Feito no Brasil, desenvolvido no Brasil

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Mauro José M. Gandra*

Circunstâncias internacionais contribuíram para que o Brasil crescesse na última década em direção ao patamar mais elevado da economia mundial. Mas a escalada deste degrau, comentada e reconhecida pelos experts de todas as latitudes, foi também obra e graça de decisões tomadas aqui dentro, seja na esfera pública ou na iniciativa privada – e muitas delas umbilicalmente atreladas a um saudável conceito criado pela nossa estratégia nacional de defesa: “feito no Brasil, desenvolvido no Brasil”.

Parece que não há dúvida de que, quando o País tem capacidade para gerar tecnologia e produtos de qualidade a preços competitivos, é nesse manancial que devemos nos abastecer, uma vez que reproduz e redistribui aqui o resultado dos esforços coletivos. Prova disso é a recente divulgação do crescimento das oportunidades internas a partir do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), firmado há dois anos com a França, estando a cargo da Marinha do Brasil avaliar as potencialidades de participação de empresas brasileiras. E já não era sem tempo, mesmo, que passássemos de importantes fornecedores de matérias-primas para um país capaz de ir além, entregando ao mundo produtos acabados e no “estado da arte”. Muitos deles, registre-se, nascidos da criatividade cabocla, como o avião e o rádio, invento também creditado ao padre gaúcho Roberto Landell de Moura – ambas as paternidades, porém, ainda mantidas no escaninho das polêmicas.

É, aliás, impactante o impulso da aviação brasileira, desde Santos-Dumont até o já cobiçado KC 390, extraordinária aeronave de última geração gestada nos escritórios, laboratórios e hangares da Embraer, a voar dentro de cinco anos. Trata-se de mais um produto que orgulha, não só pelos seus reconhecidos aspectos técnicos, mas pelo anunciado sucesso comercial: a expectativa é a de assegurar, em 15 anos, 20% do mercado mundial de cargueiros, hoje estimado em 700 unidades – um bolo que beira os US$ 50 bilhões -, a iniciar por uma oportuna compra já contratada pela Força Aérea Brasileira (FAB), de 28 aeronaves. A Colômbia acaba de assinar contrato para a compra de 12, enquanto entram na fila Portugal, Chile, França, entre outros. E atrás do E 190 estão os norte-americanos da Republic Airlines e os ingleses da Flybe.

Além desses fatos já divulgados e aqui resumidos, encontramos no mundo da aviação brasileira outros feitos notáveis, e que poucos conhecem.

Em 2008, um Esquadrão de caças F-5 da FAB esteve nos EUA participando do Red Flag, o mais importante e complexo exercício de combate aéreo do mundo. Surpresa: pilotos brasileiros, em aeronaves modernizadas pela brasileira Embraer, com aviônica produzida pela também brasileira Aeroeletrônica, conseguiram alcançar o mesmo índice de sucesso dos pilotos americanos, marcando a mais importante participação da FAB em operações internacionais.

Ou seja, há muito de verde-amarelo na aviação mundial, desde a competência dos nossos pilotos à qualidade dos produtos. Lembramos, ainda, a aeronave de transporte C95 (Bandeirante), de patrulha marítima P-95 (Bandeirulha) do A 29, o Super Tucano, todos da Embraer e igualmente abastecidos em seu sistema de inteligência pela Aeroeletrônica – há mais de 20 anos parceira da empresa e a única brasileira capaz de fazer frente às indústrias internacionais em aviônica embarcada. Isso porque, a par de ser flexível a exigências específicas, é capaz de estar em qualquer parte do mundo, em instantes – como comprova a sua capacidade de suporte à FAB, ao responder em menos de 30 minutos a emergências a 5 mil km de distância.

Esses exemplos, dentre centenas, demonstram que, sim, é possível entrelaçar empresas brasileiras para abraçar grandes negócios internacionais e atender, ao mesmo tempo, ao feliz conceito já referido: feito no Brasil, desenvolvido no Brasil. E, no caso, homenagear a memória do pai da aviação, que certamente sentir-se-ia orgulhoso da competência brasileira diante do mais genial de seus inúmeros inventos.

* TENENTE-BRIGADEIRO DO AR R1, FOI MINISTRO DA AERONÁUTICA.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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Cronista

Da capacidade nunca duvidei. Trabalho no mercado financeiro e poso dar o testemunho de quanto nos destacamos mundilamente em competência, agilidade e criatividade. Essa é nossa característica!

A Embraer está reunindo todas as condições para fazer do KC-390 um grande sucesso!

Alex

é, mas uma vez, não mão do privado as coisas andam mais rápido, já estatal…. sem comentários.

Giordani RS

Trabalho com Manutenção de grandes aeronaves. Nunca duvidei da nossa capacidade técnica. Saibam, que muito “gringo” e israelense vem aprender conosco… Me entristece é saber que a grande maioria continua com aquele pensamento do coitadismo…eu sou brasileiro, sou terceiro mundo, tem que cuidar de mim… Essa tal de “casa da música” no RJ custou ao erário R$500 milhões. Quanto é a verba anual mesmo para o VLS? Quanto vai ser gasto mesmo com copa do mundo? Pra que coisa mais vergonha e humilhante que são essas bolsas? É bolsa isso, bolsa aquilo, bolsa V… O dinheiro gasto com isso podería… Read more »

Marcelo

é um texto bacana, bem escrito, mas esqueceu de dizer que a AEL é subsidiária da Elbit. Se fosse só com tecnologia 100% brasileira, a coisa não andaria dessa forma não…mas não digo isso como erro, e sim como acerto, é uma das formas de off-set de Israel para o Brasil, devido à FAB ter escolhido a padronização com os sistemas aviônicos da Elbit. Talvez daqui a uma geração, essa aviônica se torne 100% nacional…quem sabe. Torço para isso.

GBeck

Eu ia dizer a mesma coisa: nada contra mesmo, sou fã da capacidade brasileira, mas o texto dá a entender que a tecnologia da modernização dos F-5 é nacional, e não é. Até onde sei, só a aviônica do Bandeirante (C-95) é que está começando a ser desenvolvida aqui.

Giordani RS

Talvez o brigadeiro tenha se referido ao fato de que o hardware seja 100% nacional…talvez…

Colt

O texto é realista. Traduz, com equilíbrio, uma condição muito boa do Brasil na aviação mundial. E o mais importante, o texto foi escrito. A mensagem foi divulgada e muitos brasileiros irão tomar conhecimento dessa realidade e de um pouco mais da nossa história. É preciso trazer mais informações, como estas, para a população entender a nossa real capacidade e o que tem sido feito pelos brasileiros na área de aviação, assim como, em outras áreas. Se por um lado, nosso país tem tantos problemas, por outro lado, temos as soluções para eles e assim, somos capazes de trazer conforto… Read more »

Yluss

Fico pensando em que alvo mirou o Brigadeiro ao escrever essas linhas.
Seria uma alusão ao FX-2 para que optemos pelo projeto que no meu entendimento seria o mais próximo de made in Brazil?

Ou ainda uma sugestão de cancelamento e desenvolvimento puro por aqui, mas que nos levaria a mais um “tampão”?

Pedro

Vai vender mais que os ST´s na área militar e quem sabe vender mais que o ERJ-145 na área civil? será? boa sorte torço muito por materiais feitos aqui.

Abraços.

GBeck

Giordani RS:
Talvez, mas não tenho a menor idéia de onde é o hardware. Mas a integração é nacional, e se aprende bastante com ela, e o conhecimento fica aqui. Abraço.

zmun

É por isso que eu estudo engenharia química.
O Brasil vai buscar todas as tecnologias necessárias para o seu desenvolvimento. E, no futuro, eu quero participar disso.

Edcreek

Olá,

Enquanto isso a Marinha deixa escapar que comprará o mesmo avião que a FAB para padronizar as aeronaves.

Isso limita as opções a apenas duas.

http://www.naval.com.br/blog/2010/09/15/snb-em-2022-sao-paulo-em-2011/

Abraços,

Justin Case

Amigos, bom dia.

Tecnologia é conhecimento.
Mesmo sendo de origem israelense, esse conhecimento está concentrado na cabeça dos brasileiros que trabalham na Aeroeletrônica.
É resultado positivo de um projeto de transferência de tecnologia.
Já boa parte do lucro vai para a matriz. Isso faz parte do capitalismo.
Mesmo assim, é muito melhor do que se tivéssemos uma Aeroeletrônica falida e muitos brasileiros desempregados.
Infelizmente, esse foi o destino de muitas empresas na área de defesa, por falta de gestão adequada e por falta de encomendas governamentais.
Abraços,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

GBeck

Ou nenhuma, já que se sabe que pra operar qualquer avião novo serão necessárias alterações de vulto no São Paulo. A não ser que se opere meia boca, e depois troca de PA. Vamos aguardar.

Drcockroach

Bem da verdade a Embraer, privatizada, eh a unica integrante da lista to 10 maiores itens de exportacao do Brasil que nao sejam commodities. Poucos anos atras tinhamos 3 itens na pauta dos dez maiores que nao eram commodities, ou seja, maior valor agregada, + tecnologia, etc; Olhando assim…

I didn’t mean to rain on anyone parade….

[]s!

RtadeuR

Não é a primeira vez que vejo um discurso deste tipo, o Ozires Silva um dos criadores da embraer também pensa desta forma, vejo nisto um pedido de oportunidade para provar mais ainda as capacidades do povo brasileiro, e refere-se inclusive ao FX-2.

Livros publicados pelo Sr. Ozires Silva:
A Decolagem de um Sonho: História da Criação da Embraer. Lemos Editorial, 1998.
Cartas a um Jovem Empreendedor. Elsevier, 2006.
Nas Asas da Educação: A trajetória da Embraer. Elsevier, 2008.
A Decolagem de um Grande Sonho. Elsevier Editora, 2008.
Etanol: a revolução verde e amarela. 2008

GSV

Giordani RS disse: 15 de setembro de 2010 às 11:12 …” Para coisas sérias, tipo carga tributária, ninguém liga…nem centrais sindicais, nem fiesp´s da vida…ninguém…e dê-lhe futebol e novela!” Pô Giordani vc vinha numa linha de raciocinio brilhante, mas falar que a FIESP não liga para o problema da carga tributaria é sem duvida desconhecimento do assunto. A FIESP já liderou diversas campanhas sobre, ajuda na manutenção do impostometro que este ano já superou a casa dos trilhões. Tchê; Se não tivessemos a carga tributaria atrasando nosso país estariamos com certeza em linha de frente no que diz respeito de… Read more »

Mauricio R.

A tecnologia que possibilitou o F-5M não é nacional, mas da Elbit israelense.
Da qual a atual Aereeletrônica é somente a filial nacional.
Aquilo que o brigadeiro se refere c/ tanto entusiasmo, não foi concebido aqui, veio de fora, prontinho.

Rodrigo

Edcreek disse:
15 de setembro de 2010 às 11:53

Comprar o mesmo avião de 2010 em 2020-2025 mesmo que com N upgrades será comprar o A4M da época.

grifo

Enquanto isso a Marinha deixa escapar que comprará o mesmo avião que a FAB para padronizar as aeronaves.

O que o Jobim fala o comandante da MB repete. E antes do Jobim espirrar ele já diz “saúde, chefinho”.

Nick

Belo texto, o que faz imaginar o que faríamos se existissem verbas em quantidade suficiente para tocar projetos de P&D militares/tecnológicos, sem problemas de solução de continuidade.
A Embraer, infelizmente é exceção e não a regra. A Engesa, que deveria ser a Embraer do Exército, faliu, por má gestão e falta de encomendas. A Marinha que é tão elogiada não é capaz ainda de desenvolver seus próprios meios, quem sabe agora com essas compras de Subs e Fragatas ela consiga.

[]’s

Soldier

Belas palavras do Sr. Gandra. Quanto a AEL ser subsidiária da Elbit e AQUI integrarmos os equipamentos nada de anormarl nisso. É assim que se consegue capacitação de nossa mão de obra e isso sim uma verdadeira TOT para o país. Afinal de contas Israel não começou do ZERO ao montar seu parque tecnológico avançado que possui atualmente. Países aliados a Israel ajudaram a montar este parque. Lembro a voces que o JOVEM estado judeu foi fundado em 1948. De lá para cá os países aliados como EUA ajudaram a impulsionar a indústria bélica de Israel com transferência de tecnologia… Read more »

Soldier

Quanto a Marinha do Brasil ter o mesmo vetor que a FAB nada de anormal nisso, muito pelo contrário! Se for mesmo concretizado essa escolha os país vai economizar e MUITO em treinamento, manutenção, logística e aperfeiçoar doutrinas em ambas as Forças! Torço realmente para que isso aconteça!

Rodrigo

Eu não sei qual o nível de fabricação real no Brasil dos equipamentos da Elbit e do software que ela produz aqui. Mas mesmo que a propriedade intelectual do produto continue nas mãos da turma de Jerusalém, com o tempo e se tivermos engenheiros eletrônicos e de software envolvidos em todas as fases da produção. Com o conhecimento técnico desta turma poderemos produzir a nossa tecnologia. Eu trab com tecnologia há quase 12 anos. Toda projeto e empresa que participei, eu assinei termo de confidencialidade e faço questão de cumprir a risca. Porém o conhecimento fica na minha cabeça e… Read more »

Soldier

Nick. Concordo em partes com o que você disse. Apenas faço uma ressalva com relação à Marinha do Brasil. Lembro a você que o Brasil NUNCA teve uma indústria naval de porte para que nossa Marinha pudesse aqui adquirir e projetar navios de guerra de projeto e concepção moderna. Nem engenheiros navais suficientes nós temos devido a incipiente indústria naval que o Brasil ainda possui e que sómente de uns anos para cá tem tido apoio do Governo Federal com a construção de novos estaleiros o que tem sido fundamental para especializar mão de obra qualificada no país. A começar… Read more »

Soldier

Rodrigo disse:
15 de setembro de 2010 às 13:13

NA MOSCA meu caro! É isso mesmo. Parabéns e SUCESSO na sua carreira.

Aldo Ghisolfi

Tempos atrás falou-se e muito, sobre um turbofan nacional. Morreu na casca? Na praia?

Soldier

Ainda para o Nick.

Há alguns anos a Marinha do Brasil criou a sua empresa, a EMGEPRON. Esta empresa é a EMBRAER da Marinha e tem contribuído e muito para o Brasil e nossa Força Naval. Lembro a você que vários sistemas que fazem parte de Fragatas da Armada possuem equipamentos no estado da arte projetados pela EMGEPRON e outras empresas nacionais.

grifo

Caro Soldier, não minha opinião não falta à MB uma Embraer. Falta a ela um ITA e um CTA. Na FAB a Embraer foi consequência e não causa, fruto de um investimento que tinha começado 20 anos antes na formação de um centro de excelência em engenharia aeronáutica.

ouragan

“Enquanto isso a Marinha deixa escapar que comprará o mesmo avião que a FAB para padronizar as aeronaves.

O que o Jobim fala o comandante da MB repete. E antes do Jobim espirrar ele já diz “saúde, chefinho”.”

Não sei porque tamanha implicância com a MB… a FAB deveria aprender com a marinha e não desdenha-la.
Talves assim tenhamos a FAB que sempre sonhamos.

Rodrigo

ouragan disse:
15 de setembro de 2010 às 13:36

Finalmente eu concordo com o amigo!

Pode não sair de verdade, mas no papel vai dar pau na USAF!

ouragan

Colega, nunca foi vontade da FAB ser uma USAF, muito menos a Marinha ser US NAVY. Agora essa posição da FAB com relação as outras forças e ao modelo de estado vigente é inadmissível. A marinha vem, durante todos esses anos, provando por A + B o porque de ela ser a única força singular dentre as outras, núcleo de modernidade incontestável. Não que a FAB não o seja. Só lembro aos colegas que, mesmo quanto o Grandioso Sr. Osires, que tive o prazer de conhecer, juntamente com uma pleiade de oficiais da FAB idealizaram a EMBRAER, a maior resistência… Read more »

ouragan

A e pasmen-se que, a grande contribuição para a EMBRAER tornar-se o que se tornou veio da FRANÇA! A aeronave que deu base ao EMBRAER 110 BANDEIRANTES foi justamente o Dassault Breguet Atlantic.

grifo

A e pasmen-se que, a grande contribuição para a EMBRAER tornar-se o que se tornou veio da FRANÇA! A aeronave que deu base ao EMBRAER 110 BANDEIRANTES foi justamente o Dassault Breguet Atlantic.

Cuma??

Rodrigo

ouragan disse: 15 de setembro de 2010 às 13:47 Você agora é o Saito para falar em nome da Força ? Se a MB é o único núcleo de modernidade incostestável, como a FAB é também ? Único é um só 😉 Brincadeira… Entendi o que você quis falar. Em algumas coisas eu concordo com você, como todos sabem eu tenho parte da minha vida cada vez maior na aviação civil. Porém não tiro o mérito de quem está lá, coisa que frequentemente eu vejo na net, como você mesmo o faz semper espetando a Força quando tem oportunidade. Esta… Read more »

Fabio ASC

É de enaltecer mesmo. Mas, este feito aqui, na minha opinião, e em especial no caso de Caças para a FAB, temos que ter parceiros, e vários. Senão cairemos no mesmo problema da França e Suécia: desespero por falta de escala, podendo até comprometer suas FAs pois, se as indústrias que fabricam os respectivos aviões não conseguir se manter no mercado, como ficam os já entrregues? Esses parceiros que digo não são apenas para transferir tecnologia e sim se comprometerem em comprar os produtos finais. Feito no Brasil, Desenvolvido no Brasil, com Parceiros do Brasil!!!!! Acho que a frase fica… Read more »

Galileu

Já disse aqui no blog…que a embraer já esta trabalhando em muita coisa sensível e que ela não domina. por ex: softwares civil e militar, mas falta muitooo acho que nem 30% tá pronto.
Mas tenho certeza que se não fizerem___________, e escolherem uma aeronave que traga o mínimo de tecnologia que falta, será um grande salto, o que o amx foi pra embraer, deu uma bela alavancada na capacidade dela, mesmo o produto amx BR sendo uma porcaria!

abraço

COMENTÁRIO EDITADO

Mauricio R.

“…deu base ao EMBRAER 110 BANDEIRANTES foi justamente o Dassault Breguet Atlantic.”

Vc tem realmente certeza disto, um Atlantic é uma aeronave bem grandinha se comparado ao nosso Bandeirante.
Foi durante anos, um dos poucos concorrentes ao Orion americano.

grifo

a FAB deveria aprender com a marinha e não desdenha-la. Exatamente, caro Ouragan. A FAB deve aprender com a MB como criar uma indústria naval de ponta, que exporta bilhões de dólares todos os anos para o exterior. Esse pessoal do KC-390 e do A-29 tem que aprender com quem vende para Guiné-Equatorial. Deve aprender também como comprar equipamento no exterior, com aulas ministradas pelo pessoal que comprou o A-12 e o AF-1, e participação especial do almirante Janot (via habeas corpus). Quem sabe a MB pode ensinar a FAB como negociar contratos de transferência de tecnologia e offset. A… Read more »

Theo Gatos

Giordani RS disse: 15 de setembro de 2010 às 11:12 É pão e circo meu caro.. concordo contigo… Único ponto que faço é que a FIESP realmente luta pela reforma tributária, mas ela não vai acontecer porque tem gente que não quer abrir mão do dinheiro que o Sudeste gera e deixá-lo para ser arrecadado exclusivamente pelo GF para depois ser redistribuido… Drcockroach disse: 15 de setembro de 2010 às 11:57 Meu caro, condorco e pontuo que vivemos o novo tratado de Methuen principalmente com a China, não aprendemos com os portugueses e provavelmente pagaremos por isso… Não se trata… Read more »

Ivan

Grifo,

Vc esqueceu do Vôo 447 da Air France.
Qual foi mesmo o vetor que encontrou a pista dos destroços?

Abç,
Ivan, sem tempo.

Mauricio R.

“De lá para cá os países aliados como EUA ajudaram a impulsionar a indústria bélica de Israel com transferência de tecnologia…”

A grande capacidade tecnológica do estado judeu deve-se as alto nível educacional das populações judias européias, que ao fim da 2ª GM e do Holocausto imigraram p/ a Palestina.
Além de imigrações americanas e mais recentemente, do leste europeu e da Russia.
E os trabalhos de pesquisas desenvolvidos em escolas do gabarito da Technion.

Mauricio R.

“Qual foi mesmo o vetor que encontrou a pista dos destroços?”

O que o R-99 achou, na verdade era uma mancha de óleo.

Vader

“com aviônica produzida pela também brasileira Aeroeletrônica”

Errrr… aviônica ISRAELENSE, por sinal…

Ufanismo é uma praga tão grande que cega até mesmo os bons…

Sopa

Mauricio R. disse:
15 de setembro de 2010 às 16:28

É meu caro, só com um pesado investimento em educação que poderemos não precisar de TT, mas, não se esqueça isso é Brasil, e é melhor remediar do que prevenir !!

SdS,

Flavio

O problema é que, para desenvolver aqui, fazer aqui, vamos precisar de muitos e muitos centros de excelência.

Não adianta querer ser grande jogando dinheiro fora em programas sociais sem resultado enquanto nossas poucas faculdades estão sucateadas.

Ou começamos uma reforma profunda na area educacional e tecnologica ou vamos continuar como estamos – parados no tempo(sem tecnologia de ponta), se achando muito (Jobim querendo mandar na OTAN) e sonhando em ser potência.

Quer morder? primeiro desenvolva os dentes!!!

Fábio Mayer

Muito legal mas…

… a aviônica do F-5BR é israelense. E o avião é norte-americano, por mais que tenha sofrido modernização.

Sobra apenas a ALTISSIMA capacidade dos pilotos brasileiros, estes sim, produto nosso!

Larry Bird

Mauricio R. disse: 15 de setembro de 2010 às 16:28 Finalmente concordo contigo. É exatamente isso. Sem falar que Israel é o país que mais espiona os EUA, mais até do que Rússia e China. O que não tira seus grandes méritos, mas explica como obtiveram tal capacitacão tecnológico com tão poucos recursos humanos e tão pouco tempo. Caros, considero o TB Gandra uma pessoa honrada, chamado para ser ministro da aeronáutica depois que já tinha vestido os pijamas. Mas ninguém estranhou a desproporcionalidade com que a Aeroeletrônica é citada no texto? Embraer é hors-concours, mas há outras várias empresas… Read more »

Renato

Larry Bird, ele fala das empresas que conhece. Trabalho na Embrapa e posso dizer com segurança que nossa liderança mundial em produção de commodities se deve à Embrapa, poucos sabem e reconhecem isso, mas é fato. A Embrapa é a maior prova que investimento bem aplicado em pesquisa e desenvolvimento é um excelente negócio. Quanto à espionagem israelense, as condições em que eles vivem são inimagináveis, 7 milhões cercados por mais de 300 milhões de inimigos, vizinhos abertamente hostis ao norte e veladamente hostis a leste e sul, só não a oeste pq tem o mar rsrs Isso leva o… Read more »

Mauricio R.

A FS que fabrica UAV’s, só o EB sabe pois a FAB insiste em paparicar a Avibrás, tinha um projeto de fabricação de avionicos.
Mas vai saber…