domingo, maio 9, 2021

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F-111: um ‘porco’ para poucos

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A maioria dos F-111 australianos será sucateada e somente os museus militares receberão a aeronave

Uma aeronave marcante, que nunca disparou um tiro em ação real, mas passou anos alegrando o público com as suas demonstrações aéreas tipo “dump-and-burn”, será exibida apenas nas protegidas bases da RAAF e dentro de museus da própria instituição, devido aos custos e as preocupações relacionadas ao asbesto.

Cinco dos 34 jatos serão preservados como peças de museu nas bases de Amberley, a oeste de Brisbane, Point Cook, em Victoria e em Edinburgh, no sul da Austrália.

Outros três ainda podem ser preservados e dois podem ser doados para museus da USAF nos Estados Unidos. Os demais aviões serão desmontados e vendidos como sucata.

Entende-se que uma das aeronaves foi oferecida para o ‘Australian War Memorial’ em Canberra, mas a oferta foi declinada porque os custos de desmilitarização da aeronave são de mais de um milhão de dólares australianos.

O Departamento de Defesa informou que o encaminhamento de um avião como este para museus públicos ou privados necessita de aprovação do governo dos EUA e a remoção de todo o asbesto.

Quem receber a aeronave terá que arcar com os custos da remediação, desmilitarização e custos de exposição, que podem atingir alguns milhões de dólares, deixando de fora museus como o Sunshine Coast’s Queensland Air Museum, localizado no aeroporto de Caloundra.

O vice-presidente do museu, Ron Cuskelly, disse que o Departamento de Defesa está dificultando as coisas, de forma a  impedir que a aeronave seja exposta em museus não militares.

O Queensland Air Museum já possui um bombardeiro Canberra, dois Meteor, um Vampire, um Sabre, um Sea Venom, dois Hunters e um Sea Vixen na sua coloção de aeronaves militares.

“Nós nunca recebemos nada dos militares ou do governo, que prefere vê-los como sucata ao invés de expor as aeronaves para o público ver e tocar”, disse Cuskelly.

Seria uma pena tal aeronave ser transformada em sucata. “Um F-111 seria algo que o público pagaria para ver e nós precisamos de toda a ajuda possível para nos recuperarmos das enchentes e do ciclone.”

O museu escreveu para a Primeira-Ministra Julia Gillard e para a Premiê Anna Bligh para avaliarem a solicitação do museu antes que os F-111 sejam destruídos. A Austrália possui 42 museus de aviação espalhados por todo o país.

FONTE:
Curriermail

NOTA DO PODER AÉREO: na RAAF, o apelido do F-111 era porco. Saiba mais a respeito no primeiro link da lista abaixo. E agora, com a questão da necessidade de  “limpeza” do asbesto (também conhecido genericamente como amianto), pode-se dizer que mais uma vez o F-111 honra o carinhoso apelido.

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Antonio M

42 museus de aviação ?!?!? E Santos Dumont nem nasceu ou voôu lá …..

Vader

É triste quando alguém se vai, mas a Austrália estará bem servida, agora com o SH e mais pra frente com o F-35.

Wagner

Ei Vader

Vc lembra de uma maquete do F111, que vinha com Luz, barulho, rodinha, da década de 80 ??? Acendia os motores, era show !!
meus irmaos tiveram.

Ainda tem uns poucos no mercado livre para vender, muuuito caros…

Fernando "Nunão" De Martini

Eu tive um desses que vc descreveu, quando garoto. Ele andava, parava um pouco, mudava a incidência das asas, e voltava a andar.

Mas, passada a empolgação inicial, não era nada mais que um brinquedinho tipo bate e volta barulhento, tosco e chato…

Wagner

ah ah ah !!!

pô nunão, vc tem que lembrar da magia da coisa !!! ah ah !!

🙂

tplayer

Eu tenho até hoje uma miniatura de metal fundido do “porco” que abre as asas.

Sempre achei o caça feio. hehe

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