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75 anos da Batalha da Inglaterra: ‘nunca tantos deveram tanto a tão poucos’

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Messerschmitt Me 109 und Junkers Ju 87

Em 10 de julho de 1940 começou a batalha na qual a Luftwaffe comandada por Hermann Goering tentaria aniquilar a RAF – Royal Air Force. Goering pensava que conseguiria derrotar a RAF em quatro dias para permitir a operação Leão Marinho que invadiria a Inglaterra, mas a batalha durou três meses, milagrosamente terminando com a retirada dos aviões alemães do cenário.

Stuka JU-87

Mesmo com superioridade numérica de 2:1 no número de caças, a Luftwaffe não conseguiu superar a RAF, devido ao dispositivo defensivo de cobertura radar costeira, táticas e tenacidade dos pilotos britânicos e expatriados tchecos e poloneses.

Quando a batalha começou a Luftwaffe dispunha de 1.290 caças Messerschmitt Bf 109 e Bf 110, contra 591 caças Hawker Hurricanes Supermarine Spitfires. Goering acreditava que a atrição, a perda de caças e pilotos ingleses, obrigaria a Inglaterra a se render.

No final da Batalha, a RAF tinha perdido 900 aviões, enquanto a Luftwaffe amargava a perda de 1.500 aeronaves, que acabou tornando-se insustentável.

Spit atacando He-111

TRECHO DO FILME BATTLE OF BRITAIN, DE 1969

13 COMMENTS

  1. A pergunta: o que levou a superioridade britânica?
    Ao meu ver as duas aeronaves tinham suas qualidades equivalentes, ganhos de um lado, perdas de outro. Os pilotos alemães eram mais experientes. Sim, os FW190 se mostraram mais eficientes, mas chegaram muito tardiamente. Seria o peso extra em combustível das aeronaves alemãs o grande diferencial? De qualquer forma o texto não fala das perdas em tipos de aeronaves. Acredito, chute mesmo, que tenham sido os bombardeiros os de maior número de perdas.

  2. Sobre o assunto recomendo o livro ‘Com Asas de Aguia’ de Michael Korda, que descreve bem preparativos e a batalha em si, principalmente do lado Britanico, dando destaque a figura um tanto excêntrica de Hugh Dowding, comandante do comando de caças da RAF.

  3. Marcos,

    respondendo a sua pergunta: foi principalmente a relação de perdas de pilotos alemães Vs a sua reposição, que com o desenrolar da Batalha da Inglaterra, passou a ser cada vez mais por pilotos verdes recém formados e sem experiência.

    Na verdade a Alemanha possuía muito mais aeronaves e mais pilotos, mas os britânicos estavam lutando em seu quintal e praticamente “caiam” em casa quando abatidos, ou em terra firme ou no Canal… Já os alemães estavam caindo em território inimigo quando em terra ou no Canal e em ambos os casos eles eram presos enquanto os britânicos eram resgatados e voltavam a voar, dependendo dos ferimentos, alguns meses depois ou mesmo semanas depois de abatidos.

    Não podemos nos esquecer tb do advento do Radar, que dava o alerta para a RAF quando as formações Nazistas estavam entrando no Canal, assim a RAF já dava combate ainda sobre o Canal dispersando ou fragmentando as formações alemãs e diminuindo e muito o êxito dos ataques.

    Os Spitfires eram perfeitos para akela missão de “Defesa de Ponto”, ele praticamente não conseguia ir muito além do Canal, mas não precisava… por diversas vezes os britânicos deram combate, voltavam para as bases, reabasteciam, remuniciavam e ainda voltavam a tempo de pegar a onda alemã indo embora… sem falar nas defesas antiaéreas, na tenacidade da população, na preparação das cidades, isso sim foi monumental, tanto que após os ataques as pessoas iam aos cinemas, o comércio reabria… foi impressionante… 🙂

    Grande Abraço.

  4. Completando o seu comentário Oganza…

    Sem contar, a falta de objetividade do comando alemão.
    Ora objetivavam destruir as bases aereas da RAF, ora as fábricas de aviões eram alvos, e no derradeiro final, tentaram quebrar a tenacidade britanica ao bombardear as cidades…

    Li uma vez que os dois primeiros objetivos quase foram alcançados. Quando os britânicos começaram a ter pesadas baixas em aeronaves, pessoal e infra-estrutura de solo, os alemães mudaram de alvo… Quando os britânicos começaram a sentir, em numeros de aeronaves repostas, o resultado do bombardeamento as fábricas, os alemães mudaram de alvo novamente…

  5. Senhores, no ano passado eu fiz um trabalho sobre radares na faculdade, e posso afirmar que o advento do Magnetron que resultou nos primeiros radares pelos ingleses fez toda a diferença nesta batalha.
    Mesmo que primitivo já se manifestava como uma ferramenta importantíssima, dando aos ingleses uma vantagem que não pode ser deixada de lado.
    Sem o radar, seria muito improvável que o final fosse favorável aos ingleses.
    Existem outros fatores também, como citados pelo Oganza, mas nenhum com a relevância causada por este equipamento.

    Sds.

  6. O filme Battle of Britain (horrivelmente traduzido para Batalha Britânica) é um dos meus prediletos, perdendo apenas para Tora, Tora, Tora. São muitas as curiosidades na feitura deste filme.

    Uma é que na época a Força Aérea Espanhola ainda usava caças Me 109 e bombardeiros Heinkel 111. Eles foram alugados à produção.

    Os produtores também saíram catando Sptifires e Hurricanes espetados como monumentos por todo Reino Unido, para recolocá-los em condições de vôo!

    Mas uma das mais interessantes é que as camuflagens na parte inferior dos aviões eram tão eficientes, que para as filmagens de combates aéreos eles tinham que procurar por regiões onde houvessem nuvens no céu, pois de outra forma as aeronaves ficavam pouco visíveis.

  7. Os pilotos de Bf-109E voavam com 2 grandes desvantagens:

    1- Estavam quase cegos. Os britânicos sabiam exatamente onde os alemão estavam, então podiam se posicionar eficientemente para iniciar o combate. Os pilotos de 109 podiam apenas reagir ao ataque. Não podiam planejar quase nada e estavam presos aos bombardeiros, não podiam dar caça aos britânicos fugindo de um passe de metralhamento;

    2- O 109 dispunha de poucos minutos sobre o sudeste da Inglaterra. Para os bombardeiros alemães, ir além disso significava voar sem escolta. Diferente dos Mustang que voaram sobre a Alemanha 4 anos depois, eles de pouco combustível dispunham para combater os atacantes e defender os bombardeiros. O inverso ocorreria com o Spitfire quando a RAF começou uma ofensiva na Europa no ano seguinte. Enquanto isso, do outro lado do mundo, os japoneses já empregavam tanques externos, revolucionando o emprego de caças táticos monomotores. Quando os Bf-109 receberam os primeiros tanques ejetáveis, a Batalha da Inglaterra já tinha praticamente acabado.

  8. E para as escoltas de longo alcance tinha o Bf-110… Que se revelou um fracasso como caça diurno e acabou se encontrando na nascente categoria de caças noturnos com radar, onde teve muito mais sucesso.

    Aliás, o único caça bimotor a ter sucesso foi o P-38, mas era monoposto e mesmo assim foi mais contra os lentos caças japoneses do começo da guerra.

  9. Os alemães quase ganharam essa batalha.

    Os alvos principais eram as bases aéreas da RAF, com ataques combinados de bombardeiros a grande altitude e caças a baixa altitude, uma tática que seria usada contra os próprios alemães à partir de 1944, com os P-51 escoltando os B-17 a grandes altitudes e os P-47 “lambendo” as bases aéreas alemãs em baixa altitude, tirando vantagem de sua altíssima velocidade.

    Mas, em um ataque noturno onde houve falha em identificar os alvos, uma formação de bombardeiros alemães lançou bombas sobre Londres e a RAF, em represália, ordenou que uma formação de Vickers Wellington atacasse Berlim – o que enfureceu Hitler, que ordenou a destruição das principais cidades britânicas.

    Isso permitiu um alívio ao Fighter Command, que pôde se reorganizar e concentrar seus recursos inferiores – eram 3 caças alemães para cada Spit/Hurry – nesses poucos alvos, o que facilitou enormemente seu trabalho.

  10. Sobre o que está sendo dito, acho bastante curiosas certas passagens da II Guerra: como a urgência da guerra total afetou uns e outros de modo diferente.
    Na Batalha da Inglaterra, quando Hitler optou por bombardear as cidades tentando quebrar o espírito de luta dos ingleses, isso acabou causando um efeito contrário e uniu a população em torno da mítica figura de Churchill (que, pasmem, ainda tinha quem o contestasse) e seu discurso de resistência “até o último homem”.
    Contudo, posteriormente, quando os Aliados iniciaram as campanhas de bombardeio maciças contra o território da Alemanha, bombardeando instalações estratégicas para o esforço de guerra (o que implicava em muitas baixas civis também), o efeito foi bem diferente daquele provocado nos ingleses em 1940. O povo alemão, visto pela doutrina nacional-socialista como um gigantesco organismo vivo e único, começou a se fragmentar, caindo na dura realidade de uma guerra na qual você, de repente, se dá conta de que está do “lado do mal” e que o restante do mundo inteiro está contra você. É uma questão complexa para se abordar em poucas linhas, mas foi levantada pelo próprio Göering em um dos interrogatórios que lhe fizeram logo após a sua captura e que foi bem retratada em um livro português que li há muito tempo e que certamente ainda tenho mas deve estar repousando no fundo de alguma caixa perdida rsrsrsrs. Nessa mesma obra ele é taxativo: a derrota total da Alemanha iniciou quando iniciaram os bombardeios sistemáticos dos Aliados. Um bom tópico para ser debatido entre os estudiosos, pois muitos até hoje contestam a necessidade real daquelas campanhas de bombardeios pois tiveram um custo humano elevadíssimo diante das bem equipadas defesas antiaéreas alemãs. Sobre isso, aliás, recomendo o filme “Almas em Chamas” (1949), mostra um pouco dessa questão.
    Enfim, como eu mencionei antes, matéria interessante para se analisar como a guerra afeta uns e outros de modo diferente.

  11. Oganza 16 de julho de 2015 at 22:55 #

    E além da tenacidade da população, a princesa Elizabeth servia no exercito dirigindo caminhões, resgatava cadáveres das vítimas desses bombardeios entre outras coisas, a família real continuava morando em Londres e frequentemente visitava os abrigos anti-aereos e Winston Churchil aparecia quase sempre andando pelas ruas logo após tais bombardeios fazendo seu sinal da Vitória e assim davam o exemplo e motivação a essa população.

    Não resisto na comparação com a nossa classe política que aparece mesmo apenas em campanha eleitoral e se esconde para “trabalhar” ou “estão em perigo” ….

  12. Antonio,

    verdade, não dá para resistir mesmo… mas é triste… =/

    Churchill foi o homem certo na hora certa!

    Um homem calejado por erros e acertos durante a 1º Guerra, que como Primeiro Lord do Almirantado foi responsabilizado pelo desastre de Galípoli, com a perda de 3 navios + 3 que quase não conseguiram voltar e mais de 200.000 baixas durante a tentativa de tomar a península.

    Tendo que renunciar a seu cargo e sendo execrado nos círculos do Poder Britânico ele vai se “esconder” da vida pública se alistando e indo servir no fronte francês… é ai que começa a sua virada, quando volta e assume o Ministério de Material Bélico, sendo um dos responsáveis por um dos projetos que iria mudar o campo de batalha: The Tank Project, que daria origem aos MBTs.

    O Mundo hj é uma bagunça, mas com certeza estaria pior sem Churchill e com certeza estaria melhor se tivéssemos ouvido seus alertas antes e depois da 2ª Guerra.

    Grande Abraço.

  13. Bom dia Senhores!
    Meu nome é RICARDO COSTA. Sou Controlador de Tráfego Aéreo e apresento o meu mais recente texto. Trata-se de uma homenagem aos combatentes ingleses (ou não) da WW II, na Batalha da Inglaterra. Gostaria de apresentar este perfil do combatente.
    Rendo esta pequena homenagem aos pilotos e combatentes da RAF.
    Espero receber opiniões sobre o texto assim como saber se poderiam divulgar o mesmo. Talvez (quem sabe) encaminhar para alguma revista especializada.
    Aguardo resposta.
    Saudações aeronáuticas,
    Ricardo Costa (INFRAERO – AEROPORTO de MACAÉ)
    ( ctaricardocosta@gmail.com )

    UM CÉU AZUL e ESCURO (Batalha da Inglaterra) Por RICARDO COSTA
    Agosto e Setembro de 1940. Inglaterra. Canal Inglês. Patrulha da RAF.
    Nossos inimigos são poderosos e cruéis. Devemos nos manter firmes em nossos propósitos. Devemos manter os grupamentos bem preparados para o combate. Manter a superioridade é vital neste momento. Sacrifícios serão necessários. Manter a esperança de vitória e a moral é tão importante quanto abater o inimigo e deter o seu avanço. Ansiedade e censo do dever são nossas sombras. Algo que a técnica, o treinamento e o equipamento aéreo não preparam para o que está por vir. O imprevisto. O inevitável. Ficamos em alerta. Mas não demonstramos medo. Temos o receio de que os outros companheiros percebam isto. Sabemos que o moral do grupo depende da atitude e exemplo de cada um do esquadrão. Não é incomum fingir coragem e entusiasmo. Sabemos da necessidade de agir assim, pois, se está preste a entrar em um mundo totalmente novo e hostil, um CÉU AZUL e ESCURO. Devemos superar o medo e dar o próximo passo. O perigo espreita a cada momento. Para tal, basta saber que cada um faça a sua parte em uma equipe coesa. Quase uma família que torna o ambiente menos opressivo (e mais conhecido).
    Não desejamos morrer pelo nosso país. Queremos, sim, que o inimigo morra pelo país dele. Contudo, se tivermos de enfrentar nosso sacrifício máximo, no campo de batalha, melhor será escolher tal preço do que ser subjugado e viver pela tirania. A justiça deverá prevalecer em nome das nações livres. Esta é a nossa vida. É como ter a consciência de que devemos fazer de tudo para que este escuro destino, em nossa civilização, de nossa história e cultura seja extinta. Nosso verdadeiro destino é a liberdade e por ela lutamos. Temos a esperança de vencer ao enfrentar esta ameaça.
    Soa o alarme. Chega a hora de decolar. Equipe a postos. Equipamento pronto. Ao sinal de comando todos decolam e ganham altura. A missão começa. Por um breve momento todos os detalhes do briefing são repassados em sua mente. Mas sempre há a sensação de que falta algo. Algo que pode fazer a diferença entre o sucesso da missão ou o seu fracasso total. Parece que nunca se está preparado para tudo o que possa acontecer. Em seguida se percebe que existe o dever a cumprir. Percebe-se que existe o um norte. Percebe-se que a luta é o destino. O combate é a missão. Vida e morte são os alas. O controle aéreo repassa as informações necessárias. Proa, nível, distância, prioridade e tática. O RADAR é um grande trunfo neste momento. Depois, sabemos o número de inimigos e as suas aeronaves. Tão importante quanto alerta é a estratégia de combate. Seguimos as orientações do controle continuamente. Recebemos as tarefas do líder do esquadrão e tomamos nossas posições.
    Começa o combate. Tentamos ficar focados nos alvos e manter a equipe coesa. Cada elemento se posiciona. Nesse momento não existe o futuro. Só existe o presente, lento e perigoso, preciso e mortal. Só se espera viver a cada minuto. Ter a oportunidade de abater o inimigo. Talvez no próximo instante. Talvez no instante seguinte. Só isto. A atenção é tamanha que até se perde a noção do tempo. Tempo, onde nunca se sabe o que esperar. Sentir o barulho dos motores. Observar aviões em chamas. Ver pessoas caindo. Grande confusão no céu. O coração bate forte e acelerado. Ao ver e perseguir o inimigo você quer acertá-lo no primeiro momento. Mas o “alemão” percebe a manobra e não deixa fazer a mira. São movimentos rápidos e imprevisíveis. Ele faz de tudo para sair da minha mira. Aperto o gatilho. Rajadas curtas e precisas. O inimigo é abatido. O avião cai em chamas. Acabei de derrubar uma aeronave. Não o vejo saltar e acionar o paraquedas. Não dá tempo para isto, pois existe um grande conflito no céu. O céu está em chamas e em caos.
    No combate aéreo você tenta escapar do fogo inimigo e não ser ferido ou abatido. Ao receber a ordem de retorno tem-se o sentimento de imenso conforto. Quase um bem estar. E ao pousar sente-se alívio por retornar ileso. Contudo, este sentimento passa quando sabemos que outros companheiros de luta não mais voltarão. Você se atenta ao saber que eles nunca mais retornarão. Aos amigos que perderam a vida você nunca mais os esquecerá. Você também percebe que mães, esposas e filhos perderam seus parentes. Existe uma sensação amarga de determinação e dever. Sua boca fica seca. Trata-se de uma impressão única ao se viver em uma realidade totalmente diferente. A forma em como se vive, cria uma mudança completa frente ao treinamento inicial*. Mas não há tempo para pensar nisto. Basta apenas pensar que matar é vencer a guerra. E vencer a guerra é voltar para a casa. E finalmente encontrar a paz.
    A Alemanha começou a guerra. Nós a terminaremos. Londres está preparada para a resistência. A população entende que o dom da felicidade e viver em liberdade requer o empenho de todos, o dever a ser cumprido e a morte a ser enfrentada. Esta é uma era de mudança que nunca será esquecida. Estamos conseguindo o impossível. Algo inimaginável na história da Inglaterra. Lutamos por algo maior que nós mesmos. Por DEUS e pelo Rei faremos o que for necessário**.

    *Por pura necessidade, o piloto do esquadrão, precisa ser um homem simples. Nada complicado. Sua atitude é racional e lógica. Ele foi treinado para isso. O trabalho em equipe é fundamental. Deve-se estar sempre em alerta. Caso contrário, sua morte é inevitável, violenta e rápida. Os rigores em cada teatro de operações, seus extremos, suas táticas e seus perigos reduz o piloto de combate a um simples (mas importante) elo de uma estratégia maior. Milhares de homens são designados para cada detalhe operacional, logístico e técnico. Assim será a sua doutrina e vida ao qual é aceita.
    **Não importa a sua origem, seu credo ou sua cor. Cockpits, no mundo inteiro, estão assim ocupados. Agora, pela guerra. Amanhã (quem sabe) voarão em busca da paz. Contudo, hoje, cada um terá mais um dia de vida para enfrentar o inimigo e defender a pátria.

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