segunda-feira, abril 12, 2021

Gripen para o Brasil

AIM-9X confirmado para os F-15 sauditas

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

f-15-saudi-arabia-refuel

Em acordo realizado entre o governo dos EUA e o Reino da Arábia Saudita, esta última receberá mísseis Raytheon AIM-9X para seus caças F-15 (vistos na foto acima, de site não-oficial da aeronave, realizando reabastecimento em voo). Com o acordo, os sauditas tornam-se os décimos usuários deste míssil infravermelho ar-ar de nova geração, já empregado / encomendado pela Austrália, Dinamarca, Finlândia, Polônia, Singapura, Coreia do Sul, Suíça e Turquia, além dos Estados Unidos.

A quantidade de mísseis a serem fornecidos, que compreenderá versões de treinamento e operacionais, não foi divulgada, assim como o valor do contrato. Mas especulava-se até pouco tempo atrás em 250 unidades de emprego operacional e quase 100 de treinamento, a um custo total de 164 milhões de dólares (clique aqui para acessar matéria anterior do Blog do Poder Aéreo a respeito). Segundo a Raytheon, mais de 3.000 unidades de AIM-9X Block I já foram entregues, e o cronograma está adiantado. aim9x-foto-raytheon

O AIM-9X, que entrou em serviço na USAF no final de 2003, possui um buscador infravermelho FPA (“focal plane array”) com capacidade “off-boresight”. Além disso, é compatível com capacetes JHMS e tem manobrabilidade melhorada em relação a versões anteriores, graças ao empuxo vetorado nos três eixos.

Fonte e foto de baixo: Raytheon

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Francisco AMX

Este, talvez, se compare ao R-73….

Rodrigo

será que para vencer o fx2 os eua liberam esse míssil para o Brasil?
parece que a fab tbm quer o AIM-120D.

Francisco AMX

25 anos depois…. 🙂

Se os USA estão a frente no “quesito” stealth, os russos estavam anos luz nos mísseis, de todos os tipos, mas principalmente nos AA, com a introdução de tecnologias que só “hoje” o ocidente começa a operar… mas tenho quase certeza que poucos esquadrôes russos tinham os R-73 e 77 em meados e final dos anos 80, porém, certamente passaram a década de 90 até hoje com os melhores AA do mundo… parece que com a introdução do AMRAM e agora com o AIM-9x as coisas começam a emparelhar…penso eu!

Patriota

Rodrigo

Eu siceramente não acredito que isto aconteça ,como vc pode observar
os americanos estão oferecendo o F-18 sem liberação de codigo fonte
e garantia de armamento sofisticado porem se o Gripen ou o Rafaele ganharem teremos abertura de codigos fonte e poderiamos negociar
com os russos a compra de alguns R-73.

SAUDAÇÕES

Lecen

Seria espetacular a compra do F-18 e um acordo para a compra posterior de F-15 Silent Eagle para o Brasil.

Rodrigo

é mesmo, por isso a abertura do código fonte é vital no fx2 sinceramente acho que a saab deve estar mais disposta a liberar os códigos ao brasil.

Rodrigo

Brasil*

Edmar

Certamente o melhor caça para o Brasil ou é o “SAAB GRIPEN NG” ou o “DASSAULT RAFALE F-3”.

Esses 2 aviões, além de serem um projeto mais novo, eles são mais rápidos, mais leves e terão maior transferencia de tecnologia para o Brasil.

O caça “BOEING F/A-18 SUPER HORNET”, é um avião um pouco mais velho, e daqui alguns anos, os Americanos vão abandonar seu projeto, pois eles serão substituidos pelos “F-35”. Além de que, os Americanos não vão transferir o código fonte para o Brasil, e isso não interessa a FAB.

Rodrigo

os f-35 ficaram no lugar dos hornets c/d e não dos super hornets.

Nelson Lima

Silent Eagle pro Brasil com esse oroçamento da FAB?Para de viajar,pessoal!

Nelson Lima

Horrorçamento!

Mauricio R.

“Este, talvez, se compare ao R-73….”

São amplamanete superiores.

Edmar

Na Verdade 80% do Brasil e uns 90% da FAB neste momento preferem o “SAAB GRIPEN NG” ou o “DASSAULT RAFALE F-3”.

O “BOEING F/A-18 SUPER HORNET” não é bem aceito aqui.

Os Americanos vão vetar a transferencia de tecnologia, e para o Brasil, isso não é bom.

Mauricio R.

“…os russos estavam anos luz nos mísseis, de todos os tipos, mas principalmente nos AA, com a introdução de tecnologias que só “hoje” o ocidente começa a operar… mas tenho quase…”

AIM-9X; AIM-132; Python e Iris-T são amplamente superiores ao R-73.

O AIM-120 tb já “embolsou” o R-77, tem uns 10 anos.

Mauricio R.

“Os Americanos vão vetar a transferencia de tecnologia, e para o Brasil, isso não é bom.”

A França tb vetou, o radar RBE-2 no Gripen NG.

Bosco

Francisco, o mérito do R-73 foi introduzir um novo conceito com o empuxo vetorado e o “capacete com visor”, que escravizava o sensor do míssil permitindo altos ângulos de disparo. Mas no conjunto (motor foguete, sensor, auto-piloto, capacidade de processamento, ogiva, espoleta, etc) o Sidewinder AIM-9M era superior e estava anos luz à frente do míssil russo. O ocidente em geral e os EUA em particular nunca invejaram a confiabilidade, desempenho ou a tecnologia implícita do R-73 e sim a sua simplicidade e o seu conceito inovador. Quanto aos mísseis BVR vocë está enganado e quem saiu na frente na… Read more »

Bosco

Vale salientar que se os mísseis ar-ar para combate de curto alcance já estão na quinta geração, os de combate além do alcance visual se encotram apenas na segunda geração, tendo a primeira sido composta pelos mísseis com sistema de radar semi-ativo e a segunda com sistema de radar ativo. Com a chegada do Meteor e do Amraam C-7 pode-se dizer que os mísseis BVR entraram na “terceira geração”, principalmente devido a sua capacidade de operar em rede (data-link de duas vias, etc.) A quarta geração dos mísseis BVR provavelmente contará com um sistema de orientação terminal duplo (radar e… Read more »

Cinquini

E os raios minituarizantes? rsss

Mauro e Bosco, comentários perfeitos!

Abraços

Bosco

Voltei! Sem querer criar polêmica~, mas eu não acho muito correto o conceito de que haja 5 gerações para os mísseis de combate WVR. Na minha opinião deveriam ser somente 4. A primeira para os mísseis que só engajavam no hemisfério traseiro do caça, necessitando que o oponente ficasse na posição de 6 horas. OBS: nãoo vejo diferença entre a primeira e a segunda a ponto de serem gerações diversas. A segunda geração seria dos mísseis com capacidade “all aspect”, com capacidade de engajar o alvo em qualquer posição. A terceira seria a dos mísseis com hiperagilidade e capacidade “high… Read more »

Adler Medrado

Essas pessoas que falam sobre silent eagle pro Brasil estão de sacanagem, né????

Francisco AMX

Bosco, sabe que te respeito muito, e leio com atençaõ seus post, que normalmente são bem completos e racionais! De fato o R-77 “apareceu” para o ocidente em 1992, mas ele era, muito antes, conhecido dos americanos, e na verdade seu projeto é mais antigo que o AMRAM, mas a Russia, como de costume, demora mais a engrenar as coisas… parece que o Brasil pegou esta doutrina :)…. mas o AMRAM, que eu saiba foi usado no final de 1991..ou to errado, e foi desenvolvido a partir de meados dos anos 80… não comparei efetividade dos mísseis, falei mais no… Read more »

Rodrigo Rauta

Olha, misseis a parte, eu não ficaria nada triste se sobrassem por aqui umas 2 duzias do F-15K (nem faço questão dos SE)…e por mim poderiam vir com AIM-9x, Phyton 5 , meteor, iris -t , R-73, piranha 2, Mica IR ou EM…realmente..eu não ia ficar triste…so acordar um pouco dolorido depois de cair da cama…eheheheh!
Abraços a todos

P.s: Bosco, belíssimo texto ( o primeiro sobre os misseis)!

Bosco

Francisco, o respeito é mútuo. Acho então que não estamos discordantes. Realmente não posso afirmar quem começou a desenvolver o conceito primeiro em relação aos BVR radar ativo, mas com certeza quem operou primeiro foram os americanos. Sem contar o AIM-54 Phoenix. Também não considero os mísseis ocidentais superiores mas sim formulados para preencherem os requisitos de uma doutrina específica, assim como os mísseis russos. Sei da robustez do equipamento russo e não usei o termo “pouco confiável” e sim “menos confiável” me referindo ao R-77. Um grande abraço meu caro. Cinquini e Rodrigo, obrigado e um abraço pra vocês… Read more »

Virtualxi

E para o Brasil…. Oferecem o F-18 mas até agora não ouvi falar de armamentos e no estado da arte. Lembrando que o SU-35, além de humilhar o F-18 a qualquer hora e tempo, já vem equipado com armas no estado da arte.

Agora, muito mais um ar-ar israelense do que esse AIM-9X.

Dom Ron

Cuidado ao falar “anos-luz”, pois o mesmo é usado para medir distância e não tempo! 😀

Abs a todos!
OBS: Excelentes comentários!

Bosco

Em termos de performance o Su-35 tem que ser comparado ao F-15 e ao F-22, não cabendo comparaçâo com o F-18.
Apesar de ser bimotor o F-18 é um caça “médio” e está mais para o Mig-29/35

Bosco

O Python V é um excelente míssil de quinta geração mas o AIM-9X e o ASRAAM possuem um diferencial que é o volume compacto, já pensados para operarem a partir de compartimentos internos de armas dos caças de quinta geração. Além do mais, devido as suas dimensões reduzidas eles influenciam pouco no arrasto e no aumento da RCS de um caça quando levado externamente. Em contra partida eles possuem uma degradação maior da manobrabilidade quando o combustível acaba e a velocidade decai já que suas aletas são reduzidas. Fato que nunca foi de relevância devido ao alcance típico dos combates… Read more »

Francisco AMX

Este, talvez, se compare ao R-73….

Rodrigo

será que para vencer o fx2 os eua liberam esse míssil para o Brasil?
parece que a fab tbm quer o AIM-120D.

Francisco AMX

25 anos depois…. 🙂

Se os USA estão a frente no “quesito” stealth, os russos estavam anos luz nos mísseis, de todos os tipos, mas principalmente nos AA, com a introdução de tecnologias que só “hoje” o ocidente começa a operar… mas tenho quase certeza que poucos esquadrôes russos tinham os R-73 e 77 em meados e final dos anos 80, porém, certamente passaram a década de 90 até hoje com os melhores AA do mundo… parece que com a introdução do AMRAM e agora com o AIM-9x as coisas começam a emparelhar…penso eu!

Patriota

Rodrigo

Eu siceramente não acredito que isto aconteça ,como vc pode observar
os americanos estão oferecendo o F-18 sem liberação de codigo fonte
e garantia de armamento sofisticado porem se o Gripen ou o Rafaele ganharem teremos abertura de codigos fonte e poderiamos negociar
com os russos a compra de alguns R-73.

SAUDAÇÕES

Lecen

Seria espetacular a compra do F-18 e um acordo para a compra posterior de F-15 Silent Eagle para o Brasil.

Rodrigo

é mesmo, por isso a abertura do código fonte é vital no fx2 sinceramente acho que a saab deve estar mais disposta a liberar os códigos ao brasil.

Rodrigo

Brasil*

Edmar

Certamente o melhor caça para o Brasil ou é o “SAAB GRIPEN NG” ou o “DASSAULT RAFALE F-3”.

Esses 2 aviões, além de serem um projeto mais novo, eles são mais rápidos, mais leves e terão maior transferencia de tecnologia para o Brasil.

O caça “BOEING F/A-18 SUPER HORNET”, é um avião um pouco mais velho, e daqui alguns anos, os Americanos vão abandonar seu projeto, pois eles serão substituidos pelos “F-35”. Além de que, os Americanos não vão transferir o código fonte para o Brasil, e isso não interessa a FAB.

Rodrigo

os f-35 ficaram no lugar dos hornets c/d e não dos super hornets.

Nelson Lima

Silent Eagle pro Brasil com esse oroçamento da FAB?Para de viajar,pessoal!

Nelson Lima

Horrorçamento!

Mauricio R.

“Este, talvez, se compare ao R-73….”

São amplamanete superiores.

Edmar

Na Verdade 80% do Brasil e uns 90% da FAB neste momento preferem o “SAAB GRIPEN NG” ou o “DASSAULT RAFALE F-3”.

O “BOEING F/A-18 SUPER HORNET” não é bem aceito aqui.

Os Americanos vão vetar a transferencia de tecnologia, e para o Brasil, isso não é bom.

Mauricio R.

“…os russos estavam anos luz nos mísseis, de todos os tipos, mas principalmente nos AA, com a introdução de tecnologias que só “hoje” o ocidente começa a operar… mas tenho quase…”

AIM-9X; AIM-132; Python e Iris-T são amplamente superiores ao R-73.

O AIM-120 tb já “embolsou” o R-77, tem uns 10 anos.

Mauricio R.

“Os Americanos vão vetar a transferencia de tecnologia, e para o Brasil, isso não é bom.”

A França tb vetou, o radar RBE-2 no Gripen NG.

Bosco

Francisco, o mérito do R-73 foi introduzir um novo conceito com o empuxo vetorado e o “capacete com visor”, que escravizava o sensor do míssil permitindo altos ângulos de disparo. Mas no conjunto (motor foguete, sensor, auto-piloto, capacidade de processamento, ogiva, espoleta, etc) o Sidewinder AIM-9M era superior e estava anos luz à frente do míssil russo. O ocidente em geral e os EUA em particular nunca invejaram a confiabilidade, desempenho ou a tecnologia implícita do R-73 e sim a sua simplicidade e o seu conceito inovador. Quanto aos mísseis BVR vocë está enganado e quem saiu na frente na… Read more »

Bosco

Vale salientar que se os mísseis ar-ar para combate de curto alcance já estão na quinta geração, os de combate além do alcance visual se encotram apenas na segunda geração, tendo a primeira sido composta pelos mísseis com sistema de radar semi-ativo e a segunda com sistema de radar ativo. Com a chegada do Meteor e do Amraam C-7 pode-se dizer que os mísseis BVR entraram na “terceira geração”, principalmente devido a sua capacidade de operar em rede (data-link de duas vias, etc.) A quarta geração dos mísseis BVR provavelmente contará com um sistema de orientação terminal duplo (radar e… Read more »

Cinquini

E os raios minituarizantes? rsss

Mauro e Bosco, comentários perfeitos!

Abraços

Bosco

Voltei! Sem querer criar polêmica~, mas eu não acho muito correto o conceito de que haja 5 gerações para os mísseis de combate WVR. Na minha opinião deveriam ser somente 4. A primeira para os mísseis que só engajavam no hemisfério traseiro do caça, necessitando que o oponente ficasse na posição de 6 horas. OBS: nãoo vejo diferença entre a primeira e a segunda a ponto de serem gerações diversas. A segunda geração seria dos mísseis com capacidade “all aspect”, com capacidade de engajar o alvo em qualquer posição. A terceira seria a dos mísseis com hiperagilidade e capacidade “high… Read more »

Adler Medrado

Essas pessoas que falam sobre silent eagle pro Brasil estão de sacanagem, né????

Francisco AMX

Bosco, sabe que te respeito muito, e leio com atençaõ seus post, que normalmente são bem completos e racionais! De fato o R-77 “apareceu” para o ocidente em 1992, mas ele era, muito antes, conhecido dos americanos, e na verdade seu projeto é mais antigo que o AMRAM, mas a Russia, como de costume, demora mais a engrenar as coisas… parece que o Brasil pegou esta doutrina :)…. mas o AMRAM, que eu saiba foi usado no final de 1991..ou to errado, e foi desenvolvido a partir de meados dos anos 80… não comparei efetividade dos mísseis, falei mais no… Read more »

Rodrigo Rauta

Olha, misseis a parte, eu não ficaria nada triste se sobrassem por aqui umas 2 duzias do F-15K (nem faço questão dos SE)…e por mim poderiam vir com AIM-9x, Phyton 5 , meteor, iris -t , R-73, piranha 2, Mica IR ou EM…realmente..eu não ia ficar triste…so acordar um pouco dolorido depois de cair da cama…eheheheh!
Abraços a todos

P.s: Bosco, belíssimo texto ( o primeiro sobre os misseis)!

Bosco

Francisco, o respeito é mútuo. Acho então que não estamos discordantes. Realmente não posso afirmar quem começou a desenvolver o conceito primeiro em relação aos BVR radar ativo, mas com certeza quem operou primeiro foram os americanos. Sem contar o AIM-54 Phoenix. Também não considero os mísseis ocidentais superiores mas sim formulados para preencherem os requisitos de uma doutrina específica, assim como os mísseis russos. Sei da robustez do equipamento russo e não usei o termo “pouco confiável” e sim “menos confiável” me referindo ao R-77. Um grande abraço meu caro. Cinquini e Rodrigo, obrigado e um abraço pra vocês… Read more »

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