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Parceria estratégica tem custo político, diz embaixador francês

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embaixador-Yves Saint-GeoursPara Saint-Geours, compra de caças não tem peso só comercial; faz parte da escolha do Brasil como parceiro na América Latina

Diplomata afirma que é necessário trabalhar com o Brasil diante do “inegável peso” do país, mas repartir tecnologia é “algo delicado”

Samy Adghirni

Na primeira entrevista à imprensa brasileira sobre caças desde que se instalou em Brasília, há três meses, o embaixador da França, Yves Saint-Geours, disse à Folha que cabe ao governo do presidente Lula escolher quando anunciar sua decisão sobre a compra de aviões e negou que haja apenas interesses comerciais por trás da parceria estratégica bilateral firmada em 2008. Historiador de formação, Saint-Geours, 57, assumiu o cargo depois de pilotar pelo lado francês os eventos do Ano da França no Brasil, em 2009. Na conversa com a reportagem, o embaixador disse que a parceria com o Brasil exige sacrifícios por parte da França e admitiu ter dificuldade para entender as “sutilezas” da política interna brasileira.

FOLHA – Como o sr. reagiu à informação revelada pela Folha de que a compra de caças rafale pelo Brasil já foi fechada?
YVES SAINT-GEOURS – Do nosso ponto de vista, nada mudou. As coisas seguem num processo decisório no qual temos plena confiança. O dossiê está nas mãos do governo brasileiro, que se pronunciará quando julgar apropriado. Acredito e espero que seja em breve.

FOLHA – Qual foi o motivo de sua recente viagem à França [o embaixador voltou ao Brasil na quarta]?
SAINT-GEOURS – Fui participar de uma reunião de grandes empresários na segunda-feira passada. Nossa ministra da Economia, Christine Lagarde, teve encontro com o ministro Miguel Jorge [do Desenvolvimento e Comércio Exterior]. Também falou-se sobre maneiras de trabalhar juntos pela reconstrução do Haiti. A essência da parceria estratégica é, para além do diálogo político, fazermos coisas concretas.

FOLHA – O sr. tratou dos caças quando esteve em Paris?
SAINT-GEOURS – Isso não estava na pauta e não tive nenhuma reunião sobre esse assunto. Mas confiamos em que nosso avião é o que responde melhor às expectativas do Brasil e o mais apropriado para reforçar a soberania brasileira, graças à transferência de tecnologia.

FOLHA – Como o sr. reagiu ao relatório de avaliação técnica da FAB que colocou o rafale na última colocação entre os concorrentes?
SAINT-GEOURS – Perguntei-me de onde vinha essa informação, se ela era exata e qual era a conclusão mais apropriada que eu deveria tirar. Foi a imprensa que fez essas afirmações, ninguém mais. É claro que o assunto foi muito comentado do lado francês, mas nem por isso peguei minha bengala e meu chapéu para ir cobrar explicações do governo brasileiro.

FOLHA – Muita gente diz que a parceria estratégica não passa de um artifício retórico para amparar a venda de submarinos, helicópteros e caças franceses ao Brasil.
SAINT-GEOURS – Seria hipócrita minimizar os grandes contratos. Não vou fingir que os franceses não estão interessados em fechar negócios. Mas esses contratos permitem ao Brasil adquirir ferramentas que reforçam sua soberania. E não se trata somente de vendas. Vamos criar o centro franco-brasileiro de biodiversidade. Estamos pesquisando juntos o bioma amazônico. Construímos uma relação transfronteiriça Brasil-Guiana. Defendemos uma concepção conjunta da diversidade cultural, algo crucial num mundo em que muitos confrontos brotam dos problemas ligados à identidade cultural. Os críticos dizem que nessa parceria um ganha enquanto o outro desembolsa. Isso não é verdade. Nossa parceria é recíproca, equilibrada e global. Os dois lados ganham. Além disso, essa parceria tem um custo para a França.

FOLHA – Que custo?
SAINT-GEOURS – Seria muito mais fácil para nós se disséssemos que apoiamos o ingresso de um país latino-americano como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU sem dizer quem é nosso candidato. Assim continuaríamos numa boa com México, Argentina etc. Mas fizemos uma escolha aberta em favor do Brasil. Isso tem um custo político. Além disso, compartilhar uma tecnologia de ponta, como fizemos no contrato dos submarinos e pretendemos fazer no dos rafale, é algo delicado. A tecnologia é hoje o elemento comparativo mais importante [nas questões militares]. Quem tem a dianteira tecnológica é livre para decidir se quer compartilhar esse poderio ou não.

FOLHA – Críticos também dizem que a França nunca reavaliaria sua posição na União Europeia, na Otan ou sua relação com os EUA em nome da parceria com o Brasil.
SAINT-GEOURS – O mundo não é rígido. Há uma nova realidade que precisa ser levada em conta. A França, na sua condição de membro permanente do CS, de potência nuclear, de país que sempre estimou ter sua parte na governança do mundo, considera que as fronteiras se deslocaram e que é preciso ter uma atitude dinâmica em relação a isso, em vez de se ater a posições conservadoras. É uma necessidade trabalhar com o Brasil diante do inegável peso que o país tem. Mas isso é fácil de acontecer, pois temos muitas afinidades naturais (risos).

FOLHA – O sr. teme que a parceria, nascida na era Lula, fique fragilizada em caso de vitória da oposição na eleição presidencial deste ano?
SAINT-GEOURS – Não quero me imiscuir na campanha brasileira, mas as coisas feitas no governo Lula têm vocação para durar. Não tenho dúvidas de que a parceria continuará.

FOLHA – Como o sr. vê a vida política doméstica brasileira?
SAINT-GEOURS – O que me choca é a complexidade do tabuleiro político. Há toda a fluidez dos partidos, o jogo sutil de siglas e indivíduos, as lógicas federal e estadual. É surpreendente ver como esse jogo se reinventa a cada dia. Estou aqui há três meses e confesso que ainda não comecei a escrever [relatórios] sobre a política brasileira porque ainda não tenho as ferramentas para entender esse quebra-cabeça.
Tenho lido muita coisa a respeito da necessária reforma política, e confesso que acompanharei com especial atenção e interesse as propostas dos candidatos sobre esse tema.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo, via Notimp/cultura.gov

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motta_eiras
motta_eiras
10 anos atrás

Blá blá blá…conversa de vendedor ,explica mas não justifica.
É mais caro por somos amigos e pros amigos aliados é mais caro.
Estamos comprando tudo mais caro da França pela chamada parceria Caracú. Eles entram com a “”cara” de pau e nós….

Robson Br
Robson Br
10 anos atrás

DESTAQUE IMPORTANTE DA ENTREVISTA

“Seria hipócrita minimizar os grandes contratos. Não vou fingir que os franceses não estão interessados em fechar negócios. Mas esses contratos permitem ao Brasil adquirir ferramentas que reforçam sua soberania. E não se trata somente de vendas.”

“Os críticos dizem que nessa parceria um ganha enquanto o outro desembolsa. Isso não é verdade. Nossa parceria é recíproca, equilibrada e global. Os dois lados ganham. Além disso, essa parceria tem um custo para a França.”

O legal é que a Folha começa a ouvir todos os lados.
Foi muito boas as perguntas e muito sensatas as respostas.

Robson Br
Robson Br
10 anos atrás

E N Q U E T E
E ainda continua a diferença.

grifo
grifo
10 anos atrás

Esta parte da entrevista mostra a parceria Caracú em toda a sua glória:

“não se trata somente de vendas. Vamos criar o centro franco-brasileiro de biodiversidade. Estamos pesquisando juntos o bioma amazônico. Construímos uma relação transfronteiriça Brasil-Guiana. Defendemos uma concepção conjunta da diversidade cultural, algo crucial num mundo em que muitos confrontos brotam dos problemas ligados à identidade cultural.”

Ou seja, enquanto eles ganham 20 bi de dólares em encomendas de defesa, nós ganhamos um “centro franco brasileiro de bio-diversidade”, “pesquisa no bioma amazônico” e “concepção conjunta de diversidade cultural”.

Como já falei aqui, seria cômico se não fosse trágico.

ZE
ZE
10 anos atrás

Gostaria de fazer alguns comentários.

Vocês já repararam as perguntas do jornalista?

Tenho certeza que as pessoas que habitualmente frequentam esse blog tiveram a mesma impressão que eu tive: muitas perguntas formuladas pelo jornalista, são cópias de vários posts de alguns foristas daqui.

Será que ele lê o Poder Aéreo???

[]s

ZE
ZE
10 anos atrás

Os nossos “PARCEIROS ESTRATÉGICOS” acabaram de dizer que repartir tecnologia é “algo delicado”.

Lógico que é algo milindroso. O Rafale não é completamente francês.

Ele é montado na Dassault, mas tem uma enorme gama de fornecedores, desta forma todos teriam que concordar com a piada da “tranferência irrestrita” de tecnologia.

Para bom entendedor, meia frase do tipo “algo delicado” basta.

[]s

ZE
ZE
10 anos atrás

“É claro que o assunto foi muito comentado do lado francês, mas nem por isso peguei minha bengala e meu chapéu para ir cobrar explicações do governo brasileiro”. Vamos colocar o devido pingo no I: O Brasil é um Estado soberano, portanto, nem a França, nem os EUA, nem Burkina Fasso… podem COBRAR expicações do Governo Brasileiro. A França pode PEDIR, mas nunca COBRAR explicações do Brasil!!! Se fôssemos uma colônia, bem aí eles poderiam COBRAR, EXIGIR, MANDAR, DESMANDAR OU O ESQUIMBAU-A-QUATRO. Uma das atitudes do Gorverno Francês que mais me deixou P da vida, foi quando o Instituto Rio… Read more »

João
João
10 anos atrás

Muito bem! Está colocada a posição da França. Pelos argumentos apresentados se identifica a dificuldade que o Governo Françês enfrenta para as trativas de reduções na proposta da Dassault. Também e configura desgaste dos dois governos quanto a o bom entendimento da “parceria estratégica”. Pelo lado do Brasil, o preço é fundamental, pelo lado da França a ToT não tem preço. Deixo bem claro que esse é meu entedimento. Vamos ver no que isso vai dar. Espero que a Dassault entenda que o Brasil não pode se arriscar com um mesmo fornecedor para todas as nossas demandas e pelo preço… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

“E não se trata somente de vendas. Vamos criar o centro franco-brasileiro de biodiversidade. Estamos pesquisando juntos o bioma amazônico. Construímos uma relação transfronteiriça Brasil-Guiana. Defendemos uma concepção conjunta da diversidade cultural, algo crucial num mundo em que muitos confrontos brotam dos problemas ligados à identidade cultural”. Ah, que bom. Nós vamos fechar um negócio de 10 Bilhões de Dólares dos caças, sem falar nos outros 10 Bilhões de Dólares dos submarinos e helicópteros que já foram fechados. Não vou nem falar nas prováveis compras das Fragatas FREMM. E eles nos prometem, dentre outras coisas a “concepção conjunta da diversidade… Read more »

João
João
10 anos atrás

Amigo ZE, as seguintes afirmações podem ter sido retiradas do Poder Aéreo: “FOLHA – Muita gente diz que a parceria estratégica não passa de um artifício retórico para amparar a venda de submarinos, helicópteros e caças franceses ao Brasil.” “FOLHA – Críticos também dizem que a França nunca reavaliaria sua posição na União Europeia, na Otan ou sua relação com os EUA em nome da parceria com o Brasil.” Mas se levarmos em consideração todas a benécies que a abstrata “parceria estratégica” está nos trazendo, não se seria difícil conceber que mesmo sem acessar o poder aéreo, as pessoas com… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

“Seria muito mais fácil para nós se disséssemos que apoiamos o ingresso de um país latino-americano como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU sem dizer quem é nosso candidato. Assim continuaríamos numa boa com México, Argentina etc. Mas fizemos uma escolha aberta em favor do Brasil”. Muitos falam (inclusive aqui nesse blog) nesse tal assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Permitam-me explicar como isso funciona. Cada país tem um voto. Assim, qualquer ilhota/país no mundo, qualquer país, mesmo com ínfima população, tem 1 voto na ONU. Da mesma forma, países com grande território e grande população… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

“Críticos também dizem que a França nunca reavaliaria sua posição na União Europeia, na Otan ou sua relação com os EUA em nome da parceria com o Brasil”. Esta aqui é uma pergunta do jornalista, e não a resposta do embaixador, mas gostaria de respondê-la. É óbvio que a França nunca iria reavaliar sua posição na União Européia. A França foi um dos membros fundadores da CEE, que em 1998, virou a União Européia. A UE possui o MAIOR PIB DO MUNDO. A UE possui também UMA DAS MAIORES POPULAÇÕES DO MUNDO (e população rica)!!! O Parlamento Europeu, a Presidência… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

“Não quero me imiscuir na campanha brasileira, mas as coisas feitas no governo Lula têm vocação para durar. Não tenho dúvidas de que a parceria continuará”.

É verdade, coisas como a “concepção conjunta da diversidade cultural” tem vocação para durar anos e anos.

Já estou até pensando: mais uma intituição, centro, que não serve para nada, a não ser gastar o dinheiro dos contribuintes e servir como um ótimo cabide de emprego dos apadrinhados.

[]s

João
João
10 anos atrás

“Estou aqui há três meses e confesso que ainda não comecei a escrever [relatórios] sobre a política brasileira porque ainda não tenho as ferramentas para entender esse quebra-cabeça.”

Tadinho… Eu estou aqui há 40 anos e também não entendo esse quebra-cabeça. Agora mais dificil ainda e entender a “parceria estratégica”.

[]s

carl94fn
carl94fn
10 anos atrás

Olha turma se o Brasil quer transferência de tecnologia seja dos EUA, Suécia, França, Rússia, China ou qualquer outro vai te que pagar e muito, muitoooo bem por isso. Mas aí tem um problema, mesmo pagando existem tecnologias que querem nos transferi um bom exemplo foi o casco do submarino que nem os EUA nem a Rússia queriam “falar” sobre isso. A Alemanha por sua vez não possui tal tecnologia, seria um negocio muito arriscado assinar um acordo com eles e fica na mão. Lamentavelmente essas coisas não são lembradas, assim como a compra dos helicópteros também é duramente criticadas,… Read more »

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

Amigos,
Sobre o Brasil e o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU:

Existe uma proposta de aumento no número de membros permanentes em mais cinco.
Os mais cotados seriam Alemanha, Japão, Índia e Brasil, devido à sua importância. O quinto membro seria representante da África.
Essa reforma no Conselho de Segurança está longe de ser um consenso. Existe oposição tanto à reforma, quanto à indicação individual dos novos membros.
A França é um dos países que têm apoiado a reforma e indica o Brasil para uma dessas posições.
Abraços,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

Ivan
Ivan
10 anos atrás

carl94fn em 08 fev, 2010 às 13:14 Carl, Na questão dos submarinos, como vc colocou, já havia concordado desde as discussões no NAVAL que a opção da França seria a única possível e concreta, em que pese gostar muito da tecnologia da Alemanha. A dificuldade de um SubNuc partindo de tecnologia da Alemanha seria muito mais política do que técnica, pois não tenho a menor dúvida quanto a qualidade dos estaleiros alemães, mas tenho certeza da reação do mundo contra o envolvimento deles neste projeto. Assim sendo, 20 Bi é o preço, com todos os extras possíveis, imagináveis e inimagináveis.… Read more »

caravlhomtts
caravlhomtts
10 anos atrás

Boa tarde pessoal,olha o que o embaixador da França falou reparti tecnologia é “algo delicado” isso vem corroborar com o que comentei no assunto:quanto pode cair o preço do rafale:o máximo que a França pode fazer pelo Brasil é nos dar a vara de pescar,nos dar dois tapinhas na nossa costa e falar,vai meu filho agora pesca.Vocês acham que França ou qualquer outro pais vai ensinar o pulo do gato para o Brasil é ruim em. Nem a LM fabricante do F35 que tem vários paises como parceiros,vai fazer TT pára os paises participantes do consorcio F35. Que pelo menos… Read more »

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

Ainda sobre o Conselho de Segurança:

Dos atuais membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia), apenas a França se demonstrou claramente favorável a uma reforma.

Para quem deseja aprofundar um pouco o assunto, sugiro conhecer o artigo “A ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA E A NOVA ORDEM INTERNACIONAL, do Professor Ms Helder Pereira da Silva (Escola de Guerra Naval)

http://www.docstoc.com/docs/12746832/The-reform-of-United-Nations-Security-Council-a-claim

Abraços,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

Ivan
Ivan
10 anos atrás

Justin Case, “Sobre o Brasil e o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU…” Amigão, Para a França é fácil apoiar o Brasil para o Conselho de Segurança da ONU, pois é o candidato natural. Não tem Argentina, que tem que se reconstruir, nem muito menos México, que vive a sombra do gigante Americano que lhe sufoca. Se um país da América Latina vier a ter assento na ONU o único com handicap para isso seria o nosso Brasil, uma democracia presidencialista com quase 200.000.000 (duzentos milhões) de habitantes, autosuficiente em energia e a caminho de ser o maior… Read more »

carl94fn
carl94fn
10 anos atrás

Sim Ivan, mas concorda comigo que independente do país nós iríamos te que pagar a transferência de tecnologia a menos que roubássemos (plagiássemos) que realmente não sou “muito” contra já que a China faz isso com tudo e cadê os processos, mas já que vamos fazer “direitinho” não adianta ficar chorando é pagar caro ou comprar de prateleira mais barato, mas sem transferência de tecnologia. Não defendo a França e sim a compra do helicóptero mesmo que fosse de outro país. É claro que eu não gostaria de depender da frança quem quer, mas no momento precisamos da tecnologia depois… Read more »

Pedro
Pedro
10 anos atrás

Abaixo texto interessante sobre os tão falados menores custos do gripen Vou repetir mais uma vez: Desde Outubro o preço é o mesmo pago pela República Francesa: 64 milhões de euros (US$86.4 milhões (euro =US$ 1.35 ). O Gripen fica por US$ 50 milhões, cinco a menos que o F/A-18E/F (US$ 55 milhões). Com pacote de manutenção, treinamento, integração de armas (ele não tem pacote incluído de armamentos) o cacinha sueco sai por US$ 90 milhões! Os outros aviões possuem pacotes de armas, o que explica o custo aparentemente maior. Com manutenção, o F/A-18E/F sai por US$ 110 milhas. O… Read more »

Pedro
Pedro
10 anos atrás

Outro texto interessante: http://panoramaglobal-estrategia.blogspot.com/2010/01/quem-esta-certo.html (…)Não há dúvidas sobre as vantagens técnicas do Rafale, mas o fator custo interfere, e muito, no processo. Os pacotes de preços mostrados pela Folha, no entanto, apresentam distorções. O Gripen NG não tem armamento incluído, o que falseia a comparação. Os valores limpos para as células são de US$ 50 milhões para o caça da SAAB, US$ 55 milhões para o Super Hornet e € 54 milhões para o avião francês. Com manutenção os valores sobem para US$ 70 milhões, US$ 80 milhões e € 74 milhões, respectivamente. Há um porém: os suecos não podem… Read more »

Pedro
Pedro
10 anos atrás

ANÁLISES DE TEMAS DIPLOMÁTICOS E MILITARES. SEXTA-FEIRA, 4 DE DEZEMBRO DE 2009 JOBIM NA FRANÇA1 Pedro Paulo Rezende O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, passou quarta e quinta-feira em Paris, discutindo detalhes do pacote de financiamento e de formação de preços do caça Rafale F.3, favorito do progama F-X2. A idéia é tentar baratear o produto. A taxa cambial desfavorável do euro em relação ao dólar é o único obstáculo para o fachamento do contrato com a Dassault. Participaram do encontro de alto nível o presidente da empresa francesa, Charles Edelstine, e o chefe do Estado Maior Pessoal… Read more »

João
João
10 anos atrás

Senhores, tirem as suas conclusões:

““É importante observar que França e Suécia são amigos e aliados dos EUA. Isso são relações comerciais, que não vão afetar nossas relações”, garantiu. “Esse é um ato de diplomacia comercial. Obviamente temos grande interesse, mas França e Suécia são aliados e amigos”, completou.”

Thomas Shanon – Embaixador Americano

“Parceria estratégica tem custo político, diz embaixador francês. Diplomata afirma que é necessário trabalhar com o Brasil diante do “inegável peso” do país, mas repartir tecnologia é “algo delicado””

Audaz
Audaz
10 anos atrás

Pedro em 08 fev, 2010 às 16:00

Desculpa discordar em parte de seu comentário, pois como algo pode ser esotérico, ou seja não pertencente ao mundo real e ao mesmo tempo ser o preferido pela FAB para ser o escolhido para ser o vetor entre os três finalistas?
Onde nós sabemos tal processo foi feito por critérios técnicos e bem realistas.

João
João
10 anos atrás

Agora vai…

Senhores, tirem as suas conclusões:

““É importante observar que França e Suécia são amigos e aliados dos EUA. Isso são relações comerciais, que não vão afetar nossas relações”, garantiu. “Esse é um ato de diplomacia comercial. Obviamente temos grande interesse, mas França e Suécia são aliados e amigos”, completou.”

Thomas Shanon – Embaixador Americano

“Parceria estratégica tem custo político, diz embaixador francês. Diplomata afirma que é necessário trabalhar com o Brasil diante do “inegável peso” do país, mas repartir tecnologia é “algo delicado””

Samy Adghirni- Embaixador Francês

Carlito
Carlito
10 anos atrás

Uma coisa é fato. A França apoiará a entrada do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU enquanto lhe for conveniente. Há muitos anos o Brasil pretende esta vaga (assim como a Argentina também pretendia). No primeiro mandato de nosso atual governo tentou-se uma “parceria estratégica” com a China. Em troca do apoio chinês à nossa entrada no Conselho de Segurança, o Brasil, em retribuição, concederia à China o status de “economia de mercado”. Para a China foi um grande negócio, pois isso dificulta a imposição de medidas de proteção e defesa contra eles na OMC. Não… Read more »

Nick
Nick
10 anos atrás

Sobre a entevista do Embaixador Frances: Citar a Argentina como candidato no cs como argumento é piada. “os dois lados ganham.” Até agora só vi o lado francês ganhando. E muito. Sobre os Preços: O Blog do Pepê afirma que os preço do Rafale está em 64 milhões de Euros. A Folha divulgou um valor de 123 milhões de Euros(importante notar que o MD/GF não desmentiu o valor publicado.) Alem dos 123 milhões de Euros, foi divulgado um valor de US$4 Bilhões pela manutenção dos 36 caças. Traduzindo esse valor por 30 anos de operação, por caça, por 180 horas… Read more »

João
João
10 anos atrás

Amigos foristas, lendo atentamente o texto no nobre Embaixador Francês, vejo que ele cometeu um erro estratégico em suas declarações, pois lembrar via imprensa (pior FSP) que a “parceria estratégica tem um preço politico” foi de uma inabilidade incrível. Se conheço o meu Presidente, posso assegurar que essa declaração não foi bem recebida por ele. O lula não se interessa por preço político mas, por crédito político. Essa declaração pode servir como uma “ducha fria” para o Governo Federal em relação a “parceria estratégica”, pois, o GF já está arcando com ele desde o atrapalhado 7 de setembro. Acho que… Read more »

Carlito
Carlito
10 anos atrás

Nick,

Piada ou não, assim como o Brasil, a Argentina também ambicionava uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Aliás, eles querem vaga no CS, querem as Malvinas, clamam por território na Antártida…

Antonio-SU
Antonio-SU
10 anos atrás

Noticias de varios (blogs)jornalistas de Brasilia , no dito desconto oferecido pra compra do Rafale, dizem ter mais uns 25% de gordura pra queimar e a margem de lucro do frabicante frances ainda seria de uns 20%.

JAPAMAN
JAPAMAN
10 anos atrás

Olha só sinceramente, se for pra voltar a ser colônia, deixar esses cambadas de @@##$%%^.. entrarem aqui no país, roubando tudo o que nós temos na cara dura com esse papinha de bioparceria, que na real é uma exploração mascarada, e ainda dar o nosso dinheiro como contribuinte, (bilhões e bilhões) para salvar esses franceses metidos, arrogantes, não muito diferente dos YANKEES que tantos aqui falam mal e não confiam, eu sinceramente, prefiro ficar com os calhambeques e fobicas modernizadas, até porque tudo o que eles prometem, aposto quanto for, que NUNCA vão entregar. Uma pena, um País como o… Read more »

Fsinzato
Fsinzato
10 anos atrás

“Audaz em 08 fev, 2010 às 16:19 Pedro em 08 fev, 2010 às 16:00 Desculpa discordar em parte de seu comentário, pois como algo pode ser esotérico, ou seja não pertencente ao mundo real e ao mesmo tempo ser o preferido pela FAB para ser o escolhido para ser o vetor entre os três finalistas? Onde nós sabemos tal processo foi feito por critérios técnicos e bem realistas.” Nos mesmos corredores do planalto, os Suecos não levam pois o pacote é fechado sem os “Custos Brasilis” (se é que me entende), eles não querem arriscar a credibilidade tanto da empresa… Read more »

marcos adriano
marcos adriano
10 anos atrás

em relaçao caças o brasil deveria ter entrado na parceria com russia!!!eles estavam oferecendo su35 fabricar no brasil pak- fa50 passariamos com tempo caça de 4* para 5* geraçao!!avioes russos sao fantasticos!!maravilhosos!!custa 80 milhoes!!governantes falta visao extrategica para brasil!!brasil é enorme esses avioes nos protegeriam muito bem!!!a frança tem projeto de caça de 5* geraçao!!russia tem caça que voou recentemente!!que pena!!mas esperança que no futuro brasil entre nesse projeto!!russia precisa de dinheiro convidou o brasil para esse projeto!!russia tem misseis,torpedosque brasil poderia comprar!!é levar dinheiro que eles vendem

Antonio D'Almeida
Antonio D'Almeida
10 anos atrás

“Para Saint-Geours, compra de caças não tem peso só comercial; faz parte da escolha do Brasil como parceiro na América Latina”.

pergunta básica:

EXISTE PARA FRANÇA ALGUM OUTRO PARCEIRO NA AMÉRICA LATINA QUE NÃO SEJA O BRASIL?

RIDICULA A OBSERVÇÃO DE PRESUNÇOSO.
Os franceses são extremamente arrogantes, é de dar nôjo! Os ingleses que o digam!

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

D’Almeida, boa noite.
Também considero lógico a França escolher o Brasil como parceiro.
O “risco político” a que se refere o diplomata é exatamente esse.
Nominar um parceiro preferencial equivale a “sair de cima do muro”. Isso certamente causa desgaste político para com os “não-preferenciais”.
Por isso o título do post é “Parceria estratégica tem custo político, diz embaixador francês”.
No meu entender, o assunto não tem a ver com arrogância ou nojo.
Abraço,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

Antonio D'Almeida
Antonio D'Almeida
10 anos atrás

Reconheço que exagerei no verbo. Sorry.
Eu tenho uma aversão natural, aqueles que de uma certa forma demonstram uma soberba exagerada.
Franceses até mais do que os americanos, sendo que estes últimos são reconhecidamente superiores quando o tema é tecnologia.

Rick
Rick
10 anos atrás

Isto tudo é política, ou seja, interesses. Em política devemos fazer três perguntas: quem ganha, o que ganha e como ganha. Primeiro, ganham a Dassault e Nicolas Sarkoz, de um lado, e o governo Lula, do outro. Considerando todas as informações divulgadas pela imprensa perdem a FAB, porque não teve o vetor de sua escolha escolhido, e a indústria brasileira, porque não vai participar de um projeto de desenvolvimento de um avião de caça. Da perspectiva do segundo ponto, o que ganha. A França ganha um mercado cativo para seus produtos militares, especialmente aqueles que têm tido dificuldade de exportação,… Read more »

Carlito
Carlito
10 anos atrás

Relendo a entrevista acima, uma passagem acabou me chamando a atenção: “… Vamos criar o centro franco-brasileiro de biodiversidade. Estamos pesquisando juntos o bioma amazônico.” Vejamos, basicamente o ilustre embaixador está nos dizendo que além de nos vender (a preços exorbitantes) seus equipamentos militares, a França ainda irá criar condições propícias para explorar a biodiversidade brasileira. Todos sabemos que há muitas “ONGs” explorando a região amazônica sob o pretexto de estarem levando ajuda humanitária aos povos indígenas. Pois bem, na prática, o única coisa que esses gringos fazem por aqui é pesquisar catalogar espécies, e depois contrabandear plantas e animais… Read more »