima razoavelmente do FC-1. É focado em lift trainer, mas tem suas garras e dentes…

  8. Concordo, Nunão, que cada variante agrega, provavelmente e neste caso, uma evolução relativamente pequena. Mas mesmo assim podemos ver que apos o lançamento do FC-1 eles contabilizam algo em torno de doze variantes. Só Isso ja representa 20% (em quantidade) do atual de caças da FAB. Se cada uma destas opções resultou, em média, 10 caças operacionais, esse total é da ordem de toda a frota.da FAB. Como disse um amigo meu, tecnologia depende de recursis, de venda, de produção. Os chineses tem alta escala em tudo que produzem. De forjados, fundidos, laminados a compositos, eletronicos e aviões. Não privilegio, em geral, produtos chineses, mas temos que respeita-los. No meu dia a dia profissional trabalhamos muito com eles, teem preço e quando exigimos qualidade eles são capazes. Se comprarmos um jogo de chaves de fenda aqui no Brasil, pode jogar no lixo. Mas se comprar na Alemanha ( ja fiz isso, diga-se de passagem), é outra coisa. Claro que sou muito mais um SH-18G ou um F-22 (cada um em sua “role”), do que um dos novos stealth chines, mas essa hiperatividade industrial deles devia ser copiada pelos brasileiros.
    Voltando ao ponto: em uma mega frota para atender todos os TOs chineses é de se supor que não cabe apenas uma solução “onmirole” pous cada variante dedicada por si só já é uma esquadrilha inteira. Mas em um território como o brasileiro cabem ao meu ver pelo menos um caça de superioridade (digamos NG – E) no norte e uma outra variante (digamos gripen C ) no sul e assim por diante. Para missões de ataque ao solo vejo no AMX ainda um ótimo vetor o qual poderia ser substituido por caças bombardeio maiores do que o Gripen. Não acha?

  9. Desculpe-me acrescentar, mas o caso do biplace Gripen F é um exemplo importante. Vejo, como aqui ja coloquei, que essa “outra” aeronave não só contribuirá decisivamente para uma efetiva evolução na engenharia brasileira na área de caças como também sua função primária não deve ser voltada a treinamento. Creio que o apoio aproximado de aviões com uma forte eletronica embarcada será muitíssimo importante em missões de ataque. Enfim, é uma variante muito emblemática e representa um ganho enorme para o Brasil. Não pode ser contigenciada por um governo irresponsável e incompetente.

  10. “…nem ao Mig-21bis indiano (com aviônica e armamentos israelenses).”

    O upgrade indiano é principalmente russo:

    “MiG-21 Bison
    Upgraded version for export, the Indian Air Force being the first customer. Equipped with the Phazotron Kopyo (Spear) airborne radar, which is capable of simultaneously tracking 8 targets and engaging 2 of them with semi-active radar homing air-to-air missiles, such as the Vympel R-27. The radar also enables the fighter to deploy active radar homing air-to-air missiles such as the Vympel R-77 when an additional channel is incorporated. Russia has claimed that this version is equivalent to the early F-16. The Indian Air Force has since then upgraded its avionics with the addition of Helmet Mounted Sight (HMS), ability to fire High Off-Boresight missiles like the R-73 (missile) and Tactical Data Link, improving further its already formidable WVR Combat capability, and has performed very well even against F-15C Eagles in Cope India and Red Flag Exercises.[4]”

    (http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=7&ved=0CDsQFjAG&url=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FList_of_Mikoyan-Gurevich_MiG-21_variants&ei=H-drVeOvIIOeNpnpg7gJ&usg=AFQjCNH-w7r4kScveJCWWGmQ8kQtCOXNiQ&bvm=bv.94455598,d.cWc&cad=rja)

    PS: Sorry pela longa URL, mas é Google.

  11. O Bison indiano melhorou muito a visibilidade do cockpit. Esse é um dos piores defeitos do MiG-21, junto da curta autonomia de voo. Fico imaginando se fosse possível a instalação do RD-33 sem fumaça, mais as asas duplo delta do último subtipo chinês, daria um trabalho para o F-14 e o F-15.

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b4/MiG-21_Bulgarian_Air_Force.jpg/1280px-MiG-21_Bulgarian_Air_Force.jpg

    https://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/8/3/9/2195938.jpg

  12. Mauricio R.

    Vi em outras fontes que o equipamento instalado nos Bison indianos eram israelenses. Olhando a fonte secundária da wiki:

    Among many fourth generations attributes added to the IAF MiG-21Bison design, the incorporation of HMS (Helmet Mounted Sight) and high-off-boresight R-73RDM2 NBVR/WVR (Near Beyond Visual Range/Within Visual Range) AAMs (Air-to-Air Missiles) have turned it into a “Great Equalizer” in the WVR combat scenario. Conceptually a small number of MiG-21Bisons maintaining “radar silence” can be guided towards their aerial target by a couple of Sukhoi-30s by secure data links in accordance with MFFC (Mixed Fighter Force Concept). Upon entering into an WVR combat envelope the MiG-21Bisons armed with HMS and deadly NBVR/WVR missiles had the capability of destroying even fifth-generation fighters alike F/A-22 Raptor as assessed by high-profile Fighter Analyst Ben Lambeth of RAND Corporation. According to Lambeth “in visual combat everybody dies at the same rate.” F/A-22 also has to slow down if forced into a WVR combat scenario and loses the advantage of its super-cruise attributes. The situation further complicates if the IAF Sukhoi-30s have acquired the capability of providing target illumination for RVV-AE (AA-12 Adder) BVR missiles being launched from IAF MiG-21Bisons at extended ranges.

    http://www.indiadefence.com/COPE.htm

    Se foi esse equipamento russo, ficou melhor que o LanceR e o 2000 israelenses.

    Só não sabia que tinham testado o klimov RD 33 nele, deve ter ficado fantástico. Pena que na wiki não tem a fonte secundária desse dado.

    Saudações.

  13. gostaria de ver um mig no Brasil alguns só como agressores temos muitos exercicios de combate contra mirage e enfim aviões ocidentais mas se precisarmos enfrentar um pais com outra tecnologia penso que deveriamos fazer no futuro exercicios com russos,chineses.

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