Home Noticiário Internacional França pode lançar ataque aéreo contra Kadafi logo após sinal verde da...

França pode lançar ataque aéreo contra Kadafi logo após sinal verde da ONU

208
29

Fontes do governo de Sarkozy dizem que bombardeio é iminente; ditador ameaça invadir Benghazi


Ataques aéreos contra posições do Exército da Líbia poderão começar tão logo o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) aprove o uso da força contra o regime do governante Muamar Kadafi, disseram fontes diplomáticas francesas. Mais cedo, em tom ameaçador, o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, alertou os rebeldes que há um mês iniciaram uma revolta para derrubá-lo que as tropas do governo estão chegando a Benghazi, no leste do país, e “não terão misericórdia”.

“A partir do momento em que a resolução for aprovada, ações militares poderão começar nas horas seguintes”, disse uma fonte diplomática francesa, sob anonimato. O CS da ONU deverá votar a resolução sobre a Líbia no final da tarde de hoje.

“Ataques aéreos poderão começar já neste entardecer, ou amanhã, sexta-feira”, disse outra fonte francesa, sob anonimato, à agência de notícias France Presse. Essa segunda fonte disse que os ataques aéreos poderão ser feitos pela França, Grã-Bretanha, Catar e os Emirados Árabes Unidos (EAU).

O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, sinalizou que o país deve liberar a base na Sigonella na Sicília em uma eventual operação. “Não vamos nos esquivar de nossos deveres, ainda que defendamos a moderação”, disse à Ansa.

A Itália tem fortes laços econômicos com a Líbia. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi já recebeu Kadafi diversas vezes e o país vinha mostrando reservas quanto a uma ação militar.

O CS da ONU deverá votar uma resolução pedindo por “todas as medidas necessárias” para proteger civis líbios, no momento em que as forças de Kadafi retomaram dos insurgentes quase todo o oeste da Líbia e se preparam para avançar sobre Benghazi, a capital da insurgência no leste do país magrebino.

FONTE: Agência Estado / ANDRÉ LACHINI

29
Deixe um comentário

avatar
26 Comment threads
3 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
12 Comment authors
NunãocfsharmVaderGrifoJustin Case Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Samuel B. Pysklyvicz "Jaguar"
Membro

A coisa ta feia para o Kadafi

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Acho que a chance dos países europeus de vender caça para a Líbia acabou de ir para o ralo.

tplayer
Visitante

Será que a França vai mandar os Rafales para fazer um marketing ou irão com os Mirage-2000, no meu entender mais eficientes e adequados para um primeiro ataque.?

Marine
Visitante
Marine

A votacao ja aconteceu e medidas necessarias foram aprovadas. Nao duvido que ataques aereos e misseis de cruzeiro ja comecem a chover assim que escurecer na Libia.

Sds!

edcreek
Visitante
Member
edcreek

Ola,

Pelo visto teremos rafales, tiger e o mistral class em operacao real.

E ao contrario do que todos imaginavam, a ‘limitadissima’, ‘quebrada’ e sem capacidade real da franca que puxou o bonde.

Abracos,

Rodrigo
Visitante
Member
Rodrigo

Vamos ver quanto tempo elas vão demorar para dominar a situação.

Ivan
Visitante
Member
Ivan

Ed, A França puxou o bonde político, até o momento. Como a mais poderosa nação mediterrânea, uma democracia que andava esquecida dos seus princípios fundamentais (Liberté, Igualité, Fraternité), não poderia o barco andar sem se posicionar. Desta vez não caberia aos EUA, até porque não tem muitos negócios com a Líbia e estam muito desgastados no mundo. Mas agora chegou a hora da verdade. As operações terão que partir do sul da Europa. Vou gostar muitíssimo de “ver” os Rafales e Mirage 2000-D atacarem os sítios de radar líbios, que o AEREO até já plotou no mapa… Ops !!! Desculpe… Read more »

Rodrigo
Visitante
Member
Rodrigo

Quero ver quanto tempo a OTAN, sem os gringos, vai levar para dominar a situação.

Juntando os franceses, ingleses e italianos mesmo assim é um ritmo muito abaixo do desejado.

Os franceses na Agaphante, conseguiram realizar a espantosa quantidade de três missões por dia.

Não vejo ingleses e italianos, com um ritmo muito maior.

Passaram 30 dias queimando querosene e não despejaram uma bomba sequer…

A única bomba que caiu foi um Rafale ahahahaha

Ivan
Visitante
Member
Ivan

Poggio,

Eu era um dos poucos que acreditavam na venda de Rafales para Líbia, até por conta dos “critérios” de compra do Coronel Gaddafi.

Certamente era o único Gripeiro (ou gripado) que acreditava nisso.

Désolé, je me suis trompé.

Cordialement,
Ivan. 🙂

Justin Case
Visitante
Member
Justin Case

Ivan disse: 17 de março de 2011 às 22:08 “Vou gostar muitíssimo de “ver” os Rafales e Mirage 2000-D atacarem os sítios de radar líbios, que o AEREO até já plotou no mapa… Ops !!! Desculpe meu esquecimento. Infelizmente os Rafales e Mirages não são habilitados a usar nenhum tipo de míssil anti-radiação. Na verdade a Armée de l’Air não tem nenhum engenho anti-radar no seu inventário. (A não ser que o Brasil aprove uma venda urgente de mísseis MAR-1 para nosso parceiro estratégico.) Bem, ou se arrisca com as AASM guiadas por GPS americano ou deixa esta missão para… Read more »

Grifo
Visitante
Grifo

Senhores, só para lembrar, o cargueiro que transportava os equipamentos para operação do Rafale no exterior era líbio. Como é que o esquadrão vai agora para Sigonella? Vão pedir um C-17 americano emprestado? 😉

Pergunta apenas retórica, porque todos sabemos que a França não vai atacar a Líbia pois não tem capacidade militar para tanto. O discurso já até mudou e segundo o premier francês as ações militares devem “começar por países da Liga Árabe”, ou seja, nada de colocar os Rafale para encarar os S300 líbios…

Justin Case
Visitante
Member
Justin Case

Grifo, Creio que as medidas indicadas pelo CS da ONU serão tomadas em ambiente de coalizão, em busca de uma legitimidade, mesmo que um dos países envolvidos tenha força e disposição suficiente para desempenhar a tarefa sozinho. Certamente a França tem força de transporte adequada para operar seus meios de combate, embora eventualmente possa ser mais econômico usar meio de transporte terceirizado para uma missão específica. Ah, tem Rafale operando no CDG também. Se eles, partindo do Índico, cruzavam todo o Paquistão para alcançar o Afeganistão (missões de mais de cinco horas de voo), podem certamente atacar o território líbio,… Read more »

Grifo
Visitante
Grifo

Caro Justin Case, como você bem sabe na sua recente passagem pelo Afeganistão os Rafale não tinham que enfrentar fogo anti-aéreo, e também não lançavam bombas. Basicamente faziam passagem alta para reconhecimento. Não me parece em nada a missão que se espera na Líbia.

Os Rafale usaram REVO no Afeganistão? De quem eram estes aviões REVO? Estavam também embarcados no CdG?

Justin Case
Visitante
Member
Justin Case

Grifo,

Meios embarcados para REVO eram os SEM e os Rafale com buddy-buddy.
Certamente também usaram os meios de REVO da Coalizão.
Quem estava operando esse reabastecedores de longo alcance na época eu não sei.
Os franceses ainda têm um esquadrão de KC-135 ou não?
Abraço,

Justin

Ivan
Visitante
Member
Ivan

Justin, Esta questão do de mísseis anti-radiação já foi amplamente discutida aqui no AEREO. Evidentemente atacar um sítio de radar com bombas guiadas é muito mais barato que usar mísseis AR, onde vc irá usar um RWR junto com a ogiva. Entretanto a existência de mísseis AR na força atacante, obriga à força atacante usar com parcimônia seus radares, desligando os mesmos, o que degrada a consciência situacional. Por esta razão não concordo com a opção francesa de abrir mão deste tipo de armamento. Apesar de entender a questão financeira, acredito que a Armée de L’Air poderia comprar e integrar… Read more »

Vader
Visitante
Member

Tomara que os Tornado da RAF façam um arregaço nas defesas do Kadafi. Será uma baixa gloriosa para esses fantásticos aviões.

E tomara que os franceses esgotem seus estoques do míssil antipista Apache. Assim, na remota hipótese de o Rafale vencer o FX(X), não teremos de comprar mais esta porcaria inútil…

Rodrigo
Visitante
Member
Rodrigo

Se tudo caminhar como eu penso.

Os gringos vão ficar por trás dando apoio logístico, para não ter melindragem dos árabes.

De qualquer maneira a coalizão contará com um moderníssimo verdadeiro e cem por cento operacional vetor multimissão, o F16 Block 60 do EAU.

Desculpem os françáticos, mas eu não boto fé em arma faz tudo e na hora do SEAD, vai sobrar para o Alarm e HARM.

tplayer
Visitante

Bolão: quantos Rafales serão abatidos?

Eu aposto em 2.

cfsharm
Visitante
cfsharm

Bolão: eu aposto 1, mas se cair por pane não conta como abatido hein!

edcreek
Visitante
Member
edcreek

Olá,

Falar até papagaio fala….

Mas logo teremos uma reposta hj já devemos ter os primeiros ataques, e é obvio que a França tem plenas capaçidades para a missão assim como a Inglaterra, Italia tem lá minhas duvidas….

Rafale, Tornado, AASM e Scalp sem essa de F-16 block 3565056 B13

Abraços,

Rodrigo
Visitante
Member
Rodrigo

Por que dúvidas quanto a Itália?

Técnicamente, estão bem a frente dos seus amados franceses.

Rodrigo
Visitante
Member
Rodrigo

Edson, O EAU faz parte da coalizão, não fui eu quem colocou eles lá, vá reclamar como sheik. Você pode não gostar, pode não aceitar, mas o Block 60 é o vetor mais moderno disponível, dentro desta coalizão. Se você não concorda liga pro SAC dos franceses e abre uma queixa contra o Silvy. Rafale e Typhoon estão ainda incompletos. Interessante você questionar a qualidade dos italianos e confiar cegamente nos franceses… Comparando de forma simples… O Tornado IDS é muito superior ao M2000D; O Typhoon muito superior ao Rafale e demais Mirage.. Os franceses, ficam por ai.. Os italianos… Read more »

Ivan
Visitante
Member
Ivan

Ed,

Aparentemente a Itália vai contribuir apenas com as bases aéreas.

No meu entendimento não é uma questão de incapacidade técnica, mas de vontade política de evitar se posicionar abertamente contra o Coronel Gaddafi, seu velho cliente e fornecedor de petróleo.

Assim sendo, pergunto:
Sua dúvida com relação a Itália é política (como a minha) ou técnica?

Sds,
Ivan.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Ivan,

Estava acompanhando agora a discussão de vocês e achei por bem colocar uma notícia relacionada: o Min das Relações exteriores da Itália diz que o país vai participar não só com bases, mas de maneira ativa.

Aproveitando, achei umas fotos de um vetor deles que poderia ser muito útil para essa participação ativa. Acho que eles estão preparados sim – o esquadrão das fotos, baseado em Piacenza (próxima a Milão), tem 20 aeronaves especializadas em missões antirradar e costuma receber pilotos e Tornados alemães para treinar com eles.

Saudações!

Ivan
Visitante
Member
Ivan

Nunão,

Minha dúvida com relação a Itália é política e não técnica.

Eles tem meios para agir.

Com relação a notícia, que acabei de ler aqui no Aereo, foi muito oportuna, mas ainda fico desconfiado.
Não dos militares italianos, mas dos políticos.

Sds,
Ivan.

Grifo
Visitante
Grifo

Meios embarcados para REVO eram os SEM e os Rafale com buddy-buddy. Certamente também usaram os meios de REVO da Coalizão. Caro Justin Case, ao que eu saiba o buddy-buddy é feito logo após a decolagem e usado apenas para que o Rafale possa decolar com maior carga útil. Ainda é necessária uma outra operação de REVO sobre terra, o que neste caso foi feito com aviões-tanque americanos. Como disse o cenário na Líbia é muito diferente do Afeganistão. Neste último os Rafale voaram sem mísseis ar-ar dada a inexistência de uma força aérea adversária, e da mesma forma não… Read more »

Justin Case
Visitante
Member
Justin Case

Grifo, bom dia.

Você havia perguntado se havia avião REVO embarcado no CDG, e eu respondi que era utilizado buddy-buddy. Comentei também sobre o REVO de longo alcance provido pela Coalizão.
É lógico que o buddy-buddy é normalmente utilizado próximo ao PA.
Os reabastecedores não só completam combustível dos caças após a decolagem, mas também decolam antes do retorno destes para aumentar sua autonomia. Não se pode descartar a possibilidade de haver problema no recolhimento de aeronaves no PA.
Abraço,

Justin

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Grifo e Justin,

Queria entender melhor qual o ponto principal da discussão de vocês. Se é em relação ao Afeganistão, obviamente que as operações de REVO sobre o território envolvem aviões tanque da coalizão (KC-135 em sua maioria).

Quanto ao reabastecimento em voo sobre o Mediterrâneo ou sul da França, para operações de caças franceses sobre território líbio, a Força Aérea Francesa tem seus próprios meios, continuamente em operação há quase 50 anos:

http://www.aereo.jor.br/2011/02/14/c-135-fr-ha-47-anos-reabastecendo-aeronaves-da-dissuasao-nuclear-da-franca/

Grifo
Visitante
Grifo

Bem Nunão, eu já queimei a minha língua aqui achando que não haveriam caças franceses operando tão cedo lá. O Le Point reporta dois Rafale e dois Mirage, e mais um AWACS. Ponto para o sr. Sarkozy. Vamos ver se eles vão fazer na Líbia o que não fizeram no Afeganistão.