Primeiro-Ministro de Portugal voa no KC-390

Primeiro-Ministro de Portugal voa no KC-390

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O Primeiro-Ministro de Portugal António Costa voou hoje no cargueiro Embraer KC-390 entre São Paulo e o Rio de Janeiro.

O ministro disse em sua conta no Twitter que o avião é o primeiro produto da cooperação com o Brasil na área da tecnologia aeronáutica com componentes produzidos em Portugal.

António também mencionou que foi aprovada em Conselho de Ministros a resolução que autoriza as negociações para a aquisição de cinco KC-390 para substituir os C-130 da Força Aérea Portuguesa (FAP).

48 COMMENTS

  1. Alguém da Embraer levou a maquininha p/ passar o cartão de crédito ? Aproveita que o cliente tá c/ cara de gostou do produto.

  2. Esse cockpit é realmente moderníssimo, nenhum outro cargueiro deve chegar perto. Vamos esperar que Portugal assine e a Suécia entre no programa!

  3. Olá.
    Sei não…
    Está parecendo mais “merchandising de governo” de Portugal. Aliás, vendo a evolução do programa KC-390 pela ótica da mídia portuguesa, parece que o projeto é português e a Embraer é a empresa “sub contratada”.
    Está parecendo mais uma ação de “marketing pessoal” do que um possível teste/demonstração do aparelho para um cliente potencial.
    Sei lá…
    SDS.

  4. Maurício.
    Tirou as palavras da minha boca…
    Não sei porque eles agem assim.
    Claro que de alguma forma têm participação no projeto.
    Mas a atitude é essa que você falou.
    Talvez como forma de enaltecer algo de bom para o país.
    Mas fica algo meio que irreal…
    Afinal de contas nem a Embraer é tão dona em certo sentido.
    Não fabrica motores, nem aviônicos, etc.
    Claro que várias empresas participam de alguma forma.
    Mas acredito que nenhum país pode chamar o produto de seu, com exceção do Brasil e da Embraer.
    Mas tudo é válido.
    Para nós importa o sucesso do avião.
    É que todos os participantes lucrem com sua fatia.
    Acho que é parecido com os EUA.
    O governo justifica os gastos com defesa dizendo que vai gerar 50 empregos no estado tal.
    A população fica feliz, os congressistas daquela região também…
    Que faça sucesso.
    A Embraer tem sido mestre em encontrar nichos de mercado.
    Talvez não seja pior nem melhor do que a maioria dos fabricantes.
    Apenas um pouco diferente e joga com as armas que tem.
    Identifica um nicho com o objetivo de abocanhar parte das encomendas.
    Usa componentes de primeira linha, confiáveis.
    Tais parceiros acabam ajudando nas vendas.
    Uma empresa americana ao comprar um avião cujos motores e aviônicos foram fabricados nos EUA não tem a sensação de comprar um produto estrangeiro…
    Os governos não fazem objeção quando empresas nacionais participam do projeto.
    Assim, divide-se parte do risco, gera-se confiabilidade se os componentes são de primeira linha e se os parceiros ajudam na comercialização.
    A Embraer usa uma tática que eu defendo.
    Nada é tão difícil.
    Basta querer é correr atrás.
    A Saab também age assim é fabrica de tudo. Aviões, navios, mísseis, submarinos…
    Basta querer, ter perseverança e conhecimento.
    Por que precisamos importar monitores de computador ou TVs de empresas coreanas?
    Por que não temos uma montadora de veículos nacional?

  5. Lamentavelmente ainda vejo algum ressabiamento por parte de alguns brasileiros, “O ministro disse em sua conta no Twitter que o avião é o primeiro produto da cooperação com o Brasil na área da tecnologia aeronáutica com componentes produzidos em Portugal.”
    Onde é que está explicito alguma apropriação por parte de Portugal deste projecto ou mesmo na imprensa portuguesa? Agora é óbvio que se Portugal puder potenciar e divulgar a sua participação na construção deste avião é perfeitamente normal, assim como o fará a Argentina ou a Republica Checa.
    Outra questão estou em desacordo completo com a entrada nesta altura do campeonato de outros parceiros, em primeiro lugar porque vão entrar quando já está tudo feito e o avião já se encontra em fase adiantada de testes, ou seja não vem aportar nada e pelo contrário vem gerar mais confusão e mais repartição de lucro nas vendas.
    Neste momento Portugal é a chamada ponta de lança para a venda deste avião no mercado da OTAN, é bom lembrar que Portugal é um membro activo nos teatros internacionais de manutenção de paz, quer sob a égide da ONU quer da OTAN.
    A participação da Suécia neste projecto só vejo encarada como apenas do interesse do Brasil como forma de abatimento ao preço dos caças Gripen suecos para a força aérea brasileira, ou seja o governo brasileiro está a misturar os canais, pois este projecto da Embraer foi iniciado e está a ser concluído por uma parceria entre quatro países, Brasil, Portugal, Argentina e República Checa, logo qualquer um destes países deve ter uma palavra a dizer acerca de uma suposta admissão da Suécia neste projecto, até porque assim que Portugal começar a operar estes aviões naturalmente haverá mais interessados na compra deste avião por parte dos países da OTAN.

  6. O KC-390 ficou com cara de nave,ficou com cara de ave de rapina espreitando sua preza e ele é só um cargueiro,no vídeo do water spray test mostrou toda a maldade da aeronave.O A-29 é muito bonito, mas não tem cara de mau,como um Stuka ou o Bf 109.Espero quê um dia quando a Embraer fizer um caça, tenha uma certa malignidade em seu desenho.

  7. Pânico na hora do voo do KC 390 – Um assessor teria ligado para o risonho ministro de Pvoo : ortugal e perguntado o que estava achando do avião e do voo ele respondeu : ” Vamos cá indo “” – Ops como assim KKKKKKKKKKKKKKKKK

  8. Nonato 12 de junho de 2017 at 2:14

    Desde o ano passado quando o KC fez paradas antes de sua chegada na Farnborough Airshow, a imprensa lusitana estampava: “aviao desenvolvido em Portugal”, “avião made in Portugal”, “58% do projeto é português”, e por ai vai. O que podemos fazer é rir um pouco mas isso não é problema e sim algo bom, alguém precisa justificar a compra e não há problema da criança ter muitos pais, desde que paguem pensão claro, então fiquemos com a idéia de que somos a mãe pois essa so tem uma, alem disso podemos ser tb um dos pais já quem tem FAB / EMBRAER no desenvolvimento…..pior de tudo são os ARGES, tem nome de pai no registro da criança e não contribuem com nada ($$), nem comprarar sequer um maracar.

  9. Acho.que para apresentação do cargueiro em eventos internacionais deveria fazer uma pintura mais neutra,como o cinza acho mais bonito,essa pintura da fab acho muito pesada

  10. A Participação de Portugal no projeto é muito importante para manter a indústria aeronáutica daquele país.
    .
    Quanto à empolgação em torno do projeto, faz todo sentido. É o projeto mais importante com participação Portuguesa no setor. Ninguém acha ruim quando “nos apropriamos” do Gripen.
    .
    Importante destacar que eles não estão produzindo componentes apenas pro KC-390, mas para outras aeronaves tbm.

  11. Rapaz, quem se importa com o que os portugueses dizem??? do que eles fazem no KC-390 ou em que quantidade?? quem se importa com os portugueses??
    Deixem que sigam iludidos, o importante é que eles comprem o avião, e isso eles vão fazer.
    Pior são os argentinos, que nem sinal de vida dão.

  12. Renato Vieira 12 de junho de 2017 at 8:18
    amigo Renato, muito cuidado ao malhar os comentários portugueses, eu já levei pau de portuga neste mesmo fórum.
    abs.

  13. Todo governo tem sua dose de populismo e faz cortesia com o chapéu dos outros. É normal, infelizmente.
    Por aqui, fizemos algo parecido com o AMX…..

  14. Guizmo 12 de junho de 2017 at 10:02
    A diferença é que com o AMX, a Embraer foi realmente encarregada de criar soluções de engenharia para o projeto, as asas do AMX foram projetas pela Embraer, então houve realmente uma efetiva contribuição, essa participação se mostrou muito útil no futuro, dando a Embraer expertises nesta área.
    No caso de Portugal, a participação se limita a produzir as peças já concebidas pela Embraer, não foram eles que fizeram o projeto, acho que não tinham tal capacidade, apenas se limitam a construir o encomendado, e convenhamos, o que existe em Portugal são duas fábricas da Embraer.

  15. Caro Antônio de Sampaio, apesar de pequena no contexto global do projeto, a participação lusa não se limita à produção de peças nas 2 fabricas da EMBRAER em Évora. Para além destas há a também já falada participação da OGMA (65% de capital da EMBRAER) e, mais importante, a participação do CEIIA (https://www.ceiia.com/aero-embraer), com mais de 450.000 de engenharia investidas no projeto.

  16. Antonio,
    Por isso que escrevi: “fizemos algo PARECIDO”. Meu ponto é: Você coloca um parafuso, bate o bumbo dizendo que é seu projeto. Isso acontece, é normal. No mais, não me sinto munido de informações para saber percentual e intelectualmente qual o nível de interação do Brasil (no AMX) e de Portugal (no KC), para efetuar comparações de quanto cada um trabalhou

  17. Antônio, o CEiiA projetou peças, testou, certificou e supervisiona a fabricação em Portugal. Não é mero fabricante de peças projetadas pela Embraer.

    .

  18. Camaradas, fui fazer uma pesquisa no flightradar24 com os olhos sobre o espaço aéreo sueco/europeu para ver se o nosso pássaro estava no ar, e bem, dei de cara com dois Erj145 e um Phenonzinho 300 fazendo graça por lá, operadores civis.
    Mas olhando um pouco mais, vi um avião de silhueta peculiar e conhecida, cliquei nele e não deu outra:
    Um Embraer VC-99B da FAB, e decolou de Lisboa, voando naquela região, será o Raul Jungmann?? deve ser. Indo direto pra Gotemburgo.
    https://www.flightradar24.com/E35L/db4ace6

  19. MD e Embraer realmente querem essa venda aos Suecos.

    Depois que Portugal começou as negociações, agora é partir para o resto da Europa. Prevejo bastante gente irritada na Airbus/Lockheed.

  20. Olá.
    Ninguém discute a importância nem a relevância das fábricas e projetistas portugueses no desenvolvimento do KC-390. Mas a origem e especificações do projeto foram feitas no Brasil.
    Não há dúvida que Portugal é um parceiro relevante na entrada dos produtos brasileiros, em parceria tecnológica, na C.E. Mas o marketing lusitano tem de ser mais amplo e não apenas focado no ambiente doméstico.
    É ótimo quando uma autoridade portuguesa de primeiro escalão aparece participando dos testes do KC-390. Mas isso tem pouca (ou nenhuma) valia se o país não estiver disposto a comprar o aparelho.
    O grande aval e apoio que Portugal pode dar ao programa KC-390 é a compra efetiva da aeronave. E isso ainda não se concretizou. Por hora, há somente o marketing. E ainda assim, focado no próprio país.
    Dá para esperar (e querer) mais de uma “parceria”, não?
    SDS.

  21. Mas e os suecos, realmente querem o que???? Pelo que foi divulgado até o momento, o “+ um” sequer prioridade é.
    O que se tem até o momento é somente a movimentação unilateral brasileira, nada mais.
    Pois quase que o mesmo pode-se dizer de Portugal, que até o momento somente manifestou seu interesse em iniciar negociações a respeito da aquisição da aeronave, mas nada de concreto fez neste sentido ainda.
    E se há gente irritada de verdade estes se encontram em SJC e Gavião Peixoto, enquanto que apesar dos seus muitos problemas a Airbus vendeu o A-400M para a Indonésia e a Lockheed, em cima dos problemas da Airbus vendeu para própria França e a Alemanha.
    A Embraer, que somente vendeu para o Brasil não tem nada consistente a apresentar que sustente a pretendida hype em torno de seu produto, ás vésperas do show francês.
    Essa é que é a realidade.

  22. E posso ainda acrescentar que é quase certo que os KC-390 portugueses depois irão sofrer melhorias de acordo com indicações e necessidades da FAP, à semelhança dos F-16 que foram actualizados com especificações da FAP e com autorização do fabricante americano General Dynamics, o que diz bem do elevado grau de competência e desenvolvimento das OGMA e sua credibilidade no domínio internacional.
    Portanto Portugal vai comprar o avião com as especificações de série mas depois vai convertê-lo num avião muito melhor, não no capítulo da aerodinâmica mas sim no aumento de valências de combate à guerra electrónica e nos domínios do software que a meu ver ainda há muito por desbravar e potenciar neste avião e que Portugal tem empresas altamente capacitadas para o fazer, no final veremos várias versões do KC-390 de acordo com as especificações de cada força aérea, mas porém será a especificação portuguesa que servirá de bitola para os compradores europeus e OTAN. Digamos que até agora a importância brasileira no projecto é a mais importante obviamente, por ser um construtor brasileiro, mas assim que Portugal fizer as suas modificações e começar a operar estes aviões em teatros de operações internacionais, como é o caso da República Centro Africana ou outros, será essa versão que servirá de referência e aí o papel de Portugal será bem maior do que aparentemente é actualmente.

  23. A meu ver será um bom negócio para Portugal, além de potenciar o cluster aeronáutico vai dotar as FAP com quatro valências, duas ao nível militar e outras duas ao nível civil, ao nível militar para dar mais valências de projecção logística de material e homens, só para se ter uma ideia Portugal enviou recentemente para a RCA, 55 viaturas, 12 contentores pesando cerca de 600 toneladas mais um contingente de tropas especiais Comandos, num Antonov 124 fretado pela ONU e que fez o transporte em nove viagens, o que vale é que Portugal não teve que pagar o frete.:)
    Mas numa operação de projecção de forças em teatro OTAN, aí sim teríamos que assumir os custos de transporte, ou de interesse nacional, a outra valência para as FAP é o reabastecimento aéreo que potenciará que Portugal tendo uma base nos Açores e tendo protocolos militares com países aliados para uso pontual das suas bases como é o caso de Cabo Verde ou S.Tomé e Príncipe, permite que Portugal amplie o seu raio de acção dos seus caças aumentando para oeste e norte dos Açores, e para Sul, Oeste e Este das ilhas de Cabo Verde, o que implica que Portugal pela primeira vez poderá ter autonomia de operações furtivas fora do seu espaço aéreo utilizando caças partindo de bases do seu territorio sem precisar de porta aviões.:)
    Bastando para isso utilizar bases em países aliados onde seriam localizados os EC-390 para reabastecer os caças que fariam as operações sem qualquer escala partindo de Portugal.
    Quanto as valências civis, além do combate a incêndios claro, existe a valência de evacuação de portugueses residentes no estrangeiro e estou-me a lembrar assim de repente da situação de instabilidade na Venezuela, onde Portugal certamente terá de montar uma operação de resgate aos portugueses que queiram sair do país caso a situação se complique demasiado e nesta circunstância o KC-390 virá mesmo a calhar.

  24. Eita Pierre, os portugueses reinventaram a roda, pois !
    —–
    Ivo, não há problema quanto a isso…o que você pensou não é crime, é preconceito de profissão que tem tanto aqui como em qq lugar do mundo….agora apoderar-se de propriedade intelectual aí é bem, diferente.

  25. Renato Vieira,na apresentação deste avião em solo europeu, embora ele esteja pintado com as cores da FAB que aliás ainda nem sequer formalizou a compra de qualquer unidade, qualquer um verificará estampado quatro bandeirinhas que representam os quatro países que participaram no projecto.
    A participação portuguesa de propriedade intelectual envolveu, cerca 170 engenheiros e 450 mil horas trabalho para a concepção, design e cálculos de 1.600 peças que compõem o chamado dorso do avião, onde está localizado o trem de aterragem, os elevadores das asas traseiras, a fuselagem e uma parte do leme, componentes que são da inteira responsabilidade do Centro de Excelência e Inovação da Indústria Automóvel (CEIIA) do Porto e também estiveram envolvidas a unidade da Embraer, inserida nas OGMA, e a fábrica de componentes de Évora, localizadas em Portugal, resumindo a incidência da propriedade intelectual portuguesa ´na concepção deste avião e com sede em Portugal , vale sensivelmente 56%.
    Acho melhor os brasileiros se informarem melhor antes de debitarem lugares comuns, as chamadas bobagens.

  26. Querem ver que agora temos as carpideiras brasileiras todas ofendidas por o primeiro ministro de Portugal ter dito que o avião é uma parceria aeronáutica entre Portugal e o Brasil? A Embraer tem duas fábricas em Évora, as OGMA, são detidas a 65% pela Embraer e 35% pelo estado português, houve centros tecnológicos portugueses que se envolveram na concepção e certificação do produto… (já imaginaram como certas peças são importantes se tiverem o selo CE? sabem quanto isso vale em termos de qualidade e exportação?) “primeiro produto da cooperação com o Brasil na área da tecnologia aeronáutica com componentes produzidos em Portugal.” É MENTIRA?
    Não será natural que ele puxe pela produção nacional depois de vários anos de crise financeira grave? se o não fizesse como podia comprar e justificar a compra de cinco aviões às carpideiras portuguesas que acham que o país faz parte da NATO mas que isso não é para levar a sério? cinco aviões de transporte para quê? perguntariam logo metade dos eleitores portugueses…! Os mesmos que acham que Portugal com uma das maiores ZEE da NATO não precisa de submarinos!!!
    A essa conversa que li em muitos post, aqui chamamos-lhe conversa da treta, para não dizer outra coisa na língua de Camões que vocês entenderiam de certeza. Como disse aí alguém complexo de “vira lata”!, de terceiro mundo que ainda não perguntou donde vem a tecnologia dos motores e digital do avião. Deve ser made in Brasil…! se assim fosse o primeiro ministro não teria arriscado voar nele entre S. Paulo e o Rio de Janeiro!!!
    É bom para os dois países e Portugal pode ser a porta de entrada na Europa porque uma boa parte da produção está aqui. Devia ser um orgulho para todos.
    Por falar em Europa… Cuidado a vossa classe média alta está a fugir para cá, para Portugal, a grande velocidade, para o primeiro mundo!!! o terceiro país mais seguro do mundo…

    Um abraço

  27. Já agora o post que tinha deixado atrás…

    https://www.publico.pt/2016/06/12/economia/noticia/ogma-aposta-em-novos-mercados-e-atinge-lucro-recorde-de-11-6-milhoes-1734876

    O avião de transporte “brasileiro” vai precisar de muitas operações de marketing como esta para se tornar conhecido e para poder ser vendido por esse mundo fora…! Na próxima cimeira da Nato em Bruxelas peçam ao primeiro ministro português, o ministro da defesa que também estava na foto e toda a comitiva portuguesa para ir no KC-390…!!!

    Um abraço

  28. Podem falar o que quiserem. O KC-390 tem mesmo cara de mal, e os Portugueses tem sim que se orgulhar de participar de um projeto militar de primeira grandeza fora do eixo EUA, Europa e Russia. Ai eu fico me perguntando, somos primeirissimo mundo no quesito aviação com a Embraer, e em outras coisas ficamos pra traz. Não poderiamos seguir esse exemplo, de que onde chegamos com uma nave “Made in Brasil” recebemos todo o respeito. Seria esse o Brasil dos sonho, se pudesse ser tudo assim.

  29. A Boeing ainda vai vender o KC- 390 para a USAF, para a Marinha, para o US Army ou para a Guarda Costeira americana, é só esperar.

  30. Se este avião for um sucesso é uma bofetada de luva branca que Portugal dá na Airbus que não fabrica um simples parafuso no país! Fazem acordos milionários de venda de aviões com os chineses e a maioria dos países da CE e do Euro não recebe nada em troca, a não ser os têxteis baratos chineses e outras porcarias que chegam do Oriente. Um nicho de tecnologia aeronáutica em parceria com os brasileiros seria uma boa forma de mostrar aos nossos “parceiros e amigos” europeus de que somos capazes de viver sem depender deles apenas! Mais, somos um país periférico do euro, como eles gostam de dizer, de 10 milhões de habitantes mas que podemos ter outros horizontes sem ser a Europa. Por azar, Angola, outro país importante nas exportações portuguesas atravessa uma crise muito grave.
    um abraço

  31. Aos amigos lusitanos, e aos meus conterrâneos gostaria de pedir que voltasse a moda o uso de algo chamado bom senso – parece que muitos nunca ouviram falar dele. Nem tanto a terra, nem tanto ao mar. O projeto foi todo focado nas especificações da FAB ( mas que se bem atendidas seriam muito bem vindas p/ vários outros operadores ), foi. Parte do projeto foi feito, e bem, em Portugal, foi. O sucesso do KC-390 fará bem a ambos os países, sim. Então mandemos a mer… os chatos e os espíritos de porco que só comentam p/ denegrir.
    Obs.: Informo ao Pedro Lopes que a FAB já formalizou seu pedido de 28 und.
    Abs.

  32. Hernâni
    Você está a tocar no ponto certo, Portugal interessou à Europa quando precisava de infraestruturas, para isso chegou dinheiro a 70% de fundos perdidos mas….o restantes 30% tivemos que nos endividar à banca europeia porque assim nos foi obrigado e é se queríamos ser admitidos na CEE e posteriormente na UE e no euro, a partir do momento em que Portugal já está servido de infraestruturas, exceptuando a ferrovia e portos que curiosamente este governo está a investir, e passamos a ter massa cinzenta qualificada em excesso, Portugal “deixou de ter interesse” pois está precisamente na fase de transferência tecnológica e que pode ser absorvida para criar algo de novo, o que para certos países europeus é um risco a médio prazo porque podemos ser concorrentes deles em determinados sectores tecnológicos, estes são os nossos “amigos” europeus, por isso afastam Portugal de projectos de ponta europeus.
    Mais importante que estar na Europa politicamente falando, porque geograficamente sempre estivemos, é saber estar-se na Europa, e um país como Portugal no seu actual estádio de desenvolvimento que se pode caracterizar numa fase propícia à transferência tecnológica e sua dinamização para ser um país criador de tecnologia de ponta, é uma fase em que temos a valência humana capaz de empreender esse caminho, situação que não havia há uns anos atrás, por isso Portugal se está convertendo num país de moda, não só pelo turismo mas acima de tudo porque está a atrair sinergias do exterior que sentem que aqui estão a encontrar um estado embrionário e aliciante de abertura fácil aquilo que é novo, um pouco à medida da China noutra escala evidentemente, quando mudou o seu paradigma de ser um país conhecido pela sua mão de obra barata e passou a ser um país de transferência tecnológica nos anos 90, hoje no séc. XXI a China já passou a fase de transferência tecnológica para passar a ser um país de criação tecnológica competindo com aqueles que lhe transferiram tecnologia pela instalação das suas multinacionais usufruindo da mão de obra barata, como é o caso dos EUA e da Alemanha.
    Neste caso da aeronáutica sempre defendi que o Brasil deve ser sempre um parceiro ideal de transferência tecnológica e mesmo na fase posterior de criação, pois indubitavelmente o futuro de Portugal e Brasil estarão sempre interligados, mas também defendo uma parceria com a Ucrânia com a Antonov, não com a criação de uma fábrica em Portugal mas sim com a captação de engenheiros dessa fábrica para Portugal dando-lhes condições ideais.

  33. Pedro,
    Também não diria melhor!
    Os nossos parceiros e amigos europeus, em especial o ministro das finanças alemão e os seus fiéis seguidores, pensavam e afirmaram que Portugal era uma segunda Grécia, ou seja, tínhamos de evitar um segundo resgate, agora estão com alguns problemas em engolir um crescimento acima da média europeia baseado nas exportações de bens e serviços e no investimento. O cachorro mordeu a trela e fugiu ao dono…!!

    um abraço

  34. Luciano
    Bom a FAB só tinha mesmo que formalizar até porque esta iniciativa do governo português meteu uma certa pressão.:)
    Há um ditado português que diz, a César o que é de César que é apenas uma parte da frase proferida por alguém há cerca de 1984 autor da dita frase mas acrescentando-lhe a Deus o que é de Deus, o que quer dizer que os portugueses sempre tiveram o bom senso de não se acharem donos da razão deve-se valorizar aquilo que cada um contribuiu para o projecto e não fazer tábua rasa do papel de Portugal na parceria como tenho visto nalguns comentários brasileiros e posso também acrescentar outro ditado português, quem não se sente não é filho de boa gente.
    E dito isto passamos a página à frente, essa página que está a ser escrita pelo actual governo português é uma mensagem clara à Europa, ainda não somos um país produtor e criador de tecnologia de ponta mas….já temos e estamos em condições de receber tecnologia para passarmos ao patamar seguinte que é o da criação própria.

  35. Hernâni
    A Grécia sempre foi a inspiração de Portugal, não Roma, por isso tenho um especial apreço por esse país e pelo povo grego.
    Todos os reís portugueses se inspiraram em Alexandre o Grande, nenhum rei português reconheceu um César sequer como exemplo a seguir, por aqui se explica a demanda a Oriente não só pelas especiarias mas para ampliar aquilo que Alexandre tinha conseguido.
    Todo o europeu devia estar grado à Grécia, a criadora das ciências e filosofia europeias, até os romanos beberam influência dos gregos e o reconheceram, só os bárbaros fora do legado do império romano nunca reconheceram coisa alguma à Grécia ou a Roma, hoje a Alemanha é o legado da Germânia, região bárbara às portas do império romano e que se desenvolveu a partir da renascença, baseado nos princípios do legado matemático e filosófico da Grécia mas nunca o admitiram publicamente, para eles todos os científicos alemães apareceram como obra e graça do Espírito Santo e claro da “inteligência alemã”, fazendo tábua rasa desse legado grego importantíssimo para a civilização europeia.
    Aliás a civilização europeia assenta em dois pilares, Atenas e Roma, depois essas civilizações fizeram a chamada transferência civilizacional e de onde saíram civilizações que as absorveram e criaram algo de novo como foi o caso de Portugal que criou o termo “civilização ocidental”, hoje existe a chamada Europa ocidental por causa de Portugal quando fez a transferência tecnológica para o Japão que por sua vez influenciou na criação de um país unificado e um nova civilização, esse nome de “os do ocidente” foi dado pelos japoneses.
    Portanto meu caro não damos lições a ninguém na Europa, mas também é certo que ninguém na Europa está sequer em condições de nos dar lições desde os Urais até Badajoz, porque nós temos o legado dos dois pilares fundadores da civilização europeia e com muito orgulho. somos gregos de uma maneira e somos romanos de outra e ainda temos uma terceira maneira que é sermos tudo e não sermos nada que é um estádio que se encontra só em Portugal.:)

  36. Pedro Lopes,
    A FAB assinou o contrato de compra de 28 KC-390 em 21/05/2014.
    Acredito que a FAB e a Embraer tenham muito mais poder de pressão sobre o governo brasileiro do que o governo português e que a compra se deu muito mais como um desenrolar do processo de desenvolvimento e fabricação da aeronave do que qualquer outra coisa.

  37. Prezado Pedro Lopes,
    Alguma sugestão ao seu interessante comentário.
    Na verdade a nossa civilização ocidental tem seu apoio não em dois pilares, mas em três pilares.
    Dois deles, como você bem disse, vêm da Grécia e de Roma, da Grécia temos a filosofia, de Roma temos o direito e o terceiro vem do Oriente Médio que é a religião judaica, que deu a base da formação do cristianismo.
    Sugiro um livro muito bom, não é um livro para qualquer um infelizmente, ele requer uma boa dose de inteligência e mais uma boa dose de disposição para ler, não é nenhuma leitura de final de semana. Entretanto, pelo que já li em seus comentários, você não terá a menor dificuldade, muito pelo contrário, acredito que vai gostar do livro.
    .
    Paideia – A Formação do Homem Grego de Werner Jaeger.

  38. Senhores, temos aqui muito a comemorar. Portugal foi convidado e tem cumprido galhardardamente com sua parte na festa. O KC390 é fruto da colaboração vitoriosa de um conjunto de entidades e pessoas que, apesar de muitos percalços e barreiras, de toda ordem, conseguiram realizar uma obra admiravel. Temos que lembrar dos tchecos, que tambem fazem parte importantissima neste contexto, assim como dos argentinos, cuja participação, embora muito pequena, tem sua relevancia. Uma ausencia que, infelizmente, ocorreu, é a chilena, que certamente poderia ter colaborado em muito. Ao meu ver o Chile é um especial convidado, continuando a ser muito benvindo na medida que for possivel em proximos desenvolvimentos.
    Agora, essa ida do KC390 à Suécia me parece que tem o intuito de manter uma colaboração não no desenvolvimento da aeronave propriamente dita, mas sim na sua customização em algumas versões especificas e comercialização em geral. Claro que a Suecia possui um conhecimento profundissimo em tecnologia aeronautica. ALem disso, vale aqui relembrar, que a industria e a tecnologia sueca tem uma longa e historica colaboração com o Brasil, sendo que empresas como Scania, Volvo, Ericson, Kvaerner, Bofors, Nohab, Saab, KMW, etcetc…em muito tem se responsabilizado por centenas de milhares de empregos aqui no Brasil, sem dizer no conhecimento agregado, o qual so não temos conseguido maximizar em decorrencia de nossas limitações. Portanto os suecos tambem sao muito benvindos.
    Aos nossos amigos (no meu caso antepassados) lusitanos, temos sim, reitero, que agradecer. Lembro, por exemplo, como mero estagiario na Engesa, quando tinhamos que cumprir com requisitos de normas tecnicas portuguesas para desenvolver o projeto do EE-25, pois eram referencia devido aos conflitos em Angola e Moçambique. Agora, não esquecer que seus netos cresceram e hoje temos um papel de protagonistas. Quando vcs estiverem desenvolvendo um avião nos convidem, tambem, por que saberemos ajuda-los.
    Mas a festa so esta começando. Temos que vender uns 390 kcs. Abraços.

  39. Amigo Hernâni, aproveitando essa comunicação transatlântica, lembrei que quando eu era criança, meu pai falava de um comediante português – Raul Solnado – que contava a história da sua participação na guerra de 1908. Com o surgimento do youtube encontrei uma participação dele em um programa especial na TV Record do Brasil : https://www.youtube.com/watch?v=Scon87C_zkU
    Abs.

  40. Luciano,
    Raul Solnado morreu há poucos anos atrás. foi um grande comediante português e teve também bastante sucesso no Brasil. Esse video é memorável. Era a guerra de 1908, nunca existiu! até nesse aspeto era hilariante. Da de 1914-18 já não se podia fazer piada…

    Um abraço

    Roberto Santana e Pedro Lopes,
    Os três grande pilares da civilização ocidental estão nos vossos dois textos, a antiguidade clássica, Grécia e Roma e a herança judaico-cristã. São esses princípios que definem a nossa civilização e a nossa forma de estar no mundo apesar das diferentes crises politicas, económicas e de valores que a podem abalar de vez em quando.

    Um abraço

  41. “E ao imenso e finito oceano, ensinam estas quintas, que aqui vês. O mar com fim será Grego ou Romano, o mar sem fim, é Português” F.Pessoa

  42. Depois de nascido, o que não falta a todo filho bonito e bom, é a certeza da paternidade.
    No processo de concepção, geração e parto, onde dúvidas e incertezas permeiam o caminho. É que percebemos a timidez e certo desinteresse de alguns participantes. Hoje temos um belo avião que deixou de ser um projeto e é uma realidade animadora. Um produto de primeira classe. Portugal é um parceiro importante e vai colher bons frutos. Não posso dizer o mesmo da Argentina e Chile.
    Parabenizo o texto do Pedro Lopes. Parabenizo o Rommelqe – 21:50 -12.06. Pelo Texto e o Pedro Lopes, 19:15 do mesmo dia. ” E que cesse tudo que a antiga musa canta, que um valor mais alto se alevanta”.

  43. Pedro Lopes e Hernani, também quero morar em Portugal. Se possível, voar na TAP ou Portugalia. Em outubro estarei aí de férias, e vou me informar melhor sobre os benefícios para os aposentados brasileiros. Se puderem me adiantar algo, agradeço : rinaldonery@uol.com.br. O Brasil chegou no fundo do poço. Está um lixo. #bolsonaro2018.

  44. Agradeço aos tugas que participaram aqui na discussão. Sempre bom ter informações “do terreno”, de quem vive a realidade e que busca compartilhar. impressões objetivas. Muito grato !

    E espero que nos espelhemos em Portugal, que elegeu um governo de frente ampla de esquerda que tem Antonio Costa como Primeiro Ministro, e está mostrando que essa conversa de austeridade é coisa de Wall Street/Bruxelas. Avante, em terras brasilis e além mar!

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