quinta-feira, abril 15, 2021

Gripen para o Brasil

Saab projeta mercado de 5.000 caças em 20 anos

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Funcionários da Saab trabalham em Gripen - foto O Vale - S Faria

No grupo dessas 3.000 unidades, o objetivo da Saab é abocanhar de 10% a 15%, em participação conjunta com a Embraer por meio de acordo de parcerias

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ClippingNEWS-PANos próximos 20 anos, a empresa sueca Saab prevê mercado de 5.000 caças supersônicos. Desse total, a Saab e a Embraer –que agora são parceiras na produção do caça Gripen NG– têm condições de disputar 3.000 unidades no mercado mundial, que exclui a Rússia e China.

No grupo dessas 3.000 unidades, o objetivo da Saab é abocanhar de 10% a 15%, em participação conjunta com a Embraer por meio de acordo de parcerias. A informação foi dada ontem por Jan Germudsson, vice-presidente de parcerias industriais Saab-Aeronáutica, na unidade da empresa sueca em Linköping.

Segundo Germudsson, a projeção se refere a um mercado de US$ 30 a 35 bilhões. Ele disse que a Saab e a Embraer estudam a promoção conjunta para uma parceria estratégica para a venda dos caças no mercado global.

O Gripen NG (New Generation) começa a ser produzido em 2017. A Força Aérea Brasileira começa a receber os caças feitos na Suécia a partir de 2019. O governo brasileiro comprou 36 Gripen NG da Saab, em contrato que prevê transferência de tecnologia.

“Na América Latina, por exemplo, o uso do Gripen NG pela FAB e a parceria da Embraer no projeto podem alavancar o mercado do caça de imediato na América Latina, já que a Argentina manifestou interesse pelo Gripen”, disse Ulf Nilsson, chefe do Gripen na área de aeronáutica.

A Saab tem faturamento anual estimado em US$ 3,2 bilhões. Desse total, Gripen responde por US$ 800 milhões.

Parcerias. Executivos da Saab também confirmaram ontem as principais parceiras do programa Gripen NG, além da Embraer, na questão da transferência de tecnologia.

De São José estão a Akaer, envolvida no projeto de engenharia de estruturas, a Mectron para fornecimento do sistema Datalink do caça e de alguns sensores e a Atech, controlada pela Embraer, com o sistema de suporte em treinamento para o caça. A Saab possui atualmente 15% da Akaer.

De São Bernardo do Campo há a Imbra, que produzirá partes estruturais. Akaer e Imbra têm parceria para desenvolver parte da fuselagem do Gripen. A Embraer fará a montagem final e a integração de sistemas em Gavião Peixoto.

Engenheiros. Essas são as principais empresas que devem mandar de 100 a 200 engenheiros para a Suécia para trabalharem no desenvolvimento do Gripen na Saab.

Essa será uma primeira fase do programa. Em uma segunda fase, esse grupo repassaria o conhecimento obtido para equipes no Brasil.

“Estamos muito motivados para receber os engenheiros brasileiros. Nosso pessoal toda hora quer saber quando tudo vai começar a acontecer aqui”, disse ontem ao O VALE Hans Häggrot, diretor de produção da Saab, no hangar onde o Gripen NG vai ser feito.

No local, trabalham 700 pessoas, 500 no chão de fábrica.

FONTE / FOTO: O Vale (reportagem e foto de Sheila Faria, enviada especial à Suécia)

COLABOROU: Sandro

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Poxa, quanto(a)s reporteres foram convidados pela SAAB, so não chamaram gente da midia especializada. Será que eles querem chamar atenção somente das midias de massas? Pela minha experiencias em projetos com varios fornecedores com uma empresa fazendo uma interface com todos eles, o que a Embraer faz mto bem no mercado dela, sou capaz de arriscar que o TOT mesmo será mais experiencia no que a Embraer ja o faz, pois o grosso mesmo do projeto, acredito eu não estar nas mãos de mais de 5 pessoas dentro da SAAB e isso não vamos chegar nem perto! Mas é bom… Read more »

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