X-15 e B-52
O X-15 desprendendo-se do NB-52A, na altitude de 45.000 pés e velocidade de Mach 0.8

Em 12 de agosto de 1960 na Base Aérea de Edwards, Califória, o Major Robert M. White voou o avião foguete North American Aviation X-15 até uma altitude de 41.605 metros (136.500 pés), excedendo o recorde anterior de 38.466 metros (126.200 pés) atingido pelo capitão Iven C. Kincheloe Jr., com o Bell X-2 em 7 de setembro de 1956.

O X-15 acelerou até Mach 2.52 (2.853 km/h) enquanto subia em um ângulo de 70°. Depois que o motor foi desligado, o avião planou até pousar. A duração do voo foi de 11 minutos e 39 segundos.

Nos anos seguintes, até 1968, o X-15 voaria 3 vezes mais alto, atingindo 107,8 km de altitude e a velocidade de 7.273 km/h!

X-15

Three view art of the North American X-15. 4/10/61

13 COMMENTS

  1. Me criei ouvindo sobre avião do X-15, e seu voo histórico – o avião mais rápido que voo na década de 60, e acredito que ainda o record pertença a ele, até que me provem o contrário..

  2. Eu lembro de algum debate aqui sobre o uso exclusivo de tailerons, sem qualquer auxílio de ailerons ou spoilers das asas.
    O X-15, apesar de manobrar pouco e ser quase que um foguete, foi o pioneiro nesse tipo de arranjo, não tinha ailerons, nem mesmo flaperons, seus flaps eram usados somente durante o pouso.
    O giro e a arfagem eram feitos unicamente pelos tailerons, as duas superfícies horizontais da cauda.

  3. O estabilizador vertical, a deriva superior, era tambem em peca unica.
    Pelo que pude apurar, a superficie tinha forma de cunha, porque dava mais autoridade de comando, respondia mais rapido em com maior precisao aos comandos do piloto, especialmente nas altas velocidades que o aviao voava, uma outra vantagem do formato, era a ter uma deriva menor que a normalmente usada com a forma tradicional.

  4. Outra coisa que não havia reparado era na parte inferior do estabilizador: pelo jeito uma parte dele era descartável, no estilo Dornier. Vê-se no desenho acima que a parte inferior era mais longa que a estrutura do trem de pouso e esquis.

  5. Outro off-topic, mas nem tanto. O Roberto deve ter uma porrada de fotos do Intrepid Sea, Air & space Museum. Fica em Nova Iorque. Tambem lá, e para quem não puder ir em Simsheim, na Alemanha, no Intrepid vc pode ver um monte de aviões . Inclusive um Concorde, ao vivo e a cores, por dentro e por fora, pode ser visto e um fos membros da familia “black bird”. De quebra gosto, ou aperitivo, como quiser, ainda tem o Enterprise (original…), um submarino, etc.
    Isso é só pro MO e o Galante voltarem lá pra rever um tal de porta aviões (garagem de aviozinhos…), figura meramente coadjuvante…nem nuclear é…kkkkkkkkkk

  6. Prezado Rommelqe,
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    Eu estive no Intrepid, tenho as fotos, mas foi no tempo que nao existia camera digital, essas fotos sao muito boas, na epoca eu tinha uma Canon, que afundou com uma onda no mar e nunca mais funcionou….rsrsrs..
    O submarino era um que tinha um missil do lado de fora, foi a unica vez que eu entrei num submarino.
    O que eu achei muito bom foi um Supermarine Scimitar que estava no porta-avioes.

  7. Sempre fui fascinado por esse avião! Me lembro que tinha um CD/Enciclopédia Digital que tinha o primeiro voo dele. Ficava admirado do modo que o avião era lançando do B-52. Se não me engano Neil Armstrong (o primeiro homem a pisar na lua) foi um dos seus pilotos.

  8. Marcos, o estabilizador inferior era alijado antes do pouso, que era feito sobre esquis na areia do deserto. Tudo projetado sem computador, autocad, nada. Só prancheta, calculadora e régua.

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