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Suíça reinicia processo de substituição de caças

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F-18 da Suíça

O Conselho Nacional da Suíça e a câmara baixa da Assembléia Federal, aprovaram o financiamento para o estágio inicial de um esforço para substituir os caças Boeing F/A-18C/D da força aérea.

Contido no programa de aquisição militar de Berna em 2017, o processo de seleção de um novo caça está em andamento, com a escolha a ser finalizada até 2020. O financiamento deve estar em vigor até 2022 e as entregas devem começar em 2025.

Um montante inicial de 10 milhões de francos suíços (US$ 10,3 milhões) foi alocado para estudos preparatórios, testes e outros custos pré-aquisição.

Além disso, o Conselho Nacional também aprovou uma proposta para ampliar a vida de sua atual frota de 30 Hornets até 2030.

Um relatório recente compilado por um grupo de especialistas em defesa do Ministério da Defesa do país recomendou uma série de opções, incluindo a aquisição de 30 a 70 novas aeronaves de combate ou a compra de um número inicial mais baixo de jatos novos, reforçado pelos F-18 com vida prolongada.

Os custos potenciais variam de 5 a 18 bilhões de francos suíços, diz o relatório.

Ele observa que, sem qualquer intervenção, o seu Hornets atingirão o final de sua vida de 5.000 horas de voo por célula, o mais tardar em 2025.

Embora a aquisição de F/A-18 de segunda mão seja popular com o público, diz, a condição dos exemplares mais utilizados no mercado é pior do que a própria frota da Suíça. Os custos de qualquer remodelação necessária superariam as horas úteis de voo que provavelmente seriam obtidas, acrescenta.

Além de seus F/A-18, Berna opera uma frota de 35 antigos Northrop F-5. Anteriormente, ela procurou substituí-los por 22 Saab Gripen E, mas a compra foi cancelada em maio de 2014, após um referendo nacional sobre o acordo.

Os F-5 Tiger devem se aposentar do serviço no início de 2020, de acordo com o relatório.

F-5 suíço

FONTE: flightglobal.com

32 COMMENTS

  1. Tempos atrás os F-5 suíços estavam tão bem manutenidos e em tão bom estado, que eram alvo de disputa entre os operadores “pobres” da aeronave, como o Brasil. Daí a Suíça resolveu aguardar, após um plebiscito, para substituí-los. Será que serão trocados junto com os F-18 por uma mesma nova aeronave?

  2. Logo voltaremos a ver informações sobre o destino destes F-5. Falam que o Uruguai é o destino destes, mas existem pessoas na FAU que querem uma quantidade menor de caças, porém mais modernos, neste caso, uma quantidade de 8 a 12 caças Gripen C/D usados. O que com certeza seria muito melhor, pois 6 Gripen C/D tem mais poder de fogo que toda a FAU atual, e com custo de hora de voo menor de toda frota de aviões de combate atuais.

  3. a suica tem cash eles podem operar os f35s ou gripens em maior numero seria interessante para a suica de operar um caca vertical takeoff eu mesmo snowboardando por aqui ja vi uns harriers naum sei se era harriers talvez um prototipo suico de decolagem vertical ele estava parado em cima de um monte tipo um pequeno vulcao que abria as portas uma montanha hangar eu vi de cima da pista de ski kkkkkkkkkkk mais para a geografia da suica que e pequena e de terreno em nivel mais alto da Europa os cacas de decolagem vertical seriam perfeitos ja vi passer aqui em cima do predio um caca f18 tinha um puta rabao com dois motores tremeu quarteiroes meu uma coisa de louco depois passou um esquadrao de 4 f5s da forca aerea suica por cima do lago e aterrisou no aeroporto era um airshow heheh

  4. Bruno,

    O problema dos militares suiços não é exatamente dinheiro. É conseguir autorização para comprar. O caso dos F-5 foi sintomático: um PLEBISCITO mandou sustar sua substituição pelos Gripen até segunda ordem. É um país pequeno e democrático onde os governantes nem sempre tem o poder de bancar suas decisões.

  5. Ivanmc 13 de junho de 2017 at 14:49
    Ivanmc 13 de junho de 2017 at 15:07
    Pode até ser mas, sendo a Suiça um país neutro, não sei se o argumento colocado pelo colega — a força geopolítica americana — será realmente o decisivo, ainda mais em tempos de Trump à frente da Casa Branca.
    Eu tendo a pensar que haverá um ‘rebid’ favorável ao Gripen E.
    Abraços.

  6. Gustavo,

    O Uruguai opera uns vetustos A-37 Dragonfly… dificilmente sairá deles para Gripens, é mais plausível que adquira mesmo alguns F-5 suiços, ou que sustitua sua aviação de combate por A-29 SUper Tucanos ou IA-63 Pampa, argentinos.

  7. Pelo pragmatismo suiço e responsabilidade com suas finanças, levando em conta o atual momento geopolítico, opino que a Suiça deve ir de F18-E/F em quantidade menores + os F18-C/D que possuem com vida prolongada como diz 5º parágrafo. Mas tudo pode mudar. É um planejamento que vai levar alguns anos ainda e pode haver outros governos com visões diferentes. Agora é esperar. Estudos serão feitos.

  8. Boa tarde a todos Senhores!
    Eu tenho minhas dúvidas se o governo suíço irá de SH. Explico: a Europa como um todo, uns mais outros menos, estão assustados com a postura de Trump para com a Europa / Otan. Ainda que a Suíça seja “neutra” eles podem estar assustados com o desejo de Trump exigir mais dos europeus para defender europeus!

    Seja como for não estou nem aí …. quero saber se em caso de o Gripen E/F levar esta, o que a EMB poderá ganhar …

  9. Caro Ivanmc,
    A Suíça já foi de Gripen NG. O negócio não vingou com causa do próprio povo que colocou areia.
    Acredito que o governo suíço, sensato com é, continuará com o mesmo NG.
    É a escolha mais lógica para um país pequeno ter uma aeronave com uma hora/voo mais barata.
    Abraço.

  10. Fábio, boa tarde!
    Sim, a questão que levantei foi informada por um colega de lá, que eles chegaram a estudar internamente esta opção a exemplo do que é feito na europa com países pequenos “alugando” ou comprando meia dúzia de Gripens C/D. O que animou o pessoal por lá, eram os custos dentro do orçamento da FAU e uma possível parceria com o Brasil, mesmo sendo da versão C/D. Este colega disse que existe um pequeno caos logístico por lá, por operarem poucos aparelhos e de diversos fabricantes diferentes, no combate e principalmente no transporte. Isso estaria aliado a uma remodelação completa da FAU. Eu vejo que seria possível uma compra de 6 a 10 caças Gripen C/D e a manutenção dos T-27 no país.
    É financeiramente viável, pois está dentro do orçamento deles e eles não precisam mais do que este número de caças por lá.
    Em valores (US$), um Gripen C/D novo custa em torno de 45 a 50 milhões e um usado estima-se que esteja por volta de 30 milhões.
    F-5E Custa no mercado em torno de 5 a 7 milhões cada, mais 9 milhões para uma modernização decente sem contabilizar uma verificação completa das condições da aeronave. Totalizando cerca de mais ou menos 14 a 16 milhões cada unidade.
    Resumindo, 1 Gripen C/D usado compraria 2 F-5E modernizados e o preço da hora de voo é semelhante. para se ter uma ideia, nos EUA, um F-5E do agressor custa 9.935 dólares a hora de voo, em 2014, porém no Brasil, dizem que conseguimos um custo menor da hora de voo do mike (em torno de 5 a 7 mil).
    E o Gripen custa cerca de 5 mil dólares. Não vejo vantagens do Uruguai investir num caça velho que custa metade de um moderno e seu custo de operação praticamente empatados.
    Por isso, esse debate tem ocorrido lá no Uruguai.
    Abraços!

  11. A Europa anda tão assustada com o Trump, que Alemanha e Espanha até já lhes solicitaram informações sobre o F-35.
    Quanto a disponibilidade de F-5 no mercado, os suiços não são os únicos, há células sauditas, sul-coreana e até de Taiwan.
    Aliás os sul-coreanos não deveriam ser descartados assim tão facilmente, ainda mais após haverem fincado o pé no Perú.
    Avião por avião, o F/A-50 é tão americano quanto qualquer exemplar de Gripen C/D ou E.

  12. Boa noite,
    Aos que pregam que a FAU tentará estes F5. Ela já tentou e até propôs oficialmente a compra de 10 unidades dos F5 suíços mas estes apresentaram rachaduras estruturais pelo que o negocio foi cancelado.
    Pelo mesmo motivo (Rachaduras estruturais) a frota suíça de F 5 ficou muito reduzida a partir de 2015. Então é muito difícil que estes vetores sejam vendidos como caças pra equipar uma força. Serão oferecidos como fonte de repostos.

  13. O problema do Uruguai não foi necessariamente as rachaduras nestes F-5, o problema é mesmo a falta de dinheiro e interesse de suas autoridades.
    Li numa publicação em espanhol que o Brigadeiro Nivaldo Rossato ofereceu um punhado de Super Tucano de segunda mão da FAB para o Uruguai a um preço muito camarada, e com excelente financiamento, como já faz tempo e nada aconteceu, então…
    A FAU nunca voou um supersônico, esses F-5 seriam uma excelente opção, com certeza, mas se nem dinheiro e ou interesse por A-29 de segunda mão, eles têm, fica difícil imaginar comprando esses F-5 ou equivalente.
    _________
    Sobre uma outra postagem de um comentarista sobre interesse do Chile no KC-390.
    Bom, o Jornal Extra de hoje trás uma matéria sobre isso, entre os países que a Embraer está negociando, em diferentes estágios de negociação, estão a Suécia, Alemanha e o Chile é um deles, não é rádio pião, é algo que deve estar em curso.
    O Chile é um forte candidato, seu retrospecto informa isso, e em todas as feiras de defesa no Brasil, sempre comparecem em peso.

  14. Antonio de Sampaio,

    Sobre os KC 390, o Chile acaba de dobrar a sua frota de C 130. Acho difícil querer comprar o KC 390. Mas poderiam estar avaliando uma compra pra depois de 2025, acredito que pra 2030. Tal vez.

  15. Com o início dos estudos para substituição dos Honets, sem a devida substituição dos Tigers, isto dá a entender que não ficarão mais com a opção Hi-Low mix (o Gripen E/F iria substituir apenas os F-5), ou seja, devem optar por aeronave única.

    Sendo assim, não acredito que o Gripen volte a ter chances com a força aérea suíça e com isto acabem optando por uma aeronave maior, como o Super Honet (um substituto natural aos Honets); o Rafale (que era o interesse primário da força aérea local – conforme teria sido divulgado no relatório vazado à imprensa); ou os ainda mais caros Typhoon (que ainda está atrasado no desenvolvimento das capacidades de combate multipropósito) e Lightning II (que ainda tem enfrentado problemas técnicos). É o que pode acontecer.
    .
    Até mais!!! 😉

  16. A Suíça recomeçou essa punhe… que é a compra de um caça. Tivessem optado pela excelente oferta dos suecos anos atrás, já estariam em vias de receber suas primeiras unidades. Eu ainda acredito no favoritismo do Gripen por vários motivos:
    1. Custo (a população é sensível aos gastos em defesa);
    2. Produto europeu;
    3. Porque eu quero 😉

    Sacanagem, eu acho o Gripen um fortíssimo candidato por tudo que a aeronave oferece pelo preço que custa. Não vejo os suíços embarcando nessa canoa do F-35, ainda mais com o Trump por lá.

    Sds,

  17. Glasquis 7 13 de junho de 2017 at 23:28
    O Chile dobrou sua frota?? quantos C-130J-30 Super Hercules eles compraram? não sabia.

  18. O KC-390 já fez um voo de estes hoje na Suécia, está na base de Satenas, aquela dos Gripen.
    Espero que o pernambucano com aquela cara dele de enfezado consiga alguma coisa por lá.

  19. enquanto isso ainda tem 26 bravos f-5 operacionais…eita aviaumzim baum sô…pau pra toda obra vai avião vem avião e o f-5 fica brasil q o diga rsrs

  20. horatio nelson 14 de junho de 2017 at 10:00
    Que os diga os nossos, e os do Chile também.
    Quando os EUA abandonaram o Vietnã, os soviéticos se apropriaram dos F-5 deixados para trás ou da Força Aérea do Sul, e voaram em Dog Fight contra seu melhor avião, o MIG-21.
    Sabe o que aconteceu?? em dogfight, os pilotos de MIG-21 nunca conseguiram derrotar o F-5, mesmo trocando os pilotos um pelo outro, só conseguiam vitórias usando mísseis, eles não entendiam como os EUA preferiam usar o F-4 no lugar do F-5 contra os Mig, talvez pelo alcance e a nova doutrina de suar mísseis no lugar do canhão.
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  21. Antônio de Sampaio

    “O Chile dobrou sua frota?? quantos C-130J-30 Super Hercules eles compraram? não sabia.”
    O Chile nunca teve Super Hercules. Mas dobrou sua frota incluindo os C 130 R. Em 2015 recebeu 2 C 130 H e em 2016 mais 2 C 130 R Em 2016 aumentando a sua frota de 5 pra 9 aeronaves. Não dobrou mas quase ne?
    Se espera que depois de 2020 a FACh inicie uma concorrência pra aquisição de aeronaves substitutas nas que se esperam o KC 390 contra o Super Hercules C 130 J. Mas é importante salientar que ENAER acaba de ampliar as suas capacidades de manutenção de aeronaves LM tanto F 16 quanto C 130 pelo que acredito que a opção pela linha Hercules seja continuada.

  22. Antônio de Sampaio 14 de junho de 2017 at 10:29 coisas de americano; o f5 levava uma carga de armamentos muito pequena em comparação com o f4. por isso preferiam o f4 vai entender! mais tbm o f4 nunca operou no seu maximo devido ao vietnã ter sido uma guerra(aerea) muito burocratica,ao ponto de um piloto uma vez afirmar q preferia um advogado no assento de trás ao operador de radar…se tudo der errado o f5 ainda voa mais q o f18 rsrs

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