sexta-feira, outubro 22, 2021

Gripen para o Brasil

Mectron participa de campanha de lançamento de mísseis da Força Aérea Brasileira

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

MAA-1 tiro real - 1

Mísseis MAA-1 foram lançados por aeronaves F-5M a partir da Base Aérea de Canoas/RS

Em novembro, uma equipe de especialistas da Mectron, empresa de São José dos Campos subsidiária da Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), participou de uma Campanha de Lançamento de Armamentos realizada na Base Aérea de Canoas/RS (BACO), da Força Aérea Brasileira. Promovida com o objetivo de treinar pilotos e esquadrões de especialistas em materiais bélicos, a Campanha envolveu o lançamento de diversos armamentos, dentre eles uma dezena de mísseis ar-ar MAA-1 “Piranha”, projetados e fabricados pela Mectron. Realizaram os lançamentos aeronaves F-5M dos seguintes Grupos de Aviação de Caça: 1º/1º GAvCA – Esquadrão Jambock (Santa Cruz/RJ), 1º/4º GAvCA – Esquadrão Pacau (Manaus/RJ) e 1º/14º GAvCA – Esquadrão Pampa (Canoas/RS).

Sete especialistas da Mectron prestaram apoio às equipes locais para reciclagem de treinamentos e realização de testes e procedimentos logísticos para garantir a integridade dos armamentos e a segurança dos lançamentos após um longo período de armazenamento dos mísseis nas rigorosas condições climáticas da região sul brasileira.

Com seu rastreador (“Seeker”) integrado ao modernizado sistema de armamentos do F-5M, cada um dos mísseis MAA-1 foi lançado contra um “flare” lançado por outra aeronave F-5M e cuja queda era sustentada por um pequeno paraquedas. O índice de acerto foi considerado satisfatório pela FAB, dentro dos diferentes perfis de lançamentos adotados e diferentes configurações dos mísseis, alguns com cargas úteis inertes e outros plenamente ativos.

Mísseis Ar-Ar com tecnologia nacional

Com projeto iniciado em meados da década de 80 na própria FAB, no antigo CTA – Centro Técnico Aeroespacial (hoje DCTA) de São José dos Campos/SP, o MAA-1 é considerado um míssil ar-ar de curto alcance de terceira geração, equivalente ao americano Sidewinder AIM-9L ou ao israelense Python 3. Nas décadas seguintes, seu projeto passou por enormes dificuldades, como falta de recursos, embargos de componentes e alguns fracassos na iniciativa privada. Coube à Mectron, em 1994, concluir o desenvolvimento, realizar sua certificação e homologação nas aeronaves F-5 e F-5M, e fabricar lotes encomendados pela FAB. Atualmente, a empresa concentra esforços na conclusão do desenvolvimento de outros dois mísseis da mesma categoria, porém com desempenho e conteúdos tecnológicos bastante superiores.

Mectron Mísseis ar-ar

O primeiro deles é o MAA-1B, míssil ar-ar de quarta geração, que inclui capacidade de contra-contramedidas eletrônicas (rejeição de “flares”), maior ângulo de visada do “seeker” e maior manobrabilidade, projeto que resultará num produto com excelente performance e ótima relação custo/benefício.

Outro programa de míssil ar-ar da FAB no qual a participação da Mectron é considerada de grande importância é o do A-Darter, míssil ar-ar de quinta geração, desenvolvido em parceria com a África do Sul. No caso deste míssil, seus múltiplos sensores de infravermelho realizam imageamento térmico do cenário operacional, com grande capacidade de detecção e rastreio de alvos, aliada a sofisticadas técnicas de discriminação e rejeição de contra-medidas. Também possui grande agilidade e capacidade de manobras, proporcionadas por seu empuxo vetorado implementado por desvio de jato do motor-foguete, aliadas à sua capacidade LOAL (“Lock-On” After Launch”).

MAA-1 tiro real - 3

 

Glossário de Termos Técnicos

Ângulo de Visada: Ângulo da posição do conjunto óptico do Seeker ou Autodiretor (vide abaixo) em relação ao eixo longitudinal do míssil. Mísseis de terceira geração têm ângulo de visada máximo em torno de 40º. Mísseis de quarta e quinta geração alcançam aproximadamente 90º.

Contra-contramedidas eletrônicas: em inglês ECCM – Electronic Counter-Counter Measures, significa a capacidade que um míssil tem de não se deixar enganar por uma contramedida utilizada pela aeronave alvo para despistá-lo. No caso de mísseis guiados por infravermelho, esta contramedida normalmente é o lançamento de “flares”, fontes de calor. Mísseis mais avançados já conseguem diferenciar o alvo dos “flares” e rejeitam (ignoram) estes últimos.

Empuxo vetorado: significa que o empuxo que gera aceleração para uma aeronave ou um míssil pode ser direcionado, proporcionando-lhes grande capacidade de manobras no ar. Anteriormente, esta capacidade de manobra era obtida apenas através de movimentação de superfícies aerodinâmicas (basicamente das asas). No caso de mísseis, o empuxo vetorado é obtido através de aletas móveis na tubeira de saída dos gases expelidos pela queima do combustível do motor-foguete, ou seja, através do desvio do jato do motor-foguete. Em inglês, esta técnica é denominada TVC – Thrust Vector Control.

Imageamento térmico: capacidade do míssil de gerar imagens térmicas do cenário onde um míssil guiado por infravermelho está operando. Múltiplos sensores realizam esta função, diferentemente de mísseis de geração inferior, onde um sensor único “enxerga” o alvo como apenas um único “ponto quente”. Através do imageamento térmico, consegue-se uma melhor distinção das aeronaves alvos e “flares”, facilitando a rejeição destes.

Seeker: também chamado de Autodiretor, no caso de mísseis guiados por infravermelho é o conjunto óptico-eletromecânico rastreador de alvos, incluindo o detector infravermelho de calor.

Sobre a Mectron
Sediada em São José dos Campos, no estado de São Paulo, no maior polo da indústria aeroespacial do hemisfério sul, a Mectron possui mais de 20 anos de experiência e atua nos mercados de defesa e aeroespacial, desenvolvendo e fabricando produtos de alta tecnologia e altíssimo valor agregado, tanto para aplicações militares como civis.

Sobre a Odebrecht Defesa e Tecnologia
Criada em 2011, a Odebrecht Defesa e Tecnologia – ODT é uma empresa provedora de soluções inovadoras, que contribui para a autonomia tecnológica brasileira e das Forças Armadas nos desafios de garantir a soberania nacional e o desenvolvimento da indústria nacional de defesa. A ODT tem participação em três empresas: Itaguaí Construções Navais (ICN), para a construção de submarinos convencionais e de propulsão nuclear do Programa Nacional de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB); Consórcio Baia de Sepetiba (CBS), responsável pelo planejamento, coordenação, gestão e administração das interfaces do Prosub; e Mectron, voltada para o desenvolvimento e fabricação de produtos de alta tecnologia e sistemas complexos para usos militar e civil, como mísseis, radares, sistemas aviônicos, sistemas de comunicação, controle e comando, todos de última geração.

DIVULGAÇÃO: CDN

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Blackhawk

Gostei bastante do glossário. Me ajudou a esclarecer algumas coisas que já tinha ideia do que seriam, mas não tinha certeza!

Clésio Luiz

Se o MAA-1A ainda está em fase de pré-série, isso significa que o modelo B está longe de se tornar realidade? Ou que, com o fim do desenvolvimento do A-Darter, nem chegaremos à vê-lo por aí?

nunes neto

No meu dicionário um desempenho “satisfatório”, que dizer que não foi bom,mas pra não magoar…chamo satisfatório ( = a meia boca).Abçs

ricardo_recife

Pergunto: Com o A-Darter sendo desenvolvido tem lógica a Metron investir no MAA 1B?

Gilberto Rezende

OFF TOPIC HISTÓRICO Hoje é um dia histórico nas Américas, Raúl Castro e Obama conversaram por 45 diretamente por via telefônica. Um americano preso a 5 anos por Cuba foi libertado. Espera-se que em breve 3 cubanos presos nos EUA sejam igualmente liberados. Os EUA e Cuba acertam vários pontos e até Embaixadas estão no acordo. E, opinião minha, esta reviravolta pode ter em alguma parcela de influência do governo brasileiro. Nestes últimos 12 anos o Brasil foi pró-ativo na ação de procurar convencer ao governo americano diretamente em relações bilaterais e de maneira crítica mas tentando a ação construtiva… Read more »

Gilberto Rezende

Eles conversaram por 45 minutos

E podem ficar com cara de tacho !

joseboscojr

Ricardo,
Todo país tem mísseis ar-ar de primeira e segunda linha. Há situações e alvos que simplesmente não compensa usar o que de melhor se tem.
Eu acho que cabe muito bem o Piranha 1 e o A-Darter.
Não vejo lógica em haver um Piranha 2 (B) a menos que o 1 seja tão ruim que terá sua montagem descontinuada.
Ter os três ficaria mesmo estranho.
O mesmo deve ocorrer com mísseis BVR, onde provavelmente o Derby seja o míssil de segunda linha e o Amraam ou Meteor, o de primeira.

juarezmartinez

Fato inédito na FAB. Disparam mais de duas dezenas de mísseis em um único exercício, até parece coisa de Força Aérea Grande.

Grande abraço

ivanildotavares

Tenho dúvidas sobre ângulo de visada.

Mísseis de terceira geração têm ângulo de visada máximo em torno de 40 graus e mísseis de quarta e quinta geração alcançam aproximadamente 90 graus.

O que significa isso?

Que eles (os mísseis) podem/são capazes de manobrarem, após o lançamento, até esses ângulos para atingirem seus alvos?

joseboscojr

Ivanildo, Se foi dada a liberdade para que o míssil tenha um ângulo de visão (FOV ou field of view) de x graus então é provável que ele possa sim manobrar e atingir alvos bem fora do eixo longitudinal do míssil (off boresight ou OBS), correspondente ao FOV. Claro que no caso de um amplo FOV, como o de 90º citado, o sensor do seeker tem que se movimentar para achar seus alvos. Ele não consegue ver tudo que há no hemisfério dianteiro de uma única vez. O que ele tem é uma grande liberdade de se mover cobrindo todo… Read more »

joseboscojr

E pra completar o glossário: LOAL e LOBL.

joseboscojr

Só de curiosidade, esse vídeo mostra como funciona o seeker do IRIS-T, com FOV de 90º e capacidade HOBS.
Provavelmente ele está “escravizado” à mira no capacete e “olha” para onde o piloto olha.
https://www.youtube.com/watch?v=Fcx8Xke9It4

André Sávio Craveiro Bueno

Off Topic

Enquanto alguns fazem história outros a observam.

Índia testa sua cápsula espacial

http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/12/18/india-testa-sua-capsula-espacial/

Gilberto Rezende

O Piranha MAA-1 está para a FAB como o MANSUP estará para a MB.

Um míssil “escola” o primeiro degrau, assim esta inédita e enorme campanha para os padrões brasileiros deve ter gerado uma enorme gama de dados para aperfeiçoamento e do desenvolvimento do projeto herdeiro o Piranha MAA-1B. Ele que deverá acompanha o A-Darter no futuro.

Me parece que resolveram queimar todo ou uma bela parte do estoque do Piranha MAA-1 justamente para avaliação e obtenção de dados para o desenvolvimento do Piranha MAA-1B.

Claudio Moreno
sergiocintra

S/ Comentários de: joseboscojr 17 de dezembro de 2014 at 19:54 # Por ocasião dos portões abertos na BA Sta.CRUZ a pouco ocorrida, participei de um bate-papo com um Capitão AV dos Jambock – obvio, puro ouvinte que o papo era de “cachorro Grande”, sobre o desenvolvimento de mísseis nacionais – mas algumas perolas registrei: 1o.- o Cap.disse ter o Piranha baixissimo indice de acertos, por volta de 1 a 2%, pois a sua queima inicial é muito forte e ele se torna inguiavel com qualquer oscilação. Opinião dele, acerto mais com o canhão, “-para mim um peso morto”. 2o.… Read more »

Eder Albino

Off topic

Ficou para 2015 o voo do KC-390.

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0JW29Q20141218

ivanildotavares

Grande Bosco,

Claro que ajudou. Ótima explicação. É o vídeo também é interessante.

Agradeço imensamente a sua atenção.

Abraços
GUPPY

Iväny Junior

Caros

A informação que eu tenho é que o piranha 1 tem desempenho semelhante ao AIM-9B e não o L.

O Python 3 foi um míssil confiável para Israel e este sim estava na faixa do L.

Soube que o A-Darter é um ótimo míssil contemporâneo, mas tem um problema de fuselagem que limita seu desempenho a grandes altitudes e baixas temperaturas.

Ps. Bosco, comparar qualquer um dos 3 com o IRIS-T DIHEL é uma tremenda covardia, né? rsrsrsrs

Lyw

Caro Ivani Junior,

Esta era a capacidade inicial do Piranha, antes da utilização do seeker sulafricano!

Atualmente o míssil possui capacidade de travar no alvo vindo de frente, o que, em tese, o torna com capacidade similar a do AIM-9L

Lyw

sergiocintra 18 de dezembro de 2014 at 14:16

“… 1o.- o Cap.disse ter o Piranha baixissimo indice de acertos, por volta de 1 a 2%, pois a sua queima inicial é muito forte e ele se torna inguiavel com qualquer oscilação. Opinião dele, acerto mais com o canhão, “-para mim um peso morto”…”

Então a Força Aérea paquistanesa comprou uma centena destes mísseis mesmo com um índice de acertos inconcebível destes? Acho que o teu capitão ta fumando um bagulho muito louco… heheheh…

joseboscojr

Um míssil ar-ar de curto alcance guiado por calor operando no modo LOBL, geralmente opera nos seguintes modos:
1-autônomo: onde o seeker do míssil busca e adquire um alvo por conta própria;
2-manual: onde o seeker aponta para um alvo no visual com auxílio do HUD, que gera um símbolo que é colocado sobre o alvo através de um dial no manche;
3-o seeker é escravizado pelo radar, e aponta para onde o radar determina;
4- o seeker é escravizado pela mira no capacete (MDS);
5-o seeker é escravizado pelo IRST.

Victor Matheus

Caro Bosco Tenho outra pergunta pra você rsrsrs (ou quem souber responder)! É meio Off Topic mas ainda sobre mísseis. Mísseis guiados por radar ativo/semi-ativo em tese não teriam menor probabilidades de atingir um alvo “stealth”? Isso é claro se os alvos fossem travados com IRST que pelo que pude saber teriam um alcançe entre +ou- 40km dependendo do IRST. A essa distância seria difícil conseguir atingir o alvo com mísseis de curto alcance. E se você me responder que – sim os mísseis guiados por radar tem maior dificuldade em acertar estes alvos – então não estaria na hora… Read more »

joseboscojr

Victor, É isso mesmo. Mesmo que um míssil guiado por radar seja lançado no modo LOAL, tendo sido designado por um radar de baixa frequência (exemplo, banda L do T50) ou por um IRST, ele em tese tem menor possibilidade de adquirir um alvo stealth. Na verdade, nem sabemos como um pequeno radar de um míssil se comporta em relação a um “alvo” stealth. Talvez nem consiga travar, e se conseguir, com certeza é só muito próximo do alvo, e de forma errática. Sua sugestão de se criar mísseis BVR com guia IR está sendo colocada em prática exatamente devido… Read more »

joseboscojr

Se a gente imaginar que um radar capaz de detectar um caça convencional (RCS de 10 m²) a 300 km, só detectaria um F-22 a 20 km, um radar de baixa potência de um míssil com alcance de 10 km para um caça convencional só detectaria um F-22 em cerca de 500 m. Claro, conta de padaria pura. Pode até ser que mísseis com radar ativos nem sejam efetivos contra aeronaves stealths recobertas com material RAM. Poucos países têm essas informações e ninguém divulga o que sabe. Sem falar que o material RAM de um fabricante é diferente do outro… Read more »

joseboscojr

Falei e não fiz a conclusão. rsrsss O que quero dizer com essa alusão aos navios é que o radar de baixíssima potência de um míssil ar-ar pode detectar uma aeronave com baixa assinatura (como por exemplo, o Super Hornet, Rafale, Typhoon, Su-35 e Gripen NG) numa distância mais curta, mas talvez simplesmente não “veja” nada no caso de uma aeronave stealth (VLO), que além de ter formas adequadas à baixa assinatura, é recoberta por material RAM (F-22, F35, B-2, T50), que absorve a energia do radar. Idem para o gerador de plasma stealth russo que parece será usado no… Read more »

sergiocintra

Lyw

O q ele fuma ou deixa de fumar é um problema dele, o q importa é que estava a uns 80 cm. do mesmo, quando respondia perguntas a um oficial superior, e o que escrevi é a mais pura sapiência de um oficial que lida com o negócio.
Se a informação ajudou = Boa! Se não, simplesmente “descarte” – Lixeira.

juarezmartinez

Caro Sergiocintra, estás coberto de razão e eu endosso todas as palavras do capitão, o Piranha tem um desempenho muito abaixo de qualquer míssil de terceira geração.
O Paquistão não comprou um lote grande , apenas um pequeno lote para avaliação operacional e assim como os MAR 1 vendidos , eles estão fazendo um engenharia reversa dos mesmo para tentar o melhorar o desempenho, isto foi mais uma das cagadas deste desgoverno, criaram um concorrente futuro as nossas custas.

Grande abraço

sergiocintra

Juarez Quer mais indignação: Esse Oficial superior – Eng. c/ Mestrado e Doutorado – com curso de nanotecnologia e sendo treinado no desenvolvimento, confecção e manufatura de cabeças de guiamento, solicitou ao Cap.AV, para conhecer o Derby. Cap. : – Por força contratual, sómente podemos fazê-lo com autorização superior. Agora só pessoal de uso e manejo os são. Nos entreolhamos meio que de “boca aberta”. Isso não é gozação. Está em nosso território, pagamos e ainda há restrições. Imaginei a situação que os chilenos passaram. Mas aqui, nada disso é mencionado. Portões abertos em 1-11-2014, esse Oficial superior entrou com… Read more »

Ivan

Bosco, Este possível cenário onde falha o míssil guiado por radar e o míssil guiado pro IR já aconteceu no passado. Os mísseis ar-ar SARH (semi-active radar homing) AIM-7 Sparrow tinham dificuldade de acertar alguma coisa menor que um Bear ou Bison, enquanto os inicias AIM-9 SideWinder podiam ser despistados com algum esforço. Vc lembra o que aconteceu? Derrubaram os aviões do jeito antigo, no canhão. Pois é. Ando sem tempo, mas minha memória ainda funciona. Tenho argumentado que as ‘bocas de fogo’ ainda são úteis, mesmo que para dar tiro de aviso… ou abater um grande quadrimotor resistente comandado… Read more »

joseboscojr

O A-Darter, como a maioria dos mísseis BVR, funciona de 3 maneiras: 1- LOBL: contra alvos próximos (10 km +-) o míssil ainda nos trilhos pode ativar e travar seu radar no alvo. O caça pode desengajar logo após o lançamento porque o míssil opera de forma autônoma (fire and forget); 2- LOAL: contra alvos em média distância (10 a 30 km), o míssil pode ser lançado com o radar desligado e seu sistema inercial irá levá-lo até um ponto onde ele irá ativar ser radar e buscar e travar no alvo. O caça pode desengajar logo após o lançamento… Read more »

juarezmartinez

Juarez Quer mais indignação: Esse Oficial superior – Eng. c/ Mestrado e Doutorado – com curso de nanotecnologia e sendo treinado no desenvolvimento, confecção e manufatura de cabeças de guiamento, solicitou ao Cap.AV, para conhecer o Derby. Cap. : – Por força contratual, sómente podemos fazê-lo com autorização superior. Agora só pessoal de uso e manejo os são. Nos entreolhamos meio que de “boca aberta”. Isso não é gozação. Está em nosso território, pagamos e ainda há restrições. Imaginei a situação que os chilenos passaram. Mas aqui, nada disso é mencionado. Portões abertos em 1-11-2014, esse Oficial superior entrou com… Read more »

joseboscojr

Ivan, Eu concordo plenamente! Só reitero que quando digo que canhões em caças irão desaparecer não é uma torcida minha e sim uma impressão que tenho dos fatos. Vejo uma tendência se formando. Das 3 versões do F-35, duas não têm. Acho temerário caças furtivos usarem o tiro terrestre e com mísseis que atiram por sobre o ombro e que podem estar instalados internamente acho temerário a aproximação para tiro aéreo. Mas minha impressão pode estar errada e essa tendência não se confirmar. Eu mudo de ideia facim-facim. E não duvido que eles ressurjam num céu repleto de caças furtivos… Read more »

Ivan

” vai ser alvo de um “tiro” de laser na fuça.” Ou na calda, ou nas costas, ou na barriga… Armas laser poderão ter uma disposição inovadora. Quanto ao Joint Strike Fighter é interessante observar que a versão CATOBAR da US Navy parece substituir o saudoso A-6 Intruder como aeronave de ataque em profundidade. Também com limitação de manobra a 7G o canhão será secundário mesmo. A versão STOVL já tem que carregar um monte de tralha, tipo fan lilft, tubeiras extras, ‘dobradiça’ de turbina. Deixar o canhão externo é prudente, leva quando precisar, como era nos Harriers, inclusive aquele… Read more »

Lyw

sergiocintra 20 de dezembro de 2014 at 13:40 Cara é incrível como está cada vez mais difícil muitos comentaristas aqui lidarem com um comentário contrário ao seu, por isto penso mil vezes antes de comentar em qualquer postagem aqui, as pessoas não conseguem digerir que outras tenham visões diferentes/contrárias as suas… Mesmo assim lá vai… É interessante como a FAB pode considerar o míssil com desempenho “satisfatório” tendo o índice de acertos informado pela sua “fonte” (1% a 2%). Na minha visão, 2% de acertos é um índice absurdo, significa que você precisará disparar 50 mísseis para poder acertar 1.… Read more »

joseboscojr

Lyw, Sem querer me meter e já me metendo e como o UFC ainda não começou rrsrsss vou dar meu costumeiro pitaco. Não necessariamente seria preciso disparar 100 mísseis para aferir a precisão dele. Uma maneira seria se em x tentativas do míssil adquirir um alvo que era para poder ser adquirido (de acordo com as especificações do fabricante), não for, mesmo estando nos trilhos e não sendo disparado. Há situações que o radar ou o visual diz que o alvo está lá e passa os dados ao míssil mas a cabeça de busca não sinaliza que travou no alvo.… Read more »

Iväny Junior

Bosco, o A-darter é um BVR IR? Já pode ser considerado como tal?

Pensava que só IRIS-T e ASRAM poderiam ser considerados nesta nomenclatura.

joseboscojr

Ivany,
Perdão!
Me referia no meu comentário das 17:27 ao Derby e não ao A-Darter.

Lyw

Valeu Bosco!

O que você acha de uma Força Aérea que “afirma em pública que um míssil com índice de acertos de 2% é satisfatório”?

sergiocintra

Lyw 20 de dezembro de 2014 at 20:39 Como é …cada vez mais difícil muitos comentaristas aqui lidarem com um comentário contrário ao seu, Quem postou ….Acho que o teu capitão ta fumando um bagulho muito louco… heheheh… Bichão: sou uma cara sexagenário, não sou moleque, Reportei o que ouvi, vindo de um profissional na atividade que provavelmente passou anos para se formar, respondendo a indagações de um oficial de patente superior a dele, achei oportuna dividir o que presenciei, pois não é sempre de temos esse tipo de oportunidade e mais uma vez repito: Se a informação ajudou =… Read more »

Iväny Junior

Não tem problema Bosco, a gente se equivoca de vez em quando 😀

Ivan

“…é incrível como está cada vez mais difícil muitos comentaristas aqui lidarem com um comentário contrário ao seu…” Vou discordar da discordância contra o contraditório. Sou um velho aprendiz, mas sempre fui um aluno irrequieto. Portanto algumas vezes ouso discordar do Mestre Bosco (por exemplo), a quem tenho como amigo ‘internético’ desde o início da Trilogia. O tema dos canhões é uma das (poucas) divergências, sendo que, havendo oportunidade, faço uma provocação saudável. Meu amigo, por sua vez, leva na esportiva e discute o tema, muitas vezes didaticamente. A busca é óbvia: aprender e testar nossos conceitos. O “comentário contrário”… Read more »

Ivan

Sérgio Cintra,

A informação ajudou.

Abç.,
Ivan.

Lyw

Sem problema Sérgio Cintra,

Meu saudoso avô (que Deus o tenha) era paciente até onde dava, tinha um pavio curto que só Deus sabe!

Ivan, o Bosco é um dos caras mais humildes que conheço, e um dos que mais sabem do que estão falando, aqui no aéreo.

Bosco, a cerveja já está quase no ponto, Stella geladinha num domingo a tarde é realmente um programão!

Victor Matheus

Muito obrigado novamente caro Bosco, mais uma dúvida esclarecida. Só não consigo imaginar como diabos conseguiram colocar um sensor IR junto a uma antena AESA em um mero seeker, pois se fosse em um míssil antinavio por exemplo, acredito que caberia mais espaço, mas em um míssil ar-ar parece que não dá pra caber rsrsrsrs! E sobre o F-22… poxa Bosco, mal nós conseguimos achar uma solução para igualar o combate e agora você me aparece com essa do Raptor camuflar o próprio calor hahaha!! Embora eu ache que pra aeronaves de quarta geração conseguirem se aproximar até 40km de… Read more »

joseboscojr

Victor,
Pois essa de combinar dois ou mais sensores será a moda na próxima década.
Vai uma listinha:

JAGM
Griffin C
SM2Block IIIB
RAM
SDB 2
Skeet
SADARM
BAT
LRASM
AARGM
Hsiung Feng II
ASM3
Arrow 2
Stunner
Barak 8
Brimstone DM

Um abraço.

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