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Marinha reduz número de jatos AF-1 Skyhawk modernizados pela Embraer

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AEL Sistemas
O AF-1 N-1011, primeiro modernizado pela Embraer que caiu no mar em 26 de julho de 2016

O Jane’s noticiou que a Força Aeronaval da Marinha do Brasil receberá seis caças McDonnell Douglas Skyhawk modernizados (três AF-1B monopostos e três AF-1C bipostos), em vez de nove AF-1Bs e três AF-1Cs como originalmente planejado em abril de 2009 em contrato com a Embraer.

O movimento é devido ao orçamento restritivo do Brasil, a sua decisão de eliminar seu porta-aviões São Paulo (A12) e sua esperança de preservar a capacidade de operar aeronaves embarcadas.

Um AF-1C deve ser entregue nas próximas semanas e um AF-1B será entregue em agosto, informou a Marinha ao Jane’s. O primeiro AF-1B foi entregue em maio de 2015 e o segundo em abril de 2016, mas a última aeronave caiu no mar em 26 de julho de 2016.

Modernização

No dia 11 de maio de 2011, a Marinha do Brasil (MB) aprovou a implementação de melhorias no programa de modernização das aeronaves AF-1/1A para alterar a concepção das novas aeronaves AF-1B/C. O contrato original foi celebrado em em abril de 2009.

Naquela época, a Embraer não possuía condições técnicas e nem conhecimento da aeronave AF-1/1A para precificar, dentro do prazo disponível, algumas melhorias na interface entre os sistemas modernizados e os que permaneceriam na aeronave.

Com o passar do tempo, a Embraer foi adquirindo experiência no projeto e, submeteu a arquitetura aviônica da aeronave modernizada à MB.

O Setor Operativo, com a corroboração do Setor de Material, solicitou a incorporação de equipamentos novos e modificações em alguns sistemas, a fim de aumentar a capacidade operativa das aeronaves AF-1/1A e, com isso, viabilizar o seu emprego em operações combinadas.

Novo cockpit do AF-1

Os principais pontos do Programa de Modernização dos jatos A-4KU Skyhawk II (AF-1) da Marinha são os seguintes:

  • Revisão Geral das aeronaves (PMGA);
  • Novo radar com inúmeras capacidades (Elta 2032);
  • Sistema OBOGS (On Board Oxygen Generation System), para geração de oxigênio proveniente da atmosfera para os tripulantes, sem a necessidade de abastecimento das atuais garrafas de oxigênio;
  • Novo sistema de geração de energia, com a substituição dos antigos geradores e conversores;
  • Novos rádios para realizar, automaticamente, comunicação criptografada e a transmissão de dados via data-link;
  • Sistema inercial (EGI) de última geração;
  • HOTAS (Hand On Throttle and Stick), mão sempre no manche;
  • Novo HUD (Head Up Display);
  • Dois display tático 5”x7”, Color Multi-Function Display (CMFD;
  • Computador principal para cálculo de navegação e balístico, permitindo ao piloto o emprego dos armamentos (bombas, metralhadora e futuramente o míssil MAA-1B)
  • Revisão Geral dos motores.
  • Instalação do Radar Warning Receiver (RWR): possibilita à aeronave detectar e se evadir de ameaças, como mísseis e caças inimigos, o que aumenta a capacidade de sobrevivência da aeronave e a probabilidade de sucesso nas missões;
  • Instalação do 3º Rádio VHF: capacita a aeronave a operar seus dois rádios ROHDE SCHWARZ na transmissão de dados via data-link, enquanto permanece com a escuta dos órgãos ATC (Air Traffic Controler);
  • Revitalização do Piloto Automático: possibilita ao piloto gerenciar seus sistemas, permitindo maior concentração na missão imposta;
  • Integração do Radar Altímetro e do TACAN: facilita ao piloto focar a sua atenção em apenas um instrumento (a tela do CMFD que concentrará todas estas informações), aumentando assim sua consciência situacional quando operando do porta-aviões e quando voando em condições de voo por instrumento;
  • Integração dos instrumentos do motor: possibilita ao piloto receber os avisos aurais dos limites de funcionamento do motor, concentração das informações em uma única tela e melhor visualização das informações dos indicadores; e
  • Estações de briefing e debriefing: possibilitam ao piloto condições de preparar melhor a missão, garantindo assim um maior aproveitamento, economia de utilização dos equipamentos aviônicos, melhor disposição das informações geradas em vôo para treinamento das equipagens e avaliação das missões.

A modernização proporciona à MB a oportunidade de operar um vetor aéreo no estado da arte, quanto à aviônica e sistemas embarcados, qualificando-a a empregar suas aeronaves em operações aeronavais e aéreas, nacionais e internacionais, o que aumentará significativamente a operacionalidade da Aviação Naval da Marinha.

Radar multimodo Elta-2032

106 COMMENTS

  1. “A modernização proporciona à MB a oportunidade de operar um vetor aéreo no estado da arte, (…)” para a manutenção de adrenalina de seus pilotos, a manutenção de rotina da MB e, para o público, dir-se-á a manutenção de doutrina, sabe-se lá qual, para ser usada onde, quando e por quê.

    Enquanto isso, a Marinha real vai caminhando bem, graças a Deus, com o Prosub e outros projetos realmente vitais e úteis à missão e projeção da MB.

  2. Sera que tem como adequar os A-4 para ASW? Ou ja estao equipados para isso?

    Aquela nova base de submarinos vai precisar de protecao. Incluindo SAM para defesa de ponto e aeronaves para operacoes ASW.

  3. O a-4 já e um avião obsoleto não compensa essa modernização,que alias vai aumentar suas capacidade ,mas ainda sim não compensa.e melhor ir planejando pro futuro algum vetor mais novo talvez o grispen naval.Mas como sabemos o Porta-avião futuro dá marinha está a décadas da construção.Como disse o Tadeu e melhor ele ficar protegendo as bases de itaguai,é a frota.Talvez os argentinos interresam por um reforma pois vetores novos eles não vão ter não.Agora só palpite uns mig-35 a 50mi talvez a marinha possa interessar pelo preço de uma Tamandaré dá pra comprar uns 7 unidades é podia dar uma proteção e tanto para o pré-sal.

  4. Tadeu Mendes, Itaguaí está literalmente ao lado de Santa Cruz. A FAB segura por ali tranquilo. Deve dar coisa de menos de um minuto de vôo, isso para um F-5 saindo ‘zangado’ de Santa Cruz.

  5. Ronaldo, a modernização compensa sim porque o AF-1 fica com uma capacidade semelhante à do F-5M da FAB, que é o principal caça brasileiro.
    É uma pena que não dê para modernizar 12 aviões, como inicialmente previsto, porque US$ 100 milhões é muito pouco para o que se recebe em desempenho.

  6. Galante a matéria me traz uma dúvida
    6 unidades modernizadas
    1 já caiu no mar
    Então ficamos apenas com 5 unidades modernizadas?

    Ou está uma perdida será reposta?

    Me ajuda ae

    Obrigado

  7. Considerando que um AF-1B foi perdido, a MB contará com 5 aeronaves modernizadas, ou haverá reposição do acidentado para completar o número de seis?
    Alguém pode informar?

    Agradecido!

  8. Galante concordo plenamente com sua afirmação o valor é irrisório para modernizar 12 aeronaves
    E tem uma capacidade superior na região
    Deveria investir ao máximo de meios possível
    Salvo por fadiga estrutural.
    Mas acho que tem uma jogada do almirante
    Para preciona o presidente a liberar a compra de Aeronaves novas

  9. Ou seja, modernizar 12 desses aviões custaria mais caro que o porta-helicóptero Ocean. De 6 para 9 aviões kkkk não tem como não achar isso absolutamente sem sentido.
    Melhor deixar esse dinheiro na poupança corrigindo a inflação para em um momento oportuno fazer um bom negócio (como fizeram com o Ocean).
    Eu até agora não entendo o porquê dos ingleses terem vendido o ocean (futuro atlântico sul) tão barato, 300 milhões não paga nem os 4 escritórios de advocacia do Lula.

  10. É inequívoca a boa gestão do atual Comando da Marinha, ao menos a partir da visibilidade conhecida de alguns projetos e decisões estratégicas já tomadas durante seu mandato, incluindo a desativação do NAe São Paulo. Não obstante, o tema do post ainda é um ponto fora dessa curva positiva, onde qualquer real gasto é muito num projeto irreal de objetivos surreais.

    Oxalá as próximas administrações navais, quiçá mais arejadas e com menos ranços doutrinários, continuem navegando a rota do bom senso gerencial da atual, que certamente, não há dúvidas, as conduzirá a um porto onde não se permite a atração de navios aeródromos e muito menos aviação de caça sobre seu convés. É um porto que tem a dimensão exata, não do que deve ser a Marinha, mas do que deve ser a Marinha do Brasil.

  11. Esses caças ainda podem ser extremamente úteis no nosso TO…
    .
    Não temos aeronaves em quantidade.
    AMX não vai ser modernizado na quantidade que se pretendia.
    Não veio Gripen C/D para cobrir a chegada dos Gripen E/F.
    IOC do Gripen, só em 2021. FOC vai demorar mais alguns anos.
    F-5EM começam a dar baixa.
    .
    Mesmo que modernizem essa meia dúzia, para manter a qualificação dos pilotos, ainda é melhor ter isso que não ter nada em um momento de necessidade.

  12. Paulo Maffi, boa pergunta, tenho pesquisado e não encontro informações sobre os Trader que a Elbit USA está modernizando em cooperação com a Marsh.
    Será feito como foi a modernização dos S-2 da Argentina nos anos 90 que foi da IAI com kit de remotorização da Marsh.

  13. O A-4 Skyhawk é como o F-5, B-52, S-2 Tracker etc, aviões projetados nos tempos dourados dos “The Best and the Brightest”.

    Se deixar, o A-4 vai voar 100 anos, assim como F-5. São aviões simples e baratos de manter e com aviônica de 4a. geração podem cumprir muitas missões ainda, inclusive como agressores em algumas empresas especializadas que fornecem esse tipo de serviço.

  14. Vão gastar tudo isso no avião apenas para ele atirar com o canhão e soltar bombas? Qual o valor militar disso hoje?
    Preferia esse dinheiro investido em NaPas.

  15. Uma pena não podermos ter 12 A-4 modernizados, poderiam servir inclusive, para instrução e (ou) dedicadas exclusivamente ao ataque em um VF2… Claro, se realmente sair o NAe no futuro…

  16. Rafael oliveira, a questao é que o valor é muito camarada,100 milhoes por 6 modernizacoes que colocam o a4 como caça de 4 geracao é quase um presente da embraer. Como mencionou um colega acima, por esse valor ganhamks 6 a4 modeenizados ou 1 gripen ng

  17. Pacote de armas poderia ser constituído apenas de um Míssil IR e bombas… Precisa mais que isso?
    .
    Aeronave equipada com AShM, teremos o H225M. Poderá operar embarcado.
    .
    O que faria talvez algum sentido e seria relativamente barato, é comprar um lote de AGM-65 Maverick.

  18. Concordo com o Bardini, a FAB deveria operar os Maverick nos A-29. Olha a Venezuela aí! E a Marinha nos A-4 pra aquela força no ataque naval.

  19. Alexandre Galante 21 de Fevereiro de 2018 at 14:54

    “Ronaldo, a modernização compensa sim porque o AF-1 fica com uma capacidade semelhante à do F-5M da FAB, que é o principal caça brasileiro.”

    Galante, com todo o respeito, mas nem com muita boa vontade pode-se dizer que o F-5M e o A-1M tem capacidades semelhantes. O A1 é subsônico e desenhado como caça-bombardeiro, o F-5 é um caça puro sangue.

  20. Será que ainda compensa pensar em integrar o Exocet nesses A-4?
    Apesar da frota reduzida (6 unidades), creio que ainda assim representaria uma capacidade interessante. Ainda mais considerando o novo radar e capacidades de guerra eletrônica.
    A Marinha já pagou a integração do Exocet nos quatro Caracal, creio que seja plausível pensar em fazer o mesmo nos A-4.
    Ao menos ajudaria a justificar a manutenção desses caças no inventário da aviação naval, com algo além de apenas manter um núcleo de asas fixas por doutrina.

    Att.

  21. Bardini, se a intenção for afundar algum navio de guerra, precisa mais do que isso sim. Se na Guerra das Malvinas já não foi muito fácil afundar alguma coisa com bombas, imagina agora.
    E qual míssil IR que a MB tem para o A-4?
    .
    Dodo, só a aviônica é de 4ª geração. O resto continua velho e ele não dispara nenhum míssil.
    .
    Eu preferiria um Gripen E a 12 A-4M. Isso se o preço atual de modernização não for maior.
    .
    Ivan BC, muito bem notado. 12 modernizações do A-4 pelo preço de um Ocean. Detalhe que muita gente achou um absurdo comprar o Ocean, mas acha bom modernizar o A-4.
    .
    O A-4 é tão bom que só o Brasil e a Argentina ainda o operam como aviões de guerra (não de simulações).
    .
    Na minha opinião se for para ter algum meio militar, ele deve ser útil numa guerra. Comprar meios velhos, com capacidade pífia de enfrentar ameaças modernas, só para dizer que tem, fazer show aéreo, tirar fotos, manter doutrina e etc é apenas perda de dinheiro público.

  22. 06 caças A4 modernizados proporcionam a Marinha do Brasil uma aviação de caça superior as Forças Aéreas de Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina!!!! E mantem a Marinha do Brasil como a única a operar caças navais em toda América Latina.
    A superioridade aéreo naval sempre será nossa na América do Sul, e isso é muito importante, pois garante a capacidade OTH(através de AEW e helicópteros) que permite uma Marinha poder realizar designações de alvos além do horizonte radar de seus buques, do contrário, não adianta ter mísseis anti buque com mais de 20 km de alcance.
    As marinhas vizinhas terão sempre que acionar suas forças aéreas para ter superioridade aéreo naval, e isso é complexo, porque numa guerra, as três forças já tem suas próprias prioridades, e apoiar outra força no mar é estafante, além de dividir recursos .

  23. Sem um porta aviões, esses jatos perderam a sua razão de ser, por melhor que seja a aviônica, o A4 nunca vai ter um desempenho decente para defesa de costa. A única coisa que justificaria a sua operação é a manutenção de doutrina para a futura montagem de um esquadrão de Sea Gripens(a MB merece, tomara que aconteça).

  24. E tô com o Ozawa, não é só o valor da modernização (e da aquisição de 23 aparelhos): tem custo pra manter os aviões em condições de vôo, custo de combustível, treinamento dos pilotos, manutenção de um esquadrão e todo seu pessoal, enfim, muito custo pra vantagem nenhuma.

    Acordem de uma vez por todas: o Brasil nunca irá operar porta-aviões de verdade! Não tem recursos, necessidade muito menos vontade política.

  25. Caso houvesse a integração de um míssil ar/mar, um Exocet ou talvez uma versão do MANSUP, faria todo o sentido modernizar até um quantidade maior. O A4 como vetor de ataque naval provou ser ótimo. Pra quem defende as tais bases navais pela costa, os A-4 com Exocets integrados teriam grande poder de dissuasão. O AF-1 ficaria em São pedro da mesma forma e em caso de necessidade desdobrariam para bases na costa. Estas poderiam ser Bases da FAB, aeroportos civis e ou até rodovias, desde que desloca-se a logística. Alguém sabe se há possibilidade de integração de algum míssil ar/mar nos A-4?

  26. “Alexandre Galante 21 de Fevereiro de 2018 at 15:59”
    Tai Galante, dois KC-2 e quatro A-4 com dois mísseis ar/mar cada fariam um ataque contra uma frota próxima de Ascensão. Quer dissuasão melhor? Veja os ataques com bombas dos ermanos nas Malvinas. São subsônicos mas para voos quase “navegando” são ótimos. Reabastecem, descem para altitude quase zero até 35 a 40 nm disparam dois por navio voltam para “cota quase zero” em direção aos KC. Modernizados seriam operacionais por mais uns quinze anos. O pessoal aqui não vê valor pela idade dos meios, mas com doutrina correta são de muito valor e não sucatas como muitos dizem. Um bom exemplo disto é o Bismark, foi praticamente neutralizado por “sucatas”.

  27. O fato é que a Marinha decidiu manter a aviação de asas fixas, então vamos trabalhar com isso. A modernização desses caças já está em andamento, a dos Trader também. Seria pior abandonar esses programas no meio do caminho, rasgando o dinheiro que já foi gasto. Também não faz sentido ficar chorando por achar melhor ter um ou dois Gripens ou Hornets no lugar de seis A-4. Não vamos viajar demais.
    A realidade é o A-4 modernizado. Um avião que pode-se dizer que é competente em missões de ataque, tanto quanto um AMX é. Vai cumprir a missão de manter a doutrina do pessoal da aviação naval e também da esquadra, pois agregará equipamentos mais avançados ao treinamentos com as embarcações. Ainda poderá prestar apoio aéreo aproximado ao CFN.
    Se for possível completar suas habilidades com armamento ASW, faria ainda mais sentido.

    Vamos deixar para pensar em um novo caça naval no futuro, quando isso for possível (e se fizer sentido no futuro).

    Att.

  28. A modernização dos A-4 vai elevar a capacidade de combate da MB , porém com a adição de algum míssil antinavio o poder de dissuasão seria realmente relevante no cenário do atlântico sul.

  29. Mais uma, fica todo mundo teclando, A MB não precisa de asa fixa, não tem e não precisa de NAe. NAe é arma de projeção de poder. PELAMORDEDEUS. Então não precisamos de fuzileiros, para se opor ao desembarque de um inimigo temos o EB, os fuzileiros servem para projeção de poder em “outras praias”, já o NAe além de projeção de poder também serve para manter superioridade aérea, e por exemplo, negar que uma frota inimiga amplie seu horizonte radar com suas asas rotativas, ou combater outros caças que eventualmente ataquem a frota.

  30. É um dilema, pois se não tocar o projeto, todo o gasto já realizado ficaria a fundo perdido.
    .
    mas um A-4 modernizado é equivalente a um A1M modernizado. Na realidade, ligeiramente melhor pois a MB incorporou nele os requisitos dela. O radar por exemplo.
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    Servirão para manter a doutrina e engrossar o caldo ralo de capacidade de defesa, pois com poucas unidades, não se poderia esperar muito ou efetividade em situação operacional real.
    .
    Uma pena.
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    Pode ser velho, mas o “Galinho”, ao contrario do que muitos desdenham, é bom pacas….e sua motorização é a melhor de todas as produzidas….tem 20% a mais de potencial sobre a ultima versão e quase 30% sobre as versões iniciais.
    .
    Se era rapido e agil nos Top Gun, esta versão é bem mais arisca e com reserva de potencia para curvas….
    .

  31. Fiz uma pergunta em algum outro topico, e farei aqui novamente sobre uma maquete que encontrei em minhas andanças pela web.
    .
    Trata-se de uma proposta biturbina dorsal ( similar aos Learjet/A10 ) que parece foi estudada.
    .
    Alguem sabe ou conhece algum material sobre o assunto? Para quem foi este estudo? Não localizei nada detalhado ao assunto.

  32. Galante, 3 mono e 3 bi é muito pouco!!!!!! Poderia ser pelo menos 6 mono e 3 bi. Galante, dizem que o ELTA 2032 é superior ao Grifo, dá para confirmar isso??? E outra coisa o Elta/ A-4 já está homologado o Gabriel via IAF ????

  33. “Bardini, se a intenção for afundar algum navio de guerra, precisa mais do que isso sim. ”
    .
    Não vejo motivos para a MB gastar dinheiro para dotar essa meia dúzia de aeronaves com um míssil para esta função. Esses meios são úteis, em outras funções, condizentes com a realidade dos próximos anos.
    .
    A Marinha terá H225M armado com Exocet e S-70B armado com Penguim para missões anti-navio.
    .
    A FAB terá P-3A armado com Harpoon.
    Isso já daria para quebrar um galho.
    Agora, e o CFN, que apoio aéreo via asa fixa os caras tem?
    ZERO.
    .
    “Se na Guerra das Malvinas já não foi muito fácil afundar alguma coisa com bombas, imagina agora.”
    .
    Se é pra afundar, pra valer, então vamos deixar de comprar aeronaves e relegar esse papel de “afundar navio” para a Força de Submarinos.
    Mas isso não vai acontecer, pois tão importante quanto afundar é colocar fora de combate.
    .
    “E qual míssil IR que a MB tem para o A-4?”
    .
    Não tenho ideia do estado atual dos AIM-9L que vieram com os caças.
    Como o radar é israelense, não deve ser problema integrar ao menos o Python 4, que a FAB tem em estoque e que certamente serão retirados junto dos F-5EM.

  34. Eu creio que sem NAe a aviação de asa fixa da Marinha deveria se restringir a aeronaves de patrulha, mas esta recusou receber a missão da FAB, paciência. Manter meia dúzia de aeronaves de ataque e outros dinossauros modernizados baseados em terra só para manter doutrina é caro, pois sequer capacidade ASuW elas tem, e ainda demanda o uso de NAes de outras marinhas para se manter a proficiência. Se e quando formos adquirir ou construir um novo NAe, aí sim se retome a formação de pilotos de asa fixa embarcada, de preferência nas novas aeronaves que irão operar nele.

  35. Bardini, falei afundar em termos genéricos. O A-4 vai conseguir tirar de combate quais navios de guerra com canhão e bombas?
    .
    Guerra das Malvinas foi em 1982, quase 40 anos!!!!!!!
    Vocês ainda querem repetir a estratégia dos hermanos? Se já não funcionou a contento naquela época, como iria funcionar agora? A-4 bombardeando navios de guerra em 2018?
    .
    Agora um avião, como o Gripen E equipado com o RBS-15 ou outro míssil antinavio, pode afundar ou tirar de combate uma navio atual. Ou você acha que não?
    .
    No mais, concordo que não devem gastar mais dinheiro integrando um míssil anti-navio em 6 unidades. Aliás, nem um míssil ar-ar vale a pena. Vende para quem quiser comprar (se é que tem alguém disposto) ou espeta em algum lugar, mas parem de gastar milhões de reais numa aeronave irrelevante num combate do século XXI.
    .
    O AIM-9L tem mais de 30 anos. Talvez mais de 40. Não me lembro de nenhuma notícia da MB ter recondicionado esses mísseis. Devem estar imprestáveis.
    .
    Quanto custaria integrar o Python? Vale a pena?
    .
    Uma coisa puxa a outra. Modernizar o navio apenas para alguns pilotos voarem, como se fosse uma esquadrilha de demonstração não vale a pena. Se for integrar mísseis antinavio e ar-ar sai caro.
    .
    A MB tem demandas mais importantes para empregar seu dinheiro do que o A-4. NaPas, NaPaOcs, etc.
    .
    Isso para não falar nos custos de operação do A-4, manter o esquadrão e etc. Põe mais uma centena de milhões de reais em 10 anos, fácil. Melhor comprar algo que realmente tenha valor numa guerra.

  36. Com todo o respeito a quem apoia a modernização dos A-4 más eu sou contra. Já perdemos um piloto com essa brincadeira de reciclar sucata… melhor ficar sem. Penso Já que a FAB vai de Gripen a MB poderia ir de F18 SH, esses dois vetores tem similaridades na propulsão.

  37. A aeronave é antiga, somente tínhamos 12 e ainda reduziram para 6, a situação esta ruim. Mesmo considerando uma politica de tapa-buraco, onde se moderniza aeronaves antigas ate a aquisição de novas.
    Tanto o A-4M quanto o F-5M, não servem para combates em linha de frente, mas podem ser bem usadas como complementares a aeronaves mais modernas. Se é viável manter aeronaves antigas operacionais é uma incógnita.

  38. BMIKE, eu particularmente estou “defendendo” a modernização dos A-4 por causa da circunstância. A MB concluiu que convém manter esse programa, mesmo com a redução da frota.
    Um esquadrão de Gripen ou Hornet seria melhor? Certamente! Mas não há a menor possibilidade de termos isso em S.P da Aldeia agora. Talvez no futuro sim. Aí teremos a justificativa da necessidade de substituição dos Skyhawk. Compreende?
    Abraço.

  39. Imagino que intenção da MB seja apenas manter um grupo (núcleo) de pilotos e estabelecer doutrina (com o apoio da FAB) para, quem sabe, vôos maiores no futuro.

  40. Uma grande pena que a India, que compra de tudo e de todos, não tenha bancado o desenvolvimento do Gripen Marine, senão a MB já teria um caminho por onde seguir, não precisara modernizar A-4.

  41. Almeida quando o Galante disse que o A-4 ficaria próximo do F5 ele se refere a avionica, meios tecnologicos embarcados, capacidades, etc. O A4 é uma excepecional aeronave e modernizada ira ganhar uma sobrevida que em muito vai ajudar a Marinha a manter sua doutrina antes de chegar outro meio.

  42. Quanto aos mísseis que vieram com os A-4: vieram exatos 236 mísseis Sidewinder AIM-9H (não é a versão L), entre versões de treinamento, manejo e reais (operacionais). Alguns anos atrás, foram recondicionados/remotorizados pela Mectron.

  43. Não sei o porque o pessoal é contra esse Fusca com velocímetro digital, sensor de estacionamento e GPS. Enquanto o porta aviões estava operacional A-4 era a alternativa mais barata.

  44. Isso aí é gastar vela com mau defunto.
    O pior é saber que pagamos US$ 2 milhões para habilitar oficiais como pilotos navais, inclusive com cursos na US Navy para depois… fazer nada com isso.

    Alguém disse que os A-4 poderiam ser utilizados para dar apoio aéreo aos fuzileiros. Isso é cena de filme americano. Se não temos PA, como os A-4 chegariam aonde os fuzileiros estariam.

  45. EduardoSP 21 de Fevereiro de 2018 at 23:17

    Chegariam voando 😀
    Tens razão, considerando um desembarque em uma praia longínqua e longe de bases aéreas utilizáveis. Porém, o emprego dos FN pode ocorrer em cenários possíveis de se ter apoio de bases aéreas em terra.
    Att.

  46. A única aeronave que não se enquadra no “The Best and the Brightest” do Galante é aquela que ainda se encontra em fabricação e vendendo pacas.
    O C-130.
    O modelo “J” já atingiu as 400, sim vcs leram direito, as 400 unidades vendidas e entregues.
    Isto foi em 09/02/2018.
    A notícia vcs não vão ver aqui, mas no Jane’s, é só pesquisar.
    Como isso melindra certa empresa e seus acólitos aqui no blog, o Galante não publica.
    No mais segue a revitalização do acervo de museu aeronaval.
    Pra que, vai saber…

  47. Isso aí é um grande erro! O avião não serve pra nada. Não temos PA, o avião nem armas tem direito e a modernização demorou tanto, que o avião já nasce obsoleto. O A4 do jeito que está aí, não tem utilidade prática nenhuma. São só 6 aeronaves! Em condições normais, 1 ou 2 em condições de voo. Manter doutrina? Doutrina de uma aeronave de ataque naval que não tem condições de atacar um navio? Nem autonomia a aeronave tem e sem PA a aeronave vai crhegar ao seu destino como?
    .
    Peguem esta grana e comecem a resolver o problema dos P3 nas asas, e passem para a Marinha Brasileira. Aí sim a Marinha terá uma aeronave capaz de patrulhar nosso litoral, atacar algum navio se necessário (ao contrário do A4, o P3 pode lançar um missil antinavio, o AGM-84 Harpoon) , teremos uma aeronave realmente util para nossa Defesa e a patrulha passará a estar com quem realmente deve opera-la.
    .
    Quem precisa de caças é a FAB. Esta sim precisa de pelo menos mais 36 Gripens. Que a FAB compre os misseis antinavio necessarios ( aeronave ja tem eles integrados) e que ela cumpra a tarefa.
    .
    O AF1 não faz sentido. Temos que aposentar os A4, acabar com o esquadrão e parar de gastar dinheiro atoa.

  48. Flanker, desconhecia esse recondicionamento feito pela Mectron. Vou pesquisar melhor.
    Não que o AIM-9H seja lá essas coisas – é um míssil bem antigo, da década de 70, limitadissimo – mas é melhor que nada.
    .
    Quanto ao apoio aos fuzileiros isso pode ser feito pela FAB, com ST e AMX, clm pilotos melhor treinados.

  49. “A única aeronave que não se enquadra no “The Best and the Brightest” do Galante é aquela que ainda se encontra em fabricação e vendendo pacas.
    O C-130.
    O modelo “J” já atingiu as 400, sim vcs leram direito, as 400 unidades vendidas e entregues.
    Isto foi em 09/02/2018.
    A notícia vcs não vão ver aqui, mas no Jane’s, é só pesquisar.
    Como isso melindra certa empresa e seus acólitos aqui no blog, o Galante não publica.
    No mais segue a revitalização do acervo de museu aeronaval.
    Pra que, vai saber…”

    Então Mauricio R, são 400 aeronaves para o KC-390 substituir no futuro. Acho que até algumas aquisições do A-400 ele também irá tomar.

  50. Tales, os que não forem modernizados serão estocados. Não continuarão operando. Essa informação foi dada pelo comnadante do VF-1 tempos atras, em entrevista publicada em uma revista. Acho que foi na Tecnologia e Defesa. Atualmente, só 3 ou 4 das não modernizadas estão operando. As outras já estão estocadas.

  51. Bom dia colegas.
    Uma excelente noticia, pelo menos como entendo. Uma dúvida. O Caça acidentado foi o 1011 e segundo textos que li, foi a primeira unidade a ser modernizada pela EMBRAER. Na época do acidente o 1011 ja estava em vias de ser enviado novamente a GP para atualizações que ja tinham sido introduzidas no 2º caça modernizado. Alguém pode checar?
    Voltando ao assunto, entendo que a modernização de 6 aeronaves é necessária por varios motivos: manter a capacidade e a doutrina da aviação naval, reforçar nossa capacidade de defesa com material que já possuímos, a robustez do equipamento, aprimorar as operações conjuntas entre a FAB e a MB no cenário da caça e logicamente com custos muito mais baixos, impondo o conceito do “o que se tem para hoje”. Pena que serão apenas 6 unidades. No Brasil se joga dinheiro no lixo por motivos bem menos importantes. Outro fato. Potencias mundiais como os EUA que tem dinheiro (dolar) sobrando não sentem o mínimo pudor em aproveitar equipamentos antigos (B-52, F-15, F-16..se bobearem podem pegar uns 30 TOM CAT no deserto e colocarem no CAR VISION novamente (e não para refilmagens do TOP GUN) e manda-los para a Siria.
    No Brasil, como somos os fodões não podemos utilizar equipamentos antigos, optando por ficar sem nada.
    Abraços

  52. Gostaria de saber se a Marinha tem planos de fazer treinamentos em porta aviões de nações amigas.

    Espero que sim, ajudaria a justificar os custos da modernização e na manutenção da doutrina.

  53. Obs: Mencionei o F-14 apenas como exemplo, pois pelo que se divulga, todas as celulas remanescentes foram destruidas para impedir que tecnologias pudessem acabar em mão erradas. Sobraram apenas unidades de exposição “peladas”. Foi uma aeronave ímpar, “divisor de águas”.

  54. As experiencias adquiridas com a modernização do A-4 serão importantes para um futuro Sea Gripen. As lições aprendidas pelo setor operativo serão uteis para novas atualizações. Por isso acredito que a longo prazo se justificara o preço da modernização.

    O ideal é que houvesse mais 4 bases aeronavais para operação além de S. P. da Aldeia. Uma em Rio Grande, uma em Salvador, uma em fortaleza e uma Macapá-AP. Com aviação de Patrulha, helicópteros e caças.

  55. Avião magnífico.
    Merece ser colocado ao lado de aeronaves como o Spitfire, Mustang e outros.
    Qualquer um que tiver a oportunidade de, ao menos, chegar perto desse avião, irá se impressionar de como, um avião tão pequeno e simples, pode fazer tanto em tantas guerras. Vietnam, Oriente Médio, Falklands, essa obra prima de Ed Heinemann, muitas vezes trazia o piloto de volta para casa com somente 2/3 da estrutura e sistemas sobrando.
    Uma grande honra para Marinha Brasileira ser a última a operar o Skyhawk.

  56. Mais um desperdício de recursos financeiros públicos. Senão temos um NaEL para que os AF1 Skyhawk? Se eles vieram para dar superioridade aérea a esquadra, para que os temos hoje?!? Pra complementar a aviação de caça que é missão primária da FAB?!? Se na época tivessem comprado alguns Sea Harrier´s, agora eles iam servir de ponta de lança em cabeceira de praia em apoio as tropas de fuzileiros navais. Agora temos 1/3 da frota revitalizada e o restante para canibalização.
    Como canta a música: “… Brasil, mostra tua cara… Qual é o teu sócio… Confia em mim…”

  57. Uma lástima serem apenas seis aeronaves a serem modernizadas, torço para que este número, pelo menos, volte as mesmas quantidades.

    No mais, volto a repetir, estes A-4 são aeronaves laboratórios tanto à MB, quanto à indústria nacional. Mesmo sem NAe para operá-la em sua plenitude, tanto a MB quanto a industria de defesa nacional ganham como aprendizado em muitas questões. Não existe no mercado aeronave tão mais em conta de se fazer muitas aprendizagens e aprimoramentos. Inclusive a integração de armamentos inteligentes, como bombas e mísseis guiados.

    “Mas a MB disse que não irá integrar um míssil antinavio no A-4M”, sim, é verdade, mas planejamentos mudam e, seguindo o passo natural das coisas, após todo trabalho de integração no H225M, aonde a MB, EMBRAER e AVIBRAS, vão replicar o próximo passo de integração com este tipo de míssel?! Diretamente num Gripen Marine?!

    No meu entendimento, já sem os custos de se operar um NAe, não faz sentido não aproveitar a oportunidade em se aprender a integrar o AM-39 (míssil base para o MAN ar-sup) numa aeronave de caça. Depois que se aprendeu com o H225M, não dar o próximo passo ai sim seria estupidez.

    Repito, o A-4M é uma aeronave laboratório, não esperem dele um exterminador dos ares no Atlântico Sul.

    É o que eu penso.

  58. Bardini.
    Acho que foi naquela coleção Asas de Guerra que vi que os ingleses tinham uma tática de ataque no Tornado em que três ou quatro aviões vinham a baixa altura, poucas milhas antes do alvo se separavam e atacavam o alvo vindos de direções totalmente diversas e praticamente ao mesmo tempo.
    O Skyhawk a 50 pés de altura (como no relato do vídeo) e empregando táticas inteligentes como esta, eram muito difíceis de acompanhar, e pior, eram muito fáceis de perder de vista.
    Uma curiosidade sobre os A-4K neozelandeses, eles foram entregues com o compartimento dorsal de aviônicos, como os nossos, porém, totalmente vazios! O país não tinha dinheiro na época para uma eletrônica mais sofisticada. O dorso era usado para transporte de bagagem e peças.Creio que muitos foram até mesmo retirados da aeronave.

  59. Considerando que não consigo deixar de dar pitaco, mesmo sem ter conhecimento suficiente para isso, aí vai a opinião (parte é repetida de outros posts, mas já que todo mundo repete, não vejo problema):
    – a MB deve ter aviação naval baseada em terra, para dissuasão contra ataques por via naval e outras formas de apoio à Esquadra ou Fuzileiros Navais – não deve ter NAe antes de ter, em quantidades suficientes, submarinos e aviação de patrulha e ataque de longo alcance;
    – enquanto não conseguir operar aeronaves com alcance e armamento ideais, deve operar o que terá: no caso, a meia dúzia de A-4 modernizados > lógico que não são capazes de dissuadir uma task force, mas são capazes contra meios inimigos menos evoluídos = melhor ter os A4 do que não ter nada (nesse ponto concordo em número, gênero e grau com o Bardini e outros colegas);
    – se a modernização dos 6 A-4 der certo, imagino que haja possibilidade de contratar modernização de alguns mais; mas, por ora, a título de experiência, 6 estão de bom tamanho, ainda mais nessa pitanga em que estamos; melhor 6 do que 1;
    – nada de gastar com treinamento para pouso/decolagem em porta-aviões, muito menos com exercícios conjuntos para manter a doutrina > ela não será necessária por pelo menos quinze anos (para mim, 30), melhor usar os recursos para outras coisas;
    – por fim, entendo que a Marinha precisa aceitar que demorará no mínimo 15 ou 30 anos para ter um porta-aviões e propor a alteração da legislação atual, que somente lhe permite ter aviação embarcada, para que passe a permitir ter aviação especializada em combate naval baseada em terra, enquanto não houver disponibilidade de porta-aviões;
    – e aprofundar os estudos para aquisição, a partir de 2025, de vetores adequados para a aviação naval baseada em terra (Grippen com 1300 km de autonomia + 200 km de mísseis antinavio; reforma ou compra de oportunidade de P-3, ou similar – acho que os P-8 são um sonho muito distante ainda).

  60. Wellington,
    A integração do Exocet ao H225M não foi feita na Europa?
    Tenho lá minhas dúvidas se a Helibrás/Avibrás/Embraer/MB conseguiriam fazer essa integração no A-4 sem ajuda externa. E, ainda, tem que ver o custo disso.

  61. Rafael,

    A parte inicial sim, mas o restante está sendo feito no Brasil. Quanto ao custo, a questão não é só o valor nominal que precisaria gastar, mas sim a relação custo benefício de todo este processo daqui pra frente. Na minha opinião há mais ganhos do que perda.

    A MB, igualmente o EB e diferentemente da FAB, tem buscado a independência no desenvolvimento de armamentos inteligentes, aprender como integrar um míssil antinavio em aeronaves de asa fixa, será muito benéfico para o próximo passo, o desenvolvimento da versão ar-sup do MAN, versão esta já programada e daí as minhas perguntas; vão desenvolver como?! Integrar e lançar de quais vetores?! Vão fazer isto apenas de helicópteros?! Ou vão usar os Trackers?! Não espere ajuda da FAB nisto, ultimamente ela tem olhado apenas para o próprio umbigo.

    Grande abraço!

  62. Rafael Oliveira 22 de Fevereiro de 2018 at 13:07
    Rafael: Me referi apenas às unidades dos EUA. Os F-14 do Irã são da versão A mais “limpa” do que as versões posteriores que a US Navy utilizou e depois destruiu. Os F-14A do Irã nunca possuiram as atualizações posteriores e hoje no máximo são Rainhas de Desfile de algumas unidades que conseguiram sobreviver com a canibalização dos demais.

  63. No meu entendimento, aviação naval de caça só se justifica para operação embarcada. Como não teremos porta-aviões, pelo menos não antes de uns 20 anos, eu não modernizaria mais esses A-4.
    Para ataque naval, a partir de bases em terra, deixa para a FAB. Equipa os Gripen com os RBS-15, que somados aos Harpoon dos P-3, seriam mais que suficientes. A MB vai ter o H-225M equipado com os Exocet e já tem os Seahawk equipados com o Penguin.
    Alguns propõe a MB adquirir novos caças para deixar baseados em terra para operações anti-navios. Isso, nos dias atuais, e em um futuro previsível, é um absurdo do ponto de vista financeiro. Para isso, tem a FAB. Seria uma sobreposição de meios injustificável. Mas, se a MB vai mesmo manter os A-4 modernizados, que equipem os mesmos com algo de valor bélico real. Os dois primeiros A-4 modernizados (1 já perdido), em todas as imagens em que apareceram, pelo menos as que eu vi, apareciam sem seus canhões de 20 mm. Não sei qual a justificativa. Se vão operar, mantenham os canhões, integrem um míssil ar-ar decente e um míssil com capacidade anti-navio (pode ser até o Maverick), além de pods de designação de alvos e bombas inteligentes.
    O que não pode é manter 6 aeronaves modernizadas (pode parecer pouco, mas é mais ou menos a dotação de F-5M do Pacau, em Manaus), sem armamento útil. Se for assim, desativa tudo e deixa o ataque naval sob responsabilidade da FAB.

  64. Não existe razão para se ter esses aviões, seria melhor vendê-los e com o dinheiro da modernização, comprar mais helicópteros psra a Marinha.

  65. Roberto F. Santana 22 de Fevereiro de 2018 at 20:19

    Não existe razão para se ter esses aviões, seria melhor vendê-los e com o dinheiro da modernização, comprar mais helicópteros psra a Marinha.

    Uma voz da razão ecoa neste blog

  66. Se fosse para escolher um míssil ar-superfície eu ficaria com algo mais proporcional ao tamanho do A-4, seria o Penguin que a marinha já faz uso no SH-60. Agora pq a MB decidiu continuar com essa modernização? Não faria mais sentido tentar junto a FAB o repasse de alguns A-1 que poderiam ser modernizados?

  67. Prezados,

    A MB já pagou o valor correspondente à modernização de 7 aeronaves. Assim, optou por receber apenas as aeronaves já pagas e cancelar a modernização das outras 5

    Da mesma forma, com relação aos 4 Trader, a MB já pagou o equivalente a 80% do programa de modernização. A multa pela rescisão do contrato é maior que os 20% restantes. Por isso optou por receber as 4 aeronaves.

    Abraços

  68. Antes de falarem sobre os aviões: e a capacitação dos pilotos? Neste ano teremos outra CRUZEX. O VF-1 tem condições técnicas e operacionais de participar? Os aviadores navais sabem e já participaram de Composite Air Operations? Que adianta ter 12 aeronaves se os pilotos não sabem extrair tudo delas?

  69. 6 caças A-4 modernizados apenas manter doutrina, ainda que de fato os pilotos vão treinar mais em simuladores e com a marinha americana pagando-se o olho da cara…

    Se pelo menos tivéssemos misseis antinavio compatíveis com este 6 aviões ainda teriam relevância na nossa defesa. Vergonhoso um país com caças sem misseis antinavio desse tamanho…

  70. Os A-4 e F-5 são baratos de operar e há uma grande quantidades de peças no mercado internacional, só precisam ser devidamente revisados e reformados estruturalmente se necessário, o problema é que são projetos antigos e poucos capazes perto dos caças realmente de primeira linha ainda que modernizados.

    E os AMX em que par andam???? Era para serem modernizados 32 unidades, depois 20 unidades… enfim quantas serão

  71. A ultima informação que achei é de que apenas 14 AMX seriam modernizados no total, sendo que temos 2 esquadrões em Santa Maria, ou um deles deixará de existir, ou passará a usar o Gripen no futuro, assim como está previsto para o esquadrão Adelphi

  72. Cel. Nery,

    Mais uma vez agradeço os seus comentários, sempre muito claros, objetivos e pragmáticos.

    É assim que precisamos ser, pragmáticos.
    A nova plataforma de caça da FAB é o F-39. Dadas as condições financeiras do país (sem entrarmos em qualquer discussão referente a isso), não se gastará mais dinheiro com novas modernizações nem aquisições.
    Tudo está sendo direcionado para o F-39 e KC-390 e é isso…
    Nosso cenário geopolítico atual permite isso.
    Infelizmente, tanto a modernização dos F-5, quanto a dos A-1, demoraram demais para acontecer e não compensa mais gastar dinheiroo com eles. Que se use o dinheiro para voar, que é a missão fim da FAB.

    Brasil!!!!!!!

  73. Acho interessante a modernizar algumas aeronaves, para manter a capacidade de um numero mínimo de pilotos que quando as coisas melhorarem, servirão de instrutores para novos pilotos. Já ficou claro que a marinha não desistiu de ter um porta aviões. Ou é melhor encerrar as atividades e começar do zero depois?

  74. EduardoSP

    “Isso aí é gastar vela com mau defunto.
    O pior é saber que pagamos US$ 2 milhões para habilitar oficiais como pilotos navais, inclusive com cursos na US Navy para depois… fazer nada com isso.”

    Isso é Brasil amigo, aqui “queimam dinheiro público” de todas formas….

  75. Ádson 21 de Fevereiro de 2018 at 18:48
    “”Mais uma, fica todo mundo teclando, A MB não precisa de asa fixa, não tem e não precisa de NAe. NAe é arma de projeção de poder. PELAMORDEDEUS. Então não precisamos de fuzileiros, para se opor ao desembarque de um inimigo temos o EB, os fuzileiros servem para projeção de poder em “outras praias”, já o NAe além de projeção de poder também serve para manter superioridade aérea, e por exemplo, negar que uma frota inimiga amplie seu horizonte radar com suas asas rotativas, ou combater outros caças que eventualmente ataquem a frota.””

    Na 2º Guerra e nas Malvinas não tem essa diferença absurda tecnológica….

  76. “Rinaldo Nery 23 de Fevereiro de 2018 at 0:40
    Quantas serão? Mais nenhuma.”

    Pois é! Mas, a FAB entregou mais de 10 A-1 para a Embraer modernizar. Além dos 5506, 5520 e 5525, que foram entregues e operam hoje em SM, há pelo menos mais dois mono e um biplace na Embraer e que já foram modernizados (5526, 5530 e salvo engano, o 5650), e servem/serviram de protótipos. Além desses, tem várias outras células em vários estágios do trabalho de modernização. Se os trabalhos foram definitivamente encerrados, a FAB deve receber mais esses 3 que já foram modernizados e estão na Embraer. Fica a dúvida do que seria feito com aquelas células ja desmontadas e em processo de modernização, mas que não serão terminadas. Fica uma sugestão para o Poder Aéreo fazer uma matéria ou enviar alguns questionamentos para o Comaer. Ou então o senhor, Cel. Nery, poderia tentar levantar essas informações para nós.

    Abraço.

  77. Rinaldo Nery 24 de fevereiro de 2018 at 22:19

    Entendi. Mas os 3 protótipos devem ser colocados em operação, correto? Assim, passariam a ser 6 células modernizadas operacionais. As restantes serviriam de fonte de peças, como o sr. falou.
    Hoje, além dos 3 modernizados que operam em SM, há aproximadamente 12 células não modernizadas operando.

  78. Galante obrigado pelo esclarecimento,pensei que a reforma era mais cara, e que ele vai ficar com desempelho igual aõ f-5br então mudo de opinião,mas continuaremos sem porta-aviões mas ele serviria para proteger a frota em terra.Eu acho que argentina cairia como uma luvas pois me parece que eles tem dezenas deles estocados e fora de serviço.

  79. Negócio da China é ser contratado para modernizar aeronaves brasileiras.
    Se modernizar ganha.
    Se não modernizar recebe a rescisão e ganha também.

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