quinta-feira, junho 17, 2021

Gripen para o Brasil

RAF dará adeus aos esquadrões de Tornado 13 e 14

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A RAF (Força Aérea Real) informou nesta terça-feira, 1º de março, que serão desativados dois esquadrões equipados com aviões de ataque Tornado. São os esquadrões 13 e 14, que deverão ser formalmente retirados daqui a três meses, no dia 1º de junho deste ano.

As desativações são fruto da revisão estratégica do final do ano passado, que indicou a necessidade de desativação de esquadrões de Harrier ou de Tornado. No fim das contas (veja links ao final da matéria), após a aposentadoria dos Harriers, foi necessário ampliar os cortes.

O esquadrão 13 é baseado em Marham e o 14, em Lossiemouth. Atualmente são essas as duas bases que abrigam unidades equipadas com Tornado. As duas unidades foram selecionadas levando-se em consideração compromissos operacionais e a antiguidade dos esquadrões de cada base. O efetivo em pessoal será redistribuído no curto prazo, podendo ser declarado redundante após análises futuras.

Segundo a RAF, serão mantidos cinco esquadrões de Tornado GR4 de linha de frente, num total de 136 aeronaves. Consultando no próprio site da RAF a relação atual de esquadrões equipados com a aeronave, e subtraindo os de número 13 e 14, restariam as seis unidades abaixo (sendo uma de reserva):

  • 9 SquadronRAF Marham
  • 2 (AC) SquadronRAF Marham
  • 31 SquadronRAF Marham
  • 12 SquadronRAF Lossiemouth
  • 617 SquadronRAF Lossiemouth
  • 15 (Reserve) SquadronRAF Lossiemouth

FONTE / FOTOS: RAF

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Vader

Uma pena que esta linda aeronave esteja chegando a seu limite. O Tornado foi o grande carregador de piano nas Guerras do Iraque.

edcreek

Olá,

Vejo que na realidade eles ainda dão um belo caldo, eles devem estar sendo aposentados para economizar grana, não devem precisar de nada além de uma revisão num primeiro momento, para ser utilizados em outros paises.

Podem usar uma vasta gama de armas e pods e devem estar com preço de banana já que irão apareçer muitos mais.

Quem sabe um certo pais sub-desenvolvido que achou que poderia ser grande se interessa, o lixo de um é o luxo de outros….

Abraços,

Vader

edcreek disse:
1 de março de 2011 às 16:24

Ed, apesar dos custos de manutenção, não seria uma boa no lugar dos AMX?

Ivan

Edcreek, O Tornado é um avião de ataque espetacular, mas foi desenvolvido para o cenário da Europa Ocidental, dentro de um perfil operacional de vôo a baixa altura, acompanhando o terreno. Sou um grande admirador desta aeronave. O que lhe sobra em aviônicos e sistemas de defesa, falta em potência dos motores para operar a média altitude em um clima quente e úmido como o nosso (principalmente no Norte). Acredito que no TO da América do Sul o AMX com um MLU completo é suficiente como avião de ataque. Entretanto se não podemos nem mesmo realizar o MLU dos AMX,… Read more »

Rodrigo

O conceito do Tornado com duas versões exclusivas é completamente obsoleto.

Para substituir o AMX, tem quer um multi-role leve, F16 ou GripenC.

Os ingleses retiram os ADS e ADV dedicados substituindo todos pelo Typhoon e F35.

Não me parece redução da capacidade de combate, parece mais otimização de recursos, já que ambos são muito mais capazes que o Tornado.

O que talvez seja afetada por causa das quantidades reduzidas é a capacidade expedicionária dos ingleses, terão que escolher muito mais criteriosamente que batalhas irão travar.

Observador

A versão ADV do Tornado (interceptação e supremacia aérea) e não a IDS (ataque), seria ótima para substituir os decrépitos Mirrage-2000 de Anápolis. PORÉM (sempre tem um porém)… É um avião caro para manter. A versão ADV tem aquela tecnologia de enflexamento variável das asas. Não sei se o sistema era hidráulico ou elétrico. Alguém sabe? Se for elétrico então, deve ser ainda mais frágil e complicado de manter. … Mas não se preocupem! Vamos ficar é com F-5 da Jordânia em Anápolis que está ótimo! Se alguém nos atacar nós os bombardearemos com o nosso “ziriquidum”; os atacaremos com… Read more »

Roberto F Santana

Versões exclusivas de uma mesma aeronave não é nada obsoleto, só prova o quanto o projeto original é bom e versátil.Belos exemplos disso são o Hécules e o Harrier e outros. O Tornado nasceu como aeronave de ataque, só muito tempo depois é que aproveitaram sua célula para a função de caça.Um Typhoon jamais vai conseguir fazer penetrações a altitude zero em missões de oito horas e noturnas.Isso é tarefa de dois homens, no mínimo. Comparar um Tornado com AMX, ou mesmo pensar em substituição é melhor optar pelo Boeing 747! São funções completamente diferentes! E o custo de um… Read more »

Roberto F Santana

Os enflechamentos variáveis operacionais são todos hidráulicos.
É uma tecnologia ultrapassada não pelo custo mas pela perda de importância em se atingir números Mach acima de 2.0.
A gama de velocidade inferiores a esse número foi facilmente alcançada com novos formatos de asa, melhores em eficiência.
E a mair desvantagem do sistema não era o custo mas seu peso.

Observador

Caro Roberto,

Tudo é custo.

Quem faria a manutenção deste sistema na FAB? Com que ferramental?

Quando estourasse uma mangueira do hidráulico, garanto que não iria adiantar ir à revenda da Caterpillar mais próxima e muito menos colocar um remendo na borracharia da esquina (rsrsrs).

Na verdade amigo, com o orçamento atual (que NÃO vai mudar), para a FAB qualquer coisa acima de um Super Tucano é cara.

Roberto F Santana

Caro Observador,
Eu diria que o caso da FAB, é político, que aliás é o que mais se discute aqui no Poder Aéreo.
Não entendo, (e nem quero!), destas questões.
Quanto aos problemas técnicos, não existe nada qua não possa ser resolvido.
Quanto ao custo, cairíamos inevitavelmente na questão política novamente.
Tenho certeza de uma coisa, nossa Força Aérea, HOJE, não cumpre, ou melhor, não pode cumprir, sua função básica, que é de proteger o espaço aéreo brasileiro, apesar da boa vontade e competência de seus profissionais.
Mas vamos esperar, dias melhores virâo….ou piores.

Rodrigo

Roberto F Santana disse:
1 de março de 2011 às 18:29

Opa…

Não da para comparar o Hércules e o 707 com o Tornado…

Os dois primeiros são conversões e podem voltar as suas funções originais.

O Tonado IDS não vira ADV e vice-versa.

Rodrigo

ahhh e o Typhoon com a evolução dos aviônicos certamente realizará as mesmas missões longas do Tornado.

Roberto F Santana

Caro Rodrigo, Eu não citei o 707 mas é outro exemplo. Citei o Harrier, que originalmente foi uma aeronave de ataque, mas que a pedido da Marinha inglesa viria a se transformar em um dos melhores caças navais da história.Lembrando que praticamente a única alteração foi o radar e incrívelmente viria à extender mais ainda sua vida útil com o surgimento de um outro radar. No caso do Typhoon, apesar da evolução da avionica, jamais vai resolver o problema de turbulência e fadiga do piloto do vôo em alta velocidade a altidute ultra-baixa, coisa que no Tornado é considerado “peace… Read more »

edcreek

Olá, Vader e amigos, vejo que é sim uma oportunidade relevante, junta-se a grana do up-grade do AMX e do F-5 jordania e provavelmente teremos como comprar uma quantidade razoavel já que o preço vai estar acessivel, já que os tornados estão sendo desativados por toda europa. Ele certamente é mais capaz que F-5BR ou AMX-M, só precisariamos gastar para inclusão de link BR, é necessario ver apenas por quanto tempo essas celulas vão durar, mas no caso de Tornados Ingleses as baixas são por economia não por desgaste. Vale lembrar que o avião tem algo proximo de 1000 unidades… Read more »

Luis

100 Tornados da RAF + 100 Tornados da Luftwaffe ________________________ Total de 200(!) Tornados à venda. Sem contar os italianos e/ou sauditas. Se cada um fosse vendido por US$10 milhões, seriam 2 bilhões; Se cada um fosse vendido por US$15 milhões, seriam 3 bilhões; Mais barato que o FX-2 e sobra uns trocados pra fazermos MLU. Uma quantidade grande assim daria pra equipar vários esquadrões da FAB, da MB (baseados em terra) e fazer canibalização, criando um grande depósito à céu abertono Brasil, tipo o AMARG americano. E ainda tem os Gripens A/B (com MLU), para substituir os F-5, antes… Read more »

Luis

…à céu aberto NO…

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