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Defesa aérea dos países bálticos: a vez dos Mirage franceses

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Mirage 2000 C na Lituania - foto Armee de lair

Fazendo um “break” nas notícias sobre o F-X2 no Blog, vale a pena conferir um pouco do que acontece no resto do mundo, ainda que não seja um asssunto tão “quente”. De fato, pela foto acima, percebe-se que de quente mesmo só a exaustão em PC da turbina do Mirage 2000 C, do Esquadrão 1 / 12 “Cambresis” do Armée de l´air (Força Aérea Francesa), decolando no frio da base de Siaulaï, na Lituânia.

Trata-se da operação Air Baltic 2010, de defesa  e garantia da segurança da aviação civil no espaço aéreo dos países bálticos da Base Aérea de Cambrai são implantados para garantir a segurança da aviação civil no espaço aéreo dos países bálticos (Estônia, Letônia, e Lituânia), em alertas 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana). Trata-se da segunda vez que o Armée de l´air é destacado para a operação (a primeira foi no período de abril a julho de 2007).  Desde 2004 a OTAN se incumbe da defesa aérea dos países bálticos (veja os links abaixo para mais detalhes, referentes também a Forças Aéreas de outros países que já se revezaram na missão).

Nesse novo turno de quatro meses do Armée de l´air, destacam-se as dificuldades climáticas do inverno, bastante rigoroso nessa virada de ano no Norte da Europa.  Condições extremas que também estavam sendo enfrentadas pelos F-4 Phantom ICE da Luftwaffe (Força Aérea) alemã, que cumpriam a missão até serem rendidos pelos Mirage 2000 C franceses, provenientes da Base Aérea de Cambrai.

F-4 Phantom alemao na Lituania - foto Armee de lair

FONTE / FOTOS: Armée de l´air (Força Aérea Francesa)

SAIBA MAIS:

18 COMMENTS

  1. Um off-topic

    Sempre surge um assunto sobre as turbinas americas (gripen , F-18)
    vi uma noticia interessante hoje.

    Completando 90 anos no Brasil, a americana GE anunciou nesta quarta-feira US$ 120 milhões em investimentos nas suas quatro fábricas no país. Desse total, US$ 35 milhões serão aplicados na implantação de uma linha de produção de turbinas de avião na Celma, em Petrópolis (RJ), projeto que deverá gerar 300 empregos diretos na região. Atualmente, a unidade dedica-se apenas à manutenção e montagem de propulsores. Macaé, que abriga uma unidade da Vetco Grey, subsidiária da GE que produz equipamento para a exploração de petróleo, receberá parte de um aporte de US$ 21 milhões, que será divido com outra unidade da marca que fica em Jandira, no interior paulista.

    A Materia completa >>

    http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/01/06/ge-fara-investimentos-de-us-120-milhoes-em-fabricas-no-brasil-vai-gerar-mais-empregos-915480058.asp

  2. André Castro,

    Apesar da FAB dar manutenção em todo motor do F-5E/F(M) [GE J85-GE-21B], a Celma participa da manutenção deles também, além de que as turbinas GE equipam os Learjet da FAB e Civis, além de vários outros modelos de aeronaves civis brasileiras e estrangeiras que por aqui passam. O mercado brasileiro é bastante interessante pra GE.

    Abração

  3. Isso sai no espaço de comentário do O Globo. Perdão, mas não pude resistir.

    Pq o “avião” francês é mais caro:

    Canopy.……………: Dior
    Assento Ejetável.: Vuitton
    Traje anti-G……:Gaultier
    Aileron……………..: Cardin
    Canard………………:Hermès

    Xô cafonice !!!!

  4. TAI faz tempo que o blog vem noticiando a troca da guarda na defesa aerea dos paises balticos…agora me meio a pergunta, qual a bronca? eles nao possuem defesa aerea tem russo linha?

  5. Aliás, fiquei sabendo que no relatório multicolorido imposto pelo Ministério da Defesa à FAB, o rosa-choque está fora. A cor da moda é o verde-lagarto.

  6. André Castro e Cinquini:

    Interessante off-topic, mormente estarmos num momento de retração da economia no mundo todo. O que é mais interessante é saber que a GE é a fabricante original das turbinas dos 2 caças melhores classificados no programa FX2, a excelente F-414.

    Será que essa notícia sinaliza uma antevisão qualquer por parte da empresa?

    Sds.

  7. Tyrion,

    O segundo link após a matéria dá a dica: os países bálticos não estão em condições de prover sua defesa aérea / segurança da aviação civil nos moldes da OTAN.

    Os três países sofreram um bocado economicamente com o desmembramento da antiga União Soviética. Conheço até pessoas com ascendentes letos que visitaram os países na última década com relatos de como foi difícil a transição.

    Assim, a parte militar ficou numa prioridade mais baixa, e o equipamento de origem soviética foi se deteriorando, a ponto de, dez anos atrás, a coisa ficar crítica. A OTAN se interessa pelo Báltico por óbvias razões estratégicas, portanto se incumbe de prover o mínimo de presença na defesa aérea da região, até que os três países (ou parte deles) tenha recursos para “voar com as próprias asas”.

  8. Nunão, por favor me corrija se for o caso, não eram os Typhoons da Luftwaffe que estavam realizando esta operação antes, no lugar dos F4?
    Abs

  9. Wolfpack, veja o segundo link do final da matéria, que explica a sequência Typhoon – Phantom. Quanto à segunda pergunta, até onde sei, o que eles têm de mais próximo de um avião de combate, hoje, são treinadores L-39. Quem se equipou com F-16, ao Sul desses países, foi a Polônia. A Finlândia, também não muito distante, ao Norte, opera F-18.

  10. off-topic:

    Felipe CPS, eu acredito que esse investimento da GE no Brasil tenha mais a ver com os clientes que já existem do que com o FX-2, mas isso tb não quer dizer que a Boeing nao possa usar essa “cartada” pra forçar o FX 😉

    Abração

  11. Cinquini, a Boeing e o Governo têm a faca e o queijo nas mãos agora depois desta polêmica dentro do FX2. Pode utilizar seu poder econômico (compra de A29 e futuros KC390) em pró do F18E/F.
    Se vierem os AIM120 e AIM9 mais atuais e algumas JDAMs/Paveway tá de ótimo tamanho.
    Mas no Governo atual existe uma turma de viés anti-americano que não vemos na sociedade.

    Nunão, valeu 😛

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