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Mectron participa de campanha de lançamento de mísseis da Força Aérea Brasileira

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MAA-1 tiro real - 1

Mísseis MAA-1 foram lançados por aeronaves F-5M a partir da Base Aérea de Canoas/RS

Em novembro, uma equipe de especialistas da Mectron, empresa de São José dos Campos subsidiária da Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), participou de uma Campanha de Lançamento de Armamentos realizada na Base Aérea de Canoas/RS (BACO), da Força Aérea Brasileira. Promovida com o objetivo de treinar pilotos e esquadrões de especialistas em materiais bélicos, a Campanha envolveu o lançamento de diversos armamentos, dentre eles uma dezena de mísseis ar-ar MAA-1 “Piranha”, projetados e fabricados pela Mectron. Realizaram os lançamentos aeronaves F-5M dos seguintes Grupos de Aviação de Caça: 1º/1º GAvCA – Esquadrão Jambock (Santa Cruz/RJ), 1º/4º GAvCA – Esquadrão Pacau (Manaus/RJ) e 1º/14º GAvCA – Esquadrão Pampa (Canoas/RS).

Sete especialistas da Mectron prestaram apoio às equipes locais para reciclagem de treinamentos e realização de testes e procedimentos logísticos para garantir a integridade dos armamentos e a segurança dos lançamentos após um longo período de armazenamento dos mísseis nas rigorosas condições climáticas da região sul brasileira.

Com seu rastreador (“Seeker”) integrado ao modernizado sistema de armamentos do F-5M, cada um dos mísseis MAA-1 foi lançado contra um “flare” lançado por outra aeronave F-5M e cuja queda era sustentada por um pequeno paraquedas. O índice de acerto foi considerado satisfatório pela FAB, dentro dos diferentes perfis de lançamentos adotados e diferentes configurações dos mísseis, alguns com cargas úteis inertes e outros plenamente ativos.

Mísseis Ar-Ar com tecnologia nacional

Com projeto iniciado em meados da década de 80 na própria FAB, no antigo CTA – Centro Técnico Aeroespacial (hoje DCTA) de São José dos Campos/SP, o MAA-1 é considerado um míssil ar-ar de curto alcance de terceira geração, equivalente ao americano Sidewinder AIM-9L ou ao israelense Python 3. Nas décadas seguintes, seu projeto passou por enormes dificuldades, como falta de recursos, embargos de componentes e alguns fracassos na iniciativa privada. Coube à Mectron, em 1994, concluir o desenvolvimento, realizar sua certificação e homologação nas aeronaves F-5 e F-5M, e fabricar lotes encomendados pela FAB. Atualmente, a empresa concentra esforços na conclusão do desenvolvimento de outros dois mísseis da mesma categoria, porém com desempenho e conteúdos tecnológicos bastante superiores.

Mectron Mísseis ar-ar

O primeiro deles é o MAA-1B, míssil ar-ar de quarta geração, que inclui capacidade de contra-contramedidas eletrônicas (rejeição de “flares”), maior ângulo de visada do “seeker” e maior manobrabilidade, projeto que resultará num produto com excelente performance e ótima relação custo/benefício.

Outro programa de míssil ar-ar da FAB no qual a participação da Mectron é considerada de grande importância é o do A-Darter, míssil ar-ar de quinta geração, desenvolvido em parceria com a África do Sul. No caso deste míssil, seus múltiplos sensores de infravermelho realizam imageamento térmico do cenário operacional, com grande capacidade de detecção e rastreio de alvos, aliada a sofisticadas técnicas de discriminação e rejeição de contra-medidas. Também possui grande agilidade e capacidade de manobras, proporcionadas por seu empuxo vetorado implementado por desvio de jato do motor-foguete, aliadas à sua capacidade LOAL (“Lock-On” After Launch”).

MAA-1 tiro real - 3

 

Glossário de Termos Técnicos

Ângulo de Visada: Ângulo da posição do conjunto óptico do Seeker ou Autodiretor (vide abaixo) em relação ao eixo longitudinal do míssil. Mísseis de terceira geração têm ângulo de visada máximo em torno de 40º. Mísseis de quarta e quinta geração alcançam aproximadamente 90º.

Contra-contramedidas eletrônicas: em inglês ECCM – Electronic Counter-Counter Measures, significa a capacidade que um míssil tem de não se deixar enganar por uma contramedida utilizada pela aeronave alvo para despistá-lo. No caso de mísseis guiados por infravermelho, esta contramedida normalmente é o lançamento de “flares”, fontes de calor. Mísseis mais avançados já conseguem diferenciar o alvo dos “flares” e rejeitam (ignoram) estes últimos.

Empuxo vetorado: significa que o empuxo que gera aceleração para uma aeronave ou um míssil pode ser direcionado, proporcionando-lhes grande capacidade de manobras no ar. Anteriormente, esta capacidade de manobra era obtida apenas através de movimentação de superfícies aerodinâmicas (basicamente das asas). No caso de mísseis, o empuxo vetorado é obtido através de aletas móveis na tubeira de saída dos gases expelidos pela queima do combustível do motor-foguete, ou seja, através do desvio do jato do motor-foguete. Em inglês, esta técnica é denominada TVC – Thrust Vector Control.

Imageamento térmico: capacidade do míssil de gerar imagens térmicas do cenário onde um míssil guiado por infravermelho está operando. Múltiplos sensores realizam esta função, diferentemente de mísseis de geração inferior, onde um sensor único “enxerga” o alvo como apenas um único “ponto quente”. Através do imageamento térmico, consegue-se uma melhor distinção das aeronaves alvos e “flares”, facilitando a rejeição destes.

Seeker: também chamado de Autodiretor, no caso de mísseis guiados por infravermelho é o conjunto óptico-eletromecânico rastreador de alvos, incluindo o detector infravermelho de calor.

Sobre a Mectron
Sediada em São José dos Campos, no estado de São Paulo, no maior polo da indústria aeroespacial do hemisfério sul, a Mectron possui mais de 20 anos de experiência e atua nos mercados de defesa e aeroespacial, desenvolvendo e fabricando produtos de alta tecnologia e altíssimo valor agregado, tanto para aplicações militares como civis.

Sobre a Odebrecht Defesa e Tecnologia
Criada em 2011, a Odebrecht Defesa e Tecnologia – ODT é uma empresa provedora de soluções inovadoras, que contribui para a autonomia tecnológica brasileira e das Forças Armadas nos desafios de garantir a soberania nacional e o desenvolvimento da indústria nacional de defesa. A ODT tem participação em três empresas: Itaguaí Construções Navais (ICN), para a construção de submarinos convencionais e de propulsão nuclear do Programa Nacional de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB); Consórcio Baia de Sepetiba (CBS), responsável pelo planejamento, coordenação, gestão e administração das interfaces do Prosub; e Mectron, voltada para o desenvolvimento e fabricação de produtos de alta tecnologia e sistemas complexos para usos militar e civil, como mísseis, radares, sistemas aviônicos, sistemas de comunicação, controle e comando, todos de última geração.

DIVULGAÇÃO: CDN

46 COMMENTS

  1. Se o MAA-1A ainda está em fase de pré-série, isso significa que o modelo B está longe de se tornar realidade? Ou que, com o fim do desenvolvimento do A-Darter, nem chegaremos à vê-lo por aí?

  2. No meu dicionário um desempenho “satisfatório”, que dizer que não foi bom,mas pra não magoar…chamo satisfatório ( = a meia boca).Abçs

  3. OFF TOPIC HISTÓRICO

    Hoje é um dia histórico nas Américas, Raúl Castro e Obama conversaram por 45 diretamente por via telefônica.
    Um americano preso a 5 anos por Cuba foi libertado.
    Espera-se que em breve 3 cubanos presos nos EUA sejam igualmente liberados.
    Os EUA e Cuba acertam vários pontos e até Embaixadas estão no acordo.

    E, opinião minha, esta reviravolta pode ter em alguma parcela de influência do governo brasileiro.
    Nestes últimos 12 anos o Brasil foi pró-ativo na ação de procurar convencer ao governo americano diretamente em relações bilaterais e de maneira crítica mas tentando a ação construtiva nas esferas multi-laterais pedindo o fim do embargo americano a Cuba, que este capítulo tinha de acabar para o bem da população cubana, das nações das Américas e da própria imagem americana na América Latina.

    E aos que torciam a cara para o financiamento do porto cubano de Mariel pelo governo brasileiro via BNDES podem senhores, oficialmente ficar com cara de techo por que o Tio Sam Obama finalmente procurará reconhecer o direito da Cuba comunista de existir…
    Igual ao da China…
    Nem mais e nem menos.

    FIM DE OFF TOPIC HISTÓRICO

  4. Ricardo,
    Todo país tem mísseis ar-ar de primeira e segunda linha. Há situações e alvos que simplesmente não compensa usar o que de melhor se tem.
    Eu acho que cabe muito bem o Piranha 1 e o A-Darter.
    Não vejo lógica em haver um Piranha 2 (B) a menos que o 1 seja tão ruim que terá sua montagem descontinuada.
    Ter os três ficaria mesmo estranho.
    O mesmo deve ocorrer com mísseis BVR, onde provavelmente o Derby seja o míssil de segunda linha e o Amraam ou Meteor, o de primeira.

  5. Fato inédito na FAB. Disparam mais de duas dezenas de mísseis em um único exercício, até parece coisa de Força Aérea Grande.

    Grande abraço

  6. Tenho dúvidas sobre ângulo de visada.

    Mísseis de terceira geração têm ângulo de visada máximo em torno de 40 graus e mísseis de quarta e quinta geração alcançam aproximadamente 90 graus.

    O que significa isso?

    Que eles (os mísseis) podem/são capazes de manobrarem, após o lançamento, até esses ângulos para atingirem seus alvos?

  7. Ivanildo,
    Se foi dada a liberdade para que o míssil tenha um ângulo de visão (FOV ou field of view) de x graus então é provável que ele possa sim manobrar e atingir alvos bem fora do eixo longitudinal do míssil (off boresight ou OBS), correspondente ao FOV.
    Claro que no caso de um amplo FOV, como o de 90º citado, o sensor do seeker tem que se movimentar para achar seus alvos. Ele não consegue ver tudo que há no hemisfério dianteiro de uma única vez. O que ele tem é uma grande liberdade de se mover cobrindo todo o hemisfério à frente do míssil.
    Nesses casos de grande FOV, ou de mísseis com capacidade LOAL (travamento depois do lançamento), o míssil é do tipo HOBS (high off boresight), ou seja, ele consegue travar e manobrar para atingir alvos muitíssimo fora do eixo longitudinal do míssil, ou se preferir, da linha de visada (boresight) ou de mira.
    Uma sugestão para o glossário é colocar os termos:
    OBS: fora da linha de visada
    HOBS: muitíssimo fora da linha de visada.
    Se tiverem tradução melhor, fiquem à vontade.
    Só pra comparar, os primeiros mísseis ar-ar de curto alcance praticamente só travavam em alvos na linha de mira (boresight), como se fosse um canhão.
    Espero ter ajudado.

  8. O Piranha MAA-1 está para a FAB como o MANSUP estará para a MB.

    Um míssil “escola” o primeiro degrau, assim esta inédita e enorme campanha para os padrões brasileiros deve ter gerado uma enorme gama de dados para aperfeiçoamento e do desenvolvimento do projeto herdeiro o Piranha MAA-1B. Ele que deverá acompanha o A-Darter no futuro.

    Me parece que resolveram queimar todo ou uma bela parte do estoque do Piranha MAA-1 justamente para avaliação e obtenção de dados para o desenvolvimento do Piranha MAA-1B.

  9. S/ Comentários de:
    joseboscojr 17 de dezembro de 2014 at 19:54 #

    Por ocasião dos portões abertos na BA Sta.CRUZ a pouco ocorrida, participei de um bate-papo com um Capitão AV dos Jambock – obvio, puro ouvinte que o papo era de “cachorro Grande”, sobre o desenvolvimento de mísseis nacionais – mas algumas perolas registrei:
    1o.- o Cap.disse ter o Piranha baixissimo indice de acertos, por volta de 1 a 2%, pois a sua queima inicial é muito forte e ele se torna inguiavel com qualquer oscilação. Opinião dele, acerto mais com o canhão, “-para mim um peso morto”.
    2o. – Pitton 2 e 3 – nivel +/- . Bons nos acertos, mas inconvenientes na segurança do atacante, pois com o radar da aeronave tem que iluminar até o alvo.
    3o. – Derby – Classificou de razoavel, pois até o Seeker do míssil adquirir o alvo, a aeronave tem que ficar iluminando e nas arenas de combate de hoje qualquer exposição a mais é risco de ser adquirido.
    4o. -A-Darter O principal problema esta nos componentes que efetuam o guiamento – não existe segurança nos fornecimentos, pois não provem da Africa do Sul e o Brasil esta tentando obter junto a um fornecedor francês, que recusou inumeras vezes em fazê-lo. Há interferências de governos no caso.
    Problema secundário: a Denel, anda com os bolsos sendo esvaziados, pois assim como cá, lá também teve a imposição de cotas raciais e uma série de engenheiros estão encostados e não aproveitados -se me entende – e os senhores brancos (pele e cabelo) estão saindo por aposentadorias. Teme-se pela continuidade do projeto e isso fez brasileiros permanecerem lá por mais tempo que o previsto.
    Os comentários finais foram a respeito dos misseis americanos que tinham enfrentado, onde pilotos identificam e disparam – não há a necessidade de “iluminação” dando uma vantagem muito grande de “sobrevivência” – Deduzi que esteve na Salitre, pelo teor do assunto.
    Comentado que precisavamos ter um engajamento belico com algum vizinho para “acelerar” os nossos desenvolvimentos – caso de Israel – e podiamos pegar uma Venezuela e dar um chacoalho. Palavras do Capitão: “- Pelo amor de Deus! Não durariamos 3 min. com eles. Deixa como esta, que tá bom. Temos filhos pra criar.”

    Abraços

  10. Grande Bosco,

    Claro que ajudou. Ótima explicação. É o vídeo também é interessante.

    Agradeço imensamente a sua atenção.

    Abraços
    GUPPY

  11. Caros

    A informação que eu tenho é que o piranha 1 tem desempenho semelhante ao AIM-9B e não o L.

    O Python 3 foi um míssil confiável para Israel e este sim estava na faixa do L.

    Soube que o A-Darter é um ótimo míssil contemporâneo, mas tem um problema de fuselagem que limita seu desempenho a grandes altitudes e baixas temperaturas.

    Ps. Bosco, comparar qualquer um dos 3 com o IRIS-T DIHEL é uma tremenda covardia, né? rsrsrsrs

  12. Caro Ivani Junior,

    Esta era a capacidade inicial do Piranha, antes da utilização do seeker sulafricano!

    Atualmente o míssil possui capacidade de travar no alvo vindo de frente, o que, em tese, o torna com capacidade similar a do AIM-9L

  13. sergiocintra 18 de dezembro de 2014 at 14:16

    “… 1o.- o Cap.disse ter o Piranha baixissimo indice de acertos, por volta de 1 a 2%, pois a sua queima inicial é muito forte e ele se torna inguiavel com qualquer oscilação. Opinião dele, acerto mais com o canhão, “-para mim um peso morto”…”

    Então a Força Aérea paquistanesa comprou uma centena destes mísseis mesmo com um índice de acertos inconcebível destes? Acho que o teu capitão ta fumando um bagulho muito louco… heheheh…

  14. Um míssil ar-ar de curto alcance guiado por calor operando no modo LOBL, geralmente opera nos seguintes modos:
    1-autônomo: onde o seeker do míssil busca e adquire um alvo por conta própria;
    2-manual: onde o seeker aponta para um alvo no visual com auxílio do HUD, que gera um símbolo que é colocado sobre o alvo através de um dial no manche;
    3-o seeker é escravizado pelo radar, e aponta para onde o radar determina;
    4- o seeker é escravizado pela mira no capacete (MDS);
    5-o seeker é escravizado pelo IRST.

  15. Caro Bosco
    Tenho outra pergunta pra você rsrsrs (ou quem souber responder)! É meio Off Topic mas ainda sobre mísseis.
    Mísseis guiados por radar ativo/semi-ativo em tese não teriam menor probabilidades de atingir um alvo “stealth”? Isso é claro se os alvos fossem travados com IRST que pelo que pude saber teriam um alcançe entre +ou- 40km dependendo do IRST.
    A essa distância seria difícil conseguir atingir o alvo com mísseis de curto alcance.
    E se você me responder que – sim os mísseis guiados por radar tem maior dificuldade em acertar estes alvos – então não estaria na hora de começarem a produzir mísseis BVR com guiamento por IR por conta dos novos desafios de 5ª geração???
    Abraços.

  16. Victor,
    É isso mesmo.
    Mesmo que um míssil guiado por radar seja lançado no modo LOAL, tendo sido designado por um radar de baixa frequência (exemplo, banda L do T50) ou por um IRST, ele em tese tem menor possibilidade de adquirir um alvo stealth. Na verdade, nem sabemos como um pequeno radar de um míssil se comporta em relação a um “alvo” stealth. Talvez nem consiga travar, e se conseguir, com certeza é só muito próximo do alvo, e de forma errática.
    Sua sugestão de se criar mísseis BVR com guia IR está sendo colocada em prática exatamente devido aos novos desafios de 5ªG e das novas tecnologias de ECM de estado sólido.
    Esse ano ou no próximo, estará operacional na USAF o AIM-9X Block 2, que terá nominalmente um alcance de 40 km (igual ao que você citou como sendo um alcance adequado para o enfrentamento de caças stealths), irá operar no modo LOAL (poderá ser levado em baias internas e ser lançado de ejetores), terá um up-link, poderá implementar uma trajetória loft, etc.
    A futura versão Block 3 terá um novo motor e deverá ser mais pesada, mas só estará pronta em 2020.
    Também os americanos e israelenses estão trabalhando num míssil sup-ar Stunner, que terá orientação AESA + IIR, e tudo indica terá uma versão ar-ar, inclusive com potencial de substituir o AMRAAM.
    Outro míssil que está (?) sendo desenvolvido é o NCADE. Ele visa dotar um caça ou UAV da capacidade de atingir mísseis balísticos na fase de impulsão, mas claro, terá potencial ar-ar. Ele mistura a célula do AMRAAM com o seeker do AIM-9X, e um motor de dois estágios.
    Além disso há o MICA-IR.
    Ou seja, o ocidente está se mexendo. A Rússia já tem alguns modelos de mísseis BVR guiados por IR mas com certeza também está antenada nas dificuldades que a 5ªG e as novas tecnologias ECM trarão.
    Um abraço.

  17. Se a gente imaginar que um radar capaz de detectar um caça convencional (RCS de 10 m²) a 300 km, só detectaria um F-22 a 20 km, um radar de baixa potência de um míssil com alcance de 10 km para um caça convencional só detectaria um F-22 em cerca de 500 m.
    Claro, conta de padaria pura.
    Pode até ser que mísseis com radar ativos nem sejam efetivos contra aeronaves stealths recobertas com material RAM.
    Poucos países têm essas informações e ninguém divulga o que sabe. Sem falar que o material RAM de um fabricante é diferente do outro e deve ter comportamento diverso.
    Um coisa é um navio usar as técnicas de forma para reduzir sua assinatura radar, que é o que acontece com os navios de guerra mais modernos. Mas eles não são verdadeiros stealths por mais que tenham formas futurísticas, por continuarem usando aço sem cobertura de material RAM. Salvo algumas exceções.

  18. Falei e não fiz a conclusão. rsrsss
    O que quero dizer com essa alusão aos navios é que o radar de baixíssima potência de um míssil ar-ar pode detectar uma aeronave com baixa assinatura (como por exemplo, o Super Hornet, Rafale, Typhoon, Su-35 e Gripen NG) numa distância mais curta, mas talvez simplesmente não “veja” nada no caso de uma aeronave stealth (VLO), que além de ter formas adequadas à baixa assinatura, é recoberta por material RAM (F-22, F35, B-2, T50), que absorve a energia do radar.
    Idem para o gerador de plasma stealth russo que parece será usado no T50.

    Em sendo verdade tudo o que é liberado para publicação e ao alcance de leigos, a coisa ficaria mais ou menos assim:

    1- Radares de micro-ondas de alta potência só detectam aeronaves stealths em distâncias muito curtas. Em geral, 10 x mais curta do que seria capaz no caso da aeronave ser convencional;
    2- radares de baixa frequência e alta potência podem detectar uma aeronave stealth numa distância de 2 a 3 x maior que um radar de microondas. Não é muito, mas já ajuda;
    3- radares de micro-ondas de baixa potência, como o dos mísseis ar-ar radar ativos, podem não ser capazes de adquirir uma aeronave stealth, independente da distância, o que em tese faz com que mísseis radar-ativos antiaéreos sejam inúteis contra esse tipo de aeronave;
    4- provavelmente a arma anti-stealth ideal terá um sistema de orientação baseado no infra-vermelho ou no espectro visual, e um alcance na faixa de 40 km será mais que adequado;
    5- mísseis BVR de grande alcance, mas com orientação IR, radar avançado (AESA) ou dual (radar + IR), será útil no caso de ser utilizado contra aeronaves convencionais dotados de capacidade ECM avançadas. Essas aeronaves podem ser detectadas a grande distância, mas pequenos mísseis radar guiados (radar de baixíssima potência) pode ter grande dificuldade em adquirir essas aeronaves.

    Resta saber o que a tecnologia reservou para a redução da assinatura IR do corpo das aeronaves stealths. Do F-22 é dito que ele é coberto por um composto que transforma a radiação IR emanada do corpo da aeronave (devido ao arrasto, etc) em RF de baixíssima intensidade.
    A pergunta de um milhão de dólares é: será que também os mísseis IR podem ter dificuldade em travar num F-22?
    Cenas dos próximos capítulos. rsrssss

  19. Lyw

    O q ele fuma ou deixa de fumar é um problema dele, o q importa é que estava a uns 80 cm. do mesmo, quando respondia perguntas a um oficial superior, e o que escrevi é a mais pura sapiência de um oficial que lida com o negócio.
    Se a informação ajudou = Boa! Se não, simplesmente “descarte” – Lixeira.

  20. Caro Sergiocintra, estás coberto de razão e eu endosso todas as palavras do capitão, o Piranha tem um desempenho muito abaixo de qualquer míssil de terceira geração.
    O Paquistão não comprou um lote grande , apenas um pequeno lote para avaliação operacional e assim como os MAR 1 vendidos , eles estão fazendo um engenharia reversa dos mesmo para tentar o melhorar o desempenho, isto foi mais uma das cagadas deste desgoverno, criaram um concorrente futuro as nossas custas.

    Grande abraço

  21. Juarez

    Quer mais indignação:
    Esse Oficial superior – Eng. c/ Mestrado e Doutorado – com curso de nanotecnologia e sendo treinado no desenvolvimento, confecção e manufatura de cabeças de guiamento, solicitou ao Cap.AV, para conhecer o Derby.
    Cap. : – Por força contratual, sómente podemos fazê-lo com autorização superior. Agora só pessoal de uso e manejo os são.

    Nos entreolhamos meio que de “boca aberta”.
    Isso não é gozação.
    Está em nosso território, pagamos e ainda há restrições.
    Imaginei a situação que os chilenos passaram.
    Mas aqui, nada disso é mencionado.

    Portões abertos em 1-11-2014, esse Oficial superior entrou com um requerimento para tal e até o presente momento não foi autorizado, a “VER” o míssil.

    Lembrei desse fato quando mencionastes sobre a engenharia reversa dos paquistaneses.

  22. Bosco,

    Este possível cenário onde falha o míssil guiado por radar e o míssil guiado pro IR já aconteceu no passado.

    Os mísseis ar-ar SARH (semi-active radar homing) AIM-7 Sparrow tinham dificuldade de acertar alguma coisa menor que um Bear ou Bison, enquanto os inicias AIM-9 SideWinder podiam ser despistados com algum esforço.

    Vc lembra o que aconteceu?
    Derrubaram os aviões do jeito antigo, no canhão.

    Pois é.
    Ando sem tempo, mas minha memória ainda funciona.

    Tenho argumentado que as ‘bocas de fogo’ ainda são úteis, mesmo que para dar tiro de aviso… ou abater um grande quadrimotor resistente comandado por pilotos corajosos.

    Mas a questão da furtividade dos novos aviões de combate é um componente novo e presente (deixou de ser futuro) na equação. Talvez, cada vez mais provável, os canhões voltem a ser necessário para por abaixo as aeronaves inimigas.

    Hoje são canhões multicanos (M-61A1, GAU-12, GAU-22) e multicâmaras (Nexter – Ex-GIAT e Ex-DEFA – 30M791, GSh-301, Mauser BK-27), ou ainda o de cano duplo GSh-23-2.

    Amanhã (daqui a pouco) serão as armas de energia direta – acho que em inglês é directed-energy weapon (DEW) – tendo como a mais forte no imaginário do entusiasta o raio laser (light amplification by stimulated emission of radiation).

    Mas ainda serão canhões! 🙂

    (Onde está escrito em itálico podem ler em maiúscula,
    que estou proibido de usar. Ka ka ka…)

    Forte abraço,
    Ivan, an very old infantryman.

    Em tempo:
    O infante (ou fuzileiro) também vai persistir no futuro.
    Apenas seu fuzil será laser, ou outro DEW qualquer.

  23. O A-Darter, como a maioria dos mísseis BVR, funciona de 3 maneiras:
    1- LOBL: contra alvos próximos (10 km +-) o míssil ainda nos trilhos pode ativar e travar seu radar no alvo. O caça pode desengajar logo após o lançamento porque o míssil opera de forma autônoma (fire and forget);
    2- LOAL: contra alvos em média distância (10 a 30 km), o míssil pode ser lançado com o radar desligado e seu sistema inercial irá levá-lo até um ponto onde ele irá ativar ser radar e buscar e travar no alvo. O caça pode desengajar logo após o lançamento porque novamente o míssil opera de forma autônoma (fire and forget);
    3-LOAL: Contra alvos mais distantes ainda (acima de 30 km), ou manobrando muito, o míssil recebe atualização via data link da posição do alvo e irá ativar seu radar num ponto determinado, onde irá procurar o alvo e travar nele. Esse método obriga o caça a manter o alvo “iluminado” pelo seu radar de modo a poder atualizar a cabeça de busca do míssil e só mais tardiamente o caça poderá desengajar. Nesse modo o míssil opera de forma autônoma, mas com atualização (fire and update)

    Essa característica citada pelo Sergio parece denotar uma deficiência no sistema inercial, que não conseguiria gerenciar o voo do míssil por conta própria, até que o radar do míssil adquira o alvo e passe a controlá-lo.
    Só chute!!!

    Já em relação ao Python, o fato do radar ter que ficar “iluminando” o alvo até o impacto é pouco usual já que o míssil é do tipo LOBL e só sai dos trilhos se estiver travado no alvo.
    Talvez possa querer dizer que há uma deficiência na cabeça de busca em varrer uma ampla área de forma autônoma (FOV reduzido) e obriga o caça a designar o alvo usando o radar, que é um dos modos de designar alvos para o seeker desse tipo de míssil.

  24. Juarez

    Quer mais indignação:
    Esse Oficial superior – Eng. c/ Mestrado e Doutorado – com curso de nanotecnologia e sendo treinado no desenvolvimento, confecção e manufatura de cabeças de guiamento, solicitou ao Cap.AV, para conhecer o Derby.
    Cap. : – Por força contratual, sómente podemos fazê-lo com autorização superior. Agora só pessoal de uso e manejo os são.

    Nos entreolhamos meio que de “boca aberta”.
    Isso não é gozação.
    Está em nosso território, pagamos e ainda há restrições.
    Imaginei a situação que os chilenos passaram.
    Mas aqui, nada disso é mencionado.

    Portões abertos em 1-11-2014, esse Oficial superior entrou com um requerimento para tal e até o presente momento não foi autorizado, a “VER” o míssil.

    Lembrei desse fato quando mencionastes sobre a engenharia reversa dos paquistaneses.

    Caro Sergiocintra! Eu vou te responder o que não te disseram até agora e não fique surpreso com que vou te dizer:

    O oficial não mostrou e se utilizou desta saída a Francesa pela seguinte razão:

    A FAB não tem hoje nos seus paóis nenhum Derby real, apenas de manejo, só que ele não poderia te dizer isto ali abertamente.

    Grande abraço

  25. Ivan,
    Eu concordo plenamente!
    Só reitero que quando digo que canhões em caças irão desaparecer não é uma torcida minha e sim uma impressão que tenho dos fatos. Vejo uma tendência se formando.
    Das 3 versões do F-35, duas não têm.
    Acho temerário caças furtivos usarem o tiro terrestre e com mísseis que atiram por sobre o ombro e que podem estar instalados internamente acho temerário a aproximação para tiro aéreo.
    Mas minha impressão pode estar errada e essa tendência não se confirmar. Eu mudo de ideia facim-facim.
    E não duvido que eles ressurjam num céu repleto de caças furtivos na forma de armas de energia direta.
    A guerra entre caças de quinta geração e além será muito parecida com os combates entre submarinos, que ocorrem em geral à queima roupa. Quem fizer um movimento errado primeiro estará perdido.
    Num primeiro momento, no combate noturno, mas logo,logo, também no combate diurno porque já se fala na furtividade ao nível visual.
    O primeiro que refletir a luz do Sol de maneira “esquisita” vai ser alvo de um “tiro” de laser na fuça. rsss
    Um abraço.

  26. ” vai ser alvo de um “tiro” de laser na fuça.”

    Ou na calda, ou nas costas, ou na barriga…
    Armas laser poderão ter uma disposição inovadora.

    Quanto ao Joint Strike Fighter é interessante observar que a versão CATOBAR da US Navy parece substituir o saudoso A-6 Intruder como aeronave de ataque em profundidade. Também com limitação de manobra a 7G o canhão será secundário mesmo.

    A versão STOVL já tem que carregar um monte de tralha, tipo fan lilft, tubeiras extras, ‘dobradiça’ de turbina. Deixar o canhão externo é prudente, leva quando precisar, como era nos Harriers, inclusive aquele que abateu a canhão um Hercules argentino.

    A versão CTOL, o da letra A, que será o novo caça da OTAN, já vem com canhão de fábrica… manobrando a 9G e até com supercruise (mesmo que marginal).

    Por fim, foi o amigo que avisou que havia estudos para colocar um ‘canhão’ laser no Lightning II, que seria usado inicialmente como defesa ativa contra sensores inimigos.
    Depois quem sabe?
    http://theaviationist.com/2013/11/22/usaf-lasers-on-jets/

    Abç.,
    Ivan, o antigo.

  27. sergiocintra 20 de dezembro de 2014 at 13:40

    Cara é incrível como está cada vez mais difícil muitos comentaristas aqui lidarem com um comentário contrário ao seu, por isto penso mil vezes antes de comentar em qualquer postagem aqui, as pessoas não conseguem digerir que outras tenham visões diferentes/contrárias as suas…

    Mesmo assim lá vai…

    É interessante como a FAB pode considerar o míssil com desempenho “satisfatório” tendo o índice de acertos informado pela sua “fonte” (1% a 2%).

    Na minha visão, 2% de acertos é um índice absurdo, significa que você precisará disparar 50 mísseis para poder acertar 1.

    Como só foi disparada uma dezena destes mísseis, se apenas um míssil funcionasse, teríamos um índice de acertos de 10%. para eles precisarem qualquer índice abaixo de 10% precisariam realizar uma camapanha de testes envolvendo um número de mísseis muito maior.

    Assim, na minha opinião, que não é um especialista, esta informação não faz sentido.

    De qualquer forma, gostaria de ouvir as opiniões de quem sabe mais a respeito aqui no aéreo.

  28. Lyw,
    Sem querer me meter e já me metendo e como o UFC ainda não começou rrsrsss vou dar meu costumeiro pitaco.
    Não necessariamente seria preciso disparar 100 mísseis para aferir a precisão dele.
    Uma maneira seria se em x tentativas do míssil adquirir um alvo que era para poder ser adquirido (de acordo com as especificações do fabricante), não for, mesmo estando nos trilhos e não sendo disparado.
    Há situações que o radar ou o visual diz que o alvo está lá e passa os dados ao míssil mas a cabeça de busca não sinaliza que travou no alvo. Geralmente é através de um sinal sonoro nos fones de ouvido.
    Se o fabricante diz que numa determinada altitude do “lançador” e do “alvo” (por exemplo, um F-5 com o bocal voltado para o atacante), deveria ser adquirido pelo seeker a 5 km e ele não foi, seria considerado uma falha.
    Geralmente há um “míssil” de treinamento, sem propulsão e sem ogiva, que faz isso.
    Um abraço e relaxa tomando uma cervejinha gelada e assistindo o UFC, onde ocorre o verdadeiro dog-fight.

  29. Lyw
    20 de dezembro de 2014 at 20:39

    Como é …cada vez mais difícil muitos comentaristas aqui lidarem com um comentário contrário ao seu,
    Quem postou ….Acho que o teu capitão ta fumando um bagulho muito louco… heheheh…

    Bichão: sou uma cara sexagenário, não sou moleque, Reportei o que ouvi, vindo de um profissional na atividade que provavelmente passou anos para se formar, respondendo a indagações de um oficial de patente superior a dele, achei oportuna dividir o que presenciei, pois não é sempre de temos esse tipo de oportunidade e mais uma vez repito:
    Se a informação ajudou = Boa! Se não, simplesmente “descarte” – Lixeira.

    Bosco
    …relaxa tomando uma cervejinha gelada. = “Serramalte”
    geladinha.

  30. “…é incrível como está cada vez mais difícil muitos comentaristas aqui lidarem com um comentário contrário ao seu…”

    Vou discordar da discordância contra o contraditório.

    Sou um velho aprendiz, mas sempre fui um aluno irrequieto.
    Portanto algumas vezes ouso discordar do Mestre Bosco (por exemplo), a quem tenho como amigo ‘internético’ desde o início da Trilogia. O tema dos canhões é uma das (poucas) divergências, sendo que, havendo oportunidade, faço uma provocação saudável.

    Meu amigo, por sua vez, leva na esportiva e discute o tema, muitas vezes didaticamente.

    A busca é óbvia: aprender e testar nossos conceitos.

    O “comentário contrário” é ótimo.
    Muitas vezes é através do contraditório que se constrói novas ideias (e as vezes ideais).

    Isto é possível aqui, na Trilogia.
    Tanto é que não perco mais tempo tentando entabular conversas construtivas em outros fóruns, até mesmo porque minha disponibilidade de tempo é pouca.

    Cordiais saudações,
    Ivan, o antigo.

  31. Sem problema Sérgio Cintra,

    Meu saudoso avô (que Deus o tenha) era paciente até onde dava, tinha um pavio curto que só Deus sabe!

    Ivan, o Bosco é um dos caras mais humildes que conheço, e um dos que mais sabem do que estão falando, aqui no aéreo.

    Bosco, a cerveja já está quase no ponto, Stella geladinha num domingo a tarde é realmente um programão!

  32. Muito obrigado novamente caro Bosco, mais uma dúvida esclarecida.
    Só não consigo imaginar como diabos conseguiram colocar um sensor IR junto a uma antena AESA em um mero seeker, pois se fosse em um míssil antinavio por exemplo, acredito que caberia mais espaço, mas em um míssil ar-ar parece que não dá pra caber rsrsrsrs!
    E sobre o F-22… poxa Bosco, mal nós conseguimos achar uma solução para igualar o combate e agora você me aparece com essa do Raptor camuflar o próprio calor hahaha!!
    Embora eu ache que pra aeronaves de quarta geração conseguirem se aproximar até 40km de um inimigo stealth elas terão que sambar muito pra desviar dos mísseis de longo/médio alcance que os furtivos obviamente lançarão primeiro por poderem visualizar seu alvo beem antes.
    Abraços!

  33. Victor,
    Pois essa de combinar dois ou mais sensores será a moda na próxima década.
    Vai uma listinha:

    JAGM
    Griffin C
    SM2Block IIIB
    RAM
    SDB 2
    Skeet
    SADARM
    BAT
    LRASM
    AARGM
    Hsiung Feng II
    ASM3
    Arrow 2
    Stunner
    Barak 8
    Brimstone DM

    Um abraço.

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