sábado, junho 19, 2021

Gripen para o Brasil

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F-X2: uma visão europeia sobre o assunto

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

O artigo a seguir foi publicado pelo site português Área Militar em 28 de novembro passado e representa uma visão externa do processo de escolha do novo caça da FAB. O Poder Aéreo não concorda nem discorda (muito pelo contrário) da opinião apresentada.

TÍTULO ORIGINAL

Programa FX: Lula manda calar a FAB

Rafale é escolhido contra qualquer argumentação

O presidente da República, Luís Inácio da Silva, através de seu ministro da defesa, determinou que a Força Aérea Brasileira não apresentasse um favorito em seu relatório de análise que faz parte do processo de aquisição de caças para a força aérea brasileira, conhecido como programa FX (ou F-X2).

A ordem teve como objetivo evitar o mal-estar entre o governo e a força aérea, por causa das opções políticas tomadas pelo governo Lula, que levaram à escolha do caça francês, contra qualquer análise técnica que possa ser apresentada pela Força Aérea.

A determinação presidencial é vista por setores próximos da FAB como no mínimo estranha, já que a razão para apresentar um relatório, era a de justificar a compra de um equipamento caríssimo que servirá o país durante muitos anos. «Se é pra não saber qual a opção da FAB, pra quê um relatório extenso com 25.000 páginas de estudos técnicos ?» perguntam.

Transferência de tecnologia

O presidente brasileiro ficou impressionado com as promessas políticas do presidente da França durante sua visita ao Brasil, para participar nas cerimônias do 7 de Setembro. Lula ficou especialmente impressionado com a garantia dada por Sarkozy, de que a França podia transferir toda a tecnologia de fabricação de seu caça Rafale.

Muito bem recebidas por Lula da Silva, as declarações de Sarkozy levaram parte da industria francesa e dos sindicatos do país a entrar em pânico.
A afirmação de Sarkozy sobre a transferência de tecnologia teve que ser explicada na Europa, mas a informação aparentemente não chegou ao Brasil, onde continua a passar na imprensa a ideia de que o país poderá fabricar o Rafale.
Os franceses explicaram para sua opinião pública, que não é necessário transferir grande parte da tecnologia, pois o Brasil já possui uma indústria aeronáutica e aeroespacial, que concorre em todo o mundo, e que poderia ocorrer transferência de tecnologia em casos pontuais onde o Brasil precisasse dela.

O problema para a FAB, na questão da transferência de tecnologia, é a enorme diferença entre as afirmações políticas de Sarkozy, e o que a indústria francesa «de fato» tem disponível para ceder ao Brasil. Até ao momento não há nada de claro sobre transferência de tecnologia, Lula não faz a mínima ideia de que tecnologias podem ser transferidas, Jobim também não e Sarkozy não tem ideia nenhuma sobre o que prometeu ao presidente brasileiro.
Tudo não passou de um aperto de mão entre cavalheiros.
O brasileiro não sabia o que lhe estava sendo oferecido.
O francês não tinha a mínima ideia se podia oferecer o que não lhe pertencia.

Promessa de boca, não vale nada

O «abacaxi» ficou nas mãos dos negociadores e é provável que seja tomada uma decisão política favorável ao Rafale, sem que tenham sido tomadas as devidas precauções sobre que tecnologias terão e poderão ser transferidas, em que condições e com que direitos de fabricação e custos. Nada disso foi discutido entre Lula e Sarkozy.

A decisão política de Lula, colocou a força aérea numa situação meio estranha. Os militares têm obrigação de produzir um relatório técnico que possa ajudar o presidente a escolher, mas esse relatório não serve de nada se o presidente já tiver escolhido.

Sabendo que a opção de Lula não será a mais adequada aos interesses da FAB, os militares têm que fazer uma enorme ginástica para não entrar num conflito com implicações políticas. A FAB terá que aceitar sempre a opção do presidente, mesmo que a opção seja contrária aos interesses da força, e terá que gerir seus recursos em conformidade.

O problema principal, é que a FAB pode se ver no futuro com o problema de desenvolver toda a estrutura de suporte e apoio e mesmo de coordenar a produção de uma aeronave, sem que esteja escrito preto no branco que tecnologia pode ou não pode ser transferida.
A opção de Lula é tão «em cima do joelho» que qualquer presidente da França dentro de alguns anos pode dizer que nem sabe que promessas foram feitas.
«Transferimos tudo o que for preciso», é uma promessa muito vistosa, mas sem nenhum efeito prático.

Rafale: raízes de discórdia

A opção de Lula pelo Rafale é acima de tudo uma opção política.
O caça francês não é exatamente antiquado ou desadequado. Embora não tenha sido vendido a nenhum país, o Rafale é aparentemente uma aeronave sofisticada que já vai em sua terceira geração de desenvolvimento.

Além do problema de não se saber exatamente o que as indústrias privadas francesas querem disponibilizar (o governo da França não pode obrigar empresas privadas francesas a revelar seus segredos industriais) um problema gravíssimo coloca o Rafale numa posição desconfortável:
A alta da moeda europeia, o Euro, coloca o caça francês num altíssimo patamar de preço, ultrapassando de longe seus concorrentes.

O relatório da FAB, que já foi apontado como extremamente completo e tecnicamente irrepreensível, deverá apontar fatores favoráveis ao caça norte-americano F/A-18.
Mais barato que o Rafale; Acesso mais rápido e integração mais rápida com os sistemas AEW brasileiros; Acesso mais rápido a tecnologias e armamentos, que aumentam a capacidade da força num menos período de tempo.
A diferença de preço, poderia permitir ao Brasil a aquisição de mais meios, mais sistemas de apoio, mais armamentos ou armamentos mais sofisticados, que se poderiam traduzir em maior eficácia operacional.

Os norte-americanos também são normalmente muito mais precisos em suas afirmações sobre o que podem ceder, disponibilizar e autorizar e o que não podem.
A administração norte-americana fez já declarações que poderiam em princípio reduzir os receios brasileiros.
Além das declarações, há o precedente já estabelecido pelo Chile, que recebeu os sofisticados caças F-16C/D equipados com os mísseis ar-ar AIM-120.
Ao contrário do que era prática corrente do governo norte-americano, o Chile recebeu os mísseis em seu território. A força aérea chilena, é presentemente a mais poderosa de todo o continente sul-americano. Do outro lado da escala está a força sul-americana que mais caças de origem francesa possuiu: A força aérea e a marinha da Argentina.

A decisão porém, sendo política, estará já tomada pelo governo brasileiro. O comandante da Força Aérea, brig. Juniti Saito chegou a ameaçar com demissão, quando Lula afirmou que o vencedor seria o Rafale, mesmo sem saber o que a FAB aconselhava.

NOTA DO ÁREA MILITAR: Estamos seguros, de que tanto a Dassault quanto a Boeing, ou a SAAB, nos seus respectivos sites e notas de imprensa, terão toda a argumentação possível e imaginável para defender as suas respectivas propostas.

Já o areamilitar.net, é absolutamente isento, e evidentemente não tem qualquer interesse num ou noutro projecto, tanto no Brasil quanto em qualquer outro país. No caso brasileiro, qualquer das opções, se bem negociada terá vantagens para o país, e em última análise é isso que importa

No entanto, os factos apresentados são absolutamente indesmentíveis e nenhuma declaração de qualquer fabricante os pode colocar em causa.

Um governo, no caso o governo francês, não tem autoridade para mandar uma empresa privada ceder a uma empresa ou de um país estrangeiro (seja ele qual for) todos os segredos de um equipamento.
Afirmar o contrário, é contribuir para o que é costuma chamar de «conto do vigário».

Neste processo, todos os fabricantes têm «rabo preso». A própria Boeing, está condicionada pela possibilidade de o congresso dos Estados Unidos legislar contra a venda de material em circunstâncias especiais.

Restam os factos:
Nenhum fabricante afirmou que o Brasil poderia fabricar os radares, sejam PESA sejam AESA, ou os mísseis que poderão ser fornecidos.
A Dassault não pode afirmar que vai abrir toda a tecnologia dos sistemas de mísseis da MBDA!
A Boeing não pode dizer que vai ceder a tecnologia dos mísseis da Raytheon ou de sistemas de armas da General Dynamics.

Em nenhum lugar isso foi alguma vez afirmado, embora os entusiastas e torcedores, tenham levado a que se gerasse uma total e gigantesca confusão sobre o tema.

Sem TODAS as tecnologias envolvidas, um caça é apenas uma plataforma voadora e o Brasil não precisa de quem o ensine a fazer plataformas voadoras. Nesse aspecto, o Brasil está bem e recomenda-se e estaria provavelmente em condições de ensinar os outros.

A afirmação de cessão irrestrita de tecnologia, sem ser explicada nem documentada, nem alvo de acordos claros, constitui uma FRAUDE, e uma FRAUDE para a opinião pública comprar uma ou outra ideia.

Aqui, limitamo-nos a dar voz a quem pensa com a cabeça, e que nos envia os artigos, com informações e afirmações que são geralmente bem fundamentadas.
Em vez de pensar com o coração ou com o bolso, damos preferência a quem pensa com a cabeça.

O que importa, é o dinheiro que o contribuinte paga, e qual o melhor destino a dar ao dinheiro do contribuinte.

Essa é uma das funções a que o areamilitar.net se propôs desde o inicio.

Coisa que parece ter sido esquecida por alguns dos comentadores.

Os nossos cumprimentos
areamilitar.net

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Justin Case

Amigos, O artigo tem uma imprecisão técnica importante. Quem é proprietário do resultado das atividades de desenvolvimento é quem as financiou. Na área de Defesa, quase que invariavelmente são os governos os propritários. Assim, o Governo Brasileiro é proprietário da tecnologia do ALX, da sua quota no AMX, como será proprietário do que financiar para o KC-390. Embora possa haver resistência, por parte das empresas, em transferir tecnologia, não há fundamento legal para tal. Para comprovar a propriedade, pode-se observar que as empresas pagam royalties aos governos que as financiaram, quando da exportação para terceiros (a menos que os governos… Read more »

Robson Br

Já está parecendo o final dos subs, onde todos os defeitos do mundo recairam sobre os pobres scoorpenes. De sucata, preço alto e até tamanho das beliches criticaram. Depois do contrato assinado, nem tocaram mais no assunto.

Não acho legal o modo que este assunto está sendo colocado. O editorial não pode suplantar a liberdade. Os participantes da concorrência são Dassault, Saab e Boeing, portanto as individualidades deverão ser restritas aos fabricantes.

ZE

JÁ CONHECIA O ARTIGO.

ARTIGO EX-CE-LEN-TE.

TRATA-SE DE UM ARTIGO MADURO, EQUILIBRADO E COM PROFUNDIDADE.

casag

E “conveniente”. É português o site, né? Patrocinado?

andresvital

Faço minhas as suas palavras, Zé!!!
Sds a todos.

RodrigoMF

Justin a tecnologia pertence a empresa, não se iluda com o contrário. Ela só foi desenvolvida porque o Governo pagou, mas isto faz parte da troca. O Governo custeia o desenvolvimento, mas a propriedade intelectual é da empresa criadora. É uma troca, um contrato de serviço prestado, senão fosse assim as empresas seriam reféns das políticas dos governos. Este papo do Governo francês dar ordens sobre ToT para a Dassault, SNECMA e Thales é canto da sereia do Sarkozy para pegar os trouxas daqui. Neste ponto até agora só jogou limpo a Boeing, quando afirma que não fala pela GE,… Read more »

Justin Case

Rodrigo, pode até ser que seja assim em alguns casos, não posso garantir.
Tradicionalmente, os royalties sobre o projeto completo (aeronave) variam de 1 a 2%. Quando se referem à produção sob licença (equipamentos), variam de 8 a 10%. Quando foi tentada aquela venda de AMX-T para a Venezuela, creio que os dois Governos (Brasil e Itália) abdicaram dos seus direitos a royalties.
Abraço,

Justin

(Justin Case supports Rafale)

Francisco AMX

“Sem TODAS as tecnologias envolvidas, um caça é apenas uma plataforma voadora e o Brasil não precisa de quem o ensine a fazer plataformas voadoras. Nesse aspecto, o Brasil está bem e recomenda-se e estaria provavelmente em condições de ensinar os outros.” Como assim? a EMBRAER sabe fazer uma estrutura e fuselagem supersônica? tem sistemas e softwares de controle de vôo FBW e de missão? isso faz parte de um caça, sem isso ele não Vôa! Se a França não pode transferir tecnologia (eles não vão dar, vão vender!) muito menos a SAAB… e os USA? he he nem a… Read more »

carl94fn

Até ontem pensava que o governo de um país tinha controle sobre a tecnologia militar fabricada no seu país, tanto pra transferi como para vetar a transferência desta tecnologia. Isso mudou é? E, pra que existe contrato se qualquer governante frances amanhã pode muda as regras, ele pode, é? E se a escolha já foi feita então por que o governo já não o fez de uma fez, pra que precisaria da analises técnica tão seria? (sem falar que o governo pode escolher qualquer aparelho militar, sem te que explica nem um “a”) E o Chile é mesmo o detentor… Read more »

Paulo Renato

Tudo é tendencioso quando se fala do Rafale, impressionante.

Mas a máteria é excelente como disse o Zé no seu comentário.

Ainda pode rolar muita coisa nisso ainda.

Parabéns ao Blog pela informação

Abs.

carl94fn

Francisco AMX em 01 dez, 2009 às 22:38

Bem lembrado o Brasil não vai ganhar nada de ninguém e sim comprar!
sds

Colt

“Os norte-americanos também são normalmente muito mais precisos em suas afirmações sobre o que podem ceder, disponibilizar e autorizar e o que não podem.
Claro! Só autorizam o que o Congresso deles não proibir.
Assim é facil rss

Ivan

Chição, Tendencioso todos são, até nós mesmos. Este sítio português é velho conhecido e gosto muito de consultá-lo, apesar da dificuldade da lígua. He he he. Há neles reportagens muito interessantes, bem como relatório muito bem organizado de arnas e equipamentos militares, que serve de fonte de consulta de razoável consistência. Tendenciosos certamente por aguilo em que acreditam e não por pressão política ou econômica deste ou daquele país ou empresa. Quanto ao conteúdo do artigo á muito a se estudar. Concordo com seu ponto de vista, na questão que vc colocou abaixo: “Como assim? a EMBRAER sabe fazer uma… Read more »

Felipe Cps

Nada como se estar a um oceano de distância para se enxergar certas patifarias… 🙂

Thierry

O caça francês não é exatamente antiquado ou desadequado he he !I feel relieved,I thought they were going to write the Rafale is a piece of crap
SDS to everybody

Hornet

Chicão, “Artigo tendencioso, igual aos da imprensa daqui!” Mas é o mesmo da imprensa daqui, não reparou? Este artigo repete a mesma coisa que a Folha escreveu e que discutimos aqui dias atrás. Ou vc acha que o Areamilitar está fazendo a cobertura do FX2 e tem informações “novas” para analisar. É tudo baseado nas informações de jornais daqui (Jornais, Blogs etc.). O site português apenas leu a informação da Folha e formulou uma opinião a partir disso. Não fez mais nada que isso. aqui está, pra quem quiser relembrar, o artigo da Folha que o Blog publicou outro dia.… Read more »

Hornet

Chicão e Thierry,

é claro, o blog português apimentou a informação da Folha com sua opinião pessoal sobre o Rafale…que, pelo visto, acha que o Rafale é um “piece of crap”…ou quase isso….hehehehe

cada um tem um gosto, fazer o quê?

abração pros dois

Francoorp

Ma! como um que viv

Justin Case

Poggio, bom dia.

Tanto o ato decisório, como a assinatura e a responsabilidade cabem às pessoas e não às instituições.

Ocorre que, em países com um processo administrativo estável e consolidado, o assunto relevante já deverá ter sido completamente analisado/avaliado, a priori, pelas instâncias competentes (que têm a atribuição e o detêm o conhecimento para tal, nos vários níveis: técnico, operacional, estratégico, relações exteriores, etc.).

No final, tudo deveria ser realizado como previsto em tal “processo”, a decisão não seria uma “escolha”, mas um “Aprovo”.

Justin

(Justin Case supports Rafale)

Francoorp

Opa deu errado, peço desculpas. Como dizia antes, eu que vivo no exterior, sei que os pontos de vista de quem vê a coisa de fora é diferente de quem vive dentro. Ou seja um que está fora dos meios de propaganda interna, TV, jornais,revistas, ilusionistas, as coisas vistas de fora são mais claras pois a propaganda é ausente. Mas neste caso do FX2, creio que um voto de confiança da minha parte esta escolha política tenha, pois como dizem eles mesmo, “Nunca na historia deste país”, e estão certos, pois desde quando a democracia retornou em nosso país(1985), nenhum… Read more »

Francisco AMX

Poggio, e os comandantes da FAs, fizeram as vezes o quê quando compraram equipamento diretamente? sabemos de muitos casos em que o comandante determinou sozinho ou com sua “equipe”, e que não havia unanimidade dentro de própria força… será que isso acabou? Amigo, vemos isso em qualquer orgão, quantas vezes tu já deparou com uma viatura da polícia totalmente fora do contexto técnico que ela opera?! eu já ví isso na FAB tb! ontem mesmo cruzou a minha frente uma Mitsubihi L-200, que pelo que pude observar só anda dentro da cidade, tal o estado de conservação dela, transportando oficiais,… Read more »

flaviodepaula

Guilherme Poggio em 02 dez, 2009 às 9:12

Comentário excelente.

Ta certo que a lei diz que a decisão é do presidente….o problema, é que a lei ta “velha demais.”

Mas, nesse caso, nem sei se deixar na mão do congresso corrupto seria solução para democrácia….ai cada caça ia pular para no mínimo, 300 milhoes, rsrsrs…

Saudações

motta_eiras

Cada vez me convenso mais q a melhor opção é o Gripen onde chegou-se a falar em participação societária. Mais barato , mais aviões , TT, participação no desenvolvimento e participação societária. Fecha-se a equação.
Ivan, ainda chego lá.

Sds

rrdocosta

Todos temos nossas preferencias, mas a decisão final sobre a compra de determinado vetor, é do presidente da republica!

motta_eiras

Será mesmo q o Lula vai assumir esta responsabilidade sem o menor conhecimento de causa?
A decisão será dele pra não difundir um possivel esquema de corrupção pondo em duvida todos os envolvidos. Sendo esse só ele, não adianta corromper esse ou aquele. O relátório da Fab sai isento e ele pode dar uma “coladinha”.

Felipe Cps

Ah gente, por favor, é óbvio que a decisão TEM QUE SER DO LULA! E mais: pra que relatório da FAB? Ou vocês não sabiam que o Lula é o maior especialista em Engenharia Aerospacial do globo terrestre? E vocês não sabiam que Nelson Jobim é pseudônimo de Manfred Von Richthofen? O cara tem mais de 1.000 “kills” no currículo, pra que que ele vai querer ouvir o que os pilotos da FAB tem a dizer?

Abraço a todos. 🙂

LULA IMPERATOR ORBI!

Hornet

Poggio,

só pra lembrar o conteúdo da frase: será uma decisão política com base na decisão técnica.

A decisão do presidente só não seria democrática se ele não tivesse legitimidade por ocupar o cargo que ocupa. Mas não é o caso.

Então não sei do que vc está falando.

abraços

flaviodepaula

Caro Hornet,

Acredito que a decisão será baseada na escolha técnica caso o governo escolha o que a FAB escolher….Caso contrário, será puramente política.

Não tiro a razão de ser uma decisão do presidente, pois é o que manda a lei. Mas, acredito que a lei precise de reformulações, neste aspecto.

douglasfalcao

A FAB foi institucionalmente diminuida a um simples grupinho de técnicos em avionica, eletronica e mecanica que são mandados a emitir um relatoriozinho, diminuído não em tamanho, mas em importãncia…. pois a decisão final é do condutor que nos governa. É constrangedor viver nesse pais. Esse desprezo pelas intituições ao mesmo tempo em que se estimula o culto à personalidade, à figura do onipotente “pai dos pobres” é típico de governos de tendencia ditatorial, não importa se de esquerda ou direita. O arcabouço institucional não interessa muito a essa gente pois se não for submetido aos interesses da cúpula, acaba… Read more »

douglasfalcao

Em qualquer democracia o chefe do executivo é o chefe das FA. Daí a achar que o chefe do executivo vai impor às FA esse ou aquele eqpuipamento, com base unicamente em simpatias ideológicas é outra história. Se o presidente Obama e seu grupinho da Casa branca mandarem cancelar o projeto do F 35 antes da priemira unidade operacional por “razões politicas” no dia sdeguinte todo o estado maior entrega o cargo juntamente com os demais generais em posto de comando. Ia ser uma crise institucional grave. Mesmo racioncinio vale para qualquer assunto importante da politica nacional. São decisões que… Read more »

douglasfalcao

Alias, A recente decisão de Obama em enviar tropas ao Afeganistão, foi tomada após divulgação da posição das FA americanas que propunham a medida como estrategicamente correta, apesar da antipatia politica da Casa Branca. A decisão de Obama em acolher grande parte do pleito militar, impondo por outro lado uma data limite para retorno dos soldados, mostra como funciona uma democracia, Lá as decisões não se restringem ao que Obama “acha”, aqui, querem restringir o FX 2 ao “achismo” de Lulla e Dilma. “Achismo” que já nos levou ao constrangimento de apoiar internacionalmente um louco como o presidente do Irã,… Read more »

Thierry

William Poggio dans 02 dix ans, 2009 à 9:12 Allow me the right to say my outside point even if I am french and support the Rafale 1/ Lula decision is logical when considering partnership signed + France agreed to help you speed up the brazilian nuclear powered sub…would the USA have helped you in this matter? 2/ Sarkozy does exactly the same as Lula and show his decision veto when major nation interet strategic decisions are in question..No longer than yesterday French State refused a Toshiba bid to buy Areva TD on sale and selected a less intereting bid… Read more »

Thierry

democratoc and not democratric
Areva TD sale= 4,3 billion €(euros)…Toshiba was offering more and industrially was more interesting.Despite that, presidential veto choice for another solution.

Thierry

..;democratic!

Felipe Cps

Thierry em 02 dez, 2009 às 15:27: “1/ Lula decision is logical when considering partnership signed + France agreed to help you speed up the brazilian nuclear powered sub” Dude, now you´ve told me a damn thing, considering all the time I´ve been expecting that France would RECEIVE for building the first brazilian nuclear submarine hull! Now that you say that it will in fact be a “help”, and you should be better informed than all of us, there will be no cost at all! France is our bosom friend! Jesus bloody Christ, what a bargain!!! This Lula is a… Read more »

Felipe Cps

Thierry em 02 dez, 2009 às 15:27:

Oh dude, I forgot, France have assured at least 1/3 of the Gold Medals and 1/2 of the Silver Medals in Rio 2016 Olympics! Don´t worry about it, we brazilian have our ways to do so. We cannot denny anything to our best friends the french, those who will construct our nuclear submarine hull free of costs!

Greetings again 🙂

Thierry

Felipe, this nuclear powered sub is a complexity you can’t imagine
you shall have that in your dock yard in some years
http://www.corlobe.tk/IMG/jpg/VigilantSNLE.jpg

douglasfalcao

And what about the ex french colonies.. The Sarkosy politics to the region is damn good… what a developed view of the social problem in the ex colonies… simple way to deal with it:
support the dictatorship in the area… is what Sarkosy did.

Thierry, are you french??? why do you write in english?? Is because french becoming dead language and all frenchmen are now learned in other languages..??? I strongly support portuguese.. why dont you try it??? (sorry for the joke:)))))))

Mon français n’est pas si bonne, mais je la pratique aussi…

regards
Douglas

douglasfalcao

Casco de submarino nuclear….

Lendo isso meses após o anúncio parece até piada de portugues…

Pagaremos 19 bi de pedágio para os franceses nos darem um casco!!!!!
Posto que 4 subs convencionais, que nós poderiamos fabricar com a tecnologia alema aqui mesmo, e um estaleiro estão nesse acordo unicamente como forma de remuneração indireta (de todo o tipo) pelo “favor” do casco…

acho um absurdo.

Thierry

Douglas,
OK je vais parler en français;c’est quoi cette histoire idiote de mélanger ce choix FX2 et là me parler de ..Guyanne, Martinique,Guadeloupe??je ne vois pas le rapport du tout:supporter la dictature ?! s’ils veulent quitter la France,ils sont libres,mais apparemment il n’y a aucune majorité pour …pourquoi?!
Suis pas venu ici pour parler de politique mais comme certains en parlent,suis bien obligé de repondre
Salut à toi

Felipe Cps

douglasfalcao em 02 dez, 2009 às 16:34:

Douglão, num é “favor”, é “ajuda” (help)…

Q barganha cara, segundo Thierry, ganhamos um casco de submarino nuclear “de grátis”, “no Vascão”! 🙂

Abs.

Hornet

Poggio, acho que aí é entrar numa área que não é bem a do blog: discutir questões referentes aos processos políticos e democráticos em curso no mundo todo. Essa é uma discussão que eu topo fazer se vc quiser, mas temos que partir de conceitos precisos: a começar pelo que vc entende por democracia, por “maduro”, etc. De qualquer modo, como esse assunto todo que o blog resolveu discutir nos últimos dias tem uma origem muito clara: a decisão (errada ao meu ver) do governo anunciar publicamente sua preferência e anunciar no 7 de setembro essa preferência da forma como… Read more »

Hornet

continuando… Aqui vão uns trechos do “bate papo” com a Eliane (e o link com o bate papo todo, que eu recomendo para todos lerem, é no mínimo interessante, segue no final): “(05:44:49) jmgarcia fala para eliane cantanhede: Eliane, quem é ligado a area de defesa já antecipava a preferencia pelo Rafale. Mas setores da FAB defendem o F-18. Não seria melhor esperar o resultado da análise da FAB? (05:46:42) eliane cantanhede: jmgarcia: o erro básico dessa história toda foi esse, o de by passar todo o trabalho de um ano e meio da FAB e anunciar a decisão sem… Read more »

Hornet

Poggio, pois é, mas são coisas que precisam ser balanceadas e não se focar apenas nisso senão ficaremos numa discussão deslocada. Eu, pra falar a verdade, acho que o FX2 foi muito bem conduzido. Houve um grande equívoco (oui erro, ou chame como vc desejar) apenas: essa declaração conjunta entre o Lula e o Sarkozy no dia 7 de setembro. Eu já disse isso ao Thierry e ele concorda também. Mesmo para quem torce ou deseja o Rafale, isso foi um erro monstruoso. No entanto, acho que houve uma certa habilidade e uma certa agilidade política do Jobim (por incrível… Read more »

Hornet

Poggio, pois é, mas são coisas que precisam ser balanceadas e não se focar apenas nisso senão ficaremos numa discussão deslocada. Eu, pra falar a verdade, acho que o FX2 foi muito bem conduzido de um modo geral. Houve um grande equívoco (ou erro, ou chame como vc desejar) é verdade: essa declaração conjunta entre o Lula e o Sarkozy no dia 7 de setembro. Eu já disse isso ao Thierry e ele concorda também. Mesmo para quem torce pelo Rafale, isso foi um erro monstruoso. No entanto, acho que houve uma certa habilidade e uma certa agilidade política do… Read more »

Hornet

ops! posts repetidos. desculpem por isso…travou o “enter” aqui..

casag

Hornet,

De todos os “falou tudo” estes seus dois últimos foram dos melhores…hehe.

Além do que, o erro ‘monstruoso’ do Lula fez os outros concorrentes se mexerem e apresentarem melhorias nas propostas que por sua vez pressionou os franceses…

Este Lula é uma raposa! Tanto que acha ótimo acharem que êle é bobo… hehe.

casag

Democracia madura com 25 anos incompletos? Acho que é pedir um pouco demais…

Além do que estamos nos saindo muito bem, para, infelizmente, desgosto de alguns.

Só para comparar, EUA, França, Inglaterra, por exemplo, são democracias a 200 anos e ainda dão mancadas.

luciano30

resumindo a matéria;se o Brasil fechar com a França,o Brasil vai pagar caro e não vai levar muita coisa de tecnologia(como queria levar tudo em tecnologia,vai ficar chupando o dedo!),o que tem de garantido mesmo em relação a França é só a dor de cabeça que terá(novamente)em transferencia de tecnologia,afinal a compra dos caças não são somente reequipar a força aérea,mais tbm evoluir tecnológicamente as industrias aéronautica brasileira para produção nacional de um caça brasileiro!,pelo visto como foi colocado na materia,nem Lula sabe o que esta comprando e nem Sarkozy sabe o que esta prometendo e vendendo,corremos o risco real… Read more »

Reportagens especiais

Na década de 80, o jato binacional AMX era destaque nas revistas aeronáuticas

O avião de ataque AMX, projeto ítalo-brasileiro produzido pelas empresas Aeritalia, Aermacchi e Embraer foi muito badalado pelas revistas...
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