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Raptor no HUD e na tela do Rafale

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Segundo a Flight Global, a francesa Dassault está aproveitando o LIMA 2011 air show, na Malásia, para divulgar flagrantes de um aparente combate entre o Rafale e o F-22 Raptor norte-americano.

Uma das imagens já havia sido veiculada antes, e viria de uma espécie de “encontro entre amigos” ocorrido em 2009 sobre a Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos. As imagens foram mostradas como parte da promoção do sistema de sensores optrônicos frontais (Front Sector Optronics – FSO) do Rafale, fornecido pela Thales e concebido para ter um sensor IR integrado (para mais informações, clique no segundo link da lista abaixo).

FONTE / IMAGENS via Flight Global

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24 COMMENTS

  1. Se a derrubada tivesse ocorrida de fato, duvido que o alarde não teria sido mais detalhado, ufanado ao extremo !!!

    E estampariam a silhueta do Raptor no Rafale. Como fizeram com a silhueta do próprio Rafale naquele Phantom ! rsrsrsr!!!!

  2. Sacanagem 🙂 ,

    Eh evidente que o Raptor nao entraria num dog fight com o Rafale, nao eh p/ isso que foram desenhados. Provavelmente estavam no mesmo time e ai estas fotos…

    Alias, se nao me engano, o Raptor nao participou de nenhum dos times (azul ou vermelho) apenas acompanhou os grupos.

    []s!

  3. kkkk…só assim mesmo pro Rafale tirar uma foto do F22.
    Em uma situação de combate real o máximo que o sensor infrared do Rafale iria captar seria o AIM 120 rasgando ele de uma ponta a outra, terminando numa enorme e bela bola de fogo.

    Esses franceses são uns FANFARRÕES!

  4. Cada vez a Dassault desce, cai no desespero!

    O principal inimigo do Rafale é seu fabricante, aquela nota imbecil e esta foto demonstram isto. Estou perdendo todo o respeito que ainda poderia ter por eles ainda.

    Estas fotos não passam de manobras simples onde o Rafale ficou perto do F-22. Eu vou postar uma foto onde um Fokker DR-1 bota um Rafale perto das metralhadoras.

    • Ricardo, se precisar de alguma imagem, meu avatar é um par de metralhadoras de Fokker DR-1 “dreidecker”!

      Mas, infelizmente, nunca cheguei perto de um Rafale para tirar uma foto do meu avatar do lado dele. O Galante e o Padilha já fizeram isso, e aproveitaram para tirar muitas fotos, infelizmente nenhuma com um dreidecker do lado – acho que andam em falta.

      Ironia do destino, já estive do lado de um Fokker DR-1, mas aí foi a vez do Rafale teimar em não aparecer para a foto.

      Mas se um dia eu conseguisse colocar meu avatar do lado de um Rafale, eu mandava a foto pro DrCockroach, que parece angustiado para ver mais fotos dos editores… 🙂

      E falando em angustiado, reforço aqui meu desejo sincero de que o Rafale ganhe no MMRCA, expresso na matéria dos senadores / preço do Rafale: http://www.aereo.jor.br/2011/12/08/senadores-reavaliam-preco-do-rafale/#comment-217187.

      Embora esse meu desejo, como não poderia deixar de ser com um editor do Poder Aéreo (afinal, já me disseram que algumas pessoas vivem escrevendo cobras e lagartos por aí da gente, que somos uns vendidos etc), tenha um “interesses oculto” para justificar, como se pode ver clicando no link acima.

      Foooorça!!!

  5. Ah pronto: o Rafale é melhor que o F-22… 🙂

    Aliás, acho mó engraçado: todo mundo “abate” o F-22: o Growler, o F-16, o Rafale…

    Que coisa né? Como “usamericanu” são burros hein? E como são burros os russos e chineses em tentar fazer um caça stealth né? Ora, porque que todos eles não compram Rafales???

    Aliás, porque que ninguém compra o poderoso caça francês abatedor de F-22???

    Droga, só tem burro no mundo mesmo…

  6. Muita “cara-de-pau” dos franceses 😀

    Todos sabem que não houve vitória por parte dos Rafales, e sim 4 draws e 2 “empates”.

    E isso em combate aproximado, ou seja, seria inevitável o aparecimento do F-22 no OSF francês, já que essa era a regra do engajamento! HAHASUHASUHUHAUH!!!

    []’s

  7. Isso foi um “encontro de cavalheiros” no ar…uma fotex…mas que gentalha esses engravatados do “merchã” da da$$ault…se fosse assim os F-5 do senta a pua deveriam ter na fuselagem a imagem de um Tornado…
    Houve um episódio de Combates Aéreos(do History) aonde mostra um combate ao estilo dogfight entre o F-22 e o ra-fail…claro que os franceses foram abatidos…

  8. As imagens foram mostradas como parte da promoção do sensor infravermelho do Rafale, fornecido pela Thales.

    Caro Nunão, deve haver algum erro nesta informação, porque esta imagem não é IR. Esta é uma imagem de câmera convencional.

    Seria também estranho que a Thales estivesse promovendo o sensor infravermelho, já que ele foi retirado do Rafale F3 devido a uma série de problemas com o mesmo.

    • Grifo, na verdade eu simplifiquei demais o original da Flight Global, embora a referência fosse mais direta para o IR:

      “The imagery was released as part of a plug for the Rafale’s infrared search and track sensor, called the Thales front sector optronics system.”

      Vou corrigir para deixar mais completo, referindo-se ao FSO – http://www.aereo.jor.br/2010/05/13/de-olho-nos-sensores-do-rafale/

      Creio que o sentido de “plug”, nesse caso, se refere menos a adendo e mais ao sentido de destacar uma vantagem, para o qual também se usa, vez por outra, o termo plug. Agora, por que estaria sendo promovida uma característica aparentemente retirada na versão mais recente, eu não sei.

      Acredito que o front sector optronics system – FSO continue a ser oferecido para clientes de exportação e que sua ausência total ou parcial nas versões do Armée de l’air seja algo provisório. Do contrário, por que estariam promovendo-o na Malásia, se a primeira pergunta do cliente seria como foram geradas as três imagens de baixo, qual o sensor, quanto custa, se já vem no pacote ou é à parte, se é plug&play, se dá pra ampliar pra ver a cara de assustado do piloto inimigo, se pega também TV a cabo etc. Realmente não sei.

  9. Essa é a parte mais esperada dos exercícios militares, o “guns-only”, onde se deixa a eletrônica de lado e se combate como nos velhos tempos. Uma foto não mostra isso, mas um abate de canhão, mesmo nesses exercícios, precisa que você coloque a mira sobre o adversário por um tempo mínimo, digamos, 2 segundos. Se o F-22 simplesmente cruzou pela frente do Rafale não significa que o francês obteve um “kill”.

    O melhor desempenho do F-22 está no combate supersônico a grande altitude, onde ele tem vantagens de velocidade e taxa de curva em cima de todos os outros caças. Voando baixo e a menos de 900 km/h, ele não é melhor que alguns caças.

  10. Amigos,

    As imagens superiores certamente são de HUD, pois até os “domes” dos outros sensores aparecem no campo visual.
    As imagens inferiores são de outro sistema (TV ou IR). Considerando essas imagens, o que poderia indicar ser uma imagem IR seriam talvez os “anéis” do uso da pós combustão (na última imagem da direita) que não são visíveis por CCD.
    Abraços,

    Justin

  11. O OSF deve perder o canal IR qndo da instalação do radar AESA, questão de falta de espaço físico no nariz do avião.
    E quem sabe um alívio, na carga p/ a geração de energia elétrica.
    No mais se já fotografaram até B-2 no Pirate, então essas fotos não dizem mta coisa, p/ quem é do ramo.
    É só desepero.

  12. Caros Justin Case e Nunão, as imagens seguramente são de TV e não de IR. Inclusive é perceptível a legenda “TV” no canto superior direito das imagens.

  13. as imagens superiores são do HUD e mostram nitidamente o F-22 na mira do canhão (aquela “linha”). Em dogfight ser stealth não ajuda em nada e acredito que a configuração delta-canard do Rafale deve conferir grande agilidade.

  14. Grifo: de minha parte, não estou insistindo que sejam de TV e nem vou entrar nessa seara. Apenas procurei me ater ao texto original e deixá-lo mais fácil e compreensível em relação ao que a própria Dassault e a Thales falam do FSO.

    Fica a sugestão à Dassault trazer pra cá um simulador do Rafale num futuro evento e chamar a gente pra “voar” nele, conferir o que mostra cada tela, ainda que de forma simulada, como foi o caso da Saab que trouxe o simulador do Gripen no mês passado e a Boeing que fez o mesmo no Congresso (e em outras ocasiões neste ano, como a Laad 2011).

    Eu não me incomodaria nem um pouco de “voar” sobre as cidades francesas como fiz sobre as suecas, e de quebra resolver essa dúvida que está afligindo vocês.

    Saudações!

  15. Verdade, Grifo.
    Não tinha observado a simbologia TV.

    Maurício, pelo que ouvi, os avões em produção estão sendo entregues sem o sensor de IR, mas o restante do hardware está instalado.
    Os aviões anteriores, que já tinham o sensor IR, podem utilizá-lo.
    Todos os aviões podem também cumprir a função IRST utilizando as imagens IR obtidas pelos Mica, por meio da fusão de dados.
    Creio que a instalação do AESA não irá requerer modificação do sistema OSF.
    Também esses sistemas passivos não são consumidores de energia importantes.
    Abraços,

    Justin

  16. Fernando “Nunão”,

    Sua disponibilidade em enfrentar o ‘sacrifício’ (he he he) de ‘voar’ vários simuladores pelo ideal maior jornalístico de bem informar seus leitores é comovente.

    Uma mistura de Assis Chateaubriand e Santos Dumont… ka ka ka.

    Grato pelo desprendimento,
    Ivan 🙂

  17. Outra abordagem de mau gosto da administração da Dassault.

    Usar foto de evento amistoso entre aliados, sem espceificar em que condições as mesmas foram feitas, para sofismar de forma tão descarada é algo inaceitável.

    Uma medida desta pode servir como instrumento de contra informação aos torcedores fanáticos do Rafale ou aos profissionais que militam em favor da Dassault, mas não engana ninguém, nem mesmo aqueles que a defendem.

    Para qualquer caça de geração inferior à 5ª será consistentemente abatido em combate contra o Raptor. Apenas no curto alcance, quando o Global Eye Mk1 passa a ser usado, as chances se equilibram.

    Porém, mesmo no curto alcance, o F-22 é um adversário letal, tendo em vista levar um par de Sidewinder e seu TVC bidimensional.
    Pelo que sei, ainda falta ainda instalar um Helmet Mounted Display System, como no F-35, combinado com os mísseis mais recentes AIM-9X.

    Mas o Rafale ainda não possue um sistema semelhante, como Typhoon está implantando. Então nem esta vantagem teria.

    Acredito que no curto alcance leva vantagem que dispor de um sistema como o Joint Helmet Mounted Cueing System (JHMCS) que equipa os mais novos F-16 Fighter Falcon e Desert Falcon, os F-18E/F Super Hornet e havia previsão para o F-22 Raptor.
    http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/ca/hmd4jhmcs.html

    Mas querer mostrar fotos de exercício e dar a enteder que se tira foto ‘na brinca’ pode vencer ‘na vera’ é inapropriado para uma empresa da tradição da Dassault.

    Sds,
    Ivan.

    Sds,
    Ivan.

  18. Ivan, boa tarde.

    Há muitas capacidades que o Rafale tem, mas que as forças francesas não têm implementadas.
    Creio que o mesmo vale para Typhoon e Super Hornet.
    Abraço,

    Justin

  19. Justin Case (ou Justeau Cas), 🙂

    Vc entende muito mais de aviação que este antigo fã dos Mirage de Marcel Dassault, mas o conjunto Head (ou Helmet) Mounted Display e mísseis ar-ar IR de 5ª geração é vital para os combates WVR (Within Visual Range ou Dentro do Campo Visual)
    http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/aam/bvr04wvr.html

    Se a Flygvapnet e Armée de L’Air estam sendo descuidadas com este recurso (para escrever o mínimo), problema dos seus pilotos.

    Países que possuem fronteiras realmente quentes (Israel, EAU, Rússia e até mesmo a Síria) já possuem e usam uma combinação como esta.

    Todo combatente, infante ou piloto de caça, prefere lutar de longe, mas precisa estar preparado e armado para um combate a curta distância.
    Não é uma questão de SE vai acontecer.
    É uma questão de QUANDO vai acontecer.

    Em terra ou no ar.

    Respeitosamente,
    Ivan, o gripeiro. 🙂

    P.s.:
    Obviamente vc conhece o link acima.
    O mesmo se destina a outros amigos que desejem ler um pouco mais sobre o assunto.

  20. Os Sidewinders no F-22 se prestam muito mais a serem mísseis ofensivos contra alvos de baixo valor ou em situações específicas, do que defensivos, se pego num combate aproximado.
    Daí ainda não usarem o suprassumo do WVR missile à disposição no arsenal americano, que é o AIM-9X e nem o JHMCS.
    É difícil o F-22 se ver num combate aproximado não programado contra um caça de geração abaixo por ter entrado em uma armadilha em que não haja saída tendo em vista sua furtividade/nível de consciência situacional associado ao supercruise.
    Contando apenas com o Sidewinder (AIM-9M) e sem um HMD ou um IRST a única forma de designação de alvos é por conta do próprio sensor do míssil e do radar, no modo LOBL, o que não faz a mínima diferença se o combate for intencional, planejado, programado, onde a iniciativa foi preservada e a surpresa é mantida.
    Já no modo “pernas pra que te quero”, tão comum em combates aproximados, um míssil com HOBS e um HMD faz diferença. O ângulo “fora da linha de visada” do AIM-9X é de 90º quando associado a um HMD, ou seja, cobre todo o hemisfério anterior, e provavelmente mais se for mesmo capaz de “atirar por sobre os ombros” (over the shoulder) e combinado com o RWR, MWS, etc.
    Um problema interessante do F-22 é que ele tem que abrir seus painéis que cobrem o compartimento de mísseis Sidewinder e expó-los para que possam procurar e travar em seus alvos no modo LOBL. Isso traria implicações aerodinâmicas associado a problemas de manobrabilidade logo no momento que ele mais precisa ter capacidade de manobra plena.
    Quando e se tiver que enfrentar outros caças de 5ª G, onde é possível que entre num combate aproximado “defensivo”, forçosamente terá que adotar mísseis AIM-9X e um HMD (no caso o JHMCS ??) para aumentar suas chances frente a um oponente simétrico, já que o AIM-9X poderá ser lançado no modo LOAL, sem que seja necessário que o míssil fique exposto/portas do compartimento abertas, e muito provavelmente 2 AIM-9X caberão onde hoje só permite 1 AIM-9M.
    Quanto ao TVC não sou muito impressionado com o dito cujo, nem no caça americano e nem nos caças russos e pra mim é item dispensável em relação à manobrabilidade, embora claro, possa ter outras serventias.
    Ou seja, no meu modo de entender, salvo em ocasiões excepcionais, é difícil haver um combate aproximado entre um F-22 e um Rafale e mais excepcional ainda dele ter sido por iniciativa do caça francês.
    Em havendo, mesmo contra todas as expectativas, o caça americano do jeito que está hoje teria 50% de chances de voltar pra casa.

  21. Isso já é velho, mas útil qnto a efetividade do stealth no F-22 em dog fight, pena que eu perdí o link.
    Pilotos australinos que tiveram o desprazer de conhecer o Raptor, contam que era absolutamente irreal, eles viam a aeronave, mas os sensores das suas aeronaves não.
    Não havia cue, nem era possível extrair um plot, nada que pudesse ser tratado pelo algorítimo do computador e gerar uma solução de tiro.
    Macabro…

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