sábado, novembro 26, 2022

Gripen para o Brasil

Líbia: aprovada zona de exclusão aérea

Destaques

Guilherme Poggio
Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Brasil se abstém

O Conselho de Segurança da ONU aprovou no início da noite desta quinta-feira uma resolução que impõe uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. A votação teve 10 votos a favor e cinco abstenções – Brasil, Rússia, China, Alemanha e Índia. Não houve votos contrários.

A resolução, elaborada por EUA, Reino Unido, França e Líbano, autoriza ainda o uso de “todas as medidas necessárias” – código para ação militar – a fim de proteger os civis contra as forças de Muamar Kadafi.

Posição do Brasil

O Brasil, ao justificar a abstenção, afirmou que a posição brasileira “não significa uma aceitação do comportamento do governo líbio”. De acordo com a embaixadora Maria Luiza Viotti, “o problema está no texto da resolução”. Para a diplomata brasileira, “as medidas adotadas podem gerar mais danos do que benefícios”. Além disso, segundo a representante brasileira junto à ONU, os movimentos no mundo árabe “têm crescido internamente. Uma intervenção externa alteraria esta narrativa, tendo repercussões na Líbia e em outros países”.

FONTE: O Globo/O Estado de São Paulo

NOTA DO BLOG: o site das Forças Terrestres publicou a tradução de um artigo que descreve o sistema de defesa aéreo estratégico da Líbia. Consulte o ‘VEJA MAIS’ abaixo

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Renato Oliveira

O Brasil quer fazer parte do CS e quando tem que mostrar que é ‘macho’ põe o rabo entre as pernas e foge… que vergonha…

O Kadafi que se prepare, se for igual El Dorado Canyon, vai ficar feio pra ele.

tplayer

O que deu para perceber foi que o país “mais fracos” politicamente preferiam se abster.

Vejam pelo lado bom, se fosse ano passado o Brasil teria votado contra.

Observador

Depois da lambança diplomática brasileira no CS, defendendo o Irã, podemos dar a desculpa que quisermos, mas não vai colar.

Por isto somos vistos lá fora como um país titubeante e ambíguo.

Dizemos que não queremos que o povo destes países sofra e, por isto, apoiamos as piores ditaduras da Terra, que fazem estes mesmos povos sofrer.

E ainda sonham com o CS. Coitados.

Tadeu Mendes

Sera quem tem dedo do MAG nessa estoria????

Mais uma vez, o Brasil nao se mostrou confiavel (em cima do muro), e fraco na hora de tomar posturas contundentes.

O Brasil nao tem vocacao para ser uma Potencia por duas razoes:

– Militarmente fraco (tanto do ponto de vista defensivo quanto ofensivo)

– Politicamente incoerente e timido, alem do mais, alinhado a regimes parias, republiquetas de bananas (ou folhas de coca), comunistas de latrina.

O Itamaraty ja comecou mal…A Dilma ja comecou pisando na bola.

Marine

“Além disso, segundo a representante brasileira junto à ONU, os movimentos no mundo árabe “têm crescido internamente. Uma intervenção externa alteraria esta narrativa, tendo repercussões na Líbia e em outros países”.” Entao a alternativa de acordo com ela deve ser deixar esses movimentos internos serem massacrados quando encontrarem resistencia armada por parte do governo nao e? A propria Liga Arabe a dias pediu por uma No-Fly Zone! E Brasil, continue mostrando sua incapacidade de tomar decisoes dificeis. Continue sempre sentado no muro tentando agradar Gregos e Troianos e seu dia no CS chegara…..no seculo XLI. Mais uma vez o Brasil… Read more »

ivanildotavares

Essa postura brasileira, às vésperas da visita do Obama, influencia demais a suposta oferta de equipamentos militares(navios para a MB), mesmo como contrapartidada a uma eventual venda do Super Hornet.

Tadeu Mendes

Caro Marine,

Como voce consegue escrever no teclado, com as asentuacoes (graficas) da lingua portuguesa???

Obrigado.

Groo

A decisão demorou a sair.

Vão impedir voos, atacar bases de SAMs e eventualmente alguma base aerea.

Se a coisa subir na escala vão atacar posições de artilharia e veículos militares. Subindo mais um pouco, vão fornecer amamento e enviar uns instrutores militares das forças especiais.

E depois? Kadafi não será derrotado pelos rebeldes. Vão criar algo como uma Bósnia em Benghazi?

Estou ancioso pra ver no que isso vai dar.

Groo

e torcer por um golpe militar na Líbia igual ao do Egito…

Ivan

Groo,

Infelizmente não há na Líbia instituições fortes como há no Egito.

É um amontoado de tribos que o velho Coronel Gaddafi fez questão de manter desunidas, bem como um exército fraco e milícias revolucionárias.

Este inclusive poderá ser um sério problema.

Quando o ditador sair, quem ou qual organização ocuparia o vácuo de poder até se criar instituições democráticas?

Sds,
Ivan.

Vader

Lamentável a abstenção brasileira. Mais uma vez o Brasil se demonstra o país mais “em cima do muro” do mundo.

A diplomacia PeTralha é assim: quer ficar amiguinha de todo mundo; não quer se comprometer com nada.

Depois os barbudinhos do Itamaralívia sonham em ocupar o CS da ONU. Que viagem…

Pobre Afonso Arinos. Deve dar voltas no túmulo quando vê essas coisas…

Nick

A abstenção da China e Russia é compreenssível, afinal Kadafi era um bom cliente. França apesar de ser fornecedor também ficou totalmente alinhado aos EUA e Inglaterra. E o Brasil, para variar, ficou em cima do muro.

[]’s

Rodrigo

Não é compreensível a posição da Rússia e China.

A França também vende e compra petróleo da Líbia.

De qualquer maneira o Kadaffi já era.

Russos e chineses ficarão mal com quem vai entrar agora..

klesson

De novo….. Nossa política externa é pífia, despreparada, desinformada e desfocada com o próprios interesses. Errou em Hoduras, errou no Irã e agora, erro na Líbia.
Me leva a pensar que se formos atacados, bombas caindo e o governo, seja ele qual for, afirmando que é engano e outras bravatagens….
Perdeu nova oportunidade.

Ivan

Eu e o ZE, ele muito mais que eu, estamos sempre repetindo que entre países não há amizade, há interesse. O que não impede de haver amizade entre os povos. Os países do Golfo Pérsico e Mar da Arábia resolveram que o Coronel Gaddafi deve apear do poder na Líbia e estam manobrando com suas armas, o petróleo, para conseguir isso. França, que tem fortes interesses nos EAU e Arábia Saudita, segue a onda dos ‘aliados estratégicos do golfo’, convenientemente alinhanda com ideais democráticos. China não quer desgostar seus fornecedores principais de petróleo, mas também não deseja de envolver. Optou… Read more »

Observador

Senhores, Ruim com o Kadafi, talvez pior sem ele. Os líbios não tem um conceito de nação como nós, pois a Líbia foi um invenção das potências européias vencedoras da Segunda Guerra Mundial. Os líbios do litoral chamam os líbios do deserto (Fezzan) de “cães de jardim”, ou seja, tem o temperamento de um cão (obediente, ignorante, se contenta com pouco) e só servem para ser jardineiros. Sem Kadafi, a tendência é o país se fragmentar em dois ou três países diferentes ou pior, virar uma Somália, com um governo central fraco e não reconhecido pelas demais regiões. Sobre a… Read more »

Antonio M

Diplomacia no governo LuLLA/Dilmão ?!?! Eu já sabia !

“Faliram” o Itamaraty ……

Cesar

Abstenção, para mim, é a arma dos omissos e covardes, compatível com a atual política externa do Brasil. E ainda justificam a abstenção, ora, se não concorda, vota contra. Ou se é a favor ou se é contra, sem essa de ficar em cima do muro.

Mas não, andaram de mãozimhas dadas com o Cel. kadafi, ficaram com o rabo preso, e agora que o psicopata se embrenhou em uma guerra civil, se escondem atrás da abstenção. Patético.

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