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2017: Orçamento da Defesa do Brasil

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Embraer KC-390
Embraer KC-390

O governo federal aprovou na última quarta-feira, 11, a Lei Orçamentária de 2017. O texto, sancionado pelo presidente em exercício Rodrigo Maia, prevê um repasse de mais de R$ 94 bilhões para o Ministério da Defesa. Deste montante, mais de 73% será destinado para gastos com pessoal e encargos sociais.

GASTOS COM PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Defesa, os gastos previstos com pessoal e encargos sociais são de mais de R$ 69 bilhões, contra R$ 61 bilhões de 2016. A fatia correspondente do orçamento geral, no entanto, diminuiu de 74,6% em 2016 para 73,8% neste ano.

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INVESTIMENTOS
Ainda segundo dados do MD, a pasta recebeu um incremento de 40,8% no orçamento de 2017 para investimento no PAC da Defesa, em comparação com o valor repassado no ano passado. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) contempla os projetos estratégicos das três Forças: Marinha, Exército e Aeronáutica.

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ADMINISTRAÇÃO CENTRAL
Os projetos a cargo da Administração Central do MD receberão um repasse de mais R$ 545 milhões. Trata-se de empreendimentos que atendem aos interesses das três Forças. O H-X BR prevê a aquisição de 50 helicópteros de transporte EC-725 para uso da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O EC-725 realiza missões de transporte tático, de tropas, de cargas, reabastecimento em voo, busca e salvamento, combate e esclarecimento e proteção de superfície marítima. Além disso, o helicóptero é considerado fundamental para prestar apoio em calamidades públicas, como resgate e transporte em enchentes.

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Já o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) receberá um repasse de R$ 60 milhões. O objetivo do programa é prover meios seguros e soberanos para comunicações estratégicas e de defesa, além de trazer ao país tecnologias espaciais críticas, por meio de programas de transferência e de absorção de tecnologia. O artefato será o primeiro a ser 100% controlado por instituições brasileiras, dando ao Brasil pleno domínio das informações que orbitam o território nacional.

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MARINHA
A Marinha do Brasil vai receber um repasse total de R$ 2,352 bilhões em 2017 para seus projetos estratégicos. O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), que tem como objetivo projetar e construir no Brasil quatro submarinos convencionais e um movido a propulsão nuclear, prevê ainda a construção do Estaleiro e da Base Naval em Itaguaí, RJ. Além disso, a Força também está responsável pelo Programa Nuclear da Marinha (PNM), que tem o objetivo de desenvolver a tecnologia de propulsão nuclear com o domínio do ciclo de produção de combustível nuclear.

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EXÉRCITO
Os projetos a cargo do Exército são os que terão o menor repasse, comparado com os das outras Forças. O total de R$ 906 milhões será destinado ao Sisfron, Astros 2020 e Blindados Guarani. O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) é o maior projeto de vigilância de fronteiras terrestres em execução no planeta. O projeto Família de Blindados Guarani, por sua vez, consiste no desenvolvimento de veículos de combate nas plataformas 4×4, 6×6 e 8×8, que não só serão poderosos para operações militares de ataque, mas também representarão um salto qualitativo em missões de defesa, patrulhamento e paz. Por fim, o projeto Astros 2020 tem o objetivo de dotar a Força Terrestre de meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade.

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AERONÁUTICA
Com o maior orçamento para investimentos em projetos estratégicos, a Aeronáutica receberá um repasse de R$ 2,678 bilhões em 2017. O montante será repassado para o desenvolvimento e aquisição do KC-390. Segundo a Força Aérea, os gastos com o projeto KC-X preveem a certificação da aeronave, que deverá ser consolidada ainda neste ano. Por sua capacidade de transportar até 23 toneladas, a aeronave pode ainda acomodar equipamentos de grandes dimensões, como armamentos, aeronaves semi-desmontadas e até o blindado Guarani. Ao todo, mais de 50 empresas brasileiras participam do projeto, que conta ainda com a colaboração da Argentina, Portugal e República Tcheca.

Outro projeto da FAB é o novo caça, o Gripen NG, que integra o projeto FX-2. A encomenda brasileira envolve 28 unidades monoplace (para um piloto) e oito biplace (para dois tripulantes). O contrato envolve ainda o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019, e a última em 2024.

FONTE: Indústria de Defesa & Segurança

7 COMMENTS

  1. HX-Br (“Kombi Voadora”), Prosub (“Baleia Preta da Roubebrecht”) e PNM (ralo de dinheiro há 40 anos) deveriam ser sumariamente cancelados. Enterra essas m. de programa, como o Collor fez com o da Bomba Atômica, e FIM!

    De preferência junto com o “Pograma Ispacial Brasireru” que só serviu até hoje pra mandar astronauta plantar feijão no espaço…

    Alguns outros, como o Guarani e o Astros, deveriam ser adequados à nova realidade de falência do Estado (fim do “Bravphil-PuThânphia”). A festa acabou, e já foi tarde.

    Os únicos que devem ser mantidos, na medida do possível, são o Gripen, o KC-390, o Sisfron e o Satélite. Temo porém que muito em breve nem estes projetos essenciais possam ser mantidos.

    PS1: É impressionante como o EB sempre gasta menos que as outras Forças.

    PS2: Sem uma P-R-O-F-U-N-D-A reforma do Estado Brasileiro – civil E militar – que o torne mínimo, e atuante apenas e estritamente nas áreas essenciais (Defesa e Justiça, e olha lá), a tendência é apenas piorar pra sempre. Ainda chegaremos a um orçamento quase 100% destinado às folhas de pagamento.

  2. Olá.
    É, a gestão de folha de pagamentos deveria ser independente do orçamento de qualquer autarquia pública, gerida e mantida por órgão próprio. Mesclar custeio/pagamentos/PDI é um erro administrativo.
    Realmente, a atual crise tem dado voz a uma série setores radicais que se “travestem” de “liberais”, “patriotas” e outros termos que servem bem para ocultar seus reais pensamentos/pontos de vista.
    Mas, ainda bem, este não é um fórum de discussão política/ideológica. E eu já fugi demais do tópico apresentado…
    SDS.

  3. Vader, impressionante seria se EB gastasse mais dinheiro que a MB e a FAB. Não tem comparação o custo dos equipamentos, de sua manutenção e de sua utilização entre essas Forças. Com um bilhão de dólares, a FAB mal conseguiria comprar aeronaves para dotar um esquadrão de caça e a MB conseguiria adquirir uma fragata de 6 mil toneladas. Já o EB conseguiria comprar cerca de mil blindados Guarani ou 500 mil fuzis IA2 (e olha que esse fuzil é caro pra caramba!).
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    O satélite já está comprado e mesmo o Brasil sendo um prodígio na arte de fazer besteiras, ele será lançado. Na minha opinião, também não faz mais sentido cancelar a construção dos submarinos convencionais (o nuclear eu concordo que poderia ser cancelado). O Guarani é relativamente barato e um bom programa, em linhas gerais (o oposto do H-X, que poderia ser minado, já que o helicóptero opera com muitas restrições).
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    Maurício Silva, se separar a folha de pagamentos aí é que ela explode de vez ou irão cortar tanto o número de cargos que as Forças irão chiar ou até se revoltar e derrubar o presidente.

  4. Rafael Oliveira
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    “Vader, impressionante seria se EB gastasse mais dinheiro que a MB e a FAB. Não tem comparação o custo dos equipamentos, de sua manutenção e de sua utilização entre essas Forças”
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    Concordo com os preços, mas olha o tamanho do EB em comparação à FAB e MB.

  5. Comparem esses valores com o que foi roubado no Petrolao. Dinheiro de pinga. Dava pra comprar 200 F-39, dois São Paulo, 15 Scorpenne, 40 KC-390, 10 E-190 AWACS.

  6. Vader, mas a matéria era sobre os gastos com investimentos. Os gastos com investimentos do EB serão menores do que os das demais Forças Armadas, o que, volto a repetir, é natural.

    O gasto com pessoal do EB seguramente é muito maior do que os das demais Forças.

    Por curiosidade, seguem os efetivos.

    EB: 222.869

    FAB:72.009

    MB: 64.694.

    Mais ou menos metade do efetivo de cada Força é formada por cabos e soldados.
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    Rinaldo,
    “O prejuízo causado pelas irregularidades na Petrobras descobertas pela Operação Lava Jato pode chegar à casa dos R$ 42,8 bilhões, de acordo com o laudo de perícia criminal anexado pela Polícia Federal (PF) em um dos processos da operação.”
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    São valores bem maiores que os investimentos (6,4 bilhões), mas são menores que os gastos com pessoal (69 bilhões). Obvio que não estou comparando uma coisa com outra. Só estou falando dos valores envolvidos, já que o senhor sugeriu a comparação.
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    Enfim, o orçamento do MD não é pequeno.

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