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A FAB, o Pentágono e o bastidor do projeto FX2

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Marcelo Ambrosio – JORNAL DO BRASIL

Em uma segunda tentativa, o chamado projeto FX-2 demodernização da FAB caminha para uma conclusão com apenas três caças. Na concorrência anterior, no governo FH, eram cinco numa negociação na qual o poderio militar e estratégico tinha tanto peso quanto o offset, a contrapartida comercial. Para quem não sabe, em licitações dessa monta, US$ 2,5 bilhões, por alto, quem adquire o bem só o faz se o vendedor gastar o equivalente em mercadorias do país.

Comentei outro dia em um artigo que o favorito dos pilotos era o russo Sukhoi 35, dada a sua capacidade de manobra e enorme autonomia. Os jaguares de Anápolis também admiravam o pequeno Gripen, sueco, por sua maleabilidade, mas torciam o nariz pelo reduzido alcance de vôo, que os obrigaria a abastecer em vôo duas vezes caso tivessem de interceptar um intruso na fronteira com a Venezuela. Os Mirage 2000 traziam seu favoritismo baseado na longa experiência dos caçadores com esse tipo de aeronave. Com menos chances, vinham o F-16 americano e o Mig-29 russo. Como alternativa barata, corriam por fora os Kfir israelenses, espécie de Mirage genérico. De segunda mão, saiam pela bagatela de US$ 1 milhão por mês em leasing.

Lembro que, na época, o Brasil não obteve do governo americano as condições que desejava para o F-16. Queria um pacote que deixasse o país no nível do Chile, cujas esquadrilhas têm radares de longa distância e mísseis ar-ar. O Pentágono até poderia ceder o radar, mas para o armamento exigia que os foguetes ficassem sob sua guarda, como faz com a Tailândia. Para o governo, não era atraente, tanto que enquanto as negociações corriam, técnicos desenvolviam em Israel um tipo de chip barato, não reutilizável, capaz de transformar um foguete cego em um míssil inteligente, controlado pelo radar. Uma idéia genial.

Na atual concorrência, essa despesa pode ser desnecessária. Os três jatos qualificados são o Gripen, o Rafale (surpresa, por ser mais caro) e o F/A-18E/F Super Hornet. No artigo que fiz comentava da aposta da Boeing, que além de ter enviado representantes do programa há mais de um ano a Brasília – um deles eu conheci – montou uma operação sob medida para a FAB, inclusive com o deslocamento de uma engenheira brasileira, Márcia Costley, para aproximar o jato ao máximo da cultura e das exigências dos Jaguares da 1ª Ala de Defesa Aérea. Ao contrário do que houve na primeira licitação, dessa vez as portas estão abertas.

Em um dos últimos atos – pelo menos esse foi sensato – da administração Bush na área de Defesa, os EUA aprovaram a transferência completa, de 100%, de toda a tecnologia embarcada nessa aeronave, muito utilizada pela aviação naval dos EUA. Isso significa que os militares terão os radares que permitirão trazer o Brasil para um status de potência regional equivalente à sua dimensão política e estratégica – hoje somos a quarta força do continente, atrás de Venezuela, Chile e Peru. Não só saberão como operar, mas terão acesso aos secretíssimos softwares que os controlam. As conversas são em nível tal que o interlocutor americano na atual fase da concorrência é uma das mais altas patentes à frente do Pentágono. A crença é que esse status continue assim com Barack Obama no Salão Oval.

Os concorrentes, claro, não estão quietos. Esta semana, pelo menos três lobistas de altíssimo quilate circulavam pela capital federal. E lembro que o fabricante do Gripen acenou com um modelo especial para o Brasil com maior autonomia de vôo. Para os russos, que ficaram de fora, a sensação é a de que o jogo está definido a favor dos americanos. O sinal disso, garantem, foi a inédita operação de troca de reais por dólares fechada pelo Federal Reserve com o Banco Central daqui na semana passada, um mimo para adoçar a boca. Já analistas dos EUA acreditam que a Rússia perdeu o negócio pela rapidez com que equipou a força aérea de Hugo Chávez com os Sukhoi. A operação desestabilizou mais o balanço estratégico na América do Sul, fator que agora pesa nosso favor.

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Tiago Jeronimo
Tiago Jeronimo
11 anos atrás

“Comentei outro dia em um artigo que o favorito dos pilotos era o russo Sukhoi 35, dada a sua capacidade de manobra e enorme autonomia.”

Mentira, o Sukhoi nunca foi o preferido dos pilotos.

“Para o governo, não era atraente, tanto que enquanto as negociações corriam, técnicos desenvolviam em Israel um tipo de chip barato, não reutilizável, capaz de transformar um foguete cego em um míssil inteligente, controlado pelo radar. Uma idéia genial.”

Eim foguete? Chip? Viajou na maionese?

tomas
tomas
11 anos atrás

Os EUA jamais deixariam a “menina dos olhos” da América do Sul pender para a uma eventual influência da Rússia. Como já tinha dito antes, o Pentágono abriu a porteira para o Brasil e está tratando o assunto com o devido cuidado estratégico. Afinal, o Brasil hoje é 4º detentor de títulos do tesouro americano, o que já é motivo mais que suficiente para obter créditos susbtanciais perante o Governo dos EUA, tranformando-o num parceiro de peso com uma liderança geopolítica no continente e no mundo. Agora, basta saber aproveitar estes dividendos para reaparelhar a FAB com um vetor de… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Galante,
não entendi o texto não, principalmente a parte relativa aos foguetes que se tornam guiados com um chip mágico.

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Não quero desmerecer o aspecto de lobbys, que acontecem mesmo, e demais pressões políticas, que também acontecem a toda hora em casos como o FX-2. Mas os argumentos do jornalista variou de offsets e “gosto” pessoal dos pilotos da FAB no caso do FX (o primeiro) para argumentos de geopolítica para o FX-2 de uma maneira muito rápida, e um tanto quanto inexplicável (de uma hora para outra, a opinião dos pilotos e a questão dos offsets deixaram de ser importantes e passou a valer as questões geopolíticas) Faltou as devidas mediações para as variações dos argumentos. Ou seja, faltou… Read more »

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Chip Mágico!rs.rs.rs. Boa Bosco!…

também não entendi isso aí, não…

abraços

Baschera
Baschera
11 anos atrás

O jornalista cara-pálida teve ter confundido.
Ao mencionar trasformar “foguete cego em míssil inteligente”, deve querer estar descrevendo, por exemplo, o sistema “Lizard” , onde uma bomba “burra”, de queda livre, se transforma em um sistema “inteligente” a partir da incorporação de uma célula que acompanha o laser apontado para o alvo. O conjunto é dirigido para realizar uma espécie de vôo planado por meio de pequenas asas móveis.

Sds.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Ah! Quem escreveu o artigo não foi o Galante não. foi o “famoso” Marcelo Ambrósio do JB. Ele deve ser da equipe de alta costura, culinária exótica, etiqueta e afins e foi escalado pra fazer um artigo sobre caças. Coisas do jornalismo. Mais uns dois artigos e ele já vai dar palestra em congresso como “especialista”.

Galante
Galante
11 anos atrás

Esse artigo é mais uma das pérolas da grande imprensa. Foguete e chip mágico é café pequeno diante de outras besteiras que escrevem por aí. O lance é filtrar o lixo e tirar algo que se aproveite.

Lecen
Lecen
11 anos atrás

É muito bom saber que os norte-americanos estão voltando a ver o Brasil como o grande aliado na região que sempre foi.

A pergunta é: o mundo inteiro está partindo para a quinta geração. E nós?

Cadê o PAK FA? O Brasil está ou não nele? Por que silenciaram as informações a respeito?

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Baschera,
se sabe que é isso mesmo!
A anta, ou melhor, o jornalista deve estar se referindo a um kit de orientação para bombas burras. Que nem foram os Israelenses que inventaram, diga-se de passagem.
Ele misturou chip com kit. E com certeza deve chamar “urubu” de “meu loro”.

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Pois é, eu sempre falo que misturar jornalismo com alcool nunca dá certo…rs.

Urubu vira meu loro, e Jesus vira Genésio….

abraços

Bosco
Bosco
11 anos atrás

O melhor foi: “chip não reutilizável”.
Será que ele acha que tem chip reutilizável e que depois que um alvo é atingido por uma bomba guiada desce uma turma de helicóptero e faz um pente fino no local para recuperar componentes eletrônicos reutilizáveis?
Nem na FAB onde os recursos são meio escassos se faz isso.kkkk..

Baschera
Baschera
11 anos atrás

Caros Bosco e Hornet…

Hahahahahaha….. kkkkkkkkkk….
Esta do chip me passou batido…. o cara-pálida confundiu “chip” com “camisinha” que também não é reutilizável…..
Sds.

Nunão
Nunão
11 anos atrás

Gostei da definição do Kfir como “Mirage Genérico”, hehehehe. De toda a novela do FX “versão 1”, a melhor notícia foi não terem vindo os Kfir como “gap fillers”. Melhor ainda, na minha opinião, se não tivessem vindo os F-2000 também, mas isso já é uma outra história.

Realmente, tem que filtrar bastante essa matéria. Apesar de mais extensa, o que também significa mais propensa a publicar barbaridades, tá quase pau-a-pau com a ressurreição dos “Phantom” de pouco tempo atrás: http://www.aereo.jor.br/?p=1279

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Ah! O Phantom F-5 do danoninho, inesquecível…imaginem um Phantom F-5 armado com um chip reciclável, hein? Aí sim esse FX-2 ia decolar…

abraços

andre
andre
11 anos atrás

Muitos não gostam do Chaves, eu adoro hehe

Sem duvida vamos comprar um avião ultrapassado, o ideal, seria um F35. Se nos estivermos com sorte o chaves se perpetua no poder,e continuando a sua escalada artmamentista, nos poderemos tirar proveito, comprando os f 18 agora e mais tarde o
F 35.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Quando a FAB finalmente escolher o Phantom como sendo o vencedor do programa F-X2 ele será armado com os poderosos foguetes com chips não reutilizáveis de procedência israelense, que transformam foguetes cegos em mísseis inteligentes. Isto vai encarecer um pouco o programa como um todo porque antes usávamos em nossos foguetes, chips reutilizáveis fabricados pelas ORGANIZAÇÕES TABAJARA. Os indefectíveis CHIPS NÃO REUTILIZÁVEIS PARA FOGUETES CEGOS VIRAREM MÍSSEIS INTELIGENTES, também conhecidos no jargão militar como os temíveis “chips mágicos TABAJARA”.
Tremei Chaves e seus Su30!
rsrs………..

Nunão
Nunão
11 anos atrás

Eu acho que o autor da matéria quando escreveu “foguete cego”, estava se referindo a mísseis ar-ar. Mas por causa da preocupação de não repetir palavras, resolveu trocar míssil por foguete. E pior, devia estar comendo batatinhas chips enquanto escrevia, aí a matéria desandou de vez. Mas enfim, creio que ele se refere a mísseis ar-ar, dado que o parágrafo é uma comparação com o caso chileno. Mas tem que fazer um grande exercício de análise para entender detalhes da matéria. Em compensação, o tom geral do artigo é bem mais fácil de se entendet: trata-se de uma análise comparativa… Read more »

Hornet
Hornet
11 anos atrás

É isso, Nunão…o artigo trata disso, do “antes” e do “depois”, e tenta comparar os momentos…o problema é que os argumentos (ou o enfoque, se preferir) mudam de um caso para o outro…não digo que a situação que tenha mudado (e mudou mesmo), mas sim os argumentos do autor…só por isso, a análise comparativa vai para as cucuias, pois só se pode comparar coisas comparáveis…não tem como comparar um elefante com um abridor de latas… O correto seria o autor do texto ter comparado, ponto a ponto, as duas situações: o que os pilotos da FAB acham dos aviões do… Read more »

Vassily Zaitsev
Vassily Zaitsev
11 anos atrás

Como éque é???????????? ” chip barato, não reutilizável, para transformar foguetes cegos em mísseis inteligentes guiados pelo radar????????????????????? nunca ouvi tamanha baboseira; e olha que ouço muitas, inclusive as minhas. A Lizard não seria, pois não usa o radar para guiar até o alvo, e sim um feixe de laser.

F-5 Phanton, F-14 Hornet,kkkkkkkkkkkkkkkkkk…………….. sei não, acho que esse “jornalista” é bolivariano……………

Olha o danoninho de volta no blog.

WOLFPACK
WOLFPACK
11 anos atrás

O texto não é brilhante, porém acena com algumas verdades. A rápida aproximação Rússia Venezuela desestabilizou em parte a região, além do mais a Revolução Bolivariana dos Índios do Altiplano está em curso e chega até nós através de Bolívia, Equador e Paraguai. Não chega a causar uma febre, mas várias picadas de mosquito incomodam. O Governo Chileno é aliado Americano, assim como o Governo Colombiano e me parece o atual governo do Peru (embora utilize equipamentos Russos). Não seria bom para Washington ver aeronaves Russas e uma mudança de doutrina nas FFAA Brasileiras, afinal o Brasil sempre está envolvido… Read more »

Nelson Lima
Nelson Lima
11 anos atrás

Qulaquer um de nós pode escrever no lugar desses jornalistas de defesa de meia-tigela

Junior
Junior
11 anos atrás

Ei pessoal… vcs ficam falando do “chip nao reutilizável” e não perceberam que os pilotos da FAB gostaram do Gripen porque ele é mais “maleável”, segundo o jornalista!!

Storm
11 anos atrás

Bem lembrado Junior, e aliais o termo “maleável” é estranho seria o caça sueco fabricado com um algodão puríssimo dos Alpes 100% fofinho macio e altamente maleável? Mas o pessoal também esqueceu de comentar outra do tal “Cara Pálida” a de que a Saab estaria disposta a oferecer a FAB uma versão “especial” do Gripen NG com ainda mais capacidade de combustível, Me digam como isso? Se no NG essa já foi aumentada ao máximo, só se aumentarem o avião (superfície alar). ou então colocarem um “engate” na rabeta do Gripem para ele poder levar uma “carretinha” com um tanque… Read more »

Edilson
Edilson
11 anos atrás

e eu que reclamei da Eliane cantanhêde…

Rodrigo
Rodrigo
11 anos atrás

Olha! Isso tudo é tão ridículo que não merece ser comentado. O cara que escreveu o artigo é detentor de uma imaginação digna de Hollywood. O cara misturou tudo e fez uma salada das piores que já vi. Um orelhudo de primeira. Agora o F-18 com 100% de offset é bem provével… Afinal em 2015 eles já estarão entrando os F-35 em operação. Talvez o governo americano venda para a FAB F-18 usados. Oras se fosse para 2009 ou 2010 até vai. Mas esperar 6 anos para receber o primeiro avião? O F-18 é o projeto mais antigo entre os… Read more »

Nunão
Nunão
11 anos atrás

Storm: acho que o autor da matéria comparava o NG com o C – ou seja, a tal “versão especial” do Gripen seria a própria versão NG. Edilson: a Cantanhêde dá umas escorregadas no “militarês”, mas com certeza não chega nem perto do que se lê por aí… Muita gente reclama do que ela escreve, às vezes com razão, mas na minha opinião ela faz uma cobertura acima da média do assunto defesa, sob um viés político. Como tudo que se lê, tem que filtrar, mas o fato da colunista ter sido destacada para esses assuntos após o Jobin assumir… Read more »

Luciano Baqueiro
Luciano Baqueiro
11 anos atrás

O Gripen é maleável, já o este sujeito que ‘cometeu’ esta matéria é muito, mas muito MALA-ável …

PS.: A culpa disso tudo é de Bush e Lula – depois que eles se tornaram presidentes o nível de qualificação p/ qualquer emprego ficou muito baixo.

E p/ finalizar o slogan da moda :

Se o BARACK é bom, o chopp é OBRAHMA !

Edilson
Edilson
11 anos atrás

Concordo com Você Nunão. ela é bem melhor do que o figura ai. na minha visão os culpados são os militares que deveriam ter serviços de relações públicas mais profissonais (se não o são) e de formação de formadores de opinião mais articulados e preparados para difusão de notícias. mas acho que falta muito. Na frança a propaganda vem sempre antes da notícia nestes assuntos, isto impede abventureiros como eu e este senhor ai de falar abobrinha. lembro-me outro dia em que deixei o bonde passar e não respondi à uma postagem vossa. Você já me havia dito que embora… Read more »

Corsario-DF
Corsario-DF
11 anos atrás

Esse cara fumou o quê para publicar este artigo???
Ele falou muita coisa sem nexo, só pode tá CHAPADO!!!
Fez uma excelente salada de Frutas, ah não, aviões…
Mas sem dúvida a melhor mesmo foi a do Chip Mágico,rsrsrsrrsrsrsrrsr.
Estou me recuperando, pois tive uma SÍNCOPE ao ler isso….
Sds.

Mhenrique
Mhenrique
11 anos atrás

Foram 30 bilhões de dólares, e ainda enxugaram alguns reais de nossa economia… eu acho que é F-18 SH na cabeça!!!

Douglas
Douglas
11 anos atrás

Acho que o Rafale ainda tá na frente.
Sobre idade dos projetos, todos têm 30 anos se considerarmos os primeiros rabiscos do Rafale, do F 18 A, o Hornet original e do Gripen A. Se estão em fim de desenvolvimento, paciencia, é o que o orçamento permite. Se tivessemos uma gorda conta para a Defesa, veríamos Eurofighter e F 35 disputando a parada. (acho que os americanos deixariam o F 35 se vislumbrassem um contrato bilionário no horizonte, tipo um pedido firme de 180 unidades logo na assinatura; não é o caso).

kaleu
kaleu
11 anos atrás

kkkkkkkkk…. que exuberante conhecimento sobre o assunto !

Walderson
Walderson
11 anos atrás

Galera,

estou me contorcendo de tanto rir. A história do chip reutilizável fi a melhor.

Amigo Storm,

vc nunca assistiu desenho animado, não. O caça ser maleável significa que na curva o caça se dobra. kkkkkkkkkkk.

um abraço a todos. E depois tem gente que não gosta de participar desse blog. kkkkkkkkkkkkk.
tem de tudo. Até jornalista especialista em culinária escrevendo sobre armas. Como falaram aí acima. Viram a palavra Chip e pensaram na batata. Resultado: escolheram alguém que entendia do assunto. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eduardo
11 anos atrás

SE pudesse escolher, Optaria pelo Rafale.
Motivo.:- mesmo sendo um jato que na sua entrega já poderia estar maduro, o mais importante é transferencia de tecnologia para podermos desenvolver e construir vetores mais modernos, não dependendo de vontades politicas de outras nações. Por ser o jato de origem francesa e se não me engano sócia da Embraer, com certeza essa transferencia seria completa.
O que não pode é ficar na situação que está.
Somos Grandes para ficar aguentando esses Hugos da vida !

Almeida
Almeida
11 anos atrás

Nem a Dassault nem a EADS sao mais acionistas da Embraer. A venda de cotas para estas empresas teve a finalidade de aumentar o capital de giro da Embraer para que esta pudesse dar conta do aumento no volume de pedidos com aumento da capacidade produtiva e iniciar outros projetos, como os mini-jatos Phenom. Uma vez que tudo estava encaminhado, a Embraer recomprou essas acoes e atualmente tem a maior parte de seu capital nas maos de um grupo financeiro brasileiro, sem participacao alguma francesa. Grande jogada estrategica e financeira armada por um dos melhores administradores que este pais ja… Read more »

Francisco AMX
Francisco AMX
11 anos atrás

Douglas o Rafale não tem 30 anos, tem a idade do Typhoon, inclusive a França abandonou o projeto para se dedicar ao Rafale.
Abraço
Francisco

issa
issa
11 anos atrás

acho que vai ser o rafale

Carlos Machado
Carlos Machado
11 anos atrás

Prezados, O projeto FX2 não deverá ser concretizado tão cedo. E, mesmo que o seja, quando a última unidade for entregue já deverá ser obsoleta,já que não há previsão de “aditar” o possível contrato, onerando a compra. O Brasil já depauperou tanto suas forças armadas (as três) que o projeto FX2 (no qual não acredito), não resolverá os problemas da FAB, menos ainda o sucateamento do exército e da marinha. Os skyhawk do NA S Paulo estão sucateados e superados. Não vejo, pois, como a compra de alguns caças (com entrega iniciando em 2014) será a “salvação da lavoura”. Nossas… Read more »

FLIGHTER
FLIGHTER
11 anos atrás

Boa Noite Amigos. Ainda bem que não entendo nada de culinária e muito menos sou jornalista, mais ao meu ver já deu RAFALE longe. 1º – pela aproximação do BRASIL com a FRANÇA na compra dos MIRAGE 2000, do NAE A12 (Ex. FOSH), dos Helicópteros (50) e dos submarinos (3 convencionais e o casco do atômico), e da necessidade da FRANÇA de vender estes aviões que desenvolveu sozinha (custo astronômico) e não conseguiu ainda vender para ninguém (já participou de duas ou mais concorrências). 2º – pelo próprio avião que é considerado pelos especialistas um caça de 4ª e MEIA… Read more »

JAIR DE SOUZA CUNHA
JAIR DE SOUZA CUNHA
11 anos atrás

Com tudo que acabei de ler fica a pergunta: Porque o sukhoi-35 ficou fora da concorrência do projeto FX-2? Terá sido pela promessa de 100% de tecnologia dos F-18? Por que se tiver sido por causa disso, acabamos de tirar nosso atestado de burrice. Desde quando os norte-americanos transferem tecnologia pra países de 3° mundo? Ou terá sido pela entrada da Rússia na América Latina, quando vendeu caças pra Venezuela? Já que os norte-americanos sempre trataram a AL como quintal deles. Seria uma manobra pra impedir a Rússia de influenciar o país mais importante da AL, evitando assim uma parceria… Read more »

Marcus Felipe
Marcus Felipe
10 anos atrás

Concordo com o que o Jair disse anteriormente , vamos comprar dos EUA aviões que qdo estiverem sendo entregues em 2014 ja estarao obsoletos ate para eles e o pior , vamos pagar bem caro por eles, que pena que as decisões não são de carater técnico e que realmente o que importa é a defesa do Brasil, o que esta sendo feito e um jogo de interesses em que todos os participantes tentam vender ao pais , tecnologias que ja estarao ultrapassadas daquia 10 anos, nesse ponto dou parabéns ao Chaves que cagou e andou para os EUA e… Read more »

Tiago Jeronimo
Tiago Jeronimo
11 anos atrás

“Comentei outro dia em um artigo que o favorito dos pilotos era o russo Sukhoi 35, dada a sua capacidade de manobra e enorme autonomia.”

Mentira, o Sukhoi nunca foi o preferido dos pilotos.

“Para o governo, não era atraente, tanto que enquanto as negociações corriam, técnicos desenvolviam em Israel um tipo de chip barato, não reutilizável, capaz de transformar um foguete cego em um míssil inteligente, controlado pelo radar. Uma idéia genial.”

Eim foguete? Chip? Viajou na maionese?

tomas
tomas
11 anos atrás

Os EUA jamais deixariam a “menina dos olhos” da América do Sul pender para a uma eventual influência da Rússia. Como já tinha dito antes, o Pentágono abriu a porteira para o Brasil e está tratando o assunto com o devido cuidado estratégico. Afinal, o Brasil hoje é 4º detentor de títulos do tesouro americano, o que já é motivo mais que suficiente para obter créditos susbtanciais perante o Governo dos EUA, tranformando-o num parceiro de peso com uma liderança geopolítica no continente e no mundo. Agora, basta saber aproveitar estes dividendos para reaparelhar a FAB com um vetor de… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Galante,
não entendi o texto não, principalmente a parte relativa aos foguetes que se tornam guiados com um chip mágico.

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Não quero desmerecer o aspecto de lobbys, que acontecem mesmo, e demais pressões políticas, que também acontecem a toda hora em casos como o FX-2. Mas os argumentos do jornalista variou de offsets e “gosto” pessoal dos pilotos da FAB no caso do FX (o primeiro) para argumentos de geopolítica para o FX-2 de uma maneira muito rápida, e um tanto quanto inexplicável (de uma hora para outra, a opinião dos pilotos e a questão dos offsets deixaram de ser importantes e passou a valer as questões geopolíticas) Faltou as devidas mediações para as variações dos argumentos. Ou seja, faltou… Read more »

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Chip Mágico!rs.rs.rs. Boa Bosco!…

também não entendi isso aí, não…

abraços

Baschera
Baschera
11 anos atrás

O jornalista cara-pálida teve ter confundido.
Ao mencionar trasformar “foguete cego em míssil inteligente”, deve querer estar descrevendo, por exemplo, o sistema “Lizard” , onde uma bomba “burra”, de queda livre, se transforma em um sistema “inteligente” a partir da incorporação de uma célula que acompanha o laser apontado para o alvo. O conjunto é dirigido para realizar uma espécie de vôo planado por meio de pequenas asas móveis.

Sds.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Ah! Quem escreveu o artigo não foi o Galante não. foi o “famoso” Marcelo Ambrósio do JB. Ele deve ser da equipe de alta costura, culinária exótica, etiqueta e afins e foi escalado pra fazer um artigo sobre caças. Coisas do jornalismo. Mais uns dois artigos e ele já vai dar palestra em congresso como “especialista”.

Galante
Galante
11 anos atrás

Esse artigo é mais uma das pérolas da grande imprensa. Foguete e chip mágico é café pequeno diante de outras besteiras que escrevem por aí. O lance é filtrar o lixo e tirar algo que se aproveite.